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19/09/2026

LÍDERES EUROPEUS ESTÃO SE PREPARANDO PARA GUERRA COM A RÚSSIA - DIZ PUTIN

Putin diz que líderes europeus estão se preparando para guerra com a Rússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira (18) que alguns líderes europeus estão “declarando abertamente” que se preparam para uma guerra com a Rússia.

Putin fez os comentários durante uma reunião com autoridades para discutir um novo programa estatal de armamentos para as Forças Armadas e as forças de segurança russas.

“Alguns líderes europeus estão declarando abertamente que estão se preparando para uma guerra com a Rússia”, disse Putin. Segundo ele, esses líderes estariam tentando preservar sua popularidade diante de problemas econômicos e sociais.

O presidente russo também afirmou que as ameaças contra a Rússia não estão diminuindo e criticou a expansão da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), dizendo que a aliança está avançando para outras regiões do mundo.

As declarações ocorreram no primeiro dia das eleições parlamentares russas. Putin afirmou que a votação demonstraria o apoio de milhões de russos às Forças Armadas na guerra na Ucrânia, embora a maioria dos candidatos contrários ao conflito tenha sido impedida de disputar a eleição.

Polônia reforça defesa aérea

A Polônia iniciou operações preventivas de aviação militar para proteger seu espaço aéreo neste sábado (19), em meio aos ataques russos à Ucrânia, informou o Exército polonês em uma publicação no X.

O Exército colocou seus sistemas de defesa aérea e terrestre e de reconhecimento por radar em estado de prontidão. Posteriormente, as operações preventivas foram encerradas e os sistemas retornaram às atividades operacionais regulares.

Segundo o Exército polonês, não houve violação do espaço aéreo do país.

CNN

24/08/2026

GUERRA: VLADIMIR ESTÁ PUTIN COM O REINO UNIDO

Rússia diz que apoio do Reino Unido para Ucrânia "joga lenha na fogueira"

A Rússia afirmou, nesta segunda-feira (24), que a decisão do Reino Unido de entregar à Ucrânia informações confidenciais sobre componentes britânicos usados ​​na fabricação de mísseis de longo alcance jogaria "lenha na fogueira" e foi vista por Moscou com extrema reprovação.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, chegou a Kiev nesta segunda-feira em sua primeira viagem ao exterior desde que assumiu o cargo. Ele deve anunciar o apoio britânico para ajudar Kiev a aprimorar sua produção nacional de mísseis de longo alcance.

Questionado sobre a visita e o apoio, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acusou o Reino Unido de fazer tudo o que pode para impedir qualquer progresso rumo a um possível acordo de paz.

"O Reino Unido está envolvido nesta guerra ao lado do regime de Kiev. O Reino Unido, de forma metódica e regular, joga lenha na fogueira e, de forma metódica e regular, elabora planos para impedir até mesmo o menor progresso no processo de resolução pacífica", disse Peskov a repórteres.

Peskov afirmou que os militares russos já estavam coletando dados sistematicamente para identificar a localização de quaisquer instalações de produção de mísseis e, em seguida, destrui-las.

Moscou alertou Londres na semana passada sobre "consequências" não especificadas pelo fornecimento de drones a Kiev, acusando o governo britânico de aprofundar seu envolvimento na guerra após um relatório que indicava que drones de fabricação britânica haviam sido usados ​​em ataques de longo alcance contra a Rússia pela primeira vez.

Burnham afirmou na ocasião que Londres estava comprometida em apoiar a Ucrânia integralmente contra "esta guerra ilegal".

CNN

16/08/2026

ATÉ QUANDO ESSA INSANIDADE QUE ELIMINA INOCENTES E O MUNDO SÓ ASSISTE?

Ucrânia lança centenas de drones em um dos maiores ataques contra a Rússia

A Rússia afirma ter derrubado mais de 800 drones ucranianos durante a noite em um ataque que parece estar entre os maiores ataques aéreos da Ucrânia contra o território russo, com autoridades relatando pelo menos seis mortos.

A Ucrânia tem lançado cada vez mais ataques com grandes grupos de drones contra alvos no interior da Rússia, incluindo armazéns e instalações industriais, além de refinarias.

A agência estatal russa TASS informou que foi o maior ataque de drones ucranianos desde o início do ano — com muitos dos drones tendo como alvo a região de Moscou, onde vivem muitas das pessoas mais ricas e influentes da Rússia.

Forças de defesa aérea e unidades de guerra eletrônica derrubaram e neutralizaram 187 drones sobre a região de Moscou, segundo o governador local, Andrey Vorobiev.

Imagens geolocalizadas mostraram um grande incêndio em um armazém da Wildberries na região de Moscou, equivalente russo da Amazon. Vorobiev disse que ninguém ficou ferido.

Os armazéns da Wildberries têm sido alvos repetidos de drones ucranianos nos últimos meses. A empresa anunciou recentemente que construiria novas instalações de armazenamento no vizinho Cazaquistão.

