31/08/2010

COLÍRIO

COLÍRIO DOS MEUS OLHOS
ESSA GATA CHAMA-SE THALITA WAGNER






FUZUÊ


- Venderam meu nome. Como o seu próprio nome já diz, Ceará-Mirim paga um preço altíssimo por ter "mirim" no seu nome. Assim como o mirim de nossa cidade, existem alguns imbecís que tornam-se muito menores que ela. Na visão destes pobres de espíritos, para se fazer ou escrever coisa séria precisa-se de um anel e um diploma universitário. Não pensem vocês pobres ridículos, que ostentar um anel blindado por um diploma de nível superior significa sabedoria. Não, não e não. Muitos que ostentam esses diplomas não carregam sabedoria, eles transportam mesquinheza, avareza, inveja, enfim, tudo de ruim que um ser desprezível possa armazenar no seu interior. Dizem esses infelizes, que o meu BLOG só tem de meu o nome, e que algum político paga a minha patente ou firma. Uns dizem que o titular do Blog é Dr. Ricardo Sobral, outros dizem que o ex-senador Geraldo Melo é o dono da "bola". Santa idiotice. Há também quem diga que estar averiguando e em breve vai anunciar quem é o verdadeiro João André. O pior é que esses palhaços sem graça, ainda conseguem tirar risos da minha indignação. Na opinião desses idiotas o meu nome vale muito. Quem se habilita a pagar mais?

PIADA DO DIA


Ajuda portuguesa...

Depois de nove longos meses de uma gravidez complicada, Maria começa a sentir as primeiras contrações. Preocupado, Manuel liga para o médico:

- Doutor, doutor! A bolsa da minha Maria estourou! O que eu faço agora?!

- Calma, meu amigo! É o primeiro filho dela?

- Não, aqui é o marido dela!

OPORTUNISMO NO RN


Projeto que aumenta valor do Bolsa Família é lido na Assembleia




Governo sugere acréscimo de 15% e a oposição apresentou emenda que aumenta valor para 25% e dispensa tramitação da matéria.

O projeto de lei do Governo do Estado que prevê um aumento de 15% no valor do Bolsa Família foi lido na sessão ordinária desta terça-feira (31) na Assembleia Legislativa. A oposição encartou ao projeto uma emenda que sugere que o valor tenha um acréscimo de 25%, além da dispensa de tramitação nas comissões legislativas da Casa.

A proposta do Executivo estadual altera a Lei Complementar nº 261, de 19 de dezembro de 2003, que institui o Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop). O Fecop é apontado pelo Estado como alternativa para colaborar com o aumento de 15% do valor repassado pelo Governo Federal. O Projeto original determina ainda um acréscimo de 2% na cobrança de ICMS sobre gasolina, álcool automotivo e energia elétrica, que seriam destinados ao Fecop.


Na emenda da oposição, o aumento para 25% estaria inserido nos projetos orçamentários do Executivo, destacando a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o Plano Plurianual (PPA), descartando a possibilidade de aumento no ICMS, como prevê o Executivo.


Após leitura do projeto no plenário da Assembleia Legislativa, a proposta deve seguir para a Comissão de Justiça para ser analisada a constitucionalidade da matéria. Porém, com a emenda da oposição, os líderes das bancadas parlamentares deverão se reunir para discutir sobre a dispensa de tramitação. Se os deputados chegarem a esse concesso, a matéria será votada em regime de urgência e os pareceres das comissões serão orais.


Bolsa Família


O Bolsa Família é um programa que integra o Fome Zero e transfere renda para famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza. A iniciativa atende a mais de 12 milhões de famílias em todo território nacional.


Além de promover a melhoria da qualidade de vida da população, outro ponto positivo do Bolsa Família diz respeito à economia do próprio Estado. O benefício do programa significa um investimento mensal de R$ 31 milhões na economia do Rio Grande do Norte. Ao ano, o programa possibilita a entrada de mais de R$ 360 milhões no Estado.


Todos os 167 municípios potiguares são contemplados, beneficiando a 338 mil famílias, um número até superior ao total de famílias pobres no Estado, que é de 319 mil.

Amanhã Talvez - Joanna

QUEM SABE, AMANHÃ TALVEZ?

