15/12/2014

DIRETORIA FORTE

Cresce pressão pela troca da atual diretoria da Petrobras

Venina Velosa aponta irregularidades que implicaram em prejuízos milionários à Petrobras
A pressão pela troca da atual direção da Petrobras aumentou após a revelação de que a presidente da estatal, Graça Foster, foi informada sobre irregularidades antes de virem à tona as investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Além de não terem sido tomadas providências em parte das denúncias da geóloga Venina Velosa da Fonseca, a funcionária relatou ter sofrido represálias da antiga e da atual direção. Ela deve prestar depoimento ao Ministério Público Federal nesta semana.
Dida Sampaio

Após a divulgação desses fatos pelo jornal Valor Econômico, a oposição voltou a cobrar a saída de Graça e vai pedir o indiciamento dela no relatório paralelo da CPI Mista da Petrobras. “Ela vai se transformando numa presidente fraca, que não tomou medidas para conter os desmandos na Petrobrás”, disse o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA). Na terça-feira, dia 9, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já havia se posicionado pela troca de comando na estatal

Venina era gerente executiva da Diretoria de Abastecimento - subordinada a Paulo Roberto Costa, delator do esquema de desvios na estatal - quando fez a primeira denúncia sobre despesas irregulares da empresa, em 2008. Nos anos seguintes, ela apontaria elevação de custos da refinaria de Abreu e Lima, um dos focos da Lava Jato, e na comercialização de óleo combustível no exterior. Nesse último caso, já sob a gestão de Graça e com José Carlos Cosenza no lugar de Costa, não foram tomadas providências a respeito, segundo a reportagem.

Nenhum comentário: