Marinho Chagas: “A Copa abre as portas”
Considerado
um jogador à frente do seu tempo, o então lateral, hoje seria chamado
de ala, Marinho Chagas foi trocado por pares de chuteira, uniformes e
algumas bolas de futebol. Deixou o Riachuelo e passou a integrar as
cores do ABC numa quarta-feira à noite chuvosa, em 1969 na capital
potiguar. Neste dia, nenhum dos poucos presentes saberia que naquele
instante testemunharia o nascimento da maior estrela do futebol do Rio
Grande do Norte até esse momento. O natalense Marinho Chagas, único
potiguar a jogar uma Copa do Mundo, foi peladeiro no espaço próximo ao
rio Potengi, denominado Salgadeira, devido a aproximação do Curtume São
Francisco, da família João Motta. ele morando na rua Benjamin Constant,
no Alecrim. Seus irmãos João, Clodoaldo e “Bomba” também se dedicaram ao
futebol, porém muito longe do brilho do irmão Marinho Chagas (Francisco
das Chagas Marinho). Atuou 36 partidas pela Seleção Brasileira, com 24
vitórias, nove empates e apenas três derrotas, assinalando quatro
gols. Foi campeão da Copa Rio Branco e Copa Roca (extintas), Taça do
Atlântico e do Torneio Bicentenário dos EE.UU. em 1976.
Marinho Chagas foi eleito o melhor lateral do mundo na Copa de 1974
O
detalhe: o natalense Marinho nunca perdeu para a Argentina, nem
amistoso nem jogo oficial. Uma das formações do Brasil contra os
argentinos foi esta: Leão, Zé Maria, Luiz Pereira, Marinho Chagas e
Marinho Peres, Carpeggiani, Valdomiro, Rivelino e Dirceu, Jairzinho e
Paulo César “Caju”. Técnico, Zagallo. Esta, a equipe que derrotou os
argentinos na Copa de 74, por 2x1.
Hoje, aguardando a
nomeação para ser embaixador do estado na Copa do Mundo de 2014, tendo
passado pela Seleção Brasileira, Botafogo, Náutico e Cosmos dos Estados
Unidos, Marinho Chagas festeja a chegada da Arena das Dunas e afirma que
esse pode ser o surgimento de uma nova era de desenvolvimento para o
futebol e para a cidade de Natal.


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