Uma pessoa, um homem de 83 anos, morreu em um ataque de drone em outra área da região neste domingo, segundo Vorobiev.

Drones foram interceptados sobre 17 regiões — principalmente no sul e no oeste da Rússia — segundo o Ministério da Defesa russo.

Cinco pessoas morreram em Rostov, no sul da Rússia, de acordo com o governador da região.

Enquanto isso, a Rússia continua atacando a capital ucraniana, Kiev, com uma combinação de mísseis e drones.

Seis pessoas ficaram feridas em ataques ocorridos no início deste domingo, segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Kremenchuk e Kryvyi Rih, no centro da Ucrânia, também foram atingidas por mísseis balísticos, disse Zelensky. Duas pessoas morreram em Kryvyi Rih e outra em Sumy, no norte do país, afirmou o presidente.

A Ucrânia não derrubou nenhum dos mísseis balísticos disparados contra o país durante a noite, segundo um comunicado da Força Aérea, destacando novamente a escassez de mísseis interceptadores.

A Rússia lançou mais de 1.550 drones de ataque, quase 1.560 bombas aéreas guiadas e 62 mísseis contra a Ucrânia na última semana, segundo Zelensky.

“Os interceptadores europeus não podem simplesmente ficar armazenados. Vidas precisam ser protegidas. A Rússia precisa ser detida”, acrescentou.

Em outro episódio, um drone não identificado foi abatido neste domingo no espaço aéreo da Romênia, segundo o Ministério da Defesa em Bucareste. O drone foi interceptado por um piloto de um caça F-18 espanhol durante uma missão de policiamento aéreo da Otan.

Foi o quarto drone abatido neste ano sobre a Romênia, informou o Ministério da Defesa.

O ministério disse que seus radares detectaram o drone entrando no país a partir da vizinha Moldávia. Fragmentos aparentemente caíram em uma área desabitada entre duas aldeias.

Em julho, pilotos de caças F-16 romenos derrubaram três drones russos que violaram o espaço aéreo nacional pela primeira vez, após dezenas de incursões desse tipo nos mais de quatro anos de invasão da Ucrânia por Moscou.

31/07/2026

GUERRA: FAIXA DE GAZA - ACORDO HISTÓRICO ENTRE ISRAEL E O HAMAS

Hamas confirma acordo para seu desarmamento e retirada de Israel de Gaza

O Hamas, grupo extremista palestino, afirmou nesta sexta-feira (31) que aceitou um acordo para acabar com a guerra na Faixa de Gaza.

Ghazi Hamad, um dos negociadores do movimento, e duas fontes do alto escalão do Hamas, que falaram sob a condição de anonimato, confirmaram à agência de notícias AFP o acordo com Israel para o desarmamento do grupo e a retirada do Exército israelense de Gaza.

O Hamas está fazendo "concessões pelo bem do nosso povo na Faixa de Gaza, para salvá-lo da morte e do deslocamento. Israel não vai interferir na questão do desarmamento", declarou Ghazi Hamad, acrescentando que a tarefa de fiscalizar a entrega das armas será responsabilidade do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG).

De acordo com as fontes, o grupo espera que os mediadores e o Conselho da Paz garantam que os israelenses cumpram o que foi estabelecido e supervisionem o processo de desarmamento do grupo.

Trump comemorou 'acordo histórico' em rede social

Israel ainda não reagiu oficialmente ao acordo, anunciado na noite de quinta-feira (30) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o definiu em sua rede Truth Social como "um acordo histórico" e "um passo monumental rumo a uma paz e segurança duradouras".

O Conselho da Paz, criado por Trump para atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza, também confirmou, em uma publicação no X, que o Hamas havia "aceitado um mapa do caminho detalhado para implementar as próximas fases do cessar-fogo em Gaza".

"Agora, nossa atenção está voltada para a implementação", escreveu a organização, acrescentando que o NCAG "começará em breve uma transição gradual rumo à plena autoridade".



Trump, em uma publicação anterior, afirmou que, uma vez que o Hamas estiver desarmado, "as forças israelenses vão se retirar e a Força Internacional de Estabilização trabalhará com uma nova força policial palestina para assumir a responsabilidade sobre Gaza".

A Força Internacional de Estabilização é uma estrutura em processo de criação que reunirá tropas de vários países sob a direção do Conselho da Paz. A entrada da organização foi autorizada por Israel no domingo (25).

As negociações que levaram ao acordo

Negociações aconteciam há semanas no Egito para implementar a segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que tem como objetivo pôr fim de forma definitiva à guerra.

O desarmamento do grupo islamista, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, era um dos principais obstáculos para encerrar a guerra com Israel após o cessar-fogo assinado em outubro.

Segundo Trump, a entrega das armas é uma fase crucial para avançar em direção à instalação de um novo governo palestino no território. Israel controla mais de 60% de Gaza e exigia o desarmamento completo do Hamas e dos demais grupos palestinos antes de qualquer avanço no plano.

