Renúncias de presidentes evidenciam crise nos grandes clubes do futebol do RN
Na carta renúncia encaminhada ao Conselho Deliberativo do América no dia 31 daquele mês, Beto, que havia assumido para um mandato de dois anos contados a partir de janeiro de 2016, alegou “não querer ser empecilho para promover o bem da agremiação”. Na ocasião, ele estava bastante pressionado pelos torcedores e também por outras lideranças alvirrubras que “exigiam” sua saída para, em contrapartida, realizarem investimentos e salvarem a instituição do que eles acreditavam ser uma “tragédia futura”. Pesou contra Beto as perdas dos títulos estaduais de 2016 e 2017, além da queda para a Série D do Brasileiro.
No caso de Judas Tadeu Gurgel, as motivações foram basicamente as mesmas. O diferencial, porém, é de que toda a crise acabou desencadeada por uma situação específica: o rebaixamento quase consumado da Série B para a Série C neste ano, impulsionado, claro, pelos graves problemas financeiros que deixaram o elenco sem receber salários ao longo de três meses ininterruptos. Apesar de tudo, Tadeu venceu os dois campeonatos estaduais que disputou na nova gestão, quebrando, inclusive, uma sequência de quatro anos sem títulos locais da equipe (entre 2012 e 2015 apenas América e Potiguar de Mossoró foram campeões no RN), fato que acabou sendo deixado de lado na crise atual.
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