Bolsonaro passa a cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta do hospital nesta sexta-feira, 26, já sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. O equipamento foi instalado às 8h45, uma hora antes de sua saída da unidade de saúde. A medida cumpre decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu a prisão domiciliar temporária por 90 dias.
A transferência para o regime domiciliar ocorre depois da internação de Bolsonaro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de broncopneumonia. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, baseou-se em laudos médicos para afirmar que a saúde do político requer vigilância constante no “ambiente familiar”.
Ao fim do prazo de 90 dias, o STF reavaliará a necessidade da manutenção do regime domiciliar. Enquanto isso, o uso da tornozeleira eletrônica permite o acompanhamento em tempo real pelo Centro Integrado de Monitoramento (Cime). A instalação do item era condição imediata para que o ex-presidente deixasse o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, onde cumpria pena em regime fechado.
Esta não é a primeira vez que Bolsonaro utiliza o dispositivo. Em novembro de 2025, o ex-presidente teve a prisão preventiva decretada depois de tentar romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda enquanto estava em prisão domiciliar. Na ocasião, laudos da Polícia Federal confirmaram a tentativa de violação, o que motivou sua transferência para o regime fechado.
Restrições na domiciliar, além da tornozeleira
Bolsonaro deve seguir um conjunto de regras impostas pela Justiça para manter o benefício. O descumprimento de qualquer medida resultará no cancelamento imediato da prisão domiciliar e no retorno ao regime fechado.
Veja as principais restrições:
- Monitoramento: uso obrigatório de tornozeleira eletrônica com vigilância direta pelo Cime;
- Restrição de locomoção: permanência obrigatória na residência, salvo para emergências médicas ou consultas autorizadas;
- Incomunicabilidade: proibição de uso de celulares, redes sociais, telefones ou gravação de vídeos e áudios;
- Relatórios médicos: envio semanal ao STF de documentos detalhados sobre a evolução do quadro clínico;
- Distanciamento: proibição de acesso a manifestações ou acampamentos em um raio de 1 km da casa;
- Segurança: retomada da escolta oficial, desde que a lista de agentes seja enviada ao STF em 24 horas.

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