Apesar dos anúncios, uma fonte política israelense disse à AFP que o acordo proposto não soluciona "de forma satisfatória" as demandas de Israel por uma desmilitarização completa de Gaza, e que ele não foi debatido no encontro de Trump com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca.

No início de julho, o Hamas anunciou a dissolução do comitê que administrava os assuntos civis da Faixa de Gaza desde 2007 e declarou querer transferir estas responsabilidades ao NCAG.

G1

23/07/2026

GUERRA: ISRAEL PREPARADO PARA MEDIR FORÇAS COM O IRÃ

Israel entra em alerta máximo para a guerra contra o Irã

A aviação israelense está pronta para decolar.

Israel está em pé de guerra.

O governo israelense botou suas forças armadas em prontidão máxima.

O estado de alerta tem a ver com as ameaças de bombardeios por parte do Irã.

Israel avisou que vai atacar antes disso.

O cenário da guerra entre EUA e Irã alcançou nível máximo de tensão nesta quarta-feira.

Esta tarde, o presidente Trump ordenou que suas tropas 'abram as portas do interno' para o Irã.

Ele não falou em sentido figurado.

12/07/2026

GUERRA: A JERIPOCA ESTÁ PIANDO PELO ORIENTE

EUA atingem cerca de 140 alvos militares iranianos em ataques, diz CENTCOM

As Forças Armadas dos EUA disseram ter atingido cerca de 140 alvos iranianos em seus últimos ataques, realizados na madrugada deste domingo (12).

A terceira rodada de ataques desta semana foi concluída, informou o CENTCOM (Comando Central dos EUA) em uma publicação na rede social X, acrescentando que os alvos incluíam "locais de mísseis e drones iranianos, capacidades navais, instalações de armazenamento de munição, redes de comunicação e locais de vigilância costeira".

“Durante três noites de ataques nesta semana, o CENTCOM atingiu mais de 300 alvos sob as ordens do Comandante-em-Chefe para prejudicar a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e embarcações comerciais que transitam livremente pelo estreito”, acrescentou.

O CENTCOM afirmou anteriormente que lançou os ataques mais recentes em resposta a um ataque contra um navio porta-contentores que passava pelo Estreito de Ormuz. A IRGC (Guarda Revolucionária do Irã) disse ter disparado um tiro de advertência contra uma embarcação que tentava usar uma rota não autorizada para cruzar o estreito.

Horas antes, como mostrado pela CNN, as Forças Armadas dos EUA haviam anunciado na noite de sábado (11) sobre o lançamento dessa terceira rodada de ataques contra o Irã desta semana.

Segundo o comunicado publicado no X, a nova ofensiva acontece depois que a IRGC (Guarda Revolucionária do Irã) "atacou de forma flagrante o navio M/V GFS Galaxy, um porta-contêineres de bandeira do Chipre que transitava pelo Estreito de Ormuz."

O comunicado diz, ainda, que um tripulante civil está desaparecido, e a embarcação não consegue prosseguir viagem devido a um incêndio a bordo e a graves danos na casa de máquinas.

O CENTCOM acrescentou que "o Irã recebeu mais uma oportunidade de demonstrar o cumprimento do Memorando de Entendimento - que instituiu um cessar-fogo provisório - após ter sido responsabilizado por ataques anteriores contra embarcações comerciais, mas novamente falhou."

O comunicado conclui dizendo que em resposta, "os Estados Unidos estão impondo um alto custo ao continuar reduzindo a capacidade do Irã de atacar livremente marinheiros civis e navios comerciais que transitam pelo Estreito. Os ataques estão sendo realizados sob a orientação do comandante em chefe" [o presidente Donald Trump].

A IRGC (Guarda Revolucionária do Irã) informou, também no sábado, que havia fechado o Estreito de Ormuz após "disparar um tiro de advertência contra uma embarcação que tentava utilizar uma rota não autorizada para trafegar".

A agência de notícias semi-oficial Tasnim, ligada à IRGC, disse que a guarda iraniana condenou o que classificou como “interferência externa de potências estrangeiras”, na forma de várias embarcações que tentavam cruzar o Estreito por “rotas não autorizadas”.

O comunicado citado pela Tasnim diz, ainda, que “diante da situação precária causada por essa interferência ilegal de partes externas, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até novo aviso e até que a interferência regional dos Estados Unidos cesse”, diz o comunicado. “Nenhuma embarcação ou navio militar terá permissão para passar.”

CNN

11/07/2026

RECADO: LÍDER SUPREMO DO IRÃ, DIANTE DO TÚMULO DO PAI, PROMETE VINGAR SUA MORTE

Líder supremo do Irã faz ameaçadora promessa diante do túmulo do pai

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu neste sábado (11), em uma série de publicações na rede social X, vingar a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, assassinado em um ataque dos Estados Unidos em 28 de fevereiro.

