quarta-feira, 4 de novembro de 2020

TENSÃO: PREMIAÇÃO DA SUPERCOPA, RECOPA E CARIOCA NÃO FOI PAGA PELO FLAMENGO

Tensão. Fla não pagou premiação da Supercopa, Recopa e Carioca

A diretoria de Rodolfo Landim é vitoriosa.

Formou o melhor elenco do país.

Fez a melhor escolha de treinador, em 2019.

Jorge Jesus conseguiu cinco títulos.

Libertadores, Brasileiro...

Supercopa do Brasil, Recopa...

E Campeonato Carioca.

Jesus tinha uma postura muito próxima dos jogadores.

Assumia os problemas dos atletas com dirigentes.

Mas Jesus resolveu ir embora.

Voltou para Portugal, para o Benfica.

Chegou o catalão Domènec Torrent.

Ele ainda mal se acostumou aos costumes brasileiros.

E não tem a mesma intimidade com os atletas que Jesus.

Nem a personalidade do português para enfrentar os dirigentes.

Desde o dia da final, o assunto da premiação tem sido problemático.

Por não concordar com a postura dos atletas, que decidiram que funcionários e a Comissão Técnica deveriam participar da divisão de premiação das conquistas do Brasileiro e Libertadores.

Houve reunião horas antes da final contra o Liverpool.

O combinado era que a conquista do Brasileiro seria paga no dia 20 de dezembro do Brasileiro e o da Libertadores, dia 23.

A final, foi no dia 21.

A divisão seria 70% dos atletas e 30% dos funcionários e Comissão Técnica.

Resultado, o presidente Rodolfo Landim impôs sua vontade.

Vetou.

O pagamento das duas competições aconteceu em janeiro.

E com os funcionários, ou não sendo pagos ou tendo grande desconto, no que acreditavam ter o direito de receber. 

Jorge Jesus recebeu R$ 10 milhões pelas conquistas.

Tudo isso é relembrado hoje.

Porque foi confirmada hoje.

O Flamengo está devendo as premiações das três últimas conquistas.

Supercopa do Brasil, Recopa e Carioca.

Duas competições que terminaram em fevereiro e o Estadual, em julho.

A direção decidiu que terá até o final da temporada para pagar.

A decisão veio de cima para baixo.

Sem direito aos atletas de se posicionarem.

Tiveram de aceitar.

E ponto final.

A pandemia serve como escudo para os dirigentes.

A crise financeira pela falta de público.

Só que é óbvio que, apesar de os jogadores ganhando muito dinheiro, como gosta de reafirmar o presidente Landim, o atraso da premiação mexe com o grupo.

É injusto.

E afeta o ambiente na Gávea.

O vazamento, feito pelo repórter Diogo Dantas, de O Globo, surge depois da goleada para o São Paulo, por 4 a 1.

Deixa tudo mais pesado.

Sobretudo para Domènec, já tenso com as críticas ao desempenho instável do seu time.

Com a sombra constante de Jesus.

Por mais experientes que possam ser, os atletas se sentem desprotegidos.

O português estaria lutando para que a diretoria pagasse o que deve.

O mais rápido possível.

Para servir de incentivo, como serve toda premiação.

O catalão, não.

As conquistas não foram suas.

Torrent tem a personalidade mais pacata.

O clube entra em um clima tenso para disputar a classificação para as oitavas-de-final da Copa do Brasil, hoje, contra o Athletico, no Maracanã.

Se ganhar, o Flamengo recebe mais R$ 3,3 milhões da CBF.

Se perder a vaga, as dívidas virão à tona.

Situação desnecessária.

Mesmo com a pandemia.

Pagar seus atletas pelas conquistas era obrigação do Flamengo.

Situação óbvia...

r7

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