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01/02/2026

'VÍRUS NIPAH NÃO AMEAÇA O PAÍS' - DIZ MINISTÉRIO DA SAÚDE DO BRASIL

Vírus Nipah: Ministério da Saúde diz que doença não ameaça o país

O Ministério da Saúde divulgou na última sexta-feira (30) nota informando que o risco relacionado ao vírus Nipah é baixo e que a doença não representa ameaça ao Brasil. A pasta afirma ainda que não há indícios de que o vírus possa provocar uma pandemia.

Segundo o ministério, não há evidências de disseminação internacional nem risco para a população brasileira. Além disso, autoridades nacionais estão monitorando o cenário em articulação com organismos internacionais.

– No Brasil, o Ministério da Saúde mantém protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos, em articulação com instituições de referência como o Instituto Evandro Chagas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além da participação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) – informa a nota.

O posicionamento, segundo o ministério, estaria alinhado ao da Organização Mundial da Saúde (OMS), que também avalia como baixo o risco de uma pandemia associada à infecção por esse micro-organismo.

Até o momento, dois casos de infecção pelo vírus Nipah foram confirmados na Índia, ambos em mulheres que atuam como enfermeiras. Não há registro de circulação do vírus fora do sudeste asiático.

No início da semana, o governo indiano informou que a situação está sob controle e que 198 pessoas que tiveram contato com as pacientes infectadas foram testadas, todas com resultado negativo para a doença.

O QUE É O VÍRUS NIPAH?

O vírus Nipah foi identificado pela primeira vez em 1998, na Malásia, e, desde então, surtos foram registrados em diferentes países do continente asiático. Segundo a OMS, o surto anterior ao atual, na Índia, ocorreu nas Filipinas, em 2014.

A transmissão ocorre por meio do contato com animais infectados, do consumo de alimentos contaminados ou da transmissão direta entre pessoas, especialmente por fluidos corporais e gotículas respiratórias. Os morcegos são os hospedeiros naturais do vírus, mas outros animais, como porcos e cavalos, também podem ser infectados.

Em humanos, a infecção pode ser assintomática, mas também pode causar quadros respiratórios e evoluir para encefalite fatal. A taxa de letalidade é estimada entre 40% e 75%, podendo variar conforme o surto, a capacidade local de vigilância epidemiológica e o manejo clínico dos pacientes.

Os sintomas iniciais mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Com a progressão da doença, podem surgir tontura, sonolência, alteração do nível de consciência e sinais neurológicos indicativos de encefalite aguda. Em casos mais graves, há registros de pneumonia atípica, convulsões, insuficiência respiratória e coma.

AE

24/01/2026

PEIXES ESTÃO CAUSANDO SURTOS DE INTOXICAÇÕES NO RN - SESAP ALERTA - VEJA ORIENTAÇÕES

Sesap investiga cinco surtos de ciguatera no RN

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou nesta sexta-feira (23) que investiga cinco surtos de ciguatera no Rio Grande do Norte. De acordo com a pasta, os casos estão em fase de investigação epidemiológica e envolveram o total de 36 pessoas. Informações de quando e onde ocorreram os casos não foram divulgados.

👉 A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pela ingestão de peixes contaminados com toxinas produzidas por microalgas que se proliferam em recifes de corais tropicais e subtropicais. Os sintomas variam de enjoos a neurológicos. Não há tratamento específico para a ciguatera (entenda mais abaixo).

As autoridades sanitárias já haviam explicado anteriormente que é considerado surto quando mais de dois indivíduos em um mesmo caso de possível contaminação apresentam sintomas. Neste mês de janeiro, um caso também era investigado em Touros.

O primeiro surto no estado foi registrado em 2022. Desde lá, foram 77 casos notificados de intoxicação -- abrangendo surtos confirmados e eventos ainda em investigação --, o que, segundo a Sesap, "evidencia a presença e circulação da ciguatera no estado do Rio Grande do Norte".

Por conta das novas investigações, a pasta recomendou o não consumo do peixe arabaiana (veja outros peixes que podem ter a toxina mais abaixo).

"É importante destacar que a Sesap vem monitorando esses surtos e recomenda o não consumo do peixe arabaiana. Isso se deve pela toxina que esse peixe acumula com o passar do tempo", explicou a coordenadora de vigilância em saúde do RN, Diana Rêgo.

"Queremos tranquilizar a população em relação a esse monitoramento e reafirmar a vigilância pela Sesap quanto a ciguatoxinas no nosso litoral", completou.

A pasta também emitiu nesta quinta uma nota técnica para orientar profissionais de saúde, população em geral, pescadores, comerciantes e serviços de alimentação quanto à prevenção de possíveis casos de intoxicação por ciguatera.


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21/01/2026

VERGONHA: HOSPITAL GISELDA TRIGUEIRO EM NATAL, ESTÁ SENDO INVADIDO POR RATOS - VÍDEO

Ratos são flagrados no Hospital Giselda Trigueiro, em Natal



Ratos foram flagrados circulando por uma área externa do Hospital Giselda Trigueiro, no bairro das Quintas, em Natal, como mostram as imagens da denúncia enviadas ao BLOGDOBG. A pessoa que registrou as imagens se espanta com a presença e também com o tamanho dos animais no local.

A unidade hospitalar é administrada pelo Governo do Estado. A presença e a movimentação dos roedores coloca em risco a saúde de pacientes e profissionais, além de demonstrar falta de cuidado em relação à limpeza e a higiene do local.