POLÍTICA "NEWS FLASH"


# Ontem a noite o Vereador Júlio César juntou a sua tropa de elite, e fez um corpo a corpo na rua Oscar Brandão acompanhado da sua genitora Drª Leonor. Fato inusitado e pioneiro em Ceará-Mirim, pelo menos na minha ótica. Nunca vi em toda minha vida, um Vereador sair de porta em porta pedindo votos para Deputado Estadual e Federal nos moldes que o Vereador Júlio César fez. Uma pequena multidão e uma pequena carreata davam suporte ao vereador que mostrava-se bastante satisfeito com o que via ao seu redor.

# O Prefeito Antonio Peixoto com certeza não estar dormindo bem. Ele estar tentando de todas as maneiras e formas arranjar votos para os seus candidatos que não são bem "vistos" pelo eleitor cearamirinense. Usando das suas prerrogativas de chefe do executivo, diga-se de passagem de forma ilegal, estar obrigando os cargos comissionados da Prefeitura a saírem dos seus afazeres profissionais para irem as ruas "batalhar" votos para o Deputado Federal João Maia e o Estadual de nome difícil Kelps Lima. O Prefeito confidenciou para amigos que irá engordar a votação de João Maia com 10 mil votos em Ceará-Mirim, mas há quem diga em alto e bom tom que João Maia não terá 3 mil. Uma notícia dessas é para acabar com todo estoque de gardenal.

# Ontem fizemos um Papo 10 com o candidato Gláucio Tavares, e juro pra vocês que me surpreenderam as suas respostas. Numa coisa ele concordou com o Blogueiro, nem sempre temos que votar num filho da "terra". Não é porque sejamos ingratos, mas as vezes tem-se compromissos assumidos com outrem exatamente por falta deste "filho da terra" em outras oportunidades. Respostas coerentes, centradas e inteligentes. Digo ao povo de Ceará-Mirim sem medo de errar, se é de votar nos Kelps da vida vote com Gláucio. É ficha limpa, é humilde, é inteligente e é nosso.

FESTA BAILE

Anairam e Banda

1ª FESTA BAILE SOLIDÁRIA FAMILIAR

DIA: 03/09/10

LOCAL: CENTRO ESPORTIVO E CULTURAL DE CEARÁ-MIRIM


HORA: 21:30 horas


ANIMAÇÃO: BANDA ANAIRAM BRASIL - A MELHOR ORQUESTRA BAILE DO BRASIL


Interessados liguem: 9146-9903 - Carlos Sobral

NOTA A POPULAÇÃO

INDIGNAÇÃO COM A HIPOCRISIA E FALTA DE RESPEITO COM O PROFISSIONAL


Ser um Operador da Segurança Pública não é tarefa fácil, não interessa de qual instituição faça parte, uma prova disso são os bravos guerreiros, homens e mulheres, que compõem a tão importante Guarda Municipal, neste caso, de Ceará – Mirim.

Se não bastasse está o tempo todo, de uma forma ou de outra, lidando com a problemática da violência e da criminalidade, ainda tem que ouvir fortes críticas destrutivas, desaforos, chingamentos, vindo de pessoas que se dizem preocupados com a segurança pública no município, preocupados com a moral e a ética, (tudo fachada, pura hipocrisia, tudo para ludibriar o povo), mas que não tem pudor nenhum em ligar pra Sede da Guarda e destratar de forma baixa, o profissional e através dele, todos que ali estavam cumprindo com o seu dever de não ser omisso, de fazer cumprir a lei, de não fugir da ocorrência e procurar fazer o procedimento correto diante da situação encontrada.

E o que deixa a instituição indignada é que são pessoas investidas de cargos públicos, no qual deviam zelar pelo bom trabalho e respeito ao outro, mas o que se viu foi uma total falta de ética, de moral, de respeito à autoridade, uma vez que a Guarda Municipal é também autoridade local e merece respeito e um tratamento digno e não ser ofendida em sua integridade moral como fez alguns Excelentíssimos Senhores vereadores representantes do povo na casa legislativa desse município, que, diga-se de passagem, pelo jeito que falaram, tinha “um deles” que estava, também, alcoolizado.

