
O CURRICULUM VITÆ E A POLÍTICA.
O Curriculum Vitæ, palavra que tem origem no latim e quer dizer: trajetória de vida, “também abreviado para CV ou apenas currículo (por vezes utiliza-se o termo curricula, como forma no plural do termo) é um documento de tipo histórico, que relata a trajetória educacional e/ou acadêmica e as experiências profissionais de uma pessoa, como forma de demonstrar suas habilidades e competências. De um modo geral o Curriculum Vitae tem como objetivo fornecer o perfil da pessoa para um empregador, podendo também ser usado como instrumento de apoio em situações acadêmicas.
O curriculum vitae é uma síntese de qualificações e aptidões, na qual o candidato a alguma vaga de emprego descreve as experiências profissionais, formação acadêmica, e dados pessoais para contato. Ainda é a forma que muitas empresas usam para preencher vagas de emprego.
A utilização e o papel social do CV tem formas variadas em diversos países consoante as políticas de empregabilidade e educação. Da mesma maneira o formato pode variar dependendo do contexto. Embora de um modo geral seja um documento apresentado de forma sintetizada, idealmente com uma ou duas páginas, em certos casos deve ser mais detalhado e minucioso.
Uma variante do CV é o portfólio, que tem o mesmo objetivo, em linhas gerais, mas presta-se a dar pequenas mostras das habilidades das pessoas sendo mais utilizado por profissionais das áreas relacionadas com artes ou produção”.
Quero dizer, Senhores Leitores e Eleitores do Brasil e de Ceará-Mirim/RN, que é preciso relembrar o episódio ocorrido há quase dois anos atrás, quando o então recentemente eleito “pela vontade de Deus e do Povo”, como dizia o Nobre Amigo Lúcio Som nas suas admiráveis locuções, sobre o hoje, então, Prefeito Municipal, Excelentíssimo Senhor Antônio Marcos de Abreu Peixoto, que pedia o Curriculum Vitæ a todos cearamirinenses, quando até ele na condição de Prefeito deste Município o procuravam e rogavam um ganha pão. Naquele momento, Excelentíssimo Senhor Prefeito alegava que tais Curriculum Vitæ, seria utilizados para qualificar sua administração pautada pela “HONESTIDADE” e “COMPETÊNCIA”, PARA, E COM OS FILHOS DE CEARÁ-MIRIM/RN, DIZENDO MAIS: “- NÃO VOU COMETER OS MESMOS ERROS DO GOVERNO PASSADO”. Palavras apenas reproduzidas por mim, mas ditas por ele, inclusive em comícios e meios de comunicação, as quais tenho guardadas e gravadas na mídia tecnológica e na mídia do coração. Acredito que todos lembram!
Entretanto, pergunto-me: Onde será que Excelentíssimo Senhor Prefeito quiz chegar ao pedir Curriculums Vitæs dos que o procuravam em busca de dias melhores para suas vidas? Já que os muitos eleitores, ao nele votar, não solicitaram seu Curriculum Vitæ, ou seja, sua trajetória de vida, educacional, moral, pessoal, habilidades e competências como posto no sentido literal da palavra supracitada. Dessa maneira estes eleitores, votaram sim, vislumbrando apenas a competência de um louvável e Respeitadíssimo Delegado de Policia que desenvolveu nada mais que seu oficio.
Quando uma “trajetória de vida” é posta no papel pela tinta de uma impressora, fica também impresso, neste mesmo papel a impressão da esperança de alguém que espera ser absolvido pela competência que cada um acredita ter.
Não quero desta feita, desmerecer o respeitável ato do Chefe do Poder Executivo, demonstrando a desnecessidade da solicitação de um Curriculum Vitæ, para alguém exercer funções junto a uma empresa privada ou até mesmo no Poder Público para a função de funcionário, sendo ele comissionado ou não, muito contrariamente seria bom mesmo que fosse exigido um Curriculum Vitæ para todos os que fazem direta ou indiretamente a administração pública, melhor seria na realidade que fosse obrigatório para os detentores dos cargos eletivos e suas “staffs”, ou seja, quando candidatos ainda apresentarem suas trajetórias de vidas a população que será de uma forma ou outra conduzida por estes.
O povo esqueceu de pedir os Curriculum Vitæ do Prefeito e de seus hoje Secretários. E estes últimos esqueceram de apresentar aos eleitores seus Curriculums Vitæs, digo materializado, em público, no momento em que pediu o voto de confiança para sí e conseqüentemente para alguns que o ajudariam no futuro Governo Municipal, para estes “Alguns” prefiro chamá-los de “coadjuvantes estrangeiros” por ele nomeado depois de eleito, já que muitos que hoje encontram-se mui bem acomodados nos divãs do Poder Canavieiro, contudo, nós Cearamirinenses nunca os vimos ou os conhecíamos, ou seja, não sabemos sua trajetória de vida e, sequer a população sabe os seus nomes e tão pouco como aqui chegaram, ou seja, não se sabe em que taxi aéreo chegaram.
Sabemos que as leis não exigem tal atitude por parte do Candidato, pois seguindo a máxima do Direito “ninguém é obrigado fazer o que a lei não determina”, ou seja, somos obrigados a fazer apenas o que manda a lei. Da mesma forma que percorrendo não as determinações legais, e tão somente o sentimento de retidão e de justiça é chegado a hora do povo entregar seus destinos, a pessoas que de fato entendam o que é uma gestão pública.
É interessante que este mesmo povo exija de seus gestores atuais e futuros o Curriculum Vitæ, folha corrida policial (POLINTER), certidão de antecedentes criminais da Justiça Federal e Estadual, inserção no SPC e Serasa entre outros, destes que gerem , ou que ajudam a gerir os destinos desta nação e da metrópole verdejante, de “homens” que fazem a política cearamirinenses da “situação” e até mesmo na “oposição”, conseqüentemente dos candidatos a cargos eletivos destes “homens”.
Não podemos mais votar no “escuro”, não temos mais nossos Curriculum Vitæ, nem suas expectativas, temos que sufragar/acreditar, ao menos com a exigência formal que o Estado requer de nós, quando adquirimos ou tentamos adquirir um imóvel para nossas vidas, digo, exigindo todo tipo de certidão para certificar a idoneidade do contratante, pois, bem assim, como um imóvel que construímos para nossas vidas um voto no “escuro”, pode representar para nosso País, Estado e Município 04 (quatro) anos de incertezas, retrocessos, sucateação na educação, cultura, e lazer, ausências, desmandos administrativos e políticos, medos do Poder, violência contra a população, perseguição, abusos de autoridades, calúnias, injurias, ruas sujas e escuras, Hospitais em completo abandono, estupro da Constituição e das leis infraconstitucionais.
Setembro de 2010.
Denilson Venâncio Rodrigues
(Bacharel em Direito e Consultor Jurídico)

































