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22/02/2026

A QUEM INTERESSAR POSSA: PRORROGADAS INSCRIÇÕES PARA CONSELHO LGBT NO RN

Inscrições para Conselho Estadual LGBT são prorrogadas no RN

O prazo de inscrições para o Conselho Estadual de Políticas Públicas LGBT do Rio Grande do Norte foi estendido até a próxima segunda-feira (23). A medida busca ampliar a participação da sociedade civil na composição do colegiado responsável por acompanhar, propor e fiscalizar políticas públicas voltadas à população LGBT no estado.

O Conselho Estadual LGBT funciona como canal institucional entre movimentos sociais e governo, permitindo que reivindicações históricas sejam incorporadas às políticas públicas. Além disso, contribui para a expansão de conselhos municipais em cidades do interior, fortalecendo a participação social fora dos grandes centros.

Podem se inscrever entidades, coletivos e organizações com atuação comprovada na defesa dos direitos da população LGBT.

Objetivos

O órgão integra a estrutura da Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos e tem natureza consultiva, deliberativa e fiscalizadora, conforme a Lei Estadual nº 10.850/2021. Entre as atribuições estão propor programas, monitorar ações governamentais, colaborar na elaboração de projetos de lei e atuar no enfrentamento à discriminação e à violência.


Criado em 2021 e empossado em sua formação atual em dezembro de 2023 pelo Governo do Estado, o conselho é composto de forma paritária por representantes do poder público e da sociedade civil, com mandato de dois anos.


Cidadania LGBT

A coordenadora estadual de Diversidade Sexual e de Gênero, Rebecka de França, destaca que o conselho integra uma estrutura mais ampla de garantia de direitos:

“Os conselhos LGBTs fazem parte de um tripé da cidadania LGBT. Esse tripé é formado pelo conselho, pelos ambulatórios trans e pelos centros de cidadania LGBT. É nesse espaço que se deliberam recursos, políticas e mecanismos de garantia de direitos”, explica.

A gestora conta que decisões tomadas pelo colegiado podem impactar diretamente o cotidiano da população, inclusive em situações ainda não regulamentadas por legislação específica.

“A gente consegue construir documentos que assegurem, por exemplo, que uma pessoa trans utilize o banheiro de acordo com sua identidade de gênero”, afirmou.

Rebecka também ressalta que a atuação não se restringe à capital. “O conselho é importante porque também aponta as demandas do interior do estado. Ele engloba Natal, região metropolitana e outras regiões do Rio Grande do Norte”, disse.

Saiba como participar Conselho

Para participar do processo eleitoral do Conselho Estadual de Políticas Públicas LGBT do Rio Grande do Norte, as entidades devem apresentar à Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos documentação que comprove atuação mínima de dois anos na defesa dos direitos da população LGBTI+.

Entre os documentos exigidos estão estatuto social atualizado, ata de eleição da diretoria vigente, duas declarações de funcionamento emitidas por autoridades públicas, relatório das atividades realizadas no último ano com materiais comprobatórios e declaração do representante legal atestando a veracidade das informações, além da indicação dos nomes dos representantes titular e suplente da organização.

A documentação pode ser enviada via e-mail: codis.semjidh@gmail.com

04/07/2021

HOMOAFETIVIDADE: UNIÃO ENTRE HOMOSSEXUAIS CHEGA A 257 NO RN

RN tem 257 uniões entre homossexuais

No dia 5 de maio de 2011, os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram de forma unânime reconhecer as uniões homoafetivas como entidades familiares no Brasil. Uma década depois, a decisão ganha peso em um contexto no qual muitas famílias formadas por pessoas LGBT+ sentem avançar discursos de ódio e intolerância no país. Mais do que um recurso para permitir "toda forma de amor”, a decisão garante aos casais o acesso a uma série de direitos negados por anos, como acompanhamento em hospitais, direitos de sucessão e previdenciário, benefícios fiscais e adoções.

