

Atirando com polvóra alheia
#Inquérito da Polícia Federal revela que um sobrinho do deputado federal João Maia (PR-RN) recebia propina de 5% em cima dos valores pagos a uma empresa contratada pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Este é um dos 74 inquéritos abertos pela PF para investigar desvio de verbas no órgão, vinculado ao Ministério dos Transportes, comandado até ontem pelo PR. O sobrinho do deputado, Gledson Maia, ocupava o cargo de chefe de engenharia do Dnit no Rio Grande do Norte. O suposto esquema foi desbaratado no fim de 2010 pela Operação Via Apia e envolveu ao menos mais uma empresa e um consórcio de empreiteiras. O pagamento da propina ocorria logo depois que os valores eram liberados pelo governo. Segundo a PF, foram desviados cerca de R$ 2 milhões. Gledson Maia deixou o cargo no fim do ano passado, após ser preso pela PF. Foi flagrado ao lado de uma churrascaria com o sócio de uma das empresas contratadas pelo Dnit. Na ocasião, foram apreendidos R$ 50 mil que seriam propina.
COBRANÇA DE 5%
Depoimentos e escutas telefônicas obtidos pela polícia indicam que ele "exigia" a comissão de 5% e que, assim que a empresa recebia do Dnit, "cobrava insistentemente" sua parcela. No inquérito , são citados como possíveis fontes de propina as empresas Arteleste e ATP Engenharia, além do consórcio Constran-Galvão-Construcap, que foi contratado por R$ 172 milhões para duplicar um lote da BR-101. Segundo a Polícia Federal, Gledson mantinha escondida em sua carteira de motorista uma possível "lista da propina", com nomes de empresas e valores. Também foi recolhido pelos policiais com Gledson um cheque de R$ 700 mil, assinado pelo seu tio deputado. Na investigação, a PF apreendeu um outro cheque, de R$ 258,6 mil, com um funcionário do Dnit no Rio Grande do Norte. O canhoto foi encontrado com Túlio Beltrão Filho, dono da Arteleste, empresa do Paraná. De janeiro de 2009 até junho passado, a empresa recebeu R$ 58 milhões do Dnit. O empresário também foi preso. Os pagamentos vinham ocorrendo desde ao menos o início de 2009, segundo testemunhas ouvidas pela PF.
JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
DE BRASÍLIA
Nota do Blog: Agora não é tão difícil entender o porque de um derrame tão grande de dinheiro numa eleição, seja custeando a sua própria candidatura, ou patrocinando outra qualquer. Aquilo que não é meu e nem é teu, é de todo mundo. Não é forró, mas é um "rabo cheio".
3 comentários:
Será que Ceará-Mirim foi agraciada com parte dessas verbas? Não em obras - claro - pois não existem. Refiro-me à última campanha...
claro que foi, mas grave ainda é a forma como foi e tá sendo devolvido essa grana : tá saindo do nosso bolso, o cidadão comum. Em todas as prefeituras que recebeu o apoio, o funcionário responsavel pela tributação dos municipios é indicação do deputado. e aí ?
Esse é o mesmo partido que governa C.Mirim, gato escaldado tem medo d'agua fria! e João Maia estar por perto!. Quém ajudou João Maia a eleger Peixoto foi: Sallí, Luiz Antonio Nobre, Luiz Antonio (vice), Cauby, Margarida Lima, Chico Pão de Bóia, Antonio Ivo e Juna (vereadora) todos eles hoje viraram oposição, e estão dando uma de bonzinho, mas, toda C.Mirim sabe que foi Peixoto quém os descartou, daí de terem ido para a oposição, e hoje aproveita o desastre dessa administração que realmente é a pior dos últimos 40 anos, e querem dar uma de bobinho e assim enganar o povo de C.Mirim mais uma vez, um candidato apoiado por Sallí, se eleito, tem de se dobrar ao seus pés e quém tem espinha dorsal não aceita esta imposição, certo Peixoto em caminhar com seus próprios pés!. Mané Suéca.
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