Além de Alckmin, Aécio e o ministro José Serra disputam internamente a vaga de presidenciável em 2018. Sentindo-se ameaçados, Serra e Aécio se uniram nas últimas semanas em torno de um acordo para minar a força do governador paulista, que saiu fortalecido da eleição deste ano com a vitória de seu apadrinhado, João Doria, para a prefeitura de São Paulo. A prorrogação do mandato de Aécio na direção do PSDB até maio de 2018 foi aprovada anteontem na Executiva do partido com esse propósito.
O governador demonstrou incômodo com a ofensiva dos adversários de partido e se surpreendeu com a decisão. Entretanto, ninguém disse ter ouvido de Alckmin a possibilidade de ele abandonar o PSDB. Mas a possibilidade existe, e uma das legendas cotadas seria o PSB, do vice-governador Marcio França.
O melhor para Alckmin seria a eleição de um novo presidente do partido no lugar de Aécio. O que ele mais desejava era que o senador estivesse longe do comando da legenda no momento de escolha do presidenciável do PSDB em 2018. Percebendo que essa opção não se concretizaria, aliados do governador passaram a considerar nos últimos dias que uma prorrogação do mandato de Aécio somente até janeiro de 2018. Seria um bom meio-termo para Alckmin, já que Aécio continuaria de fora do comando do partido no momento de definição do próximo presidenciável. Mas foram voto vencido.
O Globo
Um comentário:
O sujo querendo o lugar do mal lavado. Se algum desses for eleito presidente, o nordeste tá lascado.
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