sexta-feira, 13 de novembro de 2020

FILHA DO CANTOR BELO TEM LIBERDADE NEGADA PELA JUSTIÇA

Justiça nega liberdade para filha de Belo; polícia diz que quadrilha era 'articulada e extremamente organizada'

A filha do cantoe Belo, Isadora Alkimin Vieira, de 21 anos, teve sua prisão em flagrante convertida em prisão preventiva nesta quinta-feira, dia 12, conforme determinação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em audiência de custódia. Ela foi identificada pela Polícia Civil como uma suspeita de integrar organização criminosa de aplicação de golpes por meio eletrônico. Outras 11 mulheres foram presas na mesma ocasião.

O Ministério Público pediu prisão preventiva para todo o grupo. Entretanto, a juíza Ariadne Villela Lopes considerou que cinco entre as presas são mães de crianças menores de 12 anos ou têm alguma deficiência e, portanto, concedeu-lhes a prisão domiciliar. No caso de Isadora, a defesa solicitou concessão de liberdade provisória, mas não foi atendida.

'Organização engajada, articulada, extremamente organizada e hierarquizada'

Quanto às práticas criminosas, consta no processo que os investigadores receberam uma denúncia anônima indicando um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio como ponto da quadrilha.

Baseado nas declarações recebidas pelas autoridades policiais, o documento do TJRJ descreve o grupo de mulheres como uma "organização engajada, articulada, extremamente organizada e hierarquizada".

Afirma ainda que foi observada uma "estrutura de logística montada com notebooks, celulares e, inclusive, havendo um motoboy que realizava a função de arrecadar os cartões de crédito das vítimas".

"Ademais, verifica-se que as práticas visando a crimes se revestiam de ardil, visto que as integrantes da organização criminosa se faziam passar por pessoas trabalhadoras em 'central de telemarketing'", acrescenta.

Para converter a prisão de seis mulheres da quadrilha em preventiva, a decisão judicial avaliou a "capacidade de lesar grande quantidade de pessoas, com relato, inclusive, de vítimas idosas, que são manifestamente vulneráveis a tais práticas".

A Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) desarticulou a quadrilha, com ligações à maior facção criminosa do Estado do Rio. O papel das presas seria induzir as vítimas a repassarem seus dados bancários e a entregarem seus cartões a outros integrantes do grupo, no caso, motoboys que pegavam os objetos, para, posteriormente, serem utilizados. Segundo as investigações, estima-se que o valor com os golpes varie entre R$ 600 mil a R$ 1 milhão por mês.

A juíza levou em conta também que algumas das suspeitas são universitárias, "o que demostra a sua capacidade de entender e de se autodeterminar de acordo com a própria vontade".

Extra

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