04/10/2010

DILMA X SERRA


Segundo turno: começo do novo confronto


A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, e o candidato do PSDB, José Serra, vão disputar o segundo turno das eleições. Com 100% das urnas apuradas, Dilma tem 46,91% dos votos válidos e Serra, 32,61%. Para vencer no primeiro turno, a petista precisaria obter 50% dos votos válidos (excluídos brancos e nulos ) mais um voto.

Os escândalos de tráfico de influência que tiveram como pano de fundo a Casa Civil e derrubaram Erenice Guerra somados à postura agressiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a imprensa e opositores foram determinantes para levar a disputa presidencial deste ano a um novo round, no dia 31 de outubro.

Desde que o esquema de lobby no ministério foi revelado por VEJA, em setembro, Dilma viu uma vitória que chegou a ser tida como certa transformar-se em uma batalha diária contra os números. Resultado: a petista e o tucano terão novo confronto nas urnas, no segundo turno.

Na avaliação de Rui Tavares Maluf, coordenador da área de pesquisa de opinião pública da Fundação Escola de Sociologia de São Paulo, o “efeito repetição” de denúncia s contra o governo respingou na candidata. “Nas últimas semanas de setembro, houve muitas denúncias contra a Casa Civil, sempre com novos fatos ou desdobramentos que não deixaram a história morrer”. Para o cientista político, os eleitores com maior renda e escolaridade vincularam a corrupção a Dilma. A petista acabou caindo nas pesquisas.

A perda de votos também foi atribuída à polêmica sobre o aborto, alimentada por declarações dadas pela candidata em outras ocasiões, em que ela teria defendido a descriminalização do procedimento. Preocupada com a queda entre os cristão, Dilma se reuniu com 27 líderes de denominações cristãs – católicas e evangélicas – em Brasília, no dia 30 de setembro, para negar que tenha defendido a interrupção da gravidez.

Outro fator que contribuiu para que a vitória não ocorresse no primeiro turno foi a presença constante do presidente Lula, principal cabo eleitoral da ex-ministra. É o que afirma Rubens Figueiredo, diretor do Centro de Pesquisas e Analises de Comunicação (Cepac) e autor do livro Marketing Político e Persuasão Eleitoral. “Lula, o personagem mais importante desta eleição, mostrou-se muito raivoso e destemperado quando os escândalos contra o governo eclodiram e isso não pegou bem para grande parte do eleitorado”.

Para Maluf, a postura mais agressiva do presidente pode fazer com que ele seja visto pela oposição e por um setor da sociedade “mais como um líder de facção do que como presidente. E isso traz um certo receio para o eleitor”.

Os números – A possibilidade de segundo turno surgiu na reta final da campanha e foi apontada pelo Instituto Datafolha em 28 de setembro – a cinco dias do pleito. De acordo com levantamento divulgado em 28 de setembro, a petista tinha 46% das intenções de voto, uma queda de três pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, uma semana antes. Enquanto isso, Serra mantinha-se estável, com 28%, e Marina Silva (PV) subiu de 13% para 14%.

2 comentários:

BETO disse...

JOÃO, BOA TARDE:

COMO LEITOR DO SEU BLOG E ADMIRADOR,POR SER UM BLOG LIVRE EU GOSTARIA DE LHE PEDIR PARA VOCÊ TRAZER ATÉ NÓS UMA MATÉRIA QUE ESTÁ SENDO POSTADA NO WWW.CONVERSAAFIADA.COM.BR, SOBRE ABORTO. O TEMA É ASSIM: SERRA CAUSOU
POLÊMICA AO LEGALIZAR O ABORTO EM 1998.

João André disse...

Nobre leitor, o assunto é interessanta. Portanto, vamos procurar atendê-lo. Um abraço.