Em estreia na Crusoé, Moro elogia militares e diz que não vê risco de golpe
“As Forças Armadas brasileiras construíram sua história e merecem reconhecimento. Não há lugar, porém, para uma inusitada ‘intervenção militar constitucional’ para resolução de conflito entre Poderes”, afirmou o ex-ministro em artigo intitulado “Honra e Fuzis“.
Segundo Moro, ele foi contra faixas de intervenção militar em manifestações em favor da Lava Jato – e em favor do golpe contra Dilma Rousseff – em 2016 por temer correlacionar a operação com “alguma pauta antidemocrática”. O ex-juiz disse que conseguiu fazer com que apoiadores retirassem faixas em prol de intervenção em Curitiba, apesar delas serem frequentes em protestos da direita em outros estados.
“Os militares precisam ser honrados. Deles depende a segurança externa e a unidade do país. A história mostra que fizeram jus à confiança neles depositada nas batalhas mais difíceis. Na presente crise política, sanitária e econômica, precisamos dos militares, mas não dos seus fuzis e sim dos exemplos costumeiros de honra e disciplina”, diz Moro em outro trecho do texto.
Segundo ele, “não há espaço para uma ‘intervenção militar constitucional’ contra o Judiciário”, como pregam bolsonaristas. “Falando francamente, não vislumbro risco de movimento da espécie por parte das Forças Armadas, mas faria um bem a todos se não precisássemos tratar sobre esse tema tão recorrentemente”, afirmou.
No fim do artigo, o ex-ministro ainda explica sua nova empreitada como colunista da Crusoé. A revista é comandada pelo O Antagonista, portal classificado como uma espécie de porta-voz da operação Lava Jato. Moro diz que “escolheu” o veículo “pela independência jornalística e por ter com o corpo editorial algumas causas comuns, como o repúdio à corrupção e ao arbítrio”.
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