Gilmar diz ter convicção de que anistia não avança no Congresso
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse, nesta segunda-feira (15), estar convicto de que o projeto para anistiar os condenados pelo 8 de janeiro de 2023 não será votado no Congresso. Em evento sobre democracia e soberania nacional no Teatro da PUC-SP, ele afirmou ter “confiança” que os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não permitirão que a pauta avance.
– Temos um diálogo muito profícuo, respeitoso e efetivo com o presidente Hugo Motta e o presidente Davi, e temos toda a confiança neles. (…) Temos confiança no respeito à institucionalidade – declarou.
Gilmar ainda afirmou que o STF está “unido” em defesa da democracia, e criticou a postura dos Estados Unidos envolvendo possíveis retaliações à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
– Seria absurdo que em uma pauta de negociação comercial o Brasil exigisse que os Estados Unidos revelassem os Epstein Files, não faz sentido algum. Seria absurdo, da mesma forma, exigir que nós interrompêssemos, suspendêssemos ou liberássemos qualquer pessoa de um julgamento absolutamente regular – assinalou.
No mesmo evento, o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, classificou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como o “maior líder fascista do século 21”.
Na ocasião, Edinho comentava a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado. O dirigente do Partido dos Trabalhadores descreveu essa como uma “vitória inquestionável”, mas afirmou que o “principal inimigo” do Estado Democrático de Direito é o fascismo, e esse ainda não foi vencido.
– O fascismo está em ascensão no mundo, o fascismo está em ascensão no Brasil. O Trump é o maior líder fascista do século 21. Não podemos ter receio dessa caracterização, tampouco de fazer um paralelo daquilo que antecedeu a Segunda Guerra Mundial – assinalou.
O evento em questão trata-se do 12º ato do grupo Direitos Já! e teve a presença de representantes do PT, PDT, MDB, PSB, PSDB, PSOL, PV e Rede Solidariedade.
Estiveram presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT), além de artistas, líderes religiosos, e juristas. O encontro contou com um momento de “abraçaço” em celebração à condenação de Bolsonaro e gritos de “sem anistia” aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023.
pleno.news

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