Zema diz que STF está virando “balcão de negócios”. Barroso já havia dito isso...
O ex-governador Romeu Zema voltou a criticar o STF nesta terça (21) após o ministro Gilmar Mendes pedir sua inclusão no Inquérito das Fake News — por vídeo de fantoches. Zema foi categórico: "Estamos vivendo um cerceamento ao direito de expressão. Fui governador por quase oito anos, criticado o tempo todo — nunca fui reclamar. Crítica faz parte da democracia".
E não recuou:
"Eu não vou engolir isso. O STF se transformou no 'Supremo Balcão de Negócios.' Além de falta de transparência, tem conexão com o crime organizado e está atuando de maneira incompatível com a Constituição".
Sobre a ameaça de investigação:
"Em vez de ter medo, ganhei mais energia. Vou dobrar o que estava fazendo. Quero ver quem vai me calar — só com esparadrapo gigante na minha boca à força".
Zema acusou ministros — sem citar nomes — de manterem ligações com lideranças do crime organizado, com registros de contratos, negócios e uso de aeronaves. Um dos motivos centrais das críticas: a decisão que impediu a quebra de sigilo de empresa de propriedade de um ministro e seus irmãos — que negociou cotas societárias com o cunhado de Vorcaro num resort de luxo no Paraná. A notícia-crime foi encaminhada a Moraes — relator do Inquérito das Fake News — pelo ministro que foi indiciado pela CPI.
Noutros tempos, mas não muito distante, o então ministro Luis Roberto Barroso declarou em entrevista que havia no Supremo gabinete distribuindo senha para soltar corrupto.
“Sem qualquer forma de direito e numa espécie de ação entre amigos”, disse.
Ao ser questionado sobre quais gabinetes se encontrariam nessa situação, o ministro sorriu e ficou em silêncio. O círculo fecha.

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