
CARO SENHOR JOÃO ANDRÉ, E VISITANTES DE FORMA EM GERAL DESTE RESPEITADÍSSIMO BLOG,
Venho através deste instrumento de comunicação em resposta ao comentário posto neste Blog pela pessoa do Sr. Valério França que se intitulou Criador e Sócio da ACCP/RN, com matricula de n° 100, dizer que realmente este cidadão tem uma visão e informações distorcidas dos fatos, de mim, na condição de Organizador do Evento Cavalgada do Vale e inclusive de si mesmo, pois tal pessoa afirma que a Cavalgada do Vale por mim realizada, teria se transformado num “comercio”, numa “fonte de renda”.
Primeiramente é destarte salientar o fato que sou um Funcionário Público, além de ter outras fontes de renda, não necessitando do Evento Cavalgado do Vale para me manter ou manter minha honrada família, ou seja, para meu ganhar “pão” ou como “fonte de renda” ou até mesmo como um “comércio”.
A palavra “comércio” tem o significado etimológico de troca de mercadorias (commutatio mercium), bem assim como fonte de renda é aquilo que origina e produz, ou seja, origina, causa e produz a fonte de subsistência financeira de alguém. Daí então fica obscuro o conhecimento do Comentador sobre minha vida financeira, bem assim como da língua portuguesa da qual que fez uso para elaborar seu pedinte comentário.
Nos dias atuais onde não se cabe mais preconceito ou qualquer tipo de segregação social o Comentador, fazendo uso de frases que no mínimo podemos chamar de colocações infelizes, pois assim disse (literalmente): “Organizadores” destes eventos em nossa cidade, muitos deles não sabem nem o que é um cavalo Manga Larga Marchador, suas origens, suas potencialidades e o mais importante seus limites”. Estas palavras escritas no seu Blog pelo Comentador, na realidade se encontram recheadas de preconceito e descriminação, primeiramente contra as pessoas simples e religiosas do nosso Município, para as quais sempre foram realizadas a Cavalgadas do Vale. Realmente muitas destas pessoas, participantes, não conhecem tecnicamente as qualidades da raça citada pelo Comentador, nem tão pouco fora exigida como quesito participativo na Cavalgada do Vale raças nobres, veterinários, estudiosos em cavalos de puro sangue ou até mesmo pessoas de extirpe nobre e aristocráticas como colocou o Comentador, sempre uma pessoa de conhecimento vasto e técnico, mas infelizmente, saliente-se, travestido de um imensurável preconceito social contra aqueles participantes que não fazem parte de sua elevada classe social e condição financeira.
Quero aqui deixar claro para todos que lêem e fazem o seu Blog que meu intuito nunca fora fazer uma cavalgada para Nobres, Aristocrático,apreciadores e conhecedores de raças puras ou de “uma boa cachaça”, como disse o Nobiliárquico Comentador, mas também, para a nossa satisfação, podemos muitas vezes contar com a Aristocrática e reluzente presença viva do Fidalgo Comentador nas edições anteriores, inclusive registradas por fotos de sua Magna Pessoa montado em um cavalo que por Eu , por não ser um conhecedor técnico de raças nobres, não posso afirmar a raça do cavalo que montava o Ilustre Comentador, se fazia “jus” a raça do cavalo que elegantemente montava ao seu puro e casto sangue de sua classe social, igualmente não posso afirmar a qualidade das bebidas que ingeria ao longo da Cavalgada, digo, não sei se era uma “boa cachaça”, um Old Par, uma Moet Chandom, um prússico, um absinto ou se uma boa Pitú como gosta Eu, o povo e o Presidente Lula.
Acredito que o Ilustre Descendente Comentador fez todos os procedimentos sanitários, imunizando e dando todo o conforto e bem estar a seu cavalo quando foi para as muitas edições anteriores da Cavalgadas do Vale que sempre participou intensamente, sempre no meio do povo, com “suas carroças superlotadas” e “carros”, por entre os cavalos como muito bem frisou o mesmo.
O que mui me estranha é o fato de que somente agora após ter participado muitas vezes das Cavalgada do Vale, se pronunciou o Nobre Comentador contrariamente a este Cultural/tradicional evento de nosso Município!
