13/11/2010

CEARÁ-MIRIM: ALERTA DA DENGUE



Epidemia de dengue não é descartada em Ceará-Mirim





Em segundo lugar no ranking nacional dos maiores índices de infestação predial pela larva do mosquito da dengue, Ceará-Mirim, município com 68 mil habitantes, conta com apenas 18 agentes públicos de saúde para fiscalizar, orientar a população e atuar no combate ao mosquito Aedes aegypti, causador da doença. Entre janeiro e setembro de 2010, foram analisados 35 casos suspeitos pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica do Hospital Municipal Pecílio Alves de Oliveira, dos quais quatro foram confirmados como dengue tipo 1 (simples). Apesar do alto índice de infestação, nenhum óbito pelo tipo hemorrágico foi detectado nos últimos dois anos na cidade.

Um dos fatores que contribui para que o município ocupe a segunda posição no ranking nacional, com uma média de 11,4% dos prédios com larvas do mosquito, é a ausência de moradores em alguns deles. “Muitos imóveis estão fechados há muito tempo e não sabemos se dentro há reservatórios de água sem a devida proteção”, salienta a secretária adjunta de Saúde, Maristela da Rocha. Ela afirma que a Secretaria desconhecia a listagem divulgada pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, na quinta-feira passada, e admite que o número de agentes é insuficiente para cobrir um universo de 13.500 imóveis.

Além dos problemas gerados pelos imóveis fechados, que impossibilita a visita do agente de saúde, a quantidade de lixo espalhada pelas ruas do município se torna mais um fator contribuinte para a proliferação do mosquito. Nos bairros Passa e Fica e Planalto, é fácil visualizar as montanhas de lixo com objetos que podem acumular água. “Faz mais de 15 dias que o caminhão do lixo não passa na minha rua”, comenta a moradora da rua Bela Vista, Adriana Maria.

Para o agente de saúde pública, Edmilson Pereira de Souza, a população também deve ser consciente dos problemas trazidos pelo mosquito. “A gente conversa, orienta e muitas pessoas ainda cometem os mesmos erros”. Ele comenta que em muitas casas existem reservatórios de água sem tampa ou proteção que impeça a reprodução do Aedes aegypti.

O coordenador de Endemias do município, Wanderley de Morais, afirmou que no último Levantamento de Índice Rápido por Infestação (LIRA), realizado há quinze dias, a média da cidade foi de 5,6%. “Essa foi a primeira vez que Ceará-Mirim participou do LIRA nacional e o número aferido dobrou”. Ele afirma que atuará de forma mais intensa na visita aos imóveis e na conscientização da população sobre o risco de epidemia na região.

A assessora técnica da Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde, Lúcia Fátima, explica que esse controle cabe aos municípios. Especialmente se a proliferação dos focos ocorrer por acúmulo de lixo. Os técnicos da Sesap monitoram a situação e os carros fumacês são enviados apenas se essa proliferação de mosquitos implicar, também, em considerável aumento no número de pessoas infectadas. “Tem que identificar os criadouros - função do Município - porque o veneno vai agir contra os mosquitos, mas o ciclo não é quebrado em relação às larvas", afirmou.

* TN

Nota do Blog:
O que esperar de bom de uma cidade onde o "aterro sanitário" funciona no meio da rua? Enquanto não se acabar com estes lixões ficaremos a mercê de tudo que é doença.

3 comentários:

Anônimo disse...

é bom lembrar que Ednólia deixou a prefeitura com um índice de 28% de infestação predial e ninguém ciscou!!!

Anônimo disse...

Ô cara besta! Edinolia não é mais prefeita.

Anônimo disse...

mas o anônimo quer que volte!!!se não, não teria ficado com raiva!!!