“Comprometemo-nos a vingar seu sangue puro e o sangue de todos os mártires dessas duas guerras recentes, buscando vingança contra os assassinos criminosos e desonrados. Essa vingança é o que nossa nação exige, e ela certamente deve ser realizada”.

“Os assassinos criminosos e desonrados do líder mártir, cujos nomes estão plenamente documentados, do mais alto ao mais baixo escalão, levarão para o túmulo o sonho de morrer pacificamente em uma cama”.

O sepultamento na cidade natal de Khamenei reuniu grandes multidões e ocorreu após dias de celebrações fúnebres realizadas em todo o Irã e no vizinho Iraque, tratadas pelas autoridades como uma demonstração de força e unidade nacional. Os enlutados cantavam slogans exigindo vingança contra o presidente dos EUA, Donald Trump, por seu papel no assassinato.

'SÓ SOMENTE SÓ': PARA FECHAR ACORDO COM IRÃ EUA EXIGEM URÂNIO ENRIQUECIDO

EUA exigem urânio enriquecido para fechar acordo com Irã, diz oficial

Qualquer acordo final com o Irã deverá incluir que os Estados Unidos obtenham o urânio enriquecido do país, afirmou na sexta-feira (10) um alto funcionário americano. Aos jornalistas, ele declarou: “Se não ficarmos com o material, não teremos um acordo com o Irã.”

No entanto, o funcionário disse que “temos muitas opções caso eles resistam a entregar o material”, incluindo “pontos de pressão militares, diplomáticos e econômicos contínuos.”

O presidente Donald Trump havia minimizado a importância de obter o material nuclear no início desta semana. Durante a cúpula da Otan na Turquia, ele afirmou que “nós já temos o material nuclear, porque ele está muito abaixo da superfície.

“Ninguém será capaz de obtê-lo, exceto nós”, acrescentou.

O memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã incluía um ponto sobre uma “metodologia mínima” para que o Irã reduzisse a concentração de seu urânio enriquecido “no local, sob supervisão da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).”

Embora o Irã “reafirme que não irá adquirir ou desenvolver armas nucleares” dentro do memorando de entendimento, os detalhes mais específicos sobre enriquecimento e questões nucleares ainda seriam definidos nas negociações para um acordo final.

09/07/2026

TRUMP ATACA O IRÃ SÓ PARA IRRITAR LULA - DIGO É NADA

Ataques dos EUA deixam ao menos 14 mortos no Irã, diz Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde do Irã informou, nesta quinta-feira (9), que 14 pessoas morreram e 78 ficaram feridas nos últimos dois dias em ataques dos Estados Unidos.

A mais recente ofensiva americana atingiu mais de 90 alvos em todo o Irã, segundo o CENTCOM (Comando Central dos EUA). A imprensa iraniana relatou explosões e bombardeios em cidades da costa sul do país e na província de Golestan, no norte, às margens do Mar Cáspio. Na noite anterior, as forças armadas americanas atingiram 80 alvos.

Chabahar, cidade portuária na costa norte do Golfo de Omã, perto da fronteira do Irã com o Paquistão, registrou cortes de energia e explosões. Um hospital foi atingido por destroços, e dois píeres e uma torre de controle do tráfego marítimo também foram alvos, segundo a imprensa estatal iraniana.

Em Iranshahr, cidade no sudeste do Irã, um bombeiro morreu em um ataque dos EUA ao aeroporto local, que danificou o prédio de operações de voo e a estação meteorológica, de acordo com a imprensa iraniana.

Explosões foram ouvidas na cidade portuária de Bushehr, informou a imprensa estatal. O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, afirmou que os ataques americanos atingiram instalações na cidade e em ilhas no Golfo Pérsico.

Projéteis atingiram a cidade costeira de Bandar Abbas, segundo a agência semioficial Tasnim. Vídeos geolocalizados pela CNN mostram múltiplas explosões e grandes incêndios nas proximidades do porto de Haqani.

A imprensa iraniana também relatou ataques e explosões na ilha de Abu Musa, no Golfo Pérsico, próxima ao Estreito de Ormuz, além das cidades costeiras de Sirik, Jask e Konarak, no sul do país.

Uma ponte ferroviária em Aqqala, cidade localizada na província de Golestan, no norte do Irã, também foi atingida no que a emissora estatal IRIB classificou como um ataque dos EUA. Embora o CENTCOM tenha informado que atingiu alvos na costa iraniana, o comunicado não mencionou ataques no norte do país.

Na província de Khuzestan, no sudoeste do Irã, três pessoas morreram perto da cidade de Ahvaz, informou a agência semioficial Fars, citando o vice-governador da província. Segundo ele, o ataque americano também deixou vários feridos.

Na quarta-feira, oito integrantes das forças aérea e naval do Irã morreram em ataques contra Bandar Abbas e Bushehr, informou a imprensa estatal.

23/06/2026

RÚSSIA X OTAN: LÁ VEM DESGRAÇA

Putin diz que Otan se prepara para guerra com Rússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou, nesta terça-feira (23), que os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estão se preparando abertamente para uma guerra contra Moscou, ao mesmo tempo em que aumentam seus gastos militares. As declarações foram feitas durante encontro com formandos de instituições militares de ensino superior.

