Rosa Weber reafirma posição adotada pela maioria do STF e manda político cumprir pena após condenação em 2ª instância
Por unanimidade de 7 votos, o TSE negou um pedido de um candidato a vereador para deixar de cumprir pena de prestação de serviços à comunidade com base em condenação por decisão de segunda instância.
A decisão contou com o voto da ministra Rosa Weber, cuja posição sobre a segunda instância é considerada decisiva na eventualidade de um novo julgamento sobre a questão no STF.
“Para repetir meu mantra nos últimos dias, eu vou repetir mais uma vez eu que em sede de habeas corpus, onde se examina a legalidade e a abusividade do ato apontado como coator, eu não tenho como assim reputar uma decisão judicial fundada na jurisprudência prevalecente do Supremo Tribunal Federal, ainda que o meu voto não tenha integrado a corrente majoritária”, disse a ministra no julgamento do TSE.
Rosa Weber votou da mesma maneira na semana passada no STF ao negar um pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para evitar a prisão. Em 2016, ela votou contra a execução de pena após condenação em segunda instância, mas negou o pedido de Lula em respeito à maioria formada naquele ano no STF.
Na sessão do TSE nesta quinta, os ministros Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, também integrantes do STF e favoráveis à prisão após segunda instância, também defenderam a chamada “execução antecipada” da pena.
“Nada na sociedade apresenta risco zero. A engenharia foi feita para construir e caem pontes. A medicina foi feita para curar, mas mata. Claro que os juízes fazem tudo para acertar, agora o erro autentica a humanidade do magistrado, mas excepcionalmente”, disse Fux.
Barroso, por sua vez, repetiu argumento de que a reversão da pena nas instâncias superiores à segunda instância é mínima.
globo.com
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