07/01/2026

LIBERTAÇÃO DE PRESOS POLÍTICOS NA VENEZUELA É EXIGIDO PELA ESPANHA

Espanha exige de Delcy libertação de presos políticos na Venezuela

Após Delcy Rodríguez, então vice de Nicolás Maduro, assumir interinamente a Presidência da Venezuela, o governo da Espanha cobrou a libertação imediata dos “presos políticos” espanhóis no país.

Rodríguez tomou posse na última segunda-feira (5) perante a Assembleia Nacional, depois de Nicolás Maduro ter sido detido pelas forças americanas e levado aos Estados Unidos, onde é acusado de narcotráfico e outros crimes.

O governo espanhol, crítico à intervenção militar americana, já havia anunciado na segunda, por meio do ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, que se dispunha a dialogar com Delcy Rodríguez.

A Espanha possui diversos interesses na Venezuela, inclusive empresariais, além de uma colônia de cerca de 150 mil pessoas.

O Executivo espanhol também anunciou que continuará mantendo a interlocução com a oposição venezuelana para alcançar um diálogo que possibilite a estabilidade no país.

O governo da Espanha confirmou que 14 pessoas de nacionalidade espanhola permaneciam detidas “arbitrariamente” em prisões da Venezuela, a maioria com dupla nacionalidade e nascidas ou residentes no país sul-americano.

Em setembro de 2025, o Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos (CLIPP) e o partido Vente Venezuela mencionaram a existência de cerca de 20 cidadãos espanhóis entre os encarcerados por motivos políticos.

Um dos casos mais recentes é a detenção de José María Basoa e Andrés Martínez Adasme em setembro de 2024, acusados de pertencerem aos serviços secretos espanhóis e de planejarem um atentado contra Maduro.

Com informações da EFE

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