O fato em questão foi à ocorrência em que envolveu o cidadão conhecido, até na cidade e sem problemas com a justiça, mas que na ocasião estava acometido de alto teor alcoólico e que estava dirigindo seu veículo e colidiu com outro cidadão que estava em sua moto, causando assim sérios danos, graças a Deus, danos materiais somente, mas que a população vendo o ocorrido queria tomar suas próprias providencia, julgando e punido o condutor do veiculo, sendo necessário a GMCM retirar o cidadão do local evitando assim, que o mesmo fosse linchado.

A PM foi acionada e tomou conta da ocorrência na hora em que lhe foi repassada, pois se os vereadores não sabem na área de segurança o procedimento é esse, quem chega primeiro tem que tomar conta do ocorrido, depois repassar ou dar continuidade ao acontecido se assim se fizer necessário. Ou seja, o dever foi cumprido, a GMCM em nenhum momento destratou o cidadão, mas fez o procedimento como manda a lei.

Por fim, esperamos que essa lastimável atitude de pessoas hipócritas não venham a se repetir e que tomem consciência de seus deveres, que se não forem o dever de representantes do povo, que seja pelo menos, o dever de cumprir com seu papeis de homens, com moral e respeito à dignidade humana.A Segurança Pública é apolítica e apartidária, ela é pra todos, sem distinção de pessoas.Se não podem ajudar, que não atrapalhem. É ISSO!!!!


# SEDESC

ALUNO APLICADO

MANTENDO A FORMA

Ronaldo Nazário, ex-fenômeno, estar cumprindo a "risca" todas as determinações do preparador fisíco do Corinthians. Como por exemplo, fazer muitos exercícios na piscina. O Homem já ficou preto de tanta exposição ao sol.

ETERNAS SAUDADES

ISAUTINA DO OUTRO LADO DO CAMINHO


Arte – Óleo sobre tela de Alice Brandão

A morte não é nada. Eu somente passei para o outro lado do caminho. O que eu era para vocês continuarei sendo. Me dêem o nome que sempre me deram, falem comigo como vocês sempre falavam. Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos. Pensem em mim. Rezem por mim. Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do caminho. (Santo Agostinho)

Estou novamente diante de uma folha virgem, que me pede para ser violada. Mas a libido escrevinhadora está reprimida pela emoção, um sentimento arrebatador, transcendente, traduzido numa palavra que é somente nossa, duplamente nossa, os de língua brasílica e os que a experimentam em solidão: saudade.

Tentei inúmeras vezes transpor para o papel um relato sobre a ausência de Isautina, a minha sogra, amiga solidária e sempre presente, mas não pude. Não sabia por onde começar, nem como refrear essa caudalosa torrente de lembranças e de afetos que nos leva para muito distante da margem de onde melhor poderíamos apreciar os horizontes a que nos propomos desvendar.

Quase sempre eu era arrastado pela enchente do rio da memória, que transbordava as margens e cada vez mais me afastava da visão do horizonte.

Agora eu sei por onde começar: pela revelação mais contundente, porque fora do comum. A da “sogra amiga”, partindo-se da constatação de que essa associação é inconciliável, na opinião popular generalizada. No mundo inteiro as sogras são levadas à fogueira inquisitorial como verdadeiras bruxas, e queimadas em fogo brando para arderem mais lentamente, e experimentarem dores e sofrimentos inimagináveis.

De fato, fomos, no sentido pejorativo tradicional, genro e sogra. Batemos de frente inúmeras vezes até nos fazermos entender e respeitar pelo outro, delimitando os nossos territórios. Daí pra frente, deixamos essa condição parenteral(*) e nos convertemos em amigos. Uma amizade construída a partir dos dissensos, das nossas diferenças superadas e, portanto, amadurecida, duradoura.

Amávamos a mesma pessoa. Jailza era a sua única filha e companheira. Amiga incondicional, confidente, consoladora, parceira de “buraco” e de infortúnios, alma sexuadamente gêmea, e por isso capaz de compreender os gemidos, a importância das minimalistas rusgas existenciais cotidianas, como o ato de envelhecer, por exemplo, de se sentir só no meio da multidão e uma vontade leviana de chorar.

As duas eram cúmplices e co-habitantes de um universo só delas que eu nunca quis nem mesmo trafegar, para não quebrar o encanto de um esconderijo, um refúgio, um santuário exclusivo onde se desarmavam e se convertiam nelas mesmas. Em que eram ao mesmo tempo arrimo uma da outra, numa troca permanente de afeição.

