11/04/2026

PESQUISA: STF É A MAIOR AMEAÇA À LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Pesquisa aponta STF como maior ameaça à liberdade de expressão

Pesquisa do Ranking dos Políticos, divulgada nesta sexta-feira (10), sobre a percepção da liberdade de expressão no Brasil indica o Supremo Tribunal Federal (STF) como o principal ponto de preocupação entre parlamentares do Congresso Nacional.

O levantamento traz recortes tanto gerais quanto por espectro político, evidenciando diferenças marcantes de opinião entre deputados e senadores.

Entre os deputados federais, 25% indicaram o STF como a maior ameaça à liberdade de expressão. Na sequência, aparecem a chamada “cultura do cancelamento” (19,5%) e o Poder Judiciário de forma geral, junto ao próprio Congresso, ambos com 18,5%.

No Senado Federal, a percepção é ainda mais acentuada: 43,3% dos senadores apontaram o STF como principal risco, percentual muito superior aos demais fatores, como o Judiciário (13,3%) e o Congresso (13,3%).

Divisão ideológica acentua diferenças

Quando analisado o espectro político na Câmara, os dados revelam uma forte divisão. Parlamentares de esquerda apontam majoritariamente o Congresso Nacional como principal ameaça (41,4%), seguido pela avaliação de que não há risco relevante (27,6%).

Já entre os deputados de direita, o STF lidera com folga, sendo citado por 50%, seguido pelo Judiciário em geral (31,8%).

No centro, há maior dispersão: o STF aparece com 26,3%, enquanto a cultura do cancelamento soma 28,1%, indicando preocupação tanto com instituições quanto com pressões sociais.

No Senado, a polarização se intensifica. Entre senadores de direita, 100% apontaram o STF como principal ameaça. Já na esquerda, há divisão entre Congresso Nacional (40%) e cultura do cancelamento (40%). No centro, novamente o STF lidera (36,8%), seguido pelo Judiciário (21,1%).

Veja abaixo os dados na íntegra:





A pesquisa “A Cabeça dos Parlamentares”, realizada pelo Ranking dos Políticos, ouviu 112 deputados federais de 18 partidos e 30 senadores de 12 legendas, respeitando a proporcionalidade partidária. As entrevistas foram feitas entre 23 e 27 de março de 2026, com margem de erro de 6,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

DP

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