Segundo Putin, o Ocidente utiliza uma suposta ameaça russa para justificar o reforço de seus orçamentos de defesa e a militarização de seus países.

– Agora falam abertamente no Ocidente que estão se preparando para uma guerra contra nós – disse.

O líder russo acusou a Otan e a União Europeia (UE) de disseminarem “declarações falsas” sobre uma ameaça militar da Rússia para sustentar uma política que classificou como agressiva.

Putin afirmou ainda que o Ocidente cria ameaças à Rússia, força Moscou a adotar medidas de autodefesa e depois responsabiliza o país por suas reações. Em referência histórica, comparou a situação atual às acusações dirigidas à União Soviética após a invasão nazista de 1941.

O presidente também advertiu que os países ocidentais compreendem que eventuais ataques lançados contra a Rússia a partir de seus próprios territórios provocariam uma resposta militar de Moscou.

– Eles entendem que haverá uma resposta. Todos entendem isso, ou deveriam entender – assinalou.

Sobre a guerra na Ucrânia, Putin afirmou que não vê base para negociações com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, citando os ataques de Kiev contra alvos civis russos. Ele também declarou que as tropas russas seguem avançando em toda a linha de frente.

As declarações foram ecoadas pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Grushko.

Segundo ele, o risco de confronto militar entre Rússia e Otan está aumentando. Grushko afirmou que a aliança trabalha com horizonte de preparação até 2030 e disse que Moscou possui recursos suficientes para responder a “qualquer cenário” e garantir a segurança de suas fronteiras ocidentais.

AE

15/06/2026

TEM QUE DESABAR NA BOMBA DO POSTO

Preço do petróleo desaba após anúncio de acordo de paz entre EUA e Irã

O anúncio de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã provocou uma forte queda nos preços internacionais do petróleo. As cotações da commodity registram desvalorização superior a 4% nas negociações, refletindo o alívio imediato do mercado financeiro global com o encerramento das hostilidades e a perspectiva de normalização do abastecimento global de energia.

O barril do tipo Brent, utilizado como referência internacional, recua para a faixa dos US$ 84, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), balizador do mercado americano, opera na casa dos US$ 81. Ambos os indicadores atingem os menores patamares registrados nos últimos três meses.

A retração nos preços é uma resposta direta à mediação liderada pelo governo do Paquistão, que culminou no anúncio do cessar-fogo feito pelo presidente Donald Trump. O pacto encerra um período de tensões severas na região do Oriente Médio que se estendia desde fevereiro.

Reabertura do Estreito de Ormuz garante fluxo de navios

O ponto central para a desvalorização acelerada da commodity é a liberação do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. A rota, considerada o canal de escoamento mais vital do planeta para o petróleo, enfrentava um bloqueio naval e ameaças constantes de ataques.

O fechamento parcial desse corredor em março havia impulsionado o valor do Brent para o pico de US$ 113, impulsionado pelo chamado "prêmio de risco de guerra".

Com a ordem explícita de Trump para autorizar a livre circulação e restabelecer o comércio na região, o mercado elimina as projeções de desabastecimento. A normalização gradual das exportações a partir do Golfo Pérsico retira a pressão especulativa sobre os contratos futuros de energia.

Assinatura do tratado e verificação de mercado

O acordo prevê a interrupção definitiva das operações militares em todas as frentes de combate, incluindo as áreas de conflito no Líbano. A solenidade oficial para a assinatura do tratado de paz está agendada para a próxima sexta-feira, 19 de junho, e ocorre na Suíça.

Embora o cenário atual seja de otimismo e queda acentuada nos indicadores de energia, investidores e analistas de mercado mantêm uma postura de monitoramento.

Nos próximos dias, o setor financeiro internacional deve exigir mecanismos práticos de verificação para assegurar que o fluxo de navios cargueiros transite pelo canal sem novas ameaças de segurança. A consolidação da estabilidade geopolítica ditará o comportamento dos preços nas próximas semanas.

Band

10/06/2026

GUERRA: EUA X IRÃ - 'PUXA ENCOLHE' DA MOLÉSTIA

Chanceler do Irã diz que nenhum ataque dos EUA ficará sem resposta

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta terça-feira (9) que nenhum ataque dos Estados Unidos ficará sem resposta.

A declaração foi feita após os EUA lançarem uma nova onda de ataques retaliatórios contra o Irã, na sequência da derrubada de um helicóptero militar.

"Apesar de suas derrotas no campo de batalha, os EUA optaram por testar nossa determinação. Nossas poderosas Forças Armadas não deixarão nenhum ataque ou ameaça sem resposta", disse Araghchi em uma publicação nas redes sociais.

"Deixem nossa região se quiserem estar seguros", advertiu o ministro.


Os EUA realizaram ataques contra radares iranianos ao redor do Estreito de Ormuz, segundo duas fontes da CNN.

