terça-feira, 12 de janeiro de 2021

EUA: MULHER CONDENADA A MORTE SERÁ EXECUTADA NESTA TERÇA-FEIRA (12)

Saiba quem é Lisa Montgomery, que será executada nesta terça

Nesta terça-feira (12), os Estados Unidos (EUA) irão executar Lisa Montgomery, única mulher no corredor da morte no país. Ela foi condenada por assassinar, em 2004, uma grávida de 23 anos. Após o crime, Lisa usou uma faca para retirar o bebê de dentro do útero da mãe da criança e sequestrou-a. O bebê sobreviveu ao crime e foi entregue ao seu pai biológico.

A execução será a primeira do tipo desde 1953, quando Bonnie Brown Heady foi executada na câmara de gás por sequestrar e matar de um menino de seis anos de idade.

Lisa Montgomery tem 52 anos e será executada por injeção letal. De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, o crime cometido por ela foi considerado “especialmente hediondo”.

O CRIME

Na época, Lisa Montgomery tinha 36 anos e havia marcado com a vítima uma visita para comprar filhotes de cão. Bobbie Jo Stinnett residia na cidade e Skidmore, Missouri.

O órgão descreveu o crime da seguinte maneira: “Dentro da residência [de Bobbie Jo Stinnett], Montgomery atacou e estrangulou Stinnett, que estava grávida de oito meses, até que a vítima perdeu a consciência. Usando uma faca de cozinha, Montgomery então cortou o abdome de Stinnett, o que fez com que ela retomasse a consciência. Uma luta se seguiu, e Montgomery estrangulou Stinnett até a morte.”

A condenada utilizou uma corda para estrangular Stinnett e então retirou o bebê do corpo da mãe. Lisa Montgomery levou o bebê à casa que dividia com o marido no Kansas e tentou fingir que o bebê era seu. Já o corpo de Bobbie Jo Stinnett foi encontrado horas depois pela mãe, Becky Harper.

A polícia então chegou à casa de Montgomery no dia seguinte devido a conversas encontradas no computador e encontrou a bebê, uma menina. Ela então confessou o crime.

JULGAMENTO

Lisa Montgomery foi julgada e foi condenada por sequestro e assassinato em outubro de 2007. Ela foi defendida por um defensor público e por outro advogado. Nenhum deles apresentou evidências de abuso ou problemas que pudessem fazer com o que o júri não a condenasse à morte.

À BBC Brasil, estudiosos do caso afirmaram que ela poderia ter escapado da pena capital caso sua defesa apresentasse o histórico.

– Se as pessoas entendessem como ela chegou ao ponto de cometer esse crime, compreenderiam que ela sofre de doença mental grave e que essa doença é fruto do trauma que ela viveu – disse ao veículo a professora de Direito Leigh Goodmark, da Universidade de Maryland.

HISTÓRICO

De acordo com a BBC, Lisa Montgomery cresceu em uma família disfuncional e foi abandonada pelo pai na infância. Uma de suas irmãs sofreu abusos de um amigo da mãe aos 8 anos de idade, o que foi presenciado pela condenado.

Além disso, continuou o veículo, Lisa Montgomery também passou a ser abusada pelo padrasto aos 11 anos de idade, além de ter sido espancada.

Os estupros teriam continuado ao longo da adolescência, sendo que aos 15 anos, Lisa Montgomery passou a ser forçada a se prostituir pela mãe e pelo pai por vários outros homens.

pleno.news

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