Contrariando o que afirmou o “Augusto” Comentador com ênfase no seu comentário, venho dizer que os verdadeiros apreciadores das Cavalgadas são o povo na sua essência, no seu sentimento pelas coisas verdadeiramente simples. Mais uma vez, inversamente ao que escreveu o Nobiliárquico Comentador o povo e o Município culturalmente falando, sim foi quem perdeu, estes que não possuem cavalos manga larga marchadores, mas que sabem apreciar uma boa Pitú, buscando diversão, bate papo entre amigos e familiares e contato com a natureza.
Infelizmente como diz o adágio popular: “Quem não tem cão, caça com gato”. Não esqueçamos que os gatos são tão caçadores quanto os cães, dentro das suas limitações.
Então fica clarividente que não somente do que é caro e suntuoso vive a felicidade pessoal ou de um grupo de pessoas. A felicidade é um estado de espírito de pessoas realmente nobres, que tem um cofre recheado de humildade, simplicidade, sabedoria popular e amor. Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.
A Cavalgada do Vale, vista pelos fatos históricos e culturais de nosso município não foi criada por minha pessoa ou terceiros, tal Cavalgada, foi apenas reacendida por meu esforço e admiração que tenho pela cultura canavieira aliada devoção que tenho pela Imaculada Conceição, haja visto, que tal evento, já se encontrava aludida nos anais da Historia Canavieira, saudando elevados membros da Igreja Católica e a nossa Estimada Padroeira.
É bom ressaltar o fato que a Cavalgada do Vale se encontra no calendário cultural de nosso Município, como um evento que abre as festividades populares da Padroeira Virgem da Conceição em Ceará-Mirim/RN, que num remoto passado era trazido num grande cortejo pelos Cavaleiros da Praia de Muriú, até a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, o Estandarte que seria erguido no dia 28 de novembro, data em que se inicia a festa da Padroeira. Por ter conhecimento através do que dizia meus pais e os antigos, há 13 anos atrás resolvi resgatar este histórico evento popular/religioso.
Não sei se o Fidalgo Comentador realmente conhece a História do Município onde mora, mas para comprovar o que aqui defendo, tenho materializado, digo, documentos (administrativos/Prefeitura Municipal e culturais/livros de escritores cearamirinenses e fotos) para comprovar o aludido para o Nobre Comentador e para terceiros que se interessar em conhecer mais um pouco da rica e bela História do Vale do Ceará-Mirim/RN.
As canções, os relatos, os contos e os fatos populares, pintam em poucas palavras o que a literatura de nossos antigos escritores cearamirinenses se limitaram a amplificar, Eu apenas tentei materializar.
No que diz respeito a determinação do Ministério Público, o que posso dizer é que infelizmente as condições impostas foram muito dispendiosas, não para pessoas aristocráticas e abastadas que podem criar cavalos manga larga marchadores, mas, sim, para as pessoas simples do povo que sempre fizeram o brilho imbuídos do sentimento cultural e religioso, já que foi exigido pelo Representante do Ministério Público que em cada cavalo participante fosse realizado um exame que infelizmente tem um elevado custo financeiro e os órgãos públicos não dispõem de tal exame, que visa na realidade evitar a proliferação de doenças nos animais participantes. Conseqüentemente, frente às dificuldades postas não podemos fazer a Cavalgada do Vale 2010.
Termino agradecendo aos Patrocinadores,meus Familiares, Colaboradores, admiradores e ao povo simples e humilde que participaram das edições anteriores da Cavalgada do Vale e também a pessoas Nobres como o Sr. Comentador Valério França, Criador e Sócio da ACCP/RN, com matricula de n° 100, com o fausto de sua tão nobre e estimada presença.
Obrigado a Você João André pelo espaço neste respeitadíssimo Blog.
Ceará-Mirim/RN, 04 de novembro de 2010.
SILVINO AVELINO CARVALHO DA COSTA.
Organizador da Cavalgada do Vale




































