Com prisão decretada, João Santana e sua mulher chegam ao Brasil
Atingidos pela 23ª fase da Operação Lava Jato, iniciada na segunda,
ambos foram alvo de mandados de prisão temporária. O voo que veio de
Punta Cana estava programado para desembarcar as 10h, mas chegou mais
cedo.
Santana, que foi responsável pelas campanhas presidenciais de Lula
(2006) e Dilma Rousseff (2010 e 2014), estava na República Dominicana,
onde trabalhava para reeleição do presidente Danilo Medina. O pedido de
prisão do publicitário repercutiu na imprensa do país.
João Santana e Monica Moura vieram acompanhados do advogado Fábio
Tofic no voo e estavam entre os últimos passageiros a desembarcar.
Voaram na classe econômica e sentaram juntos durante a viagem. Não havia
primeira classe nesse voo. O casal não foi alvo de manifestação de
nenhum passageiro.
Agora, eles seguirão para Curitiba em um avião da Polícia Federal. Os
depoimentos de Santana e de sua mulher ainda não foram marcados, mas a
expectativa da defesa é que aconteçam na quinta (25). Tofic afirmou que
seus clientes “estão machucados, mas tenho confiança que darão todos os
esclarecimentos possíveis”.
A principal acusação é que ele e sua mulher, Mônica Moura, receberam
US$ 7,5 milhões no exterior de Zwi Skornicki, lobista de um estaleiro
que tem negócios com a Petrobras, e de offshores ligadas à empreiteira
Odebrecht.
De acordo com o juiz federal Sergio Moro, responsável pelas ações da
Lava Jato em Curitiba, a mulher de marqueteiro sabia que os recursos
recebidos eram ilícitos. A investigação chegou a João Santana depois que
autoridades apreenderam um bilhete que Monica enviou a Skornicki.
Na segunda, uma equipe da Polícia Federal cumpriu mandados de busca e
apreensão no apartamento de João Santana, em um prédio no Corredor da
Vitória, em bairro nobre em Salvador.
Houve buscas também na residência de Santana no condomínio Praia de
Interlagos, em Camaçari, na região metropolitana de Salvador.
No último dia 12, a Folha revelou que a Lava Jato investiga indícios
de pagamentos da Odebrecht ao marqueteiro das campanhas presidenciais em
contas no exterior.
Na semana passada, o juiz Moro negou acesso aos advogados do
marqueteiro aos autos da investigação sobre remuneração recebida pela
Odebrecht.
Os escritórios da empreiteira em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia também foram alvo de busca e apreensão da PF.
Folha Press
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