Políticos recebiam propina da Lava Jato em casa
Os políticos envolvidos no esquema de corrupção na Petrobras, investigado na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, recebiam dinheiro vivo de propinas diretamente em suas casas, de acordo com a revista Veja, publicada neste sábado. Entre os nomes citados na reportagem estão João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, e Roseana Sarney, governadora do Maranhão.
Segundo a publicação, Rafael Ângulo Lopez era o braço direito do
doleiro Alberto Youssef e era responsável por distribuir as quantias nas
residências dos acusados. Veja afirma que, durante quase 10 anos, ele
viajou pelo Brasil com notas amarradas ao corpo, sem nunca ser
capturado.
O ponto de partida seria a cidade de São Paulo e os destinos variavam
entre cidades como Brasília, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Maceió e
São Luís, além de outros países, como Peru, Bolívia e Panamá.
Ainda de acordo com a revista, o jeito discreto, o ar formal e a dupla
cidadania (espanhola e brasileira) de Lopez o deixaram fora de suspeita
por muito tempo, já que usava seu passaporte espanhol em suas viagens.
O dinheiro era acomodado junto ao corpo com camadas de fita adesiva e
filme plástico e, nas ocasiões em que o volume era muito grande, Lopez
contava com ajuda de outras pessoas.
A reportagem de Veja também informa que o homem tinha o costume de
anotar e guardar comprovantes das operações clandestinas e já se
ofereceu para fazer acordo de delação premiada, assim como Alberto
Youssef.


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