

Operação Higia: Empresário declara que Wilma de Faria sabia das irregularidades
O empresário Anderson Miguel, um dos réus da Operação Higia, que investiga um suposto esquema de desvio de verba pública e fraude em licitações no Governo do Estado, foi interrogado durante todo o dia desta quinta-feira (25) e prestou depoimentos "bombásticos". Ele declarou que a ex-governadora Wilma de Faria (PSB) tinha conhecimento de todas as supostas irregularidades que aconteceriam no processo de contratação dos serviços de higienização hospitalar, alvo da investigação.
Diante do juiz Mário Jambo, o réu afirmou que chegou a pagar R$ 3 milhões em propina para que fossem facilitados os pagamentos do contrato firmado entre sua empresa, A&G Locação de Mão de Obra e a Secretaria Estadual de Saúde, que segundo ele, era comum atrasar. Segundo Anderson, a destinação final desse dinheiro era o filho da ex-governadora, Lauro Maia e o ex-secretário da Casa Civil e de Planejamento e Finanças, Vagner Araújo, um dos homens de confiança da administração de Wilma e candidato a vice-governador na chapa do PSB em 2010.
Durante o interrogatório, o empresário disse que quem ia buscar esses valores em seu escritório para levá-los aos destinatários eram o ex-secretário adjunto de Esporte e Lazer do estado, João Henrique Lins Bahia Neto, o jornalista Diógenes Dantas, o irmão da ex-governadora, Fernando Faria e o ex-prefeito de Macaíba, Luiz Gonzaga. O réu ainda declarou, em seu interrogatório, que o deputado Wober Junior, na época chefe do Gabinete Civil, chegou a solicitar o repasse de 15% do valor de um contrato de mão de obra para o SAMU, o que representaria cerca de R$ 40 mil.
Outro lado O ex-secretário municipal da Mobilidade Urbana (Semob), Kelps Lima, divulgou nota à imprensa se pronunciando após ser citado pelo empresário Anderson Miguel. Kelps Lima afirma não conhecer o empresário. "Nunca estive com ele pessoalmente, Nunca falei com ele pelo telefone, ou por qualquer outro meio de comunicação. Nunca estive em sua empresa, nem ele no meu escritório".
O jornalista Diógenes Dantas, também citado no depoimento, se pronunciou a respeito das declarações do empresário em matéria no portal Nominuto.com, do qual é proprietário. Abaixo trecho da declaração de Diógenes Dantas no portal.
"o jornalista Diógenes Dantas rechaça qualquer tipo de envolvimento. “Eu estou surpreso com citação do Anderson Miguel, um dos denunciados na Operação Hígia". O jornalista confirma sim que esteve na A&G, mas foi a convite de Anderson para apresentar o portal Nominuto.com, veículo que Diógenes Dantas dirige.
“Por solicitação dele, eu estive na sede da empresa A&G em novembro de 2007 para apresentar o projeto do Portal Nominuto.com e tentar vender espaço comercial como sempre fiz nos contatos com empresários e dirigentes de instituições públicas, afinal, como veículo de comunicação, o Nominuto se mantém com a venda de propaganda. No dia 30 de novembro daquele ano, conforme arquivo no portal, foi encaminhada uma proposta comercial que sequer vingou, cessando aí qualquer tipo de contato com esta empresa, que na época da visita merecia o meu respeito e foi tratada de forma idônea como tenho agido ao manter reuniões com potenciais anunciantes do mercado local”.
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