Dados da Associação dos Notários e Registradores do RN (Anoreg-RN) apontam que, desde o estabelecimento da união estável em 2011, o Rio Grande do Norte teve 257 uniões homossexuais registradas. Os números caíram desde o começo da pandemia e, até o momento, 2021 registrou o menor número de uniões desde a conquista do direito, com 8 uniões celebradas.

O reconhecimento da união estável homoafetiva abriu as portas para a conquista de outros direitos: dois anos depois, em 2013, uma resolução do Conselho Nacional de Justiça determinou que nenhum cartório poderia rejeitar a realização de casamentos homoafetivos no Brasil. Até então, os casais precisavam entrar na Justiça para garantir o direito e, a depender do local onde o casal morava, poderia ter negado seu direito ao casamento pelo cartório.

Após a decisão, muitas uniões estáveis se converteram em casamentos - que explodiram após a eleição do presidente Jair Bolsonaro, em 2018.

Segundo a Pesquisa de Registro Civil feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2018 o RN bateu o recorde de casamentos celebrados entre casais LGBT até então. Foram 114, 60,5% a mais em relação ao ano anterior. Em 2019, o recorde foi batido: foram 124 casamentos homoafetivos celebrados no Estado. Em reportagem publicada na TRIBUNA DO NORTE em maio de 2019, muitos dos casais relataram que o medo de perder direitos foi um dos principais motivadores para oficializar as uniões.

Coordenadora de Diversidade Sexual e Gênero da Secretaria de Estado das Mulheres, Juventude, Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEMJIDH), Janaína de Lima, explica que a decisão veio para reconhecer juridicamente uma realidade já existente no Brasil. "No debate público, essas famílias não existiam. Só existia a família representada pela concepção heteronormativa, mas a verdade é que a família 'não-tradicional' sempre existiu no Brasil. Reconhecer que essa família existe é um passo para reconhecer e compreender a realidade da população LGBT no Brasil".

Segundo a coordenadora, que também preside o Comitê Estadual Intersetorial de Enfrentamento à LGBTfobia, a partir dessa decisão, ampliou-se a possibilidade de coletar dados e informações para entender melhor a realidade dessas famílias. “Um dos grandes obstáculos para a formulação de políticas públicas para a população LGBT como um todo é a carência de dados sobre essa parcela da população. Isso é mais um caminho para mapear esse aspecto da realidade brasileira”, completa Janaína.

“O que nós queremos é ter uma relação com os mesmos direitos de qualquer outra.”

Apesar de já ter tido relacionamentos longos em outros momentos da vida, foi apenas depois de conhecer Marielle Galvão que a enfermeira Raquel Gurgel, de 39 anos, cogitou a possibilidade de deixar a casa da mãe para viver com outra pessoa.

Assim como Raquel, Marielle, que tem 40 anos, é enfermeira. Elas se conheceram quando ambas trabalhavam juntas no Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (SAMU). “Nossa história começou ali. Estávamos na mesma unidade e aquele sentimento foi surgindo”, conta Raquel. Nove meses após o começo do relacionamento, Raquel decidiu deixar a casa da mãe.

Empregadas e com renda fixa, o casal fez planos para comprar o primeiro apartamento em conjunto. Foi neste momento que perceberam que oficializar a união seria um passo importante para conseguirem realizar o sonho. “A gente viu que ter acesso ao plano odontológico, comprar o apartamento junta… tornava-se tudo mais prático se tivéssemos o casamento oficializado”, relata Raquel.

O casal decidiu casar em 2020, mas, com a chegada da pandemia ao Brasil, os planos tiveram de ser adiados. “Chegamos a remarcar para março de 2021, mas aí aconteceu mais uma onda, e então decidimos apenas oficializar a união civil e deixar a festa para fazer separada quando a situação estivesse melhor”.

Hoje, já casada, a enfermeira é categórica ao dizer que o que busca em sua relação não é diferente de qualquer outra: companheirismo e amor. “O que nós queremos é ter uma relação com os mesmos direitos de qualquer outra. É amar igual às outras pessoas, sem precisar nos esconder, sem ter vergonha do nosso amor”, destaca Raquel.

