A história de Mussum, para além do Cacildis!
Carioca da gema, debochado e bonachão, Mussum não desperdiçava a chance de 'melar o pé' nem de criar neologismos terminados em “is” – ou “évis” – todos os domingos na TV. Sua personalidade folclórica resistiu ao tempo, atravessou gerações, e se transformou em uma memória vívida que paira no imaginário coletivo até de quem não tinha idade suficiente para ter visto suas performances junto de Os Trapalhões. Vira e mexe sua imagem ressurge ora em memes engraçadinhos nas redes sociais, ora em rótulos de alguma 'biritis' que pega carona na fama de 'bebumzis'. Mas engana-se quem limita o humorista, ator, músico, cantor e compositor Antônio Carlos Bernardes Gomes (1941-1994) ao personagem.
A fronteira entre eles (criador e criatura) é bem maior que o 'da poltrona' imagina, e o documentário “Mussum, um filme do cacildis” entra em cartaz nessa próxima quinta-feira (4) para desfazer estereótipos e ir além: “O Antônio Carlos tinha um outro lado bem diferente do Mussum trapalhão: ele também era engraçado na vida real, mas extremamente disciplinado e rigoroso, e só bebia socialmente. Tinha que dar conta de jornada dupla de trabalho, e não admitia piada racista nem preconceitos”, contou a diretora Susanna Lira.
Em Natal, o filme será exibido pela rede Cinemark dentro da programação do “Projeta às 7”, iniciativa que dá visibilidade à produções nacionais em sessões de segunda à sexta sempre às 19h.
“Espero que o projeto faça bem ao filme, é uma janela importante que pode criar um fluxo capaz de ampliar a presença do filme na grade – depende da receptividade do público. Estamos estreando em 20 praças”, disse a diretora, que já circulou com o documentário por festivais como o Mimo, em Recife e no Rio de Janeiro; o Aruanda na Paraíba; e o festival Arquivo em Cartaz (RJ).
Susanna acredita que daqui “uns três meses” o filme estará disponível em plataformas digitais como Globo Play e Canal Brasil – parceiros na produção.
Vocabulário do Mussum:
"Negão é o teu passadis"
"Quero morrer pretis se eu estiver mentindo"
"Criôlo é a tua véia!"
"Vou me pirulitar!" (ir embora, fugir)
"Glacinha!" (gracinha)
"Cacildis!"
“No seu forevis!”
"Trais mais uma ampola!" (pedindo uma garrafa de cerveja)
"Suco de cevadis" (cerveja)
"Ô do jabá!" (chamando o Didi)
"Faz uma pindureta" (querendo fiado)
"Vai caçá sua turmis!"
“Não sou faixa-preta cumpadi, sou preto inteiris”
“Paisis, filhis, espiritis santis”
“Suco de cevadis deixa as pessoas mais interessantis”
“Mais vale um bebadis conhecidis, que um alcoolatra anonimis”
“Todo mundo vê os porris que eu tomo, mas ninguém vê os tombis que eu levo!”
“Ta deprimidis? Eu conheço uma cachacis que pode alegrar sua vidis”
Serviço:
Estreia do documentário “Mussum, um filme do cacildis”, da diretora Susanna Lira. Quinta-feira (4), na rede Cinemark – sessões de segunda à sexta, às 19h.
Com informações da TN
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