Contentei-me em ser a sombra ou a ausência, quando as duas estavam juntas, porque moravam em cidades diferentes e pouco se viam, embora se telefonassem diariamente.

Ela-Isautina percebeu a manobra através de uma das pontes mais sólidas que construímos entre nós – o sentir intuído, sem necessidade de palavras ou explicações. Era uma pessoa de muita sensibilidade e um grau de percepção incomum, beirando o extra-sensorial. Salvo quando se recusava a acreditar no que intuía, como nas questões de família que a infelicitavam. Aí se tornava uma pessoa comum, debilitada e vulnerável.

Nesses momentos, sofria um processo acelerado de um envelhecimento sobrenatural, surpreendente. As rugas aprofundavam-se, os cabelos mais se encaneciam, as costas se curvavam sob peso imaginário insuportável, os olhos se embaciavam. E a voz adquiria um tono mais brando e mais grave. Como se mastigasse o fel para torná-lo mais digestível.

Li que em certas culturas primitivas e isoladas – os esquimós, por exemplo – os mais novos mastigavam os alimentos sólidos, tornando-os pastosos, para facilitar a alimentação dos muito idosos, desdentados. Era manifestação de carinho e de dedicação aos que se haviam devotado á família.

Provavelmente dava-se algo semelhante com Isautina, de modo inverso. Mastigava as fibras, os nervos e os músculos cozidos no sal e no fel do sofrimento, para transferi-los amaciados para os que a consolavam.

Via-a chorar apenas duas vezes e nunca mais desejei vê-la assim. Era uma explosão de dor comprimida, uma expressão magoada de desespero antigo sempre recorrente. Um grito gemido, se é que me entendem. Como o silvo de uma chaleira de água fervente, resultante de uma pressão muito poderosa reprimida sob controle.

Foi quando morreu o seu filho mais velho, Jailson . E quando se sentiu impotente para corrigir uma questão familiar. Jailza me informou que ela muito chorou, também, na morte do ex-marido, em trágico acidente numa rodovia em Mossoró; que, nessa ocasião ela literalmente desabou, pela primeira vez na vida.

É evidente que deve ter chorado muitas vezes sozinha, quando podia dar vazão, sem constrangimento, á sua tristeza que vinha de muito longe, coisa muito antiga e peregrina.

De alegria, lembro-me que chorou quando a filha casou-se comigo. E quando vieram os netos.

Como dizia um outro velho amigo, Jomar Elpidio de Oliveira, referindo-se á sua própria resistência às lágrimas, morava muito longe o “chorador” de Isautina

Porque, apesar de tudo, a alegria era o seu chão. Mercadejava sempre que podia numa feira de trocas, em que a tristeza era moeda corrente para a compra do riso fácil e do desfrute da bem-aventurança da alegria. Feliz não era, mas fazia força para arrancar de dentro de si as raízes da tristeza anciã e andeja, como já foi dito.

Gostava de serestas puxadas a cerveja. Amava a vida. Era generosa e conselheira. Tomava a si os problemas dos amigos e também dos quase amigos e, mesmo sem ter sido convocada, distribuía conselhos e “carões”. Não tinha papas na língua. Na hora de dizer verdades não poupava ninguém, nem mesmo os superiores nem as autoridades em geral. Era uma dessas paraibanas do brejo, retas, transparentes, diretas, solícitas, mas arrelientas, que dão um pão para não entrar numa briga, mas, se provocadas, não saem nem com a oferta de uma padaria.

Respeitava as pessoas e se fazia respeitar por elas. Principalmente pelos homens - que eles não se metessem a besta que ela lhes punha no lugar. Era mulher valente, de pelo na venta. Havia sido Delegada da Mulher e daí em diante, responsável pela coordenação do Juizado da Infância e da adolescência da comarca de Ceará-Mirim.

Na condição de Delegada da Mulher, prendeu muitos agressores do sexo feminino e por isso, deu força às mulheres e pôs cabresto nos ímpetos dos costumeiros torturadores de esposas e de mulheres da rua. Como espécie de Inspetora dos meninos e adolescentes, chamou muitos pais à responsabilidade e coibiu o liberalismo estimulante da paternidade machista daqueles que prendiam as suas “cabras”, mas soltavam e eram excessivamente tolerantes com os seus “bodes”.

Nesse trabalho, sempre contou com o apoio decidido da Juiza responsável pela vara especializada e pelos delegados da cidade.