A mídia iraniana relatou diversas explosões, mas não informou sobre feridos ou a extensão dos danos.

08/06/2026

DANOU-SE: SEGUNDO TRUMP NETANYAHU NÃO DECIDE NADA E TERÁ QUE ACEITAR ACORDO COM IRÃ

Trump diz que Netanyahu "não dá as cartas" e terá de aceitar acordo com Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (7) que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, terá de aceitar qualquer acordo que os EUA venham a fechar com o Irã. Ele destacou que Netanyahu “não é quem dá as cartas”.

“Quem dá as cartas sou eu. Eu dou todas as cartas. Ele (Netanyahu) não dá as cartas”, disse Trump ao Financial Times. “Ele não terá escolha”, acrescentou o presidente.

Trump insistiu que o ataque com mísseis lançado pelo Irã contra Israel na noite de domingo “não terá nenhum impacto no acordo”.

“Vamos ver como isso termina. Mas foram ataques que não tiveram efeito algum. É uma daquelas coisas que vêm acontecendo há 3 mil anos, ou há 47 anos, dependendo de como você conta”, afirmou.

As declarações de Trump sobre o líder israelense vêm depois de o presidente americano ter dito, na semana passada, que estava “incomodado” com Netanyahu por causa dos planos de Israel para operações militares no Líbano, enquanto os Estados Unidos trabalhavam para alcançar um acordo de paz com o Irã.

Netanyahu foi um crítico contundente do acordo nuclear com o Irã firmado durante o governo do ex-presidente Barack Obama. Em 2015, ele declarou na ONU que o acordo apenas recompensava o “mau comportamento” do Irã.
Ataques contra o Líbano

Mais cedo neste domingo, os militares israelenses disseram que atingiram alvos ligados ao Hezbollah nos subúrbios do sul de Beirute depois que o grupo armado libanês disparou contra o norte de Israel, provocando temores de uma nova escalada na guerra.

O ataque foi o primeiro a atingir a capital libanesa desde o novo cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos na semana passada.

Em resposta, o Irã disparou salvas de mísseis contra Israel. Os projéteis foram interceptados pelas forças israelenses e não há informações sobre vítimas.

Após o ataque, Donald Trump conversou com Netanyahu. Ele disse que pressionaria Israel a não retaliar e afirmou que não estava feliz com os ataques ao Líbano.

CNN Brasil

04/06/2026

FIM DA GUERRA: ZELENSKY PROPÕE FIM DA GUERRA A PUTIN EM CARTA ABERTA

Em carta aberta, Zelensky propõe encontro com Putin e fim da guerra

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, publicou uma carta aberta ao presidente Vladimir Putin na quinta-feira (4), na qual propôs que os dois líderes se encontrassem para negociar o fim de mais de quatro anos de guerra, alertando que Kiev estaria pronta para continuar lutando caso não houvesse acordo.

Na carta, que o escritório do presidente disse ter sido enviada a outros países, incluindo os Estados Unidos, Zelensky afirmou que a maioria dos russos já está cansada dos ataques ucranianos com mísseis e drones, da inflação e da escassez de combustíveis, e que estavam prontos para a paz.

Zelensky disse que, com os Estados Unidos focados no conflito no Irã, “seria errado simplesmente esperar até que a guerra na Europa volte a estar no centro de sua atenção.”

E o caminho para a paz, afirmou, precisa começar na linha de frente, “a linha de onde a diplomacia deve começar.” A Ucrânia defende “um cessar-fogo total durante as negociações. Isso é prática comum.”

Zelensky propôs definir uma data clara para um encontro e afirmou que diversos países “tradicionalmente receberam líderes para resolver questões de guerra e paz”, citando Suíça, Turquia e países do mundo árabe.

“Não tenha medo de trilhar o caminho para fora desta guerra. Isso é o principal que se exige de você agora”, escreveu Zelensky.

“A Ucrânia propõe encerrar esta guerra por meio de um diálogo direto entre nós — e você. Estou propondo um encontro... Se você não chegar pessoalmente à conclusão de que é hora de acabar com esta guerra, a Ucrânia continuará lutando por sua existência.”

E a continuação da guerra, sugeriu Zelensky, poderia ameaçar a posição pessoal de Putin.

“É um fato da história russa que você conhece bem: quando a Rússia se cansa, mudanças acontecem.”

Em Moscou, o Kremlin disse ter visto a carta de Zelensky e que Putin seria informado sobre seu conteúdo.

Clique no link abaixo e veja a carta aberta de Zelensky:

26/05/2026

ALVOS IRANIANOS NO ESTREITO DE ORMUZ SÃO ATACADOS PELOS EUA

Estados Unidos atacam alvos iranianos no Estreito de Ormuz

As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram, na noite desta segunda-feira (25), uma ofensiva contra bases de lançamento de mísseis e embarcações iranianas localizadas na região estratégica do Estreito de Ormuz.

