'Erika Hilton não representa as mulheres biológicas', diz trans de direita
A posse da deputada Erika Hilton (Psol-SP) na presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara é alvo de críticas inclusive de quem, assim com ela, se identifica como uma pessoa transgênero. É o caso da influenciadora digital Sophia Barclay, popularmente conhecida como a trans de direita.
À coluna, Sophia, que soma quase um milhão de seguidores no Instagram e se apresenta como pré-candidata a deputada federal pelo Podemos de São Paulo, afirma que entende que o mais novo cargo de responsabilidade da psolista deveria pertencer a uma mulher biológica.
“Erika Hilton não representa as mulheres biológicas e também não me representa como travesti de direita”, afirma Sophia”. “A luta das mulheres precisa ser conduzida por quem vive essa realidade desde o nascimento.”
Na visão da trans de direita, tanto ela quanto Erika não têm como encararem situações que só mulheres biológicas conseguem enfrentar.
“Sou travesti e digo com toda clareza: a Comissão das Mulheres precisa representar as mulheres biológicas, que vivem na pele questões como gravidez, violência doméstica, desigualdade no mercado de trabalho e tantas outras realidades específicas”, avalia Sophia. “Esse espaço foi criado para dar voz a essas mulheres.”
Trans de direita promove abaixo-assinado contra Erika Hilton
Em relação à presença de Erika Hilton no comando da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, a trans de direita foi além das palavras para demonstrar a sua indignação. Ela criou um abaixo-assinado on-line contra essa situação.
Ativa desde a última quinta-feira, 12, a petição virtual já conta com a adesão de mais de 85 mil pessoas. “Nosso objetivo é simples: garantir que a Comissão das Mulheres seja conduzida por uma liderança que represente, de forma ampla e reconhecida, as mulheres do Brasil”, afirma Sophia, em mensagem da campanha contra a psolista.
O abaixo-assinado on-line contra Erika Hilton como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher está disponível na plataforma Change.org.
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