Acordo na CPI da Petrobras deixa Lula, Dilma e Aécio fora de depoimentos
Um amplo acordo entre os integrantes da CPMI (Comissão Parlamentar
Mista de Inquérito) da Petrobras, selado nesta quarta-feira (5),
rejeitou requerimentos apresentados para ouvir a presidente Dilma
Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Aécio
Neves (PSDB-MG), derrotado na corrida presidencial.
Eles e outras figuras importantes que tiveram os nomes envolvidos nas
denúncias de corrupção na estatal, como o ex-ministro Antonio Palocci e
a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), ficaram de fora da lista de
convocados para prestar esclarecimentos. A justificativa apresentada
pela comissão é a falta de tempo para concluir os trabalhos, que devem
se encerrar no dia 18 de dezembro.
Na reunião realizada nesta quarta, os deputados e senadores tinham
que votar 497 requerimentos. Para viabilizar a sessão, os parlamentares
fizeram um acordo de nem apreciar os requerimentos que não tinham
consenso na comissão. Com isso, os pedidos de convocação dos políticos
nem chegaram a ser votados.
O presidente da CPMI, senador Vital do Rego (PMDB-PB), agradeceu o
empenho dos líderes em fechar o acordo e avaliou que os requerimentos
escolhidos e aprovados são essenciais para a investigação.
“Desde a semana passada tentamos alinhavar um entendimento entre os
líderes partidários, reconhecendo o volume e a importância dos quase 500
requerimentos a serem deliberados. Ao longo desta semana, iniciamos a
produção de um entendimento, que consumamos agora nesta reunião. Quero
parabenizar os líderes porque conseguiram, com eficiência, lucidez,
serenidade, objetividade, trabalhar um bloco de requerimentos com
pedidos de informação e convites e convocações, que são fundamentais.”
Entre os convocados, estão os sócios das empresas que seriam
utilizadas pelo doleiro Alberto Youssef para lavagem de dinheiro
desviado da Petrobras. Para as próximas semanas, estão confirmados os
depoimentos da diretora-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo),
Magda Chambriard, e do gerente de contratos da Petrobras , Edmar Diniz
de Figueiredo.
R7

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