Senadores se reúnem para evitar cassação de Demóstenes
Quatro senadores
estão preocupados com o Caso Demóstenes Torres (sem partido-GO). Eles
estão com medo que o senador goiano não seja cassado e que o seu caso
vire “pizza”. Na última quinta-feira (31), os senadores Ana Amélia Lemos
(PP-RS), Pedro Taques (PDT-MT), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e o relator
do caso Demóstenes, Humberto Costa (PT-PE), reuniram-se no plenário do
Senado para definir estratégias para evitar “a pizza”.
Até agora,
foi definido o seguinte plano: fazer com que os senadores abram os seus
votos e assim, combate as ausências no dia da votação em pleno
plenário. Mas, eles não sabem como vão forçar a abertura dos votos.
O
grupo incumbiu o senador Pedro Taques, que era procurador da República,
de estudar qual a melhor forma jurídica de assegurar a publicidade dos
votos. Como a votação deve ocorrer em cédula de papel, uma das
possibilidades seria cada senador exibir o voto antes de colocá-lo na
urna. Mas os colegas foram alertados por Taques que, de acordo com a Lei
Eleitoral, a exibição da cédula anula o voto. Resta, portanto, um
questionamento se isso se estende às votações do Senado.
O voto
para cassação de mandato é aberto no Conselho de Ética e fechado no
plenário. Para Demóstenes Torres ser cassado, será preciso que tenha 41
votos a favor da cassação. As ausências têm exatamente o mesmo efeito do
voto pela absolvição.
O grupo já está colocando mensagens nas
redes sociais para falar que ausentando a votação, estará ajudando
Torres a não ser cassado.
A meta do grupo ao alardear a situação
na internet é evitar que os colegas busquem desculpas, como viagens
profissionais e doenças de família, no dia da votação. Outra estratégia
do grupo é tentar garantir a publicidade dos votos no plenário do
senador que assim desejar.
A expectativa é que Demóstenes seja
julgado no Conselho de Ética em duas semanas. Em seguida, o processo
segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para ser analisado
e só depois vai ao plenário. A tendência é que o ato final do processo
aconteça até meados de junho, antes do recesso parlamentar.
No Minuto
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