quarta-feira, 14 de agosto de 2019

EXECUTIVA DO PSDB DIVIDIDA QUANTO À AÇÃO PARA SAÍDA DE AÉCIO

No PSDB, ação para saída de Aécio divide Executiva

Aécio Neves enfrenta processo interno de expulsão no partido
Protocolado em julho pelo diretório paulista do PSDB, o pedido de expulsão do deputado Aécio Neves (MG) ainda deve demorar no mínimo três meses para ser julgado. A expectativa na sigla é de que a Executiva se reúna na semana que vem para instalar uma comissão e, só então, deflagrar o processo.

Caberá ao presidente do Conselho de Ética, Cesar Colnaghi, a escolha dos integrantes da comissão. O ex-presidenciável tucano virou réu na Justiça Federal em São Paulo, acusado de receber propina de R$ 2 milhões do grupo J&F e tentar obstruir investigação da Lava Jato.

Reservadamente, dirigentes tucanos dizem, porém, que hoje o pedido de expulsão não contaria com apoio majoritário da Executiva e não se encaixaria no código de ética - que prevê expulsão só após condenação. 

O grupo do governador João Doria prega uma "faxina ética" no PSDB e quer que a saída de Aécio seja o "símbolo" do que chamam de "novo PSDB". O diretório paulista prevê, no curto prazo, desgaste provocado pelo caso Aécio na campanha à reeleição do prefeito Bruno Covas. Além disso, Doria é apontado como um dos pré-candidatos à sucessão do presidente Jair Bolsonaro, em 2022

"A expectativa é de que Aécio possa se afastar durante o processo. A comissão de ética deverá seguir o código de ética. As penalidades podem chegar até a expulsão. O diretório de São Paulo vai cobrar a celeridade", disse Marco Vinholi, presidente do PSDB-SP. Aécio não planeja mudar de partido. "A agenda do confronto não interessa ao Brasil e, a meu ver, não interessa também ao PSDB", disse o ex-senador em evento no fim de semana.

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