Era um ser humano transitório, como as flores que só desabrocham em épocas determinadas. Nossa sorte é que ela era mais de uma dezena de espécies e por isso estava sempre florescendo. Era também instável, porque navegava entre o oceano em fúria e o mar em repouso e por isso o seu barco perdia-se entre tempestades e calmarias. Sua vida imitou a arte, fornecendo argumento para um folhetim dramático.

Quando nasceu a mãe trabalhava no cabo da enxada. Enquanto tinha leite para amamentá-la e alguém para ter a menina sob cuidados, ela foi ficando. Quando abandonou o aleitamento materno e o estômago passou a reclamar farinha, feijão e carne, a mãe entregou-a a um casal de conhecidos, para criá-la e depois ser serventia da casa, ate quando arrumasse emprego decente para sustentá-la. Em seguida, trocou a paraibana Araruna pelo solo potiguar.

A menina cresceu e começou a sofrer maus tratos. Era suficiente uma cara feia para justificar uma surra além dos limites do tolerável, que a deixava inativa no dia seguinte. Um dia, a mãe foi viver com um ex-combatente, velho conhecido, e lhe contou o infortúnio da filha. Foi o suficiente para que o companheiro, revoltado com o relato de maus tratos, fosse resgatar a menina e a trouxesse para Natal.

A menina cresceu num lar tranqüilo, com pai adotivo severo, estudou no Colégio das Neves e no Atheneu. E concluído o curso secundário foi levada pelo “padrinho” a alfabetizar os recrutas do então 16º Regimento de Infantaria, na Salgado Filho, onde o pai adotiva servia. Lá, conheceu o “Galego”, rapaz de Serra Negra, analfabeto, bonito e jeitoso, que era ordenança do padrasto. De olho em olho, toque de mãos, proximidade cheirosa, terminou em atração recíproca. Ela, uma morena bonita, de corpo roliço bem feito.

Casou-se com o ordenança, que dera baixa do quartel e agora era caminhoneiro, e foi viver em Mossoró. O marido tinha um espírito aventureiro, não conseguia esquentar lugar. Foi comerciante, dono de frigorífico, motorista particular e assentou-se mesmo havia começado, como caminhoneiro, piloto de sua própria liberdade.

Os filhos foram nascendo: um, dois, três, quatro bocas para alimentar. E o marido no mundo, deixando um dinheirinho que se acabava no meio do mês. Ela foi trabalhar. Depois, decidiu que iria para a Universidade. E foi. Graduou-se em Serviço Social e passou num concurso do estado, para lotar-se em Ceará-Mirim. O marido enfezou-se, mas, diante do inevitável, acompanhou a família, sempre com um pé na casa e outro na estrada.

Um dia o marido a põe contra a parede: ou ele ou o emprego. Preferiu o emprego, a estabilidade, a possibilidade de alimentar e de orientar os filhos na vida. Decisão que lhe custou o marido, a incompreensão de alguns filhos que a culparam pela ruptura da família e a silenciosa censura da sociedade, ainda preconceituosa, da cidade que a acolhera. E particularmente inepta por ocupar um cargo de conselheira social, vale dizer familiar – que autoridade poderia ter para apaziguar casais e orientar a educação dos filhos, com o casamento desfeito, a unidade familiar comprometida, e por decisão dela?

Impôs-se pelo trabalho, dedicação e competência. Recebeu seguidas promoções e preitos de reconhecimento profissional.

O coração era o seu órgão de choque, a caixa de ressonância dos seus embates com as desventuras que o mundo lhe impunha. Os filhos a censuravam por não cuidar-se e era mesmo que nada. O trabalho era sempre mais importante – embora fosse refúgio para não perder o juízo com tantos desencontros. Achava-se forte e portanto capaz de “tirar de letra” qualquer dificuldade. Deus a proveria, a sua fé a manteria sempre protegida.

Certa madrugada sentiu fortes dores no coração e foi levada ao hospital Dr. Percilio. O médico que a atendeu, em face da gravidade do seu estado, recomendou-lhe que viesse a Natal. Providenciou uma ambulância e a conduzimos ao Hospital Antonio Prudente, único autorizado pelo seu plano de saúde, Hapvida.