“Se acontecer qualquer coisa, quero que ela esteja assegurada”

Quando se conheceram a partir de amigos em comum na cidade de Assu, no interior do Rio Grande do Norte, em 2017, Letícia Silveira, de 21 anos, e Marília Padilha, de 27, não imaginavam que se apaixonariam e, três anos depois, passariam a viver juntas em Caicó. Mas foi a mudança para a cidade, onde não tinham família ou muitos amigos de longa data, que motivou o casal a procurar oficializar a união. “Aqui, estávamos ‘sozinhas’, e vimos que precisávamos garantir legalmente que ambas estivessem amparadas caso acontecesse algo com a outra”, explica Marília.

Servidora federal, ela conta que a união estável abriria uma série de portas que o casal considerava importantes naquele ponto da relação, como poder incluir Letícia na lista de dependentes do plano de saúde ou como acompanhante no serviço médico. “Se acontecesse algo com ela e ela precisasse ir ao hospital, seria muito mais simples no meu trabalho garantir que eu pudesse estar presente para acompanhá-la, por exemplo”, afirma.

O reconhecimento, diz Letícia, se faz necessário em um mundo no qual muitos ainda deslegitimam as relações entre mulheres. “Quando acontece algo, só temos uma a outra aqui, então não podemos arriscar não ter um documento legal comprovando nossa união, porque sabemos que infelizmente a legitimidade que é dada aos casais heterossexuais não é a mesma dada aos casais LGBT”.

O casal, por hora, não tem planos de converter a união estável em casamento. “O que nós queríamos era ter a nossa família reconhecida. Uma é a base da outra aqui, e é importante que exista esse dispositivo para que a gente não perca acesso a nenhum direito por não ter uma família dita tradicional”, disse Letícia.

“Vimos que era mais do que uma questão de desejo: era uma necessidade cidadã”

Foi exatamente há uma década, no mesmo ano em que o Supremo Tribunal Federal reconheceu as uniões homoafetivas como entidades familiares no Brasil, que o servidor público Victor Varela, de 33 anos, conheceu o professor universitário Felipe Coelho Lima, de 32. Naquela época, os dois buscavam a mesma coisa: o oposto de uma relação séria. Os planos, no entanto, não saíram como planejado: Victor e Felipe acabaram se apaixonando. “A gente não queria nada sério, mas, desde que nos encontramos, não nos soltamos mais”, diz Victor.
Dez anos depois, o casal não se largou. Apesar de viverem em união estável desde 2015, no começo de 2020, Victor e Felipe celebraram o casamento civil ao lado de amigos e familiares, pouco antes da chegada do Coronavírus ao Brasil.

A decisão de casar não foi simples para o casal. “Por muito tempo, pensamos se casar fazia sentido para nós, porque nós sempre fomos um casal muito tranquilo e muito forte. Não era um desejo tão forte mas, depois de muito refletir, vimos que se tratava de mais do que uma questão de desejo: era uma necessidade cidadã”, explica Victor.

De acordo com ele, além de garantir seus direitos, o casal queria mostrar especialmente a outros LGBTs que era possível amar, constituir uma família e encontrar a felicidade. “Era algo simbólico e importante para construir essa referência para outras pessoas. Mostrar que sim, existimos, e que é possível”.

TN

02/06/2019

SÃO PAULO É A CAPITAL INTERNACIONAL DO ORGULHO LGBT+

SP lidera ranking internacional de destinos para celebrar Orgulho LGBT+

SP lidera ranking internacional de destinos para celebrar Orgulho LGBT+Estudo realizado pelo LarDeFérias, buscador e comparador de preços para aluguel de temporada, apresentou os melhores destinos para celebrar o mês do Orgulho LGBT+. O ranking foi calculado com base em 5 categorias: acessibilidade para viagem, crescimento anual das Paradas LGBT+, vida noturna LGBT friendly e média de preço por acomodação. Centenas de cidades foram analisadas para o levantamento e a lista final apresenta 50 cidades de 22 países onde São Paulo ocupa a primeira posição, seguido pela Cidade do México e Madrid.