BG

19/01/2026

ALERTA: RN INTERNA MENOS, MAS PREOCUPA ESPECIALISTAS A SAÚDE MENTAL JUVENIL

Saúde mental juvenil: RN interna menos, mas preocupa especialistas

O Rio Grande do Norte apresenta uma das menores taxas de internação por transtornos mentais e comportamentais entre jovens de 15 a 29 anos no país. De acordo com o Informe II – Saúde Mental: Informes sobre a situação de saúde da juventude brasileira (2025), elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o estado registrou taxa de 441,1 internações por grupo de 100 mil habitantes entre 2022 e 2024, abaixo da média nacional, que foi de 579,5 por 100 mil. À primeira vista, o dado poderia sugerir um cenário mais favorável. No entanto, especialistas alertam que os números, isoladamente, escondem um problema estrutural: a deficiência na assistência psiquiátrica, com falta de leitos, serviços ambulatoriais insuficientes e subnotificação de casos graves. Para discorrer sobre o assunto, a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap/RN) foi procurada ao longo da semana, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.

Para o presidente da Associação Norte-Riograndense de Psiquiatria (ANRP), Ernane Pinheiro, a explicação está diretamente ligada à ausência de uma rede estruturada de cuidado. “Primeiro, não há um maior número de internamentos porque não existe assistência psiquiátrica adequada para atender essas pessoas. Se existisse um sistema de saúde pronto, com certeza muito mais pessoas seriam internadas”, afirma.

A disparidade se torna mais evidente quando o Rio Grande do Norte é comparado a estados do Sul do país, que concentram as maiores taxas de internação entre jovens. O Rio Grande do Sul lidera o ranking nacional, com 1.615,6 internações por 100 mil habitantes, seguido pelo Paraná (1.170,5) e Santa Catarina (963,3). Mesmo dentro do Nordeste, estados apresentam índices superiores ao potiguar, o que reforça a leitura de que a taxa mais baixa no RN não reflete, necessariamente, menor adoecimento mental entre os jovens.

Segundo o presidente da ANRP, em sistemas bem estruturados, o maior número de internações não representa fracasso, mas sim acesso ao cuidado necessário. “Um país que tenha uma boa assistência psiquiátrica atenderia muito mais pessoas, internaria muito mais pessoas, e isso não refletiria outra coisa a não ser uma boa assistência”, diz Pinheiro.

Outro fator que contribui para a subnotificação é o grande contingente de jovens internados fora da rede hospitalar do SUS. “Em Natal, existem praticamente duas mil pessoas internadas, ou seja, por uso de drogas. E, no entanto, elas não estão registradas lá nos hospitais psiquiátricos ou hospitais gerais, porque são em comunidades terapêuticas”, explica Ernane. Esses atendimentos, por não integrarem o sistema de internações hospitalares, ficam fora das estatísticas que embasam o relatório da Fiocruz.

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30/12/2025

FARMÁCIA POPULAR: LISTA DOS NOVOS REMÉDIOS COM DISTRIBUIÇÃO GRATUÍTA

A lista de novos remédios que passam a ser gratuitos na Farmácia Popular (só apresentar a receita):



Hipertensão arterial

Atenolol 25 mg

Bensilato de Anlodipino 5 mg

Captopril 25 mg

Cloridrato de Propranolol 40 mg

Espironolactona 25 mg

Furosemida 40 mg

Hidroclorotiazida 25 mg

Losartana Potássica 50 mg

Maleato Enalapril 10 mg

Succinato de Metoprolol 25 mg


Diabetes

Cloridrato de Metformina 500 mg

Cloridrato de Metformina 500 mg – Ação Prolongada

Cloridrato de Metformina 850 mg

Glibenclamida 5 mg

Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável, frasco-ampola 10 ml

Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável, frasco-ampola 5 ml

Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável, refil 1,5 ml (carpule)

Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável, refil 3 ml (carpule)

Insulina Humana NPH 100 UI/ml

Insulina Humana Regular 100 UI/ml – solução injetável, frasco-ampola 10 ml

Insulina Humana Regular 100 UI/ml – solução injetável, frasco-ampola 5 ml

Insulina Humana Regular 100 UI/ml

Insulina Humana Regular 100 UI/ml – solução injetável, refil 1,5 ml (carpule)

Insulina Humana Regular 100 UI/ml – solução injetável, refil 3 ml (carpule)


Asma

Brometo de Ipratrópio 0,02 mg 1 (uma) dose

Brometo de Ipratrópio 0,25 mg 1 (um) mililitro

Dipropionato de Beclometasona 200 mcg/cápsula – Administração pulmonar, cápsulas inalantes 1 (uma) cápsula

Dipropionato de Beclometasona 200 mcg/dose – Administração pulmonar, inalador doseado 1 (uma) dose

Diproprionato de Beclometasona 250 mcg 1 (uma) dose

Diproprionato de Beclometasona 50 mcg 1 (uma) dose

Sulfato de Salbutamol 100 mcg 1 (uma) dose

Sulfato de Salbutamol 5 mg 1 (um) mililitro


Anticoncepcionais

Enantato de noretisterona 50 mg + valerato de estradiol 5 mg, ampola 1 (uma) ampola

Noretisterona 0,35 mg, comprimido – cartela com 35 comprimidos 1 (uma) cartela

Etinilestradiol 0,03 mg + levonorgestrel 0,15 mg, comprimido – cartela com 21 comprimidos 1 (uma) cartela

Acetato de medroxiprogesterona 150 mg, ampola 1 (uma) ampola


Osteoporose

Alendronato de Sódio 70 mg

Dislipidemia (colesterol e triglicerídeos altos)