O Comando Central dos Estados Unidos emitiu um comunicado oficial classificando a investida como uma ação de autodefesa, justificada pela necessidade de proteger suas tropas contra ameaças iminentes oriundas do Irã.

Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre a extensão dos danos causados aos alvos atingidos, tampouco sobre possíveis baixas humanas ou materiais decorrentes do ataque. O governo do Irã ainda não se manifestou oficialmente sobre a incursão militar norte-americana.
Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do planeta. Localizado no Oriente Médio, ele liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, servindo como única saída marítima para o Mar Arábico e, consequentemente, para o Oceano Índico. Por essa posição estratégica, o estreito é considerado um dos principais “pontos de estrangulamento” do comércio global de energia.

A relevância do Estreito de Ormuz está diretamente ligada ao petróleo e ao gás natural. Estimativas de agências internacionais indicam que entre 20% e 30% de todo o petróleo consumido no mundo passa diariamente por essa rota. Além disso, o estreito é fundamental para o transporte de gás natural liquefeito (GNL), especialmente exportado por países do Golfo.

Band

25/05/2026

DEFESA AÉREA DO IRÃ É ATIVADA APÓS EXPLOSÕES SEREM OUVIDAS NA REGIÃO DO GOLFO

Explosões são ouvidas no Irã e região do Golfo; defesa aérea é ativada

Três explosões foram ouvidas na cidade portuária iraniana de Bandar Abbas, informou a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) em um breve comunicado nesta segunda-feira (25), citando "fontes".

Não houve confirmação oficial imediata sobre a causa das explosões.

Em um comunicado posterior, a IRGC afirmou que o som de uma explosão foi ouvido próximo ao aeroporto de Bandar Abbas.

O sistema de defesa aérea do Irã em Bandar Abbas "foi ativado para neutralizar alvos hostis", acrescentou a IRGC.

A agência de notícias estatal iraniana IRNA também informou que "o som de várias explosões consecutivas foi ouvido por volta da meia-noite [de terça-feira (26), horário local]... na cidade de Bandar Abbas, cuja causa ainda não foi divulgada por fontes oficiais".

A agência de notícias semioficial Fars, citando testemunhas, disse que sons semelhantes também foram relatados no Golfo Pérsico, perto de Sirik e Jask.

Anteriormente, militares do Irã disseram ter destruído um drone hostil na região do Golfo Pérsico, segundo relatos.

Bandar Abbas, no sul do Irã, onde se encontra uma importante base naval e aérea iraniana, está estrategicamente localizada ao longo do Estreito de Ormuz.

CNN Brasil

24/05/2026

ATAQUE DEVASTADOR COM MÍSSEL SUPERSÔNICO É EXECUTADO PELA RÚSSIA CONTRA KIEV

Rússia usa míssil hipersônico em ataque devastador contra Kiev

Kiev viveu uma madrugada de terror neste domingo (24), após a Rússia desencadear um ataque em larga escala contra a capital ucraniana. Explosões tomaram conta da cidade durante horas enquanto mísseis e drones atingiam áreas centrais, incluindo regiões próximas a prédios do governo, escolas e edifícios residenciais.

Segundo a Força Aérea da Ucrânia, Moscou lançou cerca de 600 drones de ataque e 90 mísseis disparados por terra, mar e ar. As defesas ucranianas afirmam ter neutralizado 549 drones e 55 mísseis, mas o bombardeio ainda deixou um rastro de destruição.

Pelo menos quatro pessoas morreram e outras 56 ficaram feridas em Kiev e na região metropolitana, de acordo com autoridades locais. Sirenes de ataque aéreo ecoaram durante toda a noite, enquanto colunas de fumaça se espalhavam pelo céu da capital.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou em mensagem no Telegram que a Rússia utilizou o míssil balístico hipersônico Oreshnik, uma das armas mais poderosas do arsenal russo.

De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, os bombardeios tiveram como alvo instalações de comando militar, bases aéreas e empresas ligadas ao complexo militar-industrial da Ucrânia.

A reação internacional veio rapidamente. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, condenou duramente o uso de armamentos com capacidade nuclear.


“A Rússia chegou a um impasse no campo de batalha e agora aterroriza centros urbanos deliberadamente. São atos abomináveis destinados a matar o maior número possível de civis”, escreveu Kallas na rede social X.

Ela também alertou para o uso do míssil Oreshnik, sistema capaz de transportar ogivas nucleares, classificando a ação como uma estratégia de intimidação política e demonstração de imprudência nuclear.

Segundo o chefe da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko, danos foram registrados em pelo menos 40 pontos diferentes da capital, incluindo prédios residenciais e estruturas civis.

DP

16/05/2026

SINISTRO: NO IRÃ APRESENTADORES DE TV ESTATAL ENSINAM A USAR FUZIS

Apresentadores de TV estatal do Irã ensinam a usar fuzis

Vários apresentadores da televisão estatal iraniana aparecem portando fuzis Kalashnikov, demonstrando seu uso e até mesmo disparando tiros, em imagens compartilhadas nas redes sociais em meio ao estabelecimento de negociações de paz com os Estados Unidos e diante de uma possível retomada da guerra.

