05/11/2014

CHEIRANDO MAL

Acordo na CPI da Petrobras deixa Lula, Dilma e Aécio fora de depoimentos

Foto: Divulgação
Um amplo acordo entre os integrantes da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) da Petrobras, selado nesta quarta-feira (5), rejeitou requerimentos apresentados para ouvir a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado na corrida presidencial.

Eles e outras figuras importantes que tiveram os nomes envolvidos nas denúncias de corrupção na estatal, como o ex-ministro Antonio Palocci e a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), ficaram de fora da lista de convocados para prestar esclarecimentos. A justificativa apresentada pela comissão é a falta de tempo para concluir os trabalhos, que devem se encerrar no dia 18 de dezembro.

Na reunião realizada nesta quarta, os deputados e senadores tinham que votar 497 requerimentos. Para viabilizar a sessão, os parlamentares fizeram um acordo de nem apreciar os requerimentos que não tinham consenso na comissão. Com isso, os pedidos de convocação dos políticos nem chegaram a ser votados.

O presidente da CPMI, senador Vital do Rego (PMDB-PB), agradeceu o empenho dos líderes em fechar o acordo e avaliou que os requerimentos escolhidos e aprovados são essenciais para a investigação.

“Desde a semana passada tentamos alinhavar um entendimento entre os líderes partidários, reconhecendo o volume e a importância dos quase 500 requerimentos a serem deliberados. Ao longo desta semana, iniciamos a produção de um entendimento, que consumamos agora nesta reunião. Quero parabenizar os líderes porque conseguiram, com eficiência, lucidez, serenidade, objetividade, trabalhar um bloco de requerimentos com pedidos de informação e convites e convocações, que são fundamentais.”

Entre os convocados, estão os sócios das empresas que seriam utilizadas pelo doleiro Alberto Youssef para lavagem de dinheiro desviado da Petrobras. Para as próximas semanas, estão confirmados os depoimentos da diretora-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Magda Chambriard, e do gerente de contratos da Petrobras , Edmar Diniz de Figueiredo.

R7

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