Sinvastatina 10 mg comprimido 1 (um) comprimido

Sinvastatina 20 mg comprimido 1 (um) comprimido

Sinvastatina 40 mg comprimido


Rinite

Budesonida 32 mcg/dose – Administração tópica nasal doseada 1 (uma) dose

Budesonida 50 mcg/dose – Administração tópica nasal doseada 1 (uma) dose

Dipropionato de Beclometasona 50 mcg/dose – Administração tópica nasal doseada


Doença de Parkinson

Carbidopa 25 mg + Levodopa 250 mg 1 (um) comprimido

Cloridrato de Benserazida 25 mg + Levodopa 100 mg


Glaucoma

Maleato de Timolol 0,25% – Solução Oftalmológica 1 (um) mililitro

Maleato de Timolol 0,50% – Solução Oftalmológica


Dignidade menstrual

Absorvente higiênico

Recebimento de Fraldas geriátricas:

Para a obtenção de fraldas geriátricas para incontinência, o paciente deverá ter idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos ou ser pessoa com deficiência, e deverá apresentar prescrição, laudo ou atestado médico que indique a necessidade do uso de fralda geriátrica, no qual conste, na hipótese de paciente com deficiência, a respectiva Classificação Internacional de Doenças (CID).

Compartilhem para chegar a quem precisa.

19/12/2025

VIRARAM IDOSOS, CADÁVERES NÃO!

Uma multidão que já cruzou a barreira dos 60 está aderindo com tudo à internet

O avanço no uso das telas é um daqueles fenômenos transformadores no modo como as pessoas pensam e vivem. Mas cada qual absorveu a chacoalhada a seu modo, uns mais refratários do que outros. A partir do início deste século, quando entraram com tudo no cotidiano moderno, smartphones e laptops foram vigorosamente abraçados pelas jovens gerações, enquanto a população que ocupa a ponta da pirâmide etária ficou mais arredia, de tão distante que se via da turma dos nativos digitais, para quem o teclado é como uma extensão da própria mão. Mas o mundo deu lá suas voltas, e o grupo dos mais velhos, gente com 60, 70 anos em diante, está rompendo o tabu de que redes, perfis, hashtags não são coisa para eles. E assim um vasto horizonte vem se abrindo no terreno antes percebido como hostil e que, agora, se converte em potente alavanca para se sentirem, também eles, conectados a estes tempos — e como.

Um empurrão decisivo a seu ingresso maciço na internet tem raízes na pandemia, que em 2020 fez a população mundial se confinar em casa. Não havia então outra opção que não clicar para ter acesso à vida lá fora: escola, faculdade, restaurante, compras, lazer — tudo passou a ser possível apenas via telas, que também ajudaram a aplacar a ansiedade. Foi aí que a fatia dos mais velhos teve de vencer o medo e se lançar aos aplicativos e redes. Poderiam ter voltado atrás quando a tormenta da covid-19 passou, mas não: a experiência havia sido boa, e eles seguiram firmes ali, segundo dados recentes do IBGE. Nos últimos cinco anos, a porção conectada dos brasileiros que cruzaram a marca dos 60 anos saltou de 45% para 70% — uma mudança extraordinária aos olhos da demografia.


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15/12/2025

HOSPITAL DO CORAÇÃO É O 1º ESTABELECIMENTO PRIVADO DO RN A ATENDER PACIENTES PELO SUS

Hospital do Coração de Natal é o primeiro estabelecimento privado do RN a atender pacientes do SUS pelo Agora Tem Especialistas

O Hospital do Coração de Natal passou a ser o primeiro hospital privado do RN autorizado a atender pacientes do SUS por meio do programa federal Agora Tem Especialistas. A parceria foi formalizada nesta segunda-feira (15), em Natal, e permite ampliar o atendimento oncológico no estado.

Pelo acordo com o Ministério da Saúde, o hospital vai oferecer mais de 4.380 consultas, exames e cirurgias contra o câncer por ano, o equivalente a 365 atendimentos por mês. Em troca, a unidade converte R$ 1,2 milhão em dívidas tributárias em serviços de saúde prestados à população potiguar.

A proposta do programa é usar créditos tributários para ampliar a rede de atendimento do SUS, reduzindo filas e o tempo de espera por especialidades. Segundo o Ministério da Saúde, a assinatura do contrato é a última etapa burocrática antes do início efetivo dos atendimentos no hospital privado.

Além de Natal, outros nove hospitais privados e filantrópicos em estados como Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais e RS também aderiram ao programa.

04/12/2025

ESTUDO APONTA QUE TER CELULAR AOS 12 ANOS AUMENTA RISCO DE OBESIDADE, DEPRESSÃO E DE DORMIR POUCO

Ter celular aos 12 anos aumenta risco de obesidade, depressão e de dormir pouco, aponta estudo

Qual é a idade certa para dar o primeiro celular para o seu filho? Se o pedido de um celular já foi tema de conversas na sua casa, uma pesquisa divulgada nesta semana pode trazer um alerta importante: não deveria ser antes dos 12 anos. A pesquisa descobriu que quem tem acesso aos celulares nessa idade (ou antes dela) tem chance maior de depressão, obesidade e sono insuficiente.

O estudo acompanhou por dois anos mais de 10 mil adolescentes do Adolescent Brain Cognitive Development Study (ABCD), uma das maiores pesquisas sobre desenvolvimento cerebral e comportamento na adolescência nos Estados Unidos. O objetivo era responder à pergunta: o que muda na saúde física e mental quando o celular entra muito cedo na vida dos jovens?

🔴A discussão é ainda mais urgente porque não existe uma diretriz clara sobre a idade recomendada para o primeiro celular. A orientação geral é apenas que isso não aconteça durante a infância, considerada até os 12 anos incompletos. No Brasil, essa também é a posição do Ministério da Saúde.

