Luiz Inácio começa ‘trabalho’ para disputar a presidência do país em 2018
Já escalado pelo PT para disputar o Planalto em 2018, o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva empenha-se em pavimentar o
caminho com doses cada vez maiores de intervenção no governo Dilma
Rousseff. Uma posologia que combina um “detour” em direção ao mercado,
apadrinhamentos de ministros sintonizados com o setor produtivo e menos
PT na Esplanada.
Lula não quer atuar apenas como animador para que a militância
compareça em massa à posse da presidente, no dia 1.º, em Brasília. A
ideia é que a gestão da “criatura” seja melhor do que o primeiro mandato
do ponto de vista administrativo e com índices econômicos mais
vistosos.
Lula insistiu para que Dilma o imitasse na economia, surpreendendo a
todos ao trazer um nome do mercado para a equipe econômica. Com ele, a
cartada foi Henrique Meirelles, então deputado eleito pelo PSDB, para o
Banco Central; com Dilma, Joaquim Levy, funcionário graduado do
Bradesco.
Com influência no futuro governo de Dilma e um toque pessoal nos
rumos do PT, Lula acredita que tornará o partido viável para tentar o
quinto mandato seguido de um petista na Presidência da República. E isso
exigirá uma radical renovação nos quadros da legenda, hoje envelhecida,
segundo o ex-presidente. Os planos para esse rejuvenescimento já foram
feitos.
Um exemplo claro de como tem agido o ex-presidente é o de que Lula
jamais moveu um dedo para salvar o mandato do ex-deputado André Vargas
(PR), ex-secretário de comunicação da Executiva do PT suspeito de
envolvimento com o doleiro Alberto Youssef. Vargas teve o mandato cassado na quarta-feira.

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