Aí começou um verdadeiro inferno. Posta numa dependência de primeiro atendimento, foi medicada segundo os padrões regulares do suposto diagnóstico de infarto. O clínico que a atendeu, fez a recomendação de encaminhamento à UTI e a possibilidade de intervenção cirúrgica. Nesse meio tempo, a matriz da empresa responsável pelo plano de saúde, a Hapvida, localizada em Fortaleza, informou que o seu prazo de Ca recomendadao, não havia sido ultrapassado. E, de fato, a carência já fora superada. Em seguida, que a recomendação do clinico não poderia ser atendida, porque não havia provisão no seu contrato. E havia.

Mesmo que não houvesse, a lei determinava o atendimento em caráter compulsório, em situações semelhantes, porque ela corria risco de vida. Esses trâmites consumiram mais de quatro horas, tempo precioso perdido em detrimento das suas chances de sobrevivência. Finalmente, desesperados, requisitamos uma UTI móvel da SAMU e, depois de mais uma hora de atendimento a procedimentos burocráticos, a dita ambulância e a respectiva equipe chegaram ela foi transportada ao Hospital do Coração.

Nessa unidade de saúde, ela foi conveniente e competentemente tratada, submetendo-se a duas cirurgias que, no entanto, dado ao agravamento do seu estado de saúde em razão da demora na tomada de providências, veio de falecer.

Morreu por negligência e omissão criminosa da dupla Hospital Antonio Prudente/ Hapvida, useiros e vezeiros deste tipo de expediente doloso, e que, nada obstante, ainda não foi suficientemente sancionado. Permanecem impunes, operando os seus negócios comerciais de modo criminoso.

Mas, sem que a ocorrência trouxesse nenhum consolo ou compensação pela perda da nossa querida amiga, as duas instituições criminosas foram condenadas, por sentença com trânsito em julgado, que reconheceu o direito à indenização dos seus herdeiros por perdas morais e materiais, reconhecendo, por conseqüência, a omissão e a negligência desses fabricantes de viúvos e viúvas.

Entre a indignação, a raiva e o sentimento de perda, prevaleceu a saudade, o sentimento de havermos sofrido a amputação de parte de nós, uma mutilação que nos deformou e cuja marca não pode ser enxertada. Uma cicatriz indelével, uma fratura exposta que nos denuncia sempre a origem: a falta do sorriso brejeiro de Isautina, do seu andar arrastado de quem padece de “esporões” nos pés, a voz roufenha pelo vício do cigarro, os vestidos de estamparias alegres, a maquiagem caprichosa, as suas mãos de fada no preparo das refeições triviais e extraordinárias, os seus resmungos cavilosos e os “carões” desconcertantes, mas tolerados.

Ficou-me uma última imagem, de uma foto tirada no São Pedro de 2008, dois meses antes de sua morte. Ela encarou a máquina com um sorriso meio debochado, cheio de brejeirice, que acentuou a falha nos dentes frontais mais expostos – uma marca pessoal. Trajava um vestido de florzinhas roceiras, bem a propósito da festa, e uma flor vermelha (uma papoula?) presa nos cabelos. A maquiagem lembrava a pintura das roceiras de antigamente.

Quando conclui a fotografia, disse-lhe que estava parecendo uma donzela do pastoril.

Ela olhou-me, zombeteira e provocadora, dizendo o seu bordão preferido:

- Você gosta de mexer, não é? Macaco não olha pro rabo...

Ainda nos vimos, e não sabíamos que seria a penúltima vez, quando veio para o velório de uma amiga, Chica, a irmã da nossa amiga Ana “Balaio”. Depois, pela derradeira Vaz, no hospital, sofrendo anginas insuportáveis mas encontrando tempo para mais um chiste: Gente ruim não morre fácil...É verdade. São os bons que Deus convoca para auxiliá-lo.

PEDRO SIMÕES – Professor de Direito (aposentado) Escritor e Advogado

OUTROS ARES

Rindo a toa

O ex-secretário de saúde de Ceará-Mirim, Júnior Rêgo, estar prestando os seus relevantes serviços a saúde da cidade de Macaiba. Na foto o Deputado Ezequiel Ferreira, a Prefeita marluce e Júnior Rêgo

AGENDA DOS CANDIDATOS

AGENDA SANDRO PIMENTEL - 50 - PSOL

31/08: TERÇA - FEIRA

08h às 10h - Realiza agitação e panfletagem na Praça Gentil Ferreira, no Alecrim;

14h30 às 17h - Realiza encontro com estudantes da UFRN;

19h às 22h - Participa de pós-graduação em Qualidade de Vida e Saúde no Trabalho, na UFRN.