O que a pesquisa descobriu é que, mesmo esse recorte de idade, pode não ser o mais indicado e que apenas a exposição ao celular, ainda que não seja com uso abusivo por muitas horas, é capaz de trazer problemas na saúde física e mental.

O g1 conversou com Ran Barzilay, autor principal do estudo e psiquiatra infantil e adolescente do Hospital Infantil da Filadélfia. Ele explica que os pais precisam encarar a decisão de dar ou não um celular aos filhos não só como uma questão social, mas também de saúde.

“Os pais devem encarar a decisão de dar um smartphone ao filho como uma etapa que tem implicações para a saúde das crianças”, explica.

E o que a pesquisa descobriu?

Ao longo dos dois anos de acompanhamento com mais de 10 mil pessoas, os pesquisadores observaram que, ao comparar adolescentes de 12 anos que tinham celular com aqueles que não tinham:

quem já tinha um smartphone apresentava 62% mais chance de dormir menos de 9 horas por noite — que é o recomendado para essa idade de desenvolvimento;
nessa idade, quem já tinha um celular tinha 40% mais risco de obesidade;

além de 31% mais risco de depressão.

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28/11/2025

ATENÇÃO DONAS DE CASA, SABÃO YPÊ PODE TER LHE CONTAMINADO - SAIBA QUAIS

Anvisa suspende lotes de sabão Ypê por contaminação bacteriana

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou na última quarta-feira (26), o recolhimento de lotes de sabão líquido para roupas da marca Ypê por contaminação microbiológica.

De acordo com a agência, uma análise conduzida pela própria fabricante constatou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa nos produtos.

Foram reprovados os seguintes lotes:

— Lava-roupas líquido Ypê Express; Lotes 170011, 220011, 228011, 203011, 181011, 169011, 205011 e 176011.

— Lava-roupas líquido Tixan Ypê; Lotes 254031 e 193021.

— Lava-roupas líquido Ypê Power Act; Lotes 190021, 223021 e 228031.

A Ypê afirma que recolherá também o lote 097021 do lava-roupas líquido Tixan Ypê – versão Maciez.

Além do recolhimento, a medida da agência estipula a suspensão da comercialização, distribuição e uso dos lotes reprovados, conforme publicação no Diário Oficial da União.

Em comunicado publicado em seu site, a Ypê orienta aqueles que possuem produtos desses lotes a entrarem em contato com o serviço de atendimento ao consumidor (SAC) pelo número 0800-1300-544.

– A Pseudomonas aeruginosa é um microrganismo comum no ambiente e, nas condições normais de uso de um lava-roupas, apresenta risco extremamente baixo para a população em geral e risco baixo para pessoas com sistema imunológico debilitado. Ainda assim, orientamos que você interrompa o uso do produto caso ele esteja entre os lotes identificados e entre em contato com nosso SAC para realizar a substituição gratuita – diz a empresa.

A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria oportunista frequentemente associada a infecções hospitalares. Em pessoas saudáveis, ela pode provocar irritação na pele, por exemplo, enquanto em pessoas imunocomprometidas pode provocar pneumonia, entre outros quadros.

AE

27/11/2025

JÁ CABE UMA CPI ESSES TOMÓGRAFOS DO WALFREDO - SÃO FEITOS DE CUSPE?

Tomógrafo volta a quebrar no Walfredo Gurgel e serviços de tomografia são suspensos

O tomógrafo utilizado no Hospital Walfredo Gurgel, principal unidade de atendimento do Rio Grande do Norte, voltou a quebrar nesta quinta-feira (27). Esta é a quarta vez que o equipamento apresenta problemas em um intervalo de três.

De acordo com a Secretaria do Estado de Saúde Pública (Sesap), a unidade aguarda a equipe da empresa responsável pela manutenção do equipamento. Com isso, o fluxo de atendimento é desviado para outros hospitais da rede, como foi feito das outras vezes.

Em novembro, a pasta anunciou a compra e o aluguel de dois tomógrafos para substituir os atuais na unidade.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública do Estado (Sesap), o novo tomógrafo adquirido custou um valor superior a R$ 2.9 milhões. A pasta estima um prazo entre 90 e 120 dias para que este esteja no hospital, considerando o fim do processo de compra.

Já o segundo terá um custo mensal de R$ 75 mil e deverá chegar a unidade em até 30 dias. As aquisições foram realizadas através da adesão a ata de registro de preço, modalidade de licitação conhecida como carona.

98FM

09/11/2025

SAÚDE: MAU HÁLITO PODE ESTAR ATRELADO A UMA SÉRIE DE PROBLEMAS DE SAÚDE

Os sinais que vêm da boca: Mau hálito pode estar atrelado a uma série de problemas de saúde

O mau hálito, ou halitose, é um problema que afeta as pessoas de várias formas. Mexe com a autoestima e também pode provocar uma série de fobias sociais, como o receio de conversar, beijar e interagir com outras pessoas em geral. Segundo a Associação Brasileira de Halitose, o mau hálito afeta cerca de 30% da população no país. Embora muitas vezes o problema esteja associado apenas à má higiene bucal, o mau cheiro persistente também pode ser um indicativo de doenças sistêmicas mais sérias. Alguns sinais de alerta exigem mais investigação por parte de especialistas.

A halitose pode ter múltiplas origens — bucais, nasais, gástricas e comportamentais. A abordagem clínica deve considerar o histórico familiar, mas também avaliar fatores ambientais e de estilo de vida. Segundo Gabriela Karla, da equipe de odontologia do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), a maioria dos casos de halitose é de origem bucal e está mais comumente relacionada à falta de higiene.

