Ciro Nogueira reage à tentativa do PL de romper acordo com o PP em Santa Catarina
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) está insatisfeito com a recente movimentação de setores do Partido Liberal (PL), que buscam alternativas para romper o acordo firmado com a Federação União-PP em Santa Catarina.
No pacto inicial, o PL indicaria um candidato ao Senado, enquanto a federação escolheria outro. A deputada federal Carol De Toni era a candidata natural à vaga do PL, e Espiridião Amin (PP) seria o escolhido pela federação. Contudo, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) anunciou a entrada na disputa e busca ocupar a vaga destinada ao PL. Agora, o partido terá de decidir entre preservar o acordo com o União e o PP ou optar por uma chapa pura, com De Toni e Carlos.
Como informou Oeste, líderes do PL vão definir nas próximas semanas o futuro político de De Toni. Ela terá uma reunião com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto; com o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência nas eleições deste ano; com o senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado; e com o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello. No encontro, De Toni espera receber garantias de que concorrerá ao Senado pelo PL.
Os próximos passos do PP de Ciro Nogueira
Ao ser indagado por Oeste, neste sábado, 20, Ciro Nogueira respondeu que o PL havia garantido ao PP a candidatura de Amin ao Senado. Com a iminência do fim do acordo, o PP começa a articular o apoio ao atual prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), como candidato ao governo de Santa Catarina. Apesar de estar fora do PL, este último é prestigiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
O fim da parceria com a Federação União-PP também deve impactar as eleições presidenciais, pois o PL busca acordos nos Estados para construir bases de apoio à campanha de Flávio à Presidência. Sem PP nem União, o PL perde o apoio de vereadores, deputados estaduais e prefeitos da região, que deixarão de percorrer os municípios catarinenses para eleger o filho 01 de Bolsonaro.
PL, União e PP concentram um valor expressivo do fundo eleitoral (R$ 1,8 bilhão) e do tempo de propaganda. Cada legenda recebe sua parcela separadamente, mas, quando atuam na mesma coligação, conseguem direcionar volume significativo de verba e estrutura para as candidaturas prioritárias. Nesse caso, a manutenção do acordo ampliaria a capacidade de financiamento e comunicação da chapa majoritária no Estado. Uma divisão política, contudo, reduziria essa força conjunta.
revistaoeste

Nenhum comentário:
Postar um comentário