“Se o STF quer ser órgão político, deveria ter eleição para ministro”
Em entrevista ao Pleno Time desta terça-feira (24), o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo defendeu a possibilidade de haver eleições para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente – e desde a primeira Constituição republicana – os ministros são indicados pelo presidente da República e passam pelo crivo do Senado.
O Senado, porém, na visão de Ernesto, “não quer controlar o STF” e fazer jus a sua prerrogativa de pautar um impeachment de ministro, por exemplo.
– A gente sabe que a cúpula do Senado não quer controlar [o STF]. Porque também não quer a democracia representativa. Quer esse esquema paralelo de controle e de poder. O poder não está naquilo que você vê, está na Constituição. O poder está naqueles jantares, na troca de favores etc. – pontuou.
– Então, você tem uma imensa politização do Judiciário.
Para o ex-chanceler, o Judiciário se torna um órgão político, “sem o ônus disso numa democracia, que é submeter-se periodicamente a uma eleição”.
– Uma das ideias que já aventei seria a eleição direta para os ministros do Supremo. Já que é um órgão político, que a sociedade então eleja. São uma espécie de super-homens e supermulheres do poder – afirmou.

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