Os vídeos divulgados mostram pelo menos três apresentadores de diversos programas exibidos nesta sexta feira (15) da televisão da República Islâmica com armas , fazendo demonstrações com seus manuais, incluindo instruções sobre como montar e desmontar um fuzil Kalashnikov.

Numa das transmissões mais partilhadas, a apresentadora Mobina Nasiri aparece no Canal 3 com um fuzil Kalashnikov, enquanto Hosein Hoseini aparece no canal Ofogh ao lado de um soldado que lhe dá instruções sobre como usar o fuzil, o que leva a disparos dentro do estúdio.

No Canal 1, também foi exibido um segmento dedicado a explicar como desmontar e remontar a arma. Durante esses programas, alguns apresentadores afirmaram que, se necessário, se uniriam para a guerra.

Alguns internautas interpretam as transmissões como um sinal de mobilização de forças em um contexto de guerra e uma demonstração de preparação para uma possível escalada do conflito.

EFE

14/05/2026

RÚSSIA ATINGE UCRÂNIA COM 800 DRONES E MATA SEIS PESSOAS EM PLENA LUZ DO DIA

Em plena luz do dia, Rússia atinge Ucrânia com 800 drones e mata seis pessoas

A Rússia atingiu a Ucrânia com mais de 800 drones em em plena luz do dia nesta quarta-feira, 13, matando pelo menos seis pessoas. O ataque amplo veio após uma primeira saraivada na madrugada, e ocorre em um contexto em que Kiev e Moscou trocam disparos de longo alcance após um breve cessar-fogo, contrariando a sugestão do presidente americano, Donald Trump, de que a guerra estaria próxima do fim.

Monitores ucranianos detectaram pelo menos oito salvas de drones russos, incluindo alguns vindos de Belarus, cujo alvo principal eram infraestruturas civis da capital, Kiev.

“Desde a meia-noite, pelo menos 800 drones russos já foram lançados, e o ataque continua, com drones adicionais entrando no espaço aéreo do nosso país”, escreveu no X o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que estava em visita à Romênia nesta quarta. Segundo ele, mirava a região oeste do país, mais próximas das fronteiras de nações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Zelensky acrescentou que os disparos anteriores, feitos na madrugada, visaram áreas residenciais e infraestruturas ferroviárias nas regiões centrais de Dnipro e nordeste de Kharkiv, bem como portos em Odessa, no sul, e instalações energéticas na região central de Poltava. Quatorze áreas foram atacadas no total, afirmou ele.

A ministra das Relações Exteriores da Hungria, Anita Orbán, condenou os ataques contra regiões de etnia húngara no oeste da Ucrânia. Em um vídeo no Facebook, ela afirmou que o tema seria discutido na primeira reunião de gabinete do primeiro-ministro Péter Magyar, ainda nesta quarta. A Eslováquia, por sua vez, anunciou o fechamento de suas passagens de fronteira com a Ucrânia por motivos de segurança, até segunda ordem.
“Fim da guerra”

As últimas falas de Trump sobre o progresso nas negociações entre Kiev e Moscou vieram com poucos detalhes, como de costume. “O fim da guerra na Ucrânia, eu realmente acho que está muito próximo”, disse o presidente americano a repórteres ao sair da Casa Branca rumo a uma cúpula em Pequim. “Acreditem ou não, está cada vez mais perto.”

Vladimir Putin, em um discurso no último fim de semana, afirmou de forma semelhante que a invasão russa possivelmente estaria chegando ao fim.

A correlação de forças na guerra mudou nos últimos meses. A Ucrânia, cujo foco até então era implorar por assistência internacional para fortalecer suas defesas, passou a oferecer a outros países seu conhecimento especializado sobre como contra-atacar, graças à sua tecnologia de drones desenvolvida internamente.

Ataques de drones e mísseis de longo alcance ucranianos fizeram instalações de energia e manufatura no interior da Rússia pararem suas operações em três regiões nesta quarta-feira. O Ministério da Defesa russo afirmou ter interceptado e destruído 286 drones sobre o país, bem como a península da Crimeia, o Mar de Azov e o Mar Negro.

Na linha de frente de 1.250 km, o avanço do Exército russo, maior e melhor equipado, tem diminuído a cada mês desde outubro passado, segundo o think tank Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês), com sede nos Estados Unidos. A ofensiva de Moscou na primavera do Hemisfério Norte fracassou e suas forças registraram uma perda líquida de território no mês passado pela primeira vez desde 2024.

“As linhas defensivas ucranianas não apenas resistem, como as forças ucranianas conseguiram contestar a iniciativa tática em diversas áreas da linha de frente, mesmo com a Rússia continuando a perder quantidades desproporcionais de efetivos para obter ganhos mínimos”, declarou o ISW na terça-feira.

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