Coordenação de campanha do PSOL/RN




AGENDA DE SIMONE DUTRA - PSTU

Dia - 31/08 - Terça-feira

9h - reunião com assessores de campanha

14h - acompanha assembleia de trabalhadores da educação em São Gonçalo.

ARSENAL ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

João Paulo da Silva - Jornalista

DRT/RN - 1541

TELEFONE: 084-8842-8197

E-MAIL: arsenalasscom@hotmail.com e joaodasilva74@yahoo.com.br

OPINIÃO DO LEITOR

Nome*:Emerson
E-mail*:mersinhoferreira@yahoo.com.br
Assunto*:Prefeito da terra
Mensagem*:João André,

Excelente trabalho vc vem fazendo no blog Ceara Mirim livre... Parabéns.

Com relação a essa pesquisa sobre os possiveis candidatos a prefeito em nossa cidade, gostaria que vc colocasse o nome do nobre cabaleleiro conhecido como: VASCAÍNO. o mesmo já falou diversas vezes que vai encarar o desafio como filho da terra.

Abçs




Nome*:evilasio lima
E-mail*:vavalima1@yahoo.com.br
Assunto*:penitenciaria ou cadeia publica
Mensagem*:nao importa, quinta feira as 9,00 horas da manha audiencia publica de protesto na camara municipal de Ceara-Mirim, para sensibilizar as autoridades municipal e estadual para transferir para outro local a cadeia publica ou penitenciaria em defesa do nosso municipio, presisamos unir toda a sociedade de Ceara-Mirim em um só objetivo, a nao construçao de uma penitenciaria em area urbana na nossa cidade, contamos com a presença de todos para contribuirem com sua presença, participaçao e opinioes.

LIGEIRINHAS


- Um abraço para o meu amigo Dr. Raynier Venâncio. Gente do bem.

- FATAL: Acidente violento com morte hoje em frente ao Frigoias de Igapó. O Blogueiro viu o estrago e a vítima sob um pneu de um caminhão. Cena forte e triste. Senhor Deus, tome conta daquela alma.

- AUTORIDADE: O Prefeito Antonio Peixoto exige que todos os cargos comissionados vão as ruas trabalharem o nome de João Maia para a eleição de outubro próximo. É mais difícil do as funções que eles exercem.


- FUTEBOL: O América precisa vencer hoje em casa para pensar em fugir do rebaixamento. América x Asa -AL é jogo da vida do time de Japecanga.

- IMPECÍLIO: Segundo uma fonte de 220 w, o Secretário de serviços de Ceará-Mirim, meu amigo Mário Pinheiro da Silva estaria com dificuldades para executar seus serviços. É uma doença crônica na Prefeitura.

30/08/2010

COLÍRIO

COLÍRIO DOS MEUS OLHOS
ESSA GATA CHAMA-SE RAPHAELA COELHO



ENTRETENIMENTO


- Dizem que mulher satisfeita não trai. Mas alguém já viu mulher satisfeita ?

- Se você está se sentindo sozinho, achando que ninguém liga para
você, atrase um pagamento!!!

- Sexo é como vestibular, não importa a posição, o importante é
entrar.

- Mulher bonita é igual a tsunami: Quando chega vem cheia de onda e
ninguém enxerga o perigo. Quando vai embora leva o carro, a casa e tudo mais que estiver ao seu alcance.

- Homem é como vassoura: sem o pau, não serve pra nada.


- Marido é igual à menstruação: Quando chega, incomoda; quando
atrasa, preocupa.

- A calcinha não é a melhor coisa do mundo, mas está bem perto


- A mulher está sempre ao lado do homem, para o que der e vier; já o
homem, está sempre ao lado da mulher que vier e der.

ENQUETE - RESULTADO

Qual desses nomes você votaria para Prefeito de Ceará-Mirim em 2012?
Ana Célia - PSTU
30,65%
Clécio Santos
34,06%
Candidato do PT
6,04%
Marcelo Rocha
7,59%
Saly
21,67%

Total: 646 respostas.
Voto já computado!


Vote na nova enquete que se encontra no link ao lado