segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

INDEFINIÇÃO NA ESCOLHA DE UM JUÍZ JULGAMENTO DO FILHO DE LULA ATRASA

Indefinição atrasa julgamento do filho do ex-presidente Lula

Desde que foi retirada da 13ª Vara Federal de Curitiba por decisão do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), em março deste ano, a investigação contra o empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, está paralisada por uma indefinição sobre quem deve ser o juiz responsável pelo caso que investiga contratos do grupo Oi/Telemar com empresas ligadas ao filho mais velho do ex-presidente Lula.

Lulinha foi alvo da 69ª fase da Lava Jato, a “Mapa da Mina”, em 10 de dezembro de 2019. A investigação mirou acordos de R$ 132 milhões entre a operadora de telefonia e o grupo Gamecorp/Gol, que reúne firmas de mídia, jogos eletrônicos e tecnologia, entre 2004 e 2016. O Ministério Público Federal (MPF) disse ter indícios de que parte do dinheiro foi usado na compra do sítio de Atibaia.

Na última segunda-feira (7), a juíza federal substituta, Fabiana Alves Rodrigues, da 10ª Vara Federal de São Paulo, entendeu que o inquérito deve tramitar em alguma das varas especializadas em crimes de lavagem de dinheiro da Justiça Federal do Rio.

A magistrada avaliou que o maior número dos crimes de lavagem de capitais supostamente praticados, de acordo com a investigação, teria ocorrido no Rio, onde está a sede da empresa telefônica citada no caso. O entendimento, porém, pode virar objeto de um novo embate judicial. Após a decisão, a defesa de Lulinha pediu para que a juíza reconsiderasse a opinião.

– A relação da Oi com a Gamecorp é de competência de São Paulo. Peticionei lembrando a juíza disso. Já está decidido pelo STJ. A Gamecorp fica em São Paulo – disse o advogado Fábio Tofic Simantob, que defende Lulinha.

O argumento foi usado no pedido que levou o TRF-4 a retirar a investigação da vara do juiz Luiz Antônio Bonat, que assumiu a 13ª Vara Federal de Curitiba e os casos da Lava Jato após a saída de Sérgio Moro. A defesa avalia que os fatos não têm conexão com a Lava Jato. Até a última sexta-feira (11), o inquérito ainda não havia sido formalmente remetido para o Rio de Janeiro.

Estadão

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