Ministros trapalhões
Os Trapalhões
Ernesto Araújo: Relações Exteriores
Damares Alves: Mulher, Família e Direitos Humanos
Tarcísio Gomes: Infraestrutura
Ricardo Velez: Educação
Marcelo Álvaro: Turismo
Desde que o governo Bolsonaro começou, toda semana o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, demite alguém. Em 14 semanas, Vélez já trocou pelo menos 13 pessoas nos cargos de alto escalão. Em um país que se esforça para reduzir gastos, a alta rotatividade na Educação já gerou um custo de R$ 180 mil em pagamentos para secretários que se deslocam a Brasília para serem defenestrados logo em seguida. Vélez é a mais vistosa ave da ala de ministros exóticos do governo Bolsonaro. Uma equipe que tem se esmerado em provocar constrangimentos e trapalhadas.
No discurso anterior à posse, a promessa de Bolsonaro era formar um ministério enxuto, com apenas 15 pastas, eficiente e eminentemente técnico. De saída, quebrou-se a regra de austeridade: o governo chegou a 22 ministérios. Em alguns casos, porém, o perfil foi atingido. O ministro da Economia, Paulo Guedes, é o melhor exemplo, assim como o da Justiça, Sergio Moro. Também é assim com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Mas, em outras áreas, especialmente aquelas em que prevaleceu a indicação do astrólogo Olavo de Carvalho, os escolhidos beiram o bufo. Além de Vélez, há Ernesto Araújo, nas Relações Exteriores, versando a constrangedora defesa de que o nazismo de Adolf Hitler foi um movimento de esquerda, apenas porque o partido do déspota se chamava Nacional Socialista. E tem também Damares Alves, que assumiu o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, emitindo várias opiniões desvairadas, como aquela em que “meninos vestem azul e meninas vestem rosa”.
Com informações da Revista época

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