A cirurgiã-dentista explica que, quando não há uma rotina de higiene bucal frequente, a placa bacteriana se acumula nos dentes e mucosas, promovendo inflamação e produção de compostos voláteis sulfurados. “Em geral, é muito comum a placa acumular-se nos dentes, levando a lesões de cárie, formando a saburra lingual, bem como desenvolvendo inflamações crônicas nos tecidos que sustentam os dentes, como na gengivite e doença periodontal”, explica.

O dentista deve encaminhar o paciente para outros especialistas quando o mau hálito persistir, mesmo após tratamento odontológico adequado e melhora na higiene bucal. É nesse caso que as outras causas possíveis devem ser investigadas. Uma delas, segundo Gabriela, pode ser a xerostomia, a sensação de boca seca, frequentemente induzida por medicamentos com propriedades anticolinérgicas, antidepressivos ou anti-histamínicos, pois causam redução do fluxo salivar e favorecem o crescimento bacteriano.

Ainda existem outras causas, segundo Gabriela Karla, como o gotejamento pós-nasal secundário, a rinite, sinusite crônica e tonsilólitos (cálculos amigdalianos), que podem reter detritos e bactérias. Podem ser incluídos ainda hábitos alimentares, como consumo constante de alho e cebola, além do consumo de álcool e tabaco.

As características da saliva também são um fator a ser observado: a quantidade e a composição enzimática da saliva variam entre as pessoas, e essas diferenças podem até ter base genética. Uma saliva mais viscosa ou em menor volume dificulta a autolimpeza da boca e favorece a proliferação de bactérias.

Problemas sistêmicos

“Algumas vezes a halitose está relacionada também a causas sistêmicas”, afirma a cirurgiã-dentista. Ela cita a cetoacidose diabética, que pode gerar hálito cetônico (odor adocicado ou semelhante a frutas fermentadas), insuficiência hepática ou renal avançada, e a doença do refluxo gastroesofágico.

Gabriela explica que a diabetes mellitus também pode levar à redução do fluxo salivar, aumento da concentração de ureia e alterações no pH salivar, o que está fortemente associado com a doença periodontal, favorecendo o desenvolvimento de halitose.

É preciso ressaltar que infecções pulmonares ou sinusais crônicas, como secreções acumuladas nos seios da face ou nos pulmões, podem alterar o cheiro do ar expirado.

Além das doenças gastrointestinais, como o refluxo ácido, gastrite ou disfunções hepáticas, que podem provocar odores característicos na respiração. Se o quadro vem acompanhado de perda de peso, fadiga, febre ou alterações digestivas, é fundamental investigar.

Devido à variedade de possíveis causas, o diagnóstico da halitose persistente muitas vezes exige uma abordagem integrada. Segundo Gabriela Karla, pode ser feito inicialmente um exame clínico detalhado, incluindo a conversa com o paciente e o exame físico intraoral e extraoral. “Aproximadamente de 80 a 90% dos casos têm origem intraoral, sendo a saburra lingual, doenças periodontais e práticas inadequadas de higiene bucal os principais fatores”, enfatiza.

Ela explica que o método mais utilizado é a avaliação organoléptica, onde um profissional treinado avalia o odor exalado pela boca do paciente. “Para maior precisão, pode-se utilizar a cromatografia gasosa, que quantifica compostos sulfurados voláteis (VSCs), principais responsáveis pelo mau hálito”, ensina.

Mitos

Um dos mitos mais comuns sobre mau hálito, afirma a cirurgiã-dentista, é acreditar que o problema é causado principalmente por problemas gástricos, sendo que até 90% dos casos de halitose têm origem intraoral. “Assim como pensar que enxaguantes bucais eliminam o mau hálito de forma definitiva, mas, para isso, deve ser tratada a causa da halitose”, completa.

Aliás, os enxaguantes bucais, para serem realmente eficazes, devem possuir determinados componentes e agentes antimicrobianos, como clorexidina, cetilpiridínio, dióxido de cloro e zinco, que podem resolver o mau hálito de origem intraoral. “E claro, tudo isso associado a métodos mecânicos de controle da placa, como escovação, uso de dentifrícios com flúor, fio dental ou escovas interdentais”, ressalta.

O tratamento da halitose depende da causa. Pode envolver dentista, otorrino, gastroenterologista e, em alguns casos, até acompanhamento psicológico. Falar sobre mau hálito ainda é difícil para muita gente, mas a solução só começa entendendo a causa.

O mau hálito não deve ser ignorado ou tratado apenas com enxaguantes bucais e balas refrescantes. São estratégias que apenas mascaram o problema, mas não resolvem a origem. O ideal é identificar a causa e tratar o que está por trás do sintoma.

Para prevenir a halitose, enfatiza a cirurgiã-dentista, é preciso manter uma rotina de higiene bucal adequada, utilizando fio e escova dental de cerdas macias, escovando dentes e língua após as refeições ou pelo menos três vezes ao dia. É preciso manter a higiene das próteses dentárias, além da visita regular ao profissional dental. “É importante também manter a hidratação, evitar alimentos de cheiro forte, álcool e fumo”, completa.

TN

01/11/2025

TE CUIDA 'MACHARADA!'

Câncer de próstata ainda mata 48 homens por dia no Brasil, mesmo com altas chances de cura

Mesmo sendo altamente curável quando diagnosticado precocemente, o câncer de próstata ainda faz 48 vítimas por dia no Brasil. Em 2024, foram 17.587 mortes causadas pela doença, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do Ministério da Saúde. Nos últimos dez anos, o número de óbitos cresceu 21%, chegando a mais de 159 mil vidas perdidas entre 2015 e 2024.

