A criança negra que parece fora de lugar
Um garoto negro, porém, parece não ter o direito de usufruir deste momento de farra hipercalórica no Brasil, como exemplifica o caso de um menino - cuja mãe é branca - que foi abordado de forma ríspida na loja da rede Burger King em Ipanema, no Rio de Janeiro, na semana passada.
Em depoimento publicado no portal Geledés, Geórgia Jatahy Kitsos, nascida e criada na área nobre da capital fluminense, denunciou que seu filho de 12 anos recebeu de um "Ei, ei, psiu, está fazendo o quê?" de um segurança do local, simplesmente por se aproximar da máquina de refrigerantes do restaurante.
Após o garoto se dirigir à mãe, o segurança entendeu que ele era filho de Geórgia e mudou de atitude, pedindo desculpas pelo engano. Interpelado por ela se teria a mesma reação se o menino fosse "loiro e de olho azul", o vigilante respondeu que não, mas se justificou dizendo que às vezes "uns moleques entravam e ficavam mexendo na máquina". Até quando meu Deus teremos que conviver com isso?
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