sábado, 21 de novembro de 2020

O HISTÓRICO DO CARREFOUR SOBRE MORTES

Carrefour: Histórico tem morte de animal e até corpo ignorado

A morte de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, na noite de quinta-feira (19) em uma unidade do Carrefour na cidade de Porto Alegre (RS) não foi o primeiro episódio polêmico envolvendo a rede de hipermercados francesa.

No histórico do grupo constam casos de grande repercussão como o envenenamento e morte da cadela Manchinha em Osasco (SP), o óbito ignorado de um promotor de vendas em uma unidade no Recife (PE) e até questões trabalhistas como o controle da ida de funcionários ao banheiro em São Paulo.

Confira abaixo alguns dos casos envolvendo o Carrefour que ganharam grande repercussão pelo país e chamaram a atenção para a conduta praticada pela rede:

CASO MANCHINHA

O caso aconteceu em dezembro de 2018, quando a cadela Manchinha, que estava no estacionamento de uma das lojas da empresa, em Osasco (SP), morreu depois de ser envenenada e espancada por um funcionário do grupo.

– Um segurança do Carrefour que matou o cachorro. Ia ter uma visita de supervisores da matriz e o dono do mercado, da filial de Osasco, pediu para o funcionário dar um fim no cachorro. Ele deu chumbinho no meio de mortadela, e agrediu o cachorro – disse Rafael Leal, da ONG Cão Leal, na ocasião.

Na época, Rafael também relatou que a rede de hipermercados também não socorreu o animal e que Manchinha teria sido levada ainda com vida para um veterinário, mas não resistiu aos ferimentos.

– O cachorro foi resgatado com vida todo ensanguentado por uma pessoa que estava perto e socorreu. Ele foi levado para uma clínica veterinária particular, mas morreu em atendimento – afirmou.

MORTE IGNORADA DENTRO DE UMA UNIDADE CARREFOUR

No dia 14 de agosto deste ano, um promotor de vendas do Carrefour faleceu enquanto trabalhava em uma unidade do grupo, em Recife (PE). Na ocasião, a unidade sequer teve as portas fechadas e continuou funcionando mesmo com o corpo estendido no chão da filial.

O corpo de Moisés Santos, de 53 anos, foi coberto com guarda-sóis e cercado por caixas, para que a loja seguisse em funcionamento e permaneceu no local entre 8h e 12h, até ser retirado pelo Instituto Médico Legal (IML).

À época, o Carrefour pediu desculpas “em relação à forma inadequada que tratou o triste e inesperado falecimento do Sr. Moisés Santos, vítima de um ataque cardíaco” e afirmou que errou ao não fechar a loja imediatamente após o ocorrido. A atitude da loja foi alvo de uma série de críticas nas redes.

CONTROLE DA IDA DE FUNCIONÁRIOS AO BANHEIRO

A Justiça do Trabalho de São Paulo concedeu liminar pedida pelo Sindicato dos Comerciários de Osasco e Região contra o Carrefour, que estaria controlando a ida dos empregados ao banheiro. O caso aconteceu em maio de 2019.

A juíza Ivana Meller Santana, da 5ª Vara do Trabalho de Osasco, identificou condições consideradas degradantes para os trabalhadores. De acordo com o Sindicato dos Comerciários, nas sedes de sete cidades paulistas os operadores de atendimento e de telemarketing são obrigados a utilizar “filas eletrônicas” para o uso do banheiro.

Além disso, os colaboradores ainda deveriam manifestar necessidade do uso, registrando o nome no sistema eletrônico de fila e avisar ao supervisor em caso de urgência.

– Este tempo de espera pode acarretar prejuízos à saúde do trabalhador. Isto sem relatar o constrangimento de precisar explicar ao monitor/supervisor as suas necessidades fisiológicas, eventuais problemas intestinais ou estomacais, ou os relativos ao ciclo feminino – disse a juíza na decisão.

DEMISSÃO PARA RETALIAR FUNCIONÁRIOS

Em dezembro de 2017, trabalhadores do Carrefour que reivindicavam benefício de remuneração por trabalho em feriados foram demitidos da empresa, com a justificativa de corte de gastos.

– Na verdade a empresa nunca teve cortes às vésperas do Natal e Ano Novo. Em 12 anos de casa, nunca vi isso acontecer. Como sempre bati minhas metas, portanto, gerava lucros, fica explícito o motivo de retaliação a fim de desestabilizar o movimento, sim – contou um ex-funcionário, na época.

Colaboradores que trabalharam durante os feriados de novembro de 2017 receberam apenas R$ 30 por dia trabalhado, menos da metade do que recebiam antes. Um empregado que recebe R$ 1.290 por mês, ou R$43 por dia, deveria receber R$ 86 por feriado, já que a diária era dobrada nesses dias.

pleno.news

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