Especialistas alertam que o preconceito e o tabu em torno do exame de toque retal continuam afastando homens dos consultórios. “Ainda existe certo desconforto em relação ao exame, mas ele é simples, barato e essencial para o diagnóstico”, explica o urologista Marco Arap, do hospital Sírio-Libanês. Segundo ele, mesmo com resultados normais no PSA, o toque pode revelar alterações importantes.

A SBU reforça que o rastreamento deve começar aos 50 anos, ou aos 45 em casos de risco elevado — como histórico familiar, obesidade ou pacientes negros, que têm o dobro de chance de desenvolver a doença. “O câncer de próstata é silencioso. Muitos só descobrem quando já está avançado, e as chances de cura diminuem drasticamente”, alerta Luiz Otávio Torres, presidente da SBU.

Nos casos iniciais, o acompanhamento clínico pode substituir o tratamento imediato, mas exige disciplina médica. “Há tumores de crescimento tão lento que o tratamento pode ser mais agressivo que o próprio câncer. Por isso, é fundamental o monitoramento contínuo para não perder a janela de cura”, conclui Arap.

Com informações da Folha de S.Paulo

28/10/2025

SAÚDE: SE TIVER DE ESCOLHER ENTRE MEL X AÇUCAR, O QUE DEVE-SE CONSIDERAR? VEJA

Mel x açúcar: o que considerar se tiver que escolher entre os dois? Índice glicêmico, calorias e mais

Apesar de o mel ser visto como uma alternativa mais natural e saudável ao açúcar refinado, as diferenças entre os dois são pequenas e o consumo em excesso de qualquer um deles pode trazer impactos semelhantes para o metabolismo. Em ambos os casos, é importante ter moderação.

As nutricionistas Marcela Arena e Marina Yazigi e a endocrinologista Samille Coelho explicam o que realmente muda entre os dois tipos de açúcar, o que considerar ao escolher e como reduzir o paladar doce no dia a dia.

Por que o mel é visto como mais saudável

A percepção de que o mel é mais saudável está ligada ao fato de ele ser um alimento natural, produzido por abelhas a partir do néctar das flores.

🍯O mel contém glicose, frutose, água e pequenas quantidades de compostos bioativos — como polifenóis, vitaminas e minerais.

🧁O açúcar de mesa é obtido da cana e composto basicamente por sacarose.

“Essa diferença gera a impressão de que o mel é mais nutritivo, mas as quantidades de vitaminas e minerais são muito pequenas e raramente oferecem um benefício relevante na prática”, afirma Yazigi.

O que muda na composição nutricional

O mel contém glicose e frutose livres, enquanto o açúcar refinado é formado por sacarose — um carboidrato que precisa ser quebrado no intestino para liberar essas duas moléculas antes de ser absorvido.

Segundo Arena, isso significa apenas que o mel é absorvido um pouco mais rapidamente, poupando uma etapa enzimática, mas “a utilização desses nutrientes pelo organismo acontece da mesma maneira”.

Na prática, ambos fornecem energia semelhante: o mel tem um pouco menos calorias por grama, pois contém mais água, mas essa diferença é pequena. Ex: 50 g de mel tem 162 kcal e 50 g de açúcar refinado tem 197 kcal.

Mas quando a comparação é feita em termos de colher, uma colher de mel (cerca de 21g) tem 64 kcal e uma colher de açúcar refinado (cerca de 12,5 g), tem 48 kcal.



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20/10/2025

SAÚDE: ALERTA - ESPOROTRICOSE AVANÇA NA ZONA OESTE DE NATAL

Pesquisadores discutem avanço da esporotricose em humanos e animais na zona oeste de Natal nesta terça (21)

O avanço silencioso de uma doença que atinge, principalmente, mulheres entre 35 e 65 anos, vem despertando preocupação entre pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e autoridades de saúde.

Dados atualizados do novo Painel Epidemiológico da Esporotricose, elaborado pelo Centro de Inteligência Estratégica para Gestão Estadual do SUS (CIEGES/RN), revelam a ocorrência de registros de 4.012 casos de esporotricose em pessoas e animais.

Entre os humanos, foram registradas 856 ocorrências 44 municípios do estado, das quais 519 foram confirmadas. Já entre os animais, foram notificados 3.156 casos em 21 municípios, com 1.639 confirmações de esporotricose.

Natal lidera o número de casos notificados da doença em humanos (609), seguida de Parnamirim (56), Macaíba (55), Santa Cruz (17), Nova Cruz (15), Goianinha (14), Baia Formosa (11), Arês (10), Lagoa Nova (10) e São Gonçalo do Amarante (9), entre outros.

A capital também encabeça o ranking de casos de esporotricose em animais, com 2.328 notificações, seguida de Parnamirim (257), Extremoz (250), Baía Formosa (70), Santa Cruz (47), Macaíba (28) e São Gonçalo do Amarante (26), entre outros.

Subnotificação

A razão para a maioria dos registros de casos de esporotricose ocorrer na região Metropolitana de Natal se dá pelo fato de que as equipes que atuam na rede básica de saúde dessas cidades estarem mais capacitadas para identificar a doença e notificar a ocorrência.

“Nós acompanhamos o avanço da esporotricose por meio dos dados oficiais, mas ainda há muita subnotificação de casos”, reconhece a médica infectologista Andreia Nery, professora da UFRN.

Andreia é uma das coordenadoras do Grupo de Estudos e Ações em Saúde Única (GEASU), que reúne pesquisadores e técnicos de várias instituições e coordena o projeto Enfrentando a Esporotricose, com apoio do Ministério da Saúde/SUS, CPNP, UFRN, Secretaria Estadual de Saúde, Prefeitura de Natal, Unifesp e UFMT.

Entre as atividades desenvolvidas pelo grupo, estão uma série de estudos e reuniões técnicas com profissionais da saúde humana, animal e ambiental para discutir o problema.

