As eleições municipais, principalmente em cidades de pequeno porte, são marcadas quase sempre por mentiras criadas para prejudicar aqueles que concorrem aos cargos de vereador e de prefeito.
As principais mentiras são: Se eleito, o candidato da oposição irá acabar com vários benefícios dos servidores municipais; vai prejudicar o serviço dos ambulantes pela cidade; vai tomar as casas populares dos conjuntos construídos nos últimos anos; irá aumentar os impostos, acabar com a previdência dos servidores municipais, e muitas outras que apenas quem joga sujo nessas épocas é capaz de criar. Especialmente aqueles que não são capazes de deixar que o jogo político seja decidido pela forma mais democrática, o voto.
SAIBA COMO ESCOLHER OS SEUS CANDIDATOS
Reportagem publicada pelo G1 aponta dicas para não errar na hora de escolher candidatos a prefeito e a vereador.
Confira
No dia 02 de outubro, prefeitos e vereadores serão escolhidos pelo voto. Não há fórmulas para escolher os melhores candidatos, mas alguns cuidados podem evitar o risco de arrependimento.
Para especialistas, as eleições municipais facilitam o processo de escolha do candidato porque, nesses casos, o eleitor está mais próximo dos políticos. Às vezes o candidato é um comerciante local, uma liderança de alguma entidade, um profissional conhecido, alguém que talvez está na esquina de casa.
É a proximidade com o político que torna mais fácil seguir a primeira dica: examinar a vida pregressa do candidato.
A filtragem de um candidato “ficha suja” ou “ficha limpa” cabe mais ao eleitor do que à Justiça Eleitoral, já que o único impedimento que a lei coloca ao candidato em relação ao seu passado é não ter condenação transitada em julgado, ou seja, não ter sentença condenatória definitiva (sem possibilidade de recurso).
A dica sobre a vida pregressa não se refere apenas a processos, escândalos e denúncias de corrupção, mas também a compromissos assumidos em eleições passadas e promessas formuladas (cumpridas ou não).
“Se em um ano, o político prometeu que faria algo e quatro anos depois vem e diz que é exatamente o contrário, isso mostra que ele não tem uma palavra constante. Não quer dizer que ele não possa mudar de opinião, mas tem que explicar muito bem porque muda [de opinião] em assuntos fundamentais. Se ele é favorável à privatização da saúde pública e quatro anos depois é a favor da estatização da saúde pública, é um problema. Você não muda tão radicalmente de um campo para outro”, afirma o professor de filosofia política e ética da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Roberto Romano.
Se o candidato está tentando se reeleger, fica mais fácil de analisar se ele é merecedor do seu voto:
- Se a escolha é para prefeito basta analisar as suas realizações anteriores, se cuidou bem da cidade, se a saúde atende corretamente a população, se a construção de novas salas de aula é proporcional ou maior do que o crescimento da cidade, se formou parcerias para a instalação de novas empresas criando, com isso, mais vagas de empregos, se foi transparente com o dinheiro público e outros.
- Já os candidatos a vereadores devem ser avaliados pelo conjunto de leis criadas para melhorar a vida do cidadão, se fiscalizou o executivo e pelo empenho para melhorar a causa pela qual foi eleito, seja ela a saúde, educação, esportes, causa animal...
Por dentro das atribuições
O candidato não pode “sair do nada”. “Se um bombeiro salvou a vida de uma criança, virou notícia local, estadual e nacional, nem por isso vai ser um bom vereador”.
O vereador precisa conhecer o funcionamento do município, o orçamento e a lei orgânica da cidade porque, além de propor e votar projetos de lei, vai aprovar e fiscalizar a aplicação do dinheiro que a cidade tem em caixa e analisar as contas do prefeito.
Apenas boas ideias também não bastam para o candidato a prefeito. Quem se candidata a dirigir um município tem que ser um bom gestor: conhecer as leis, o orçamento, ter boa capacidade de avaliação e criatividade.
Ao escolher um mau gestor, ele afunda [o município] não só por aquela gestão, mas por muitas décadas, porque os efeitos são prolongados. Terminou aquele improviso. Tem que entender e planejar, saber quanto arrecada, quanto gasta e como é que se gasta.
Aproximar do candidato
Procurar se aproximar do candidato, conhecer seu partido e suas propostas básicas é tão importante quanto olhar a propaganda de forma crítica.
A dona de casa não compra o sabão em pó só pela propaganda. A propaganda a leva a comprar, mas se o sabão não presta, se mancha a roupa, ela não compra mais. Assim, a propaganda deve chamar a atenção para o candidato, para o programa, mas o que a propaganda faz, na maior parte do tempo, é embelezar o produto. Portanto, é preciso testar a qualidade do produto.