Em carta sobre ‘defesa da ordem econômica’, procuradores do MPF pedem aumento salarial e mais subsídios aos salários
Ao fim do Encontro, a Associação Nacional dos Procuradores da República divulgou a carta de Ipojuca, resultado dos debates. No documento, os membros do MPF defendem prisões após sentenças de segunda instância, exclusividade da Procuradoria na condução dos acordos de leniência e resolução do Conselho Nacional do Ministério Público que dá ‘superpoderes’ ao parquet, alvo de questionamentos no STF. Os procuradores ainda ressaltam a importância do Ministério Público Federal nos maiores casos de combate à corrupção e argumentam a importância da atuação do órgão na recuperação de valores desviados.
Atualmente, o salário da categoria gira em torno dos R$ 28,9 mil, teto da categoria – eles têm direito a benefícios como auxílio moradia, além de gratificações. Neste ano, chegou a ser cogitado aumento de 16% para os membros do Ministério Público Federal. No entanto, em agosto, um mês antes do fim da gestão de Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral da República, o Conselho Nacional do Ministério Público voltou atrás e não incluiu a proposta no orçamento do ano que vem.
Na carta de Ipojuca, os procuradores reclamam de salários defasados.
“A defasagem absoluta e relativa dos subsídios põe em risco a preservação do próprio status constitucional da Instituição, e é particularmente injusta aos aposentados, que não têm acesso a verbas remuneratórias e indenizatórias recebidas na ativa”,sustentam.
Os procuradores dizem ser ‘imprescindível e urgente a reposição das perdas inflacionárias que corroem os subsídios das magistraturas federais, únicas carreiras de estado da União que não têm reajustes desde 2015 (e que repuseram parcialmente a inflação apenas de 2013 e anteriores)’.
ESTADÃO CONTEÚDO
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