Um desses encontros será realizado nesta terça-feira (21), a partir das 13:30h, na Unidade Básica de Saúde do Planalto, zona oeste de Natal, onde os casos de esporotricose cresceram bastante.

Tratamento

“Nosso objetivo é discutir e atualizar os profissionais da saúde humana e animal sobre os avanços da doença no estado e os avanços da ciência na prevenção e no tratamento da esporotricose”, explica Andreia Nery.

Atualmente, só existem quatro unidades de referência para atender casos de esporotricose em Natal: as Unidades de Saúde da Família de Felipe Camarão II, na zona oeste, Soledade II, Pajuçara e Parque das Mangueiras, na zona norte.

A esporotricose é uma micose provocada pelo contato com um fungo denominado Sporothrix e que atinge principalmente humanos e gatos, já está presente em várias regiões do estado.

A doença tem cura e tratamento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é feito por meio do uso do itraconazol, distribuído nos postos de saúde. Nos casos mais graves, que exigem hospitalização, o tratamento é feito no Hospital Giselda Trigueiro, em Natal.

Para maiores informações e agendamento de entrevistas:

Dra. Andreia Nery – Médica Infectologista, professora da UFRN e coordenadora do projeto Enfrentando a Esporotricose

Ciro Pedroza – (84) 99902-1294 - ciropedroza@uol.com.br

19/10/2025

ALERTA: A CADA SEIS MINUTOS MORRE UMA PESSOA DE AVC NO BRASIL

AVC mata uma pessoa a cada seis minutos no Brasil

O acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, figura atualmente como uma das principais causas de morte e incapacidade física no mundo. Dados da consultoria especializada em gestão de saúde e custos hospitalares Planisa indicam que, a cada 6,5 minutos, uma pessoa morre em razão do AVC no país.

Os números revelam ainda custos hospitalares relacionados ao tratamento do AVC no sistema de saúde brasileiro. Entre 2019 e setembro de 2024, foram contabilizadas 85.839 internações, com permanência média de 7,9 dias por paciente, resultando em mais de 680 mil diárias hospitalares.

Desse total de diárias, 25% foram em unidades de terapia intensiva (UTI) e 75% em enfermarias. No período analisado, os gastos acumulados chegaram a R$ 910,3 milhões, sendo R$ 417,9 milhões em diárias críticas e R$ 492,4 milhões em diárias não críticas. Apenas em 2024, até setembro, o montante já ultrapassava R$ 197 milhões.

O levantamento mostra que, ao longo dos anos, houve crescimento constante dos custos, que praticamente dobraram entre 2019 e 2023, passando de R$ 92,3 milhões para R$ 218,8 milhões. O aumento acompanha a alta no número de internações por AVC, que saltou de 8.380 em 2019 para 21.061 em 2023.

Entenda

De acordo com o Ministério da Saúde, o AVC acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. O quadro acomete mais homens e, quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento, maiores as chances de recuperação.

A pasta classifica como primordial estar atento a sinais e sintomas como confusão mental; alteração da fala e da compreensão; alteração na visão (em um ou em ambos os olhos); dor de cabeça súbita, intensa e sem causa aparente; alteração do equilíbrio, tontura ou alteração no andar; e fraqueza ou formigamento em um lado do corpo.

O diagnóstico do AVC é feito por meio de exames de imagem que permitem identificar a área do cérebro afetada e o tipo do derrame cerebral – isquêmico ou hemorrágico. A tomografia computadorizada de crânio, segundo o ministério, é o método mais utilizado para a avaliação inicial, demonstrando sinais precoces de isquemia.

Os fatores de risco listados pela pasta incluem hipertensão; diabetes tipo 2; colesterol alto; sobrepeso; obesidade; tabagismo; uso excessivo de álcool; idade avançada; sedentarismo; uso de drogas ilícitas; e histórico familiar, além de ser do sexo masculino.

Agência Brasil

13/10/2025

SUJOU 'MERMÃO'

Anvisa proíbe venda de produtos de cannabis e cogumelos

A Anvisa proíbe venda de produtos à base de cannabis e de cogumelos de três empresas que atuavam no país sem registro sanitário. A medida foi publicada na Resolução nº 3.987/2025, divulgada no Diário Oficial da União da última quinta-feira (10).

As empresas Hemp Vegan e Cannafy Serviços de Internet comercializavam derivados de cannabis sem autorização de funcionamento e sem registro na agência. Já a De Volta às Raízes vendia suplementos e extratos feitos com cogumelos sem cadastro na Anvisa.

De acordo com a agência, a proibição se aplica a todos os lotes das marcas citadas, que devem ser imediatamente retirados de circulação.
Empresas Hemp Vegan e Cannafy são alvo de fiscalização

Segundo a Anvisa, os produtos da Hemp Vegan são “fabricados por empresa desconhecida” e não possuem qualquer tipo de autorização. Entre os itens proibidos estão bálsamos tópicos, gotas de CBD Fullspectrum, gomas e pastas veganas, além de versões combinadas com CBG e CBDA.

A Agência Brasil tentou contato com a Hemp Vegan, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação da empresa.

Além disso, a Cannafy também foi alvo da fiscalização. A Anvisa determinou o veto total a produtos das marcas CBDM Gummy, Canna River e Rare Cannabinoid. Conforme a agência, esses itens são produzidos por empresas sem autorização de funcionamento.

Por outro lado, a Cannafy afirma em seu site que não fabrica nem comercializa produtos de cannabis no Brasil. A empresa diz apenas intermediar o contato entre pacientes e fornecedores estrangeiros, respeitando as regras da Resolução RDC nº 660/2022.

Cogumelos da De Volta às Raízes também foram vetados

A resolução também alcança a empresa De Volta às Raízes, que vendia suplementos de cogumelos sem registro, notificação ou autorização de fabricação. Estão proibidos produtos como Tremella, Reishi, Cordyceps Militaris, Cogumelo do Sol, Juba de Leão, Chaga e Cauda de Peru.

Em nota publicada no site, a empresa argumenta que seus produtos são inspirados na Medicina Tradicional Chinesa e, portanto, não se enquadram como medicamentos, estando dispensados de registro conforme a Resolução nº 240/2018.

Ainda assim, a Anvisa reforçou que qualquer produto com alegação terapêutica deve ter registro sanitário, pois seu uso sem controle pode representar riscos à saúde.

Assim, as empresas notificadas precisam interromper imediatamente a venda dos itens proibidos e retirar os produtos do mercado.

pontanegranews

12/10/2025

DATASUS APONTA CRESCIMENTO DE CÂNCER EM PESSOAS COM ATÉ 50 ANOS EM 11 ANOS NO BRASIL

Casos de câncer em pessoas com até 50 anos crescem 284% em 11 anos no Brasil, aponta DataSUS

O número de casos de câncer em pessoas de até 50 anos aumentou 284% no Brasil entre 2013 e 2024. Dados do painel DataSUS, reunidos pelo g1, mostram que os diagnósticos passaram de 45.506 para 174.938 nesse período. Os tumores de mama, colorretal e fígado estão entre os que mais crescem na faixa etária.

O câncer de mama lidera os registros, com alta de 45% desde 2013 e mais de 22 mil novos diagnósticos anuais de mulheres de até 50 anos no Sistema Único de Saúde (SUS). A maioria dos casos é identificada na rede pública, que concentra os atendimentos de 75% da população.

Especialistas afirmam, porém, que o cenário pode ser ainda mais grave. “Toda política de saúde depende de dados, e hoje eles são frágeis”, diz Stephen Stefani, oncologista do grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation. “Na saúde suplementar, a notificação não é compulsória. Então o país subestima a real dimensão do problema.”

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou que não é possível medir a incidência de câncer na rede privada, que cobre cerca de 25% da população, porque uma decisão judicial de 2010 impede o uso da Classificação Internacional de Doenças (CID) nas bases de dados das operadoras. O Ministério da Saúde também não dispõe de números consolidados sobre o sistema privado, apenas estimativas trienais.

Entre os tipos de câncer mais frequentes em adultos de até 50 anos, o de mama soma 219.449 casos entre 2013 e 2024, seguido por colo do útero (105.269), colorretal (45.706), estômago (38.574) e fígado (26.080).

O câncer colorretal é um dos que mais crescem no grupo. Os diagnósticos saltaram de 1.947 em 2013 para 5.064 em 2024 — alta de 160%. “É uma doença de estilo de vida. Só 5% dos casos são hereditários; mais de 90% têm relação com alimentação, sedentarismo e obesidade”, explica Samuel Aguiar, líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A.C.Camargo Cancer Center.

Segundo ele, o aumento ocorre entre gerações expostas desde cedo a dietas industrializadas, excesso de gordura corporal e pouca atividade física. “Muitos pacientes jovens são diagnosticados em estágios avançados porque os sintomas são confundidos com hemorroidas ou alterações intestinais leves. Falta cultura de prevenção nessa faixa etária”, afirma Aguiar.

Os médicos também observam mudanças no perfil dos pacientes. “Os pacientes chegam ao consultório jovens, ativos, cuidando dos filhos, e de repente descobrem um câncer avançado. É um choque, não se viam no grupo de risco”, relata Stefani.

A médica nuclear Sumara Abdo, do Instituto Nacional do Câncer (INCA), diz que os protocolos de rastreamento não acompanham essa mudança. “Os protocolos ainda são voltados para pessoas acima dos 50 anos. Já temos evidências de que tumores como o de mama e o colorretal vêm aumentando muito antes dessa idade”, afirma.

Entre as medidas preventivas, ela cita manter alimentação rica em fibras, frutas e vegetais; reduzir o consumo de ultraprocessados e álcool; praticar atividades físicas regularmente; e realizar exames conforme orientação médica.

Mesmo com a ampliação da mamografia a partir dos 40 anos no SUS, anunciada em 2025, o sistema ainda enfrenta lentidão. “A demora entre diagnóstico e início do tratamento segue um desafio. Muitos não começam dentro dos 60 dias previstos por lei”, diz a oncologista Isabella Drummond, integrante das sociedades Americana e Europeia de Oncologia.

Ela aponta que terapias baseadas em testes genéticos e diagnóstico molecular avançam na rede privada, mas continuam inacessíveis à maioria dos pacientes do SUS. “Sem políticas públicas de rastreamento e diagnóstico molecular, a desigualdade em câncer só vai aumentar”, afirma.

O aumento dos casos em pessoas jovens é uma tendência global. Um estudo publicado na revista Nature Medicine em 2022 mostra crescimento da incidência de câncer em menores de 50 anos em todos os continentes, principalmente em países urbanizados. “O fenômeno é global, mas no Brasil ele é agravado por desigualdade e diagnóstico tardio”, diz Stefani.

A publicação alerta que, sem políticas integradas de prevenção e acesso, o Brasil pode seguir o padrão de países como Estados Unidos e Reino Unido, onde os casos precoces já representam até 20% dos novos diagnósticos anuais.

“O câncer diagnosticado cedo tem mais de 90% de chance de cura”, reforça Isabella Drummond. “Mas para isso, o paciente precisa ser ouvido e ter acesso rápido ao exame certo.”

com informações do g1