STF recebe mais uma investigação contra Renan Calheiros
Desde 2013, Renan foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República
(PGR) ao Supremo pelo suposto recebimento de dinheiro da construtora
Mendes Júnior para apresentar emendas que beneficiariam a empreiteira.
Em troca, o senador teria as despesas pessoais da jornalista Monica
Veloso, com quem mantinha relacionamento extraconjugal, pagas pela
empresa.
Renan apresentou recibos de venda de gado em Alagoas ao Conselho de
Ética do Senado, na ocasião, para comprovar um ganho de R$ 1,9 milhão. A
suspeita de investigadores é de que as notas sejam frias. Ele foi
acusado por uso de documento falso, falsificação de documentos e
peculato referente ao escândalo.
O novo procedimento de investigação encaminhado ao STF, desta vez,
apura as práticas dos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. A
suspeita é de que exista fraude contábil e tributária. A apuração ainda
precisa ser analisada pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator do caso
na Corte, mas já tem quase 2 mil páginas existentes com base em uma
“notícia de fato” sobre o caso. Procurada, a defesa de Renan Calheiros
disse que ainda não tem conhecimento da nova apuração.
A denúncia oferecida pela PGR em 2013 havia sido pautada, no início
do mês, para julgamento pelo plenário do STF. Na última sexta-feira, no
entanto, Fachin retirou o caso de pauta após apresentação de uma
manifestação pela defesa do peemedebista alegando uma falha processual.
O caso foi remetido à Procuradoria-Geral da República (PGR) e, após
manifestação da Procuradoria, será novamente analisado pelo ministro.
Além da denúncia relativa ao caso Monica Veloso e da nova apuração
encaminhada ao Supremo, Calheiros é alvo de ao menos seis inquéritos no
âmbito da Operação Lava Jato, entre eles a investigação por suposta
formação de quadrilha envolvendo políticos no esquema de corrupção na
Petrobras.
Agência Estado
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