terça-feira, 13 de outubro de 2020

GIGANTE AMAZON INVESTIRÁ R$ 1 BILHÃO NO BRASIL

A Amazon irá investir R$ 1 bilhão no Brasil em 2021

Com a confiança no Brasil em alta, a empresa pretende expandir seus investimentos para solo brasileiro.

Um novo mundo surgiu quando máquinas a vapor passaram a substituir processos fabris antes realizados apenas de forma manual. Há 200 anos, a Revolução Industrial redefiniu as relações de trabalho, o modelo de desenvolvimento econômico e a própria sociedade contemporânea. Agora, uma nova era nasce a partir de algo quase tão impalpável quanto o vapor: a nuvem.

Em 2006, a Amazon, uma das maiores empresas de comércio eletrônico do planeta, lançou sua plataforma de serviços de cloud computing. Começava ali uma revolução tecnológica baseada em códigos, operações e algoritmos que demandam grandes volumes de dados. Fundamental para a expansão do e-commerce da própria Amazon, a computação em nuvem viabilizou conceitos como machine learning e inteligência artificial, Internet das coisas (IoT), cibersegurança, realidade híbrida, virtual e aumentada (VR e AR), além de permitir aplicações disruptivas no entretenimento, caso do streaming de vídeo, e na educação.

Um mundo ainda mais inovador surgiu, com infinitas possibilidades. Curiosamente, assim como muitas inovações da Revolução Industrial, a cloud computing da Amazon foi criada em casa. E a empresa que vende de tudo, de A a Z, começou a comercializar também sua nuvem para outras companhias. É isso o que faz a Amazon Web Services (AWS), comandada no Brasil desde 2018 por Cleber Morais.

A companhia, que lidera o mercado de Infrastructure as a Service (IaaS), quer continuar olhando os concorrentes pelo retrovisor. De acordo com a consultoria International Data Corporation (IDC), o market share da AWS no Brasil é de 54,3% e na América Latina, de 52,7%, segundo dados divulgados em maio.

Hoje são 175 serviços, para todos os tamanhos de empresas, de todos os setores. No Brasil, o braço de nuvem da gigante americana de tecnologia chegou em 2011, com seu data center e escritório instalados em São Paulo, inédito na América Latina e um dos primeiros do mundo fora dos Estados Unidos. O território brasileiro é estratégico para o crescimento dos negócios da AWS, que está investindo R$ 1 bilhão entre 2020 e 2021. “Fazemos investimentos de maneira muito forte no Brasil há nove anos. E agora vamos ampliar a infraestrutura para atender nossos clientes nessa transformação digital que eles têm pela frente”, afirmou Cleber Morais à DINHEIRO. O investimento coincide com uma movimentação da concorrência. A Microsoft, que detém o segundo lugar no pódio (o terceiro é do Google), ganhou na terça-feira (29) um importante aliado no País. A SOU.cloud – resultado da união da Teevo e da LGTi Tecnologia, duas das principais parceiras de nuvem da Microsoft do Brasil – nasceu com 1,2 mil clientes. Entre eles estão Aeroporto de Viracopos, Agrodanieli, Banco BMG, Granol, Marilan e Usaflex. Embora recém-lançada, a SOU.cloud está na reta final para atingir o status de Microsoft Azure MSP Expert, um dos diferenciais mais cobiçados do segmento. Na guerra pela atração de clientes, contudo, a AWS tem munição de sobra. Segundo um estudo da consultoria IDC com 17 grandes empresas na América Latina que decidiram migrar suas aplicações de ambientes de hospedagem tradicionais para a nuvem da Amazon, os resultados são impressionantes. Na média, houve economia de 61% nas operações, aumento de 74% na eficiência das equipes de infraestrutura de TI e redução de 99% no tempo de inatividade não planejado. “Olhamos uma coisa única, que é o nosso cliente. Tenho certeza que, quando eu faço o melhor para ele, vou continuar crescendo e atendendo cada vez melhor”, afirmou Cleber Morais. Embora tente evitar comparações com os concorrentes, ele não esconde que o histórico da Amazon faz toda diferença. “Temos pelo menos sete anos de vantagem em relação a eles. Começamos muito antes nesse ramo. Não existe algoritmo de compreensão para experiência.”

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