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25/09/2026

DESEMBARGADOR NOMEADO POR LULA SOFRE OPERAÇÃO DA PF

PF irrompe tribunal federal e faz buscas em gabinete de desembargador nomeado por Lula

O Conselho Nacional de Justiça determinou nesta quinta-feira (24) uma operação contra o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

As medidas foram tomadas no âmbito de um “procedimento correicional extraordinário”, que tramita sob sigilo. O desembargador não foi afastado do cargo e segue com suas atividades no tribunal, mantendo acesso ao sistema eletrônico de processos, por exemplo. A equipe do CNJ copiou um HD com o material do gabinete e vai se debruçar sobre a atuação do magistrado em processos do setor sucroalcooleiro.

As diligências foram deflagradas para apurar a conduta do desembargador em casos bilionários de interesse do Banco Master. O escritório de advocacia do qual sua esposa, Camilla Ramos, é sócia fechou um contrato de R$ 427 milhões com a instituição de Vorcaro.

Indicado ao cargo pelo presidente Lula em 2023, Ramos foi juiz auxiliar de Nunes Marques quando o atual magistrado do STF ocupou a vice-presidência do tribunal da segunda instância. Os dois são amigos e a relação se estende à esposa do juiz federal, a advogada Camilla Ramos.

JCO

23/09/2026

POLÍCIA FEDERAL FAZ OPERAÇÃO CONTRA O CANTOR ALEXANDRE PIRES

Cantor Alexandre Pires é alvo de operação da Polícia Federal

O cantor Alexandre Pires e os empresários Diego Possebon e Matheus Possebon foram alvos de uma operação da Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (23), que investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e comercialização de cassiterita extraída ilegalmente da Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

Batizada de Operação Disco de Ouro II, a ação cumpre 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais para sequestro de bens e valores. As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal. Não foram expedidos mandados de prisão.

Segundo apuração da Rede Amazônica, afiliada da Globo em Roraima, agentes da PF cumpriram mandados em uma casa e na produtora musical de Alexandre Pires, em Uberlândia (MG), em busca de documentos, mídias e bens. Os investigados, incluindo o cantor, ainda não se pronunciaram publicamente sobre o caso.

Segundo a investigação, Alexandre Pires era empresariado por Matheus Possebon. O irmão dele, Diego Possebon, é apontado pela PF como o principal operador e líder da organização investigada. O cantor e uma empresa ligada a ele foram incluídos no chamado Núcleo Financeiro do esquema.

A investigação identificou o recebimento de R$ 4,43 milhões pela empresa do cantor, provenientes de contas relacionadas ao esquema. O fluxo financeiro cruzado pelos investigadores chega a aproximadamente R$ 31 milhões.

De acordo com a PF, a organização criminosa atuava na extração e comercialização ilegal de cassiterita, minério conhecido como “ouro negro”, retirado da Terra Indígena Yanomami. Para dar aparência de legalidade ao material, os investigados utilizariam licenças de lavra garimpeira vinculadas a Itaituba (PA), simulando que a cassiterita havia sido extraída de áreas autorizadas.

Segundo as investigações, para continuar recebendo pagamentos antecipados, os envolvidos teriam criado uma estrutura em armazéns de Manaus (AM), onde areia e pó de brita teriam sido apresentados como minério. Laudos químicos falsificados seriam utilizados para sustentar a suposta origem do material. A fraude teria provocado um prejuízo estimado em 48 milhões de dólares (R$ 246 milhões).

pleno.news

17/09/2026

PF DIZ QUE MASTER PAGOU R$ 33 MILHÕES A EX-DIRETORA DE GILMAR

Master teria pago R$ 33 milhões a ex-diretora de Gilmar, diz PF

A Polícia Federal (PF) identificou uma movimentação de R$ 33 milhões do Banco Master a um escritório de advocacia descrito por diretores do banco como “canal direto com o STF“. A empresa pertence a Dalide Correa, que já foi diretora do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento, Ensino e Pesquisa (IDP), fundado pelo ministro Gilmar Mendes.

A movimentação foi localizada em uma auditoria interna realizada pelo Banco Regional de Brasília (BRB) sobre a operação com o Master. Os documentos apontaram suspeitas nas movimentações de valor elevado do banco de Daniel Vorcaro a escritórios de advocacia.

A movimentação foi localizada em uma auditoria interna realizada pelo Banco Regional de Brasília (BRB) sobre a operação com o Master. Os documentos apontaram suspeitas nas movimentações de valor elevado do banco de Daniel Vorcaro a escritórios de advocacia.

Em diálogos interceptados pela PF entre chefes do Banco Master, os pagamentos direcionados a Dalide Correa são justificados pelo fato de ela servir como ponte ao Supremo Tribunal Federal (STF). Nas mesmas conversas, no entanto, os agentes não localizaram nenhuma menção a nomes de magistrados da Corte.

Além de Dalide, o levantamento identificou repasses no valor de R$ 40 milhões ao escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, com quem Vorcaro teria firmado um contrato de R$ 131 milhões. O valor é considerado bem acima da média de mercado.

Em trecho do relatório do BRB obtido pela PF, os auditores identificaram um gasto três vezes maior com advogados do que no ano anterior.

— Do total de R$ 215 milhões no FY24 [ano fiscal de 2024] (comparado com R$ 76 milhões em FY23), a maior parte refere-se a R$ 40 milhões destinados ao escritório Barci de Moraes, seguidos de R$ 33 milhões pagos ao Alves Correa [da advogada Dalide Correa]. Consideramos essencial compreender o nível habitual dessas despesas para avaliar seu impacto no modelo financeiro — descreve o documento.

A relação entre ela e Gilmar Mendes teve início quando o atual ministro do STF era advogado-geral da União (2000-2002), enquanto Dalide atuava no setor jurídico da Caixa Econômica Federal. A relação foi rompida em 2017, quando a advogada deixou o cargo de chefia no IDP.

Dalide Correa informou em nota que nunca prestou serviços à instituição de Daniel Vorcaro. A assessoria de Gilmar Mendes não quis se manifestar sobre o caso.

— [O escritório] jamais atuou para o Master no Supremo Tribunal Federal, nem procurou ministros da Corte para tratar de assuntos relativos ao banco. (…) Sua atuação restringiu-se a processos judiciais originalmente conduzidos em favor de empresas que venderam créditos ao Banco Master e que, posteriormente, foram sucedidas pelo banco nessas ações. Essa atuação ocorreu exclusivamente perante órgãos de primeira e segunda instâncias — declarou a assessoria da jurista.

14/09/2026

INVESTIGAÇÃO QUE ENVOLVE CIRO NOGUEIRA E VORCARO - SUPLENTE DE ZENAIDE ENTRA NO RADAR

Suplente de Zenaide entra no radar da PF em investigação que envolve Ciro Nogueira e Vorcaro

Nitinho, Ciro e Vorcaro
A escolha do empresário paraibano Netinho Lins como primeiro suplente da senadora Zenaide Maia (PSD) ganhou um novo elemento durante a campanha eleitoral de 2026. O nome do empresário passou a aparecer em documentos e operações investigadas pela Polícia Federal que têm como um dos principais personagens o senador Ciro Nogueira (PP-PI), investigado na Operação Compliance Zero por suspeitas relacionadas ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Uma das frentes da investigação da PF apura a venda de uma aeronave de Ciro Nogueira para Netinho Lins. A negociação entrou no radar dos investigadores no contexto das apurações sobre as relações do senador com Vorcaro. O avião, avaliado em cerca de R$ 10 milhões, chegou a ser bloqueado por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O caso ganhou relevância porque Netinho não é apenas um empresário citado na investigação. Desde julho, ele é o primeiro suplente de Zenaide Maia na disputa por uma das duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado. A eleição está em curso e a composição da chapa coloca o empresário diretamente no cenário político potiguar.

R$ 1 milhão de empresa ligada a Vorcaro

A relação entre Netinho e o grupo empresarial de Daniel Vorcaro é outro ponto que aparece nas apurações.

Segundo documentos financeiros obtidos durante as investigações, a Entre Investimentos, empresa ligada a Vorcaro, transferiu R$ 1 milhão para a Dubem Business, empresa de Netinho Lins.

Os pagamentos foram realizados em 2024. De acordo com informações divulgadas pelo UOL, a empresa do empresário afirma que os recursos correspondem a uma relação comercial para prestação de serviços relacionados a um projeto de evento que acabou não sendo realizado.

A existência da transferência, por si só, não demonstra que o pagamento tenha sido ilegal. A empresa de Netinho nega irregularidades e sustenta que se tratou de uma operação comercial.

O interesse da PF está no contexto em que a operação ocorreu e nas relações financeiras que estão sendo reconstruídas a partir das apurações envolvendo Vorcaro.

O avião de Ciro

É nesse mesmo contexto que aparece a negociação da aeronave.

A Polícia Federal investiga a venda de um avião que pertencia a Ciro Nogueira para Netinho Lins. A apuração integra o conjunto de medidas relacionadas à Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas envolvendo Vorcaro e pessoas de seu círculo político e empresarial.

A aeronave foi posteriormente alcançada por uma decisão judicial de bloqueio. Em setembro, Ciro Nogueira tenta recuperar o avião e outros bens bloqueados pela Justiça. Segundo reportagem publicada nesta segunda-feira (14) pela Folha de S.Paulo, o senador apresentou um terreno como garantia para tentar liberar, entre outros ativos, o jatinho e cerca de R$ 10 milhões bloqueados. A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra a proposta.

A defesa de Ciro sustenta que houve excesso nos bloqueios patrimoniais.

Nome de Netinho aparece em documento apreendido na casa de Ciro

A conexão ganhou um novo capítulo neste fim de semana.

Durante a quinta fase da Operação Compliance Zero, realizada em maio, a Polícia Federal apreendeu na residência de Ciro Nogueira, em Brasília, um manuscrito com o título “Câmara”. O documento contém nomes de políticos acompanhados de possíveis valores.

Entre os nomes registrados aparece “Netinho”.

O papel foi encontrado dentro de uma churrasqueira, junto a dinheiro em moedas estrangeiras e outros objetos apreendidos pela PF. Segundo depoimento de uma funcionária da residência, Ciro teria pedido que o documento fosse queimado.

A Polícia Federal, no entanto, ressalta que o conteúdo do manuscrito ainda precisa ser esclarecido. A presença de um nome no documento não permite, isoladamente, concluir que a pessoa tenha cometido crime ou participado de qualquer esquema investigado.

A divulgação do documento ocorreu depois que o conteúdo de investigações da Compliance Zero passou a ser tornado público por decisões judiciais.

Ciro e a investigação sobre o Banco Master

O contexto em que essas informações aparecem é a investigação sobre as relações de Ciro Nogueira com Daniel Vorcaro.

O senador passou a ser alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em maio. A investigação apura suspeitas de que Ciro teria recebido vantagens indevidas e utilizado sua atuação política em benefício de interesses relacionados ao empresário Daniel Vorcaro.

Entre os elementos apreendidos pela PF estão documentos, dinheiro em espécie, veículos, celulares e relógios de luxo. Também foi localizado na casa do senador o manuscrito com nomes de parlamentares e possíveis valores.

Ciro nega as acusações.

A conexão política chega ao RN

É nesse cenário que o nome de Netinho Lins aparece na eleição potiguar.

Empresário do setor de entretenimento, o paraibano foi escolhido pelo Republicanos para ocupar a primeira suplência de Zenaide Maia. A indicação ocorreu dentro da composição partidária que sustenta a candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil) ao Governo do Estado.

Netinho não possui trajetória política construída no Rio Grande do Norte. Sua projeção pública está associada principalmente ao setor de entretenimento e às relações que estabeleceu com empresários, artistas e políticos de expressão nacional.

Entre seus interlocutores estão figuras como Hugo Motta (Republicanos-PB) e Ciro Nogueira.

A relação com Hugo Motta já havia colocado Netinho no noticiário nacional. Em 2025, o empresário viajou em uma aeronave oficial da Força Aérea Brasileira acompanhando o então presidente da Câmara em um deslocamento para São Paulo.

Agora, durante a campanha eleitoral, seu nome volta ao noticiário por outra razão: a proximidade empresarial com personagens centrais de uma investigação que envolve um senador com quem Netinho também realizou uma negociação de alto valor.

O que a investigação ainda não diz

As informações disponíveis não permitem afirmar que Netinho Lins tenha cometido crime ou que os negócios mencionados sejam ilícitos.

A transferência de R$ 1 milhão para a empresa do empresário é apresentada por sua defesa como uma prestação de serviços. A venda da aeronave de Ciro Nogueira para Netinho também é objeto de investigação, mas a apuração não significa, por si só, que a operação tenha sido criminosa.

Da mesma forma, o fato de o nome “Netinho” aparecer no manuscrito encontrado na casa de Ciro não esclarece quem escreveu o documento, a que pessoa o nome se refere ou qual seria a natureza de eventual valor associado a ele. A própria PF aponta a necessidade de aprofundar a análise do material.

O que já está documentado é a existência de uma série de conexões: uma aeronave negociada entre Ciro e Netinho, uma transferência de R$ 1 milhão de uma empresa ligada a Vorcaro para uma empresa do suplente de Zenaide e, agora, a presença do nome “Netinho” em um documento apreendido no âmbito da investigação que tem Ciro como alvo.

É essa sequência de fatos, ainda em apuração, que coloca o primeiro suplente da candidata ao Senado pelo Rio Grande do Norte no radar de uma das principais investigações envolvendo o poder político e econômico do país em 2026.

saibamais

ESTRANHO: ESSE PEN DRIVE TERIA ALGUMA ALTERAÇÃO? - O DIABO É QUEM DUVIDA

Pen drive que seria entregue a Vorcaro é "barrado" pela PM na Papudinha

Policiais militares impediram que um pen drive com arquivos não autorizados fosse entregue ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, na Papudinha, em Brasília. O episódio foi comunicado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 13 de julho deste ano.

Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), responsável pela administração da unidade prisional, o dispositivo deveria armazenar apenas músicas. Durante a inspeção, porém, foram identificados “arquivos incompatíveis” com o conteúdo previamente autorizado, o que impediu a entrada do equipamento.

A utilização de dispositivos eletrônicos para reprodução de músicas era permitida administrativamente na Papudinha, mas havia uma condição: o conteúdo armazenado deveria ser apresentado antecipadamente para análise e autorização da unidade.

Após o bloqueio realizado pelos policiais militares, investigadores da Polícia Federal (PF) foram até a Papudinha em 15 de julho e formalizaram a apreensão do pen drive. O dispositivo tinha capacidade de armazenamento de 64 GB.

A apreensão passou a ser conhecida publicamente depois que Mendonça retirou o sigilo do processo que trata do episódio. O equipamento foi encaminhado ao Instituto Nacional de Criminalística, onde deveria passar por perícia.

Entre as medidas solicitadas pela Polícia Federal aos peritos está a extração e identificação de possíveis e-mails, planilhas e documentos de texto armazenados no dispositivo. A intenção é verificar se havia outros tipos de arquivos além dos conteúdos autorizados para entrada na unidade.

Os investigadores também solicitaram uma análise das alterações realizadas nos arquivos e na pasta “trash”, correspondente à lixeira do sistema. A perícia deverá tentar determinar quando esses elementos foram modificados e, se possível, identificar o computador ou o usuário responsável pela manipulação dos dados.

Até o momento, os documentos que tiveram o sigilo retirado não revelam quais eram os arquivos encontrados no pen drive. Também não há, no processo, a identificação de quem levou o dispositivo até a Papudinha.

O que se sabe é que a PMDF reteve o equipamento antes que ele chegasse às mãos de Vorcaro. Posteriormente, a Polícia Federal assumiu a apreensão e encaminhou o pen drive para análise pericial, que poderá esclarecer a natureza dos arquivos e a origem das eventuais alterações identificadas.

13/09/2026

'HONESTIDADE': SENHAS DOS ELETRÔNICOS - JAQUES WAGNER RECUSOU ENTREGAR A PF

Jaques Wagner recusou entregar senhas de seus eletrônicos à PF

Relatórios da Polícia Federal (PF) tornados públicos após a queda do sigilo de processos no Supremo Tribunal Federal (STF) mostraram que o senador Jaques Wagner (PT-BA) recusou-se a fornecer as senhas de acesso a dois telefones celulares recolhidos pelos agentes em operação realizada em sua residência no dia 18 de junho.

– O investigado negou o fornecimento de senhas dos aparelhos – registrou a PF após a Operação Compliance Zero.

A investigação apura a existência de repasses indevidos e vantagens obtidas por meio do relacionamento com empresários ligados ao Banco Master.

No imóvel do parlamentar, os policiais federais apreenderam relógios de alto valor comercial e dinheiro vivo que somava R$ 16,5 mil, 16,8 mil dólares (R$ 86 mil) e 39,6 mil euros (R$ 234 mil) localizados em uma mala do senador e no cofre do closet de sua esposa.

À corporação, Wagner alegou que os valores em moeda estrangeira eram destinados a viagens pessoais e que os relógios foram adquiridos ao longo dos anos. Ele não apresentou as notas fiscais dos itens, que foram encaminhados para perícia técnica.

– Chamou ainda a atenção a grande quantidade de relógios de alto valor na residência do investigado. Questionado sobre as suas aquisições, informou que adquiriu ao longo dos anos, contudo, não apresentou nota fiscal de qualquer bem. Assim, foram arrecadados e posteriormente apreendidos os bens referidos no presente Relatório, cujo valor econômico somente poderá ser aferido com precisão após a realização das perícias cabíveis – disse a PF.

pleno.news

NA CHURRASQUEIRA DE NOGUEIRA ALGUNS NOMES DA 'BAGACEIRA'

PF achou lista de nomes e valores na churrasqueira de Nogueira


Documentos apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a quinta fase da Operação Compliance Zero revelaram uma lista com nomes de parlamentares acompanhados de anotações numéricas e valores monetários dentro da churrasqueira do senador Ciro Nogueira (PP).

As apurações, integradas ao conjunto de inquéritos sobre lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro relacionados ao Banco Master, vieram a público após a derrubada do sigilo dos autos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo os investigadores apontam que houve uma orientação do senador para o descarte do material por meio de queima, mas a instrução que não chegou a ser cumprida por uma funcionária da residência.

Os papéis incluíam menções a figuras políticas da Câmara dos Deputados sob a indicação do termo “Câmara”, junto de nomes identificados preliminarmente como Arthur Lira (PP-AL), Hugo Motta (Republicanos-PB), Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL).

A PF afirma que os valores anotados ao lado dos identificados ainda precisam ser esclarecidos no decorrer da investigação.

12/09/2026

PARA FAZER TRABALHO SUJO VORCARO CHEGOU A PAGAR R$ 24 MILHÕES PARA SICÁRIO

Polícia Federal estima que Vorcaro chegou a pagar R$24 milhões para ‘Sicário’ fazer trabalho sujo

Documentos da Operação Compliance Zero, tornados públicos após o ministro André Mendonça levantar o sigilo da PET 15.556 e de processos conexos, descrevem Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão — chamado de Felipe Mourão nas mensagens e apelidado de “Sicário” no grupo — como o executor operacional de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Segundo relatórios da Polícia Federal anexados aos autos, Mourão recebia R$ 1 milhão por mês para cumprir ordens do banqueiro. O dinheiro saía de empresas ligadas a Vorcaro, como a SUPER Empreendimentos e Participações, e chegava à KING Participações Imobiliárias, pessoa jurídica atribuída a ele. Parte do valor, cerca de R$ 400 mil, era rateada com o grupo chamado “A Turma”, coordenado pelo policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. A PF estima que os repasses a Mourão superaram R$ 24 milhões desde 2023.

Os investigadores o colocam no centro da estrutura de campo. Vorcaro definia alvos e estratégias; Mourão executava e coordenava. As atribuições descritas incluem acesso irregular a sistemas restritos (entre eles o ePol da própria PF e bases do Ministério Público Federal), monitoramento de autoridades, críticos e processos sigilosos, coação, retirada de conteúdo da internet, ataques hackers e articulação com criminosos, inclusive milicianos no Rio de Janeiro. Ele também aparece como coordenador de outros núcleos, referidos como “Os Meninos” e “Os Editores”.

Um dos elementos destacados nos autos é o envio, por Mourão a Vorcaro, de imagem de consulta em sistema interno da Polícia Federal sobre inquéritos contra o próprio banqueiro. Em outro diálogo, os dois tratam de “contato na Civil de SP” depois que um operador foi intimado. Mensagens reproduzidas nos relatórios mostram Vorcaro pedindo ações contra desafetos, inclusive jornalistas.

Mourão constava entre os investigados da PET 15.556. Em março de 2026, na terceira fase da Compliance Zero, teve prisão preventiva decretada juntamente com Vorcaro, Fabiano Campos Zettel e Marilson Roseno. Foi preso em Belo Horizonte. No local, a PF apreendeu três celulares (ele se recusou a entregar as senhas), relógios Rolex e Cartier, um Land Rover e joias. Na carteira havia documento identificado como da “Polícia Judiciária de Menores”. Poucas horas depois, tentou o suicídio na carceragem da superintendência da PF em Minas Gerais, foi socorrido mas teve morte encefálica. A Segunda Turma do STF, ao referendar a liminar, registrou a perda de objeto da medida em relação a ele por falecimento. Inquérito posterior da PF concluiu que a morte foi suicídio, sem intervenção externa.

A família contestou publicamente o rótulo de “Sicário” no sentido de assassino profissional e afirmou, na época, que não teve acesso imediato às imagens da custódia nem ao laudo do IML. Os documentos agora públicos, no entanto, sustentam que o apelido circulava internamente no grupo e que a PF o associou à coordenação de práticas de intimidação e obtenção ilegal de dados. Mourão já tinha ficha anterior em Minas Gerais, onde também era conhecido como “Mexerica”.

Em resumo, o que os autos descrevem é um operador remunerado de forma fixa e elevada, intermediário entre o comando de Vorcaro e grupos de campo, com acesso a bases oficiais e papel atribuído de monitoramento, pressão e neutralização de adversários do esquema do Master.

DP

11/09/2026

PQP: VÍBORAS ARDILOSAS

PF evitou Mendonça e priorizou Dino em diligências do caso Dark Horse

A Polícia Federal (PF) evitou pedir diligências sobre o caso Dark Horse ao ministro do STF André Mendonça, relator original do inquérito, e concentrou as solicitações no gabinete de Flávio Dino, relator no Supremo de investigação paralela referente ao filme do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo fontes da Corte e da própria PF ouvidas pela coluna do jornalista Igor Gadelha, no Metrópoles, desde que Mendonça abriu o inquérito específico para apurar os repasses de Daniel Vorcaro ao Dark Horse, em 22 de julho, a corporação não pediu qualquer diligência relevante ao gabinete do ministro. A investigação está em sigilo.

Na decisão, Mendonça tornou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) oficialmente investigado no caso, conforme a coluna revelou à época. O senador é investigado pelos supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção, após negociar o patrocínio de Daniel Vorcaro à cinebiografia do pai.

Passados 50 dias da abertura do inquérito, porém, a PF não pediu diligências investigativas relevantes a Mendonça. Nesse período, contudo, a corporação solicitou diligências sobre o caso a Dino, que relata investigação sobre o uso irregular de emendas parlamentares para bancar o filme.

Na quinta-feira (10/9), por exemplo, Dino atendeu a um pedido da PF e autorizou operação de busca e apreensão contra diversos alvos da investigação. Entre eles, Karina da Gama, dona da produtora responsável pelo filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), produtor executivo da obra.

Segundo fontes da PF ouvidas pela coluna, a decisão de não apresentar pedidos a Mendonça ocorreu por questão de estratégia e desconfiança em relação ao ministro. A corporação preferiu enviar as solicitações a Dino, considerado mais alinhado ao governo Lula e à atual cúpula da PF.

“Há diligências que independem do relator (Mendonça). Não queremos atrapalhar uma investigação com um relator (Dino) sério, que avançou muito ontem, por exemplo”, explicou um delegado da diretoria da PF.

A ausência de pedidos da PF a Mendonça no caso Dark Horse fragiliza críticas feitas por setores do governo Lula de que o ministro estaria atuando para proteger Flávio. Esse cenário, segundo apurou a coluna, tem estimulado Mendonça a abrir o sigilo do inquérito para expor a situação.

Metrópoles

QUEM ESTÁ DIZENDO É A PF - E AGORA, QUAL MEDIDA SERÁ TOMADA?

Para PF, Toffoli tem dinheiro de Vorcaro em paraíso fiscal

Um relatório da Polícia Federal (PF) indica a suspeita de que o ministro Dias Toffoli seja o “beneficiário final” ou “proprietário de fato” do fundo de investimento Arleen, que recebeu repasse de R$ 35 milhões de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O documento da PF foi mantido em sigilo há sete meses sob a relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e revelado pela revista Piauí nesta quinta-feira (10).

Segundo o relatório, o repasse de R$ 35 milhões, revelado ainda em fevereiro, teria ido parar nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal do Caribe, por meio de uma transação com a holding Egide I. O ministro já negou ter amizade com o banqueiro ou ter recebido valores dele. Procurado pelo Estadão na manhã desta sexta, ainda não se manifestou sobre a posse de recursos no exterior.

Segundo o relatório, o fundo Arleen era sócio do resort Tayayá, no interior do Paraná, ligado à família de Toffoli e pertencia a Vorcaro, mas mudou de proprietário, sendo assumido por um empresário amigo do ministro do STF. Meses depois, transferiu seus ativos para o paraíso fiscal no Caribe.

– Foram identificados diversos elementos de informação que, analisados de forma conjunta, apontam no sentido de que o ministro José Antonio Dias Toffoli possa ter figurado como beneficiário final ou proprietário de fato do FIP Arleen, bem como de seus ativos – afirma o relatório revelado pela revista.

O ministro é sócio da empresa Maridt, que tinha participação societária em dois resorts da rede Tayayá. A empresa vendeu parte de sua participação a fundos de investimento que tinham Fabiano Zettel, o cunhado de Vorcaro, como acionista.

Em maio de 2024, Vorcaro perguntou por mensagem de WhatsApp a Zettel sobre a situação dos repasses ao resort do ministro.

– Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim = escreveu o banqueiro.

O cunhado respondeu:

– Te perguntei se poderia ser semana que vem e você disse que sim.

Meses depois, em agosto de 2024, Vorcaro novamente relatou ao cunhado as cobranças de pagamentos.

– Aquele negócio do Tayayá não foi feito? – perguntou o banqueiro.

Zettel respondeu que já tinha transferido para o intermediário responsável por efetivar o pagamento, mas que o aporte final dependeria dessa pessoa.

Por causa disso, Vorcaro se irritou.

– Cara, me deu um p*** problema. Onde tá a grana? – disse ao cunhado.

Zettel respondeu:

– No fundo dono do Tayayá. Transfiro as cotas dele.

Para prestar contas diante das cobranças, Vorcaro pediu a Zettel que levantasse todos os aportes realizados no Tayayá.

– Me fala tudo que já foi feito até hoje – disse.

– Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões – respondeu Zettel.

AE

10/09/2026

'A PF NÃO PODE SER TRANSFORMADA EM PALCO DE DISPUTA OU INTERFERÊNCIAS' - DIZ GENERAL GIRÃO

PF, Palco de Disputa

A Polícia Federal não pode ser transformada em palco de disputas ou interferências. Se uma decisão judicial apontou razões para o afastamento de dirigentes da instituição, esses fatos precisam ser tratados com seriedade e devidamente apurados. 

O que não se pode aceitar é que uma medida dessa gravidade seja revertida de um dia para o outro sem que os questionamentos levantados sejam esclarecidos à sociedade. 

A PF precisa preservar sua independência, transparência e credibilidade. Diante de dúvidas sobre a condução da instituição, a prioridade não pode ser a manutenção de cargos, mas a apuração rigorosa dos fatos. 

O Brasil não precisa de blindagem. Precisa de respostas!



Assecom

06/09/2026

COM O NOME 'NA LAMA' CHEFE DA PF DE LULA ESTUDA 'PROVIDÊNCIA' CONTRA MENDONÇA

Delegado da PF citado em 'papo' com Vorcaro quer 

O diretor-geral da Polícia Federal está possesso com o ministro André Mendonça. Nesse sentido, uma nota do jornalista Lauro Jardim descreve o seu sentimento em relação a questão:

“Citado no relatório encomendado por André Mendonça sobre mensagens encontradas num celular de Daniel Vorcaro, Andrei Rodrigues tem se queixado com interlocutores que o ministro do STF jogou seu nome ‘na lama’, juntamente com os de Alexandre de Moraes e Paulo Gonet.

Enquanto a guerra está deflagrada na Corte, o diretor-geral da PF ainda não decidiu que providências tomará como pessoa física diante do que considerou uma ‘barbárie’. Mas não descarta, depois de esfriar a cabeça, processar o relator do caso Master por danos morais.”

Parece que está faltando vergonha na cara...

Enquanto isso, o pedido de sua prisão está na mesa de Mendonça.

IDENTIFICAÇÃO DAS CONVERSAS ENTRE VORCARO E MORAES É DEFENDIDA POR LÍDER DA PF

Líder dos delegados da PF defende identificação das conversas entre Vorcaro e Moraes

O presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Edvandir Paiva, afirmou neste sábado (5) que o relatório de inteligência da PF usado pelo ministro Alexandre de Moraes no inquérito das Fake News é “totalmente irregular” e nunca deveria ter saído da corporação. ele também defendeu os policiais que cumpriram a ordem judicial de Mendonça para identificar as conversas de Moraes, afirmando que não houve irregularidade na conduta da equipe.

Segundo Paiva, o documento reúne impressões internas e análises subjetivas. Por isso, não poderia circular fora da Polícia Federal nem ser juntado a um processo criminal. A posição de Paiva foi noticiada pelo jornalista Aguirre Talento, do Estadão.

“O conhecimento de que ele existe por pessoas de fora da polícia e a utilização dele em um processo criminal é algo totalmente irregular”, disse.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou o material a Moraes após ordem do ministro. O próprio relatório indica que não tem valor probatório e não serve como elemento de acusação. Mesmo assim, Moraes o usou para acusar o colega André Mendonça de abuso de autoridade, depois que Mendonça pediu à PF um relatório com conversas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

A divulgação gerou “estranheza muito grande” entre delegados. Muitos chegaram a questionar se o texto realmente tinha sido produzido na PF, porque o formato e a ausência de autor não são habituais em relatórios de inteligência. Paiva destacou que a doutrina de inteligência proíbe a inclusão desse tipo de documento em inquéritos e que situações internas como essa não deveriam ser conhecidas fora da corporação.

Ele também alertou que a exposição do relatório pode ter comprometido investigações em andamento, ao revelar alvos que ainda não sabiam que estavam sendo investigados.

DP

05/09/2026

VEREADORA NATALENSE DENUNCIA AMEAÇAS DE MORTE E VIOLÊNCIA SEXUAL - PF INVESTIGA

Brisa Bracchi denuncia ameaças de morte e violência sexual; PF investiga caso

A vereadora de Natal e candidata a deputada federal Brisa Bracchi (PT) informou neste sábado 5 que foi alvo de ameaças de morte e de violência sexual por meio de mensagens eletrônicas enviadas aos seus e-mails pessoais e institucionais. Segundo a parlamentar, o caso é investigado de forma integrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte e pela Polícia Federal (PF).

De acordo com nota divulgada pela assessoria, as mensagens foram recebidas no dia 1º de setembro de 2