04/06/2012

O CIRCO ESTÁ ARMADO


 
Senadores se reúnem para evitar cassação de Demóstenes

Quatro senadores estão preocupados com o Caso Demóstenes Torres (sem partido-GO). Eles estão com medo que o senador goiano não seja cassado e que o seu caso vire “pizza”. Na última quinta-feira (31), os senadores Ana Amélia Lemos (PP-RS), Pedro Taques (PDT-MT), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e o relator do caso Demóstenes, Humberto Costa (PT-PE), reuniram-se no plenário do Senado para definir estratégias para evitar “a pizza”.

Até agora, foi definido o seguinte plano: fazer com que os senadores abram os seus votos e assim, combate as ausências no dia da votação em pleno plenário. Mas, eles não sabem como vão forçar a abertura dos votos.

O grupo incumbiu o senador Pedro Taques, que era procurador da República, de estudar qual a melhor forma jurídica de assegurar a publicidade dos votos. Como a votação deve ocorrer em cédula de papel, uma das possibilidades seria cada senador exibir o voto antes de colocá-lo na urna. Mas os colegas foram alertados por Taques que, de acordo com a Lei Eleitoral, a exibição da cédula anula o voto. Resta, portanto, um questionamento se isso se estende às votações do Senado.

O voto para cassação de mandato é aberto no Conselho de Ética e fechado no plenário. Para Demóstenes Torres ser cassado, será preciso que tenha 41 votos a favor da cassação. As ausências têm exatamente o mesmo efeito do voto pela absolvição.

O grupo já está colocando mensagens nas redes sociais para falar que ausentando a votação, estará ajudando Torres a não ser cassado.

A meta do grupo ao alardear a situação na internet é evitar que os colegas busquem desculpas, como viagens profissionais e doenças de família, no dia da votação. Outra estratégia do grupo é tentar garantir a publicidade dos votos no plenário do senador que assim desejar.

A expectativa é que Demóstenes seja julgado no Conselho de Ética em duas semanas. Em seguida, o processo segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para ser analisado e só depois vai ao plenário. A tendência é que o ato final do processo aconteça até meados de junho, antes do recesso parlamentar.

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