domingo, 9 de fevereiro de 2020

RJ: DEPUTADOS SUSPEITAM QUE GOVERNO WITZEL FAZ GRAMPOS ILEGAIS

Deputados do Rio suspeitam de grampos ilegais pelo governo Witzel

Os deputados estaduais do Rio de Janeiro suspeitam que o governo Wilson Witzel (PSC) tenha montado uma rede de espionagem contra parlamentares para chantageá-los. Eles publicaram no Diário Oficial da última sexta-feira, 7, pedidos de informações a Witzel. O objetivo é saber se o governador ou seus auxiliares criaram ou não um bunker no Palácio Guanabara para produzir dossiês contra esses políticos, incluindo grampos telefônicos ilegais e imagens e áudios de reuniões que possam constrangê-los.

O documento é assinado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), André Ceciliano (PT), e tem um prazo de 30 dias. De acordo com o Diário Oficial, o petista quer saber se há “a existência, a manutenção e a captação, em qualquer secretaria ou órgão ligado ao Poder Executivo, de escutas telefônicas, captações ambientais, interceptações físicas (seguir pessoas e captar suas imagens, encontros e afazeres), ações controladas com infiltrações de agentes, a captação de mensagens de SMS ou qualquer outro aplicativo de mensagens e e-mails contra autoridades públicas”.

Ceciliano também perguntou se há “a existência, a manutenção e o armazenamento, em qualquer secretaria ou órgão ligado ao Poder Executivo, de dados cadastrais consolidados contra autoridades públicas e seus familiares”. O caso foi denunciado por deputados ao presidente da Alerj, que decidiu pedir explicações a Witzel. Parlamentares ouvidos neste sábado, 8, por VEJA disseram que encontraram grampos em seus gabinetes e foram ameaçados. Todos quiseram manter o anonimato.

Nos bastidores, a guerra está sendo travada entre André Ceciliano e o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais, Lucas Tristão, um dos principais homens de confiança de Witzel. Tristão e outros secretários são suspeitos de serem os responsáveis pela espionagem. Na última semana, a Alerj rejeitou a indicação de Bernardo Sarreta, advogado, amigo e subsecretário de Tristão, para a presidência da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do estado do Rio (Agenersa), em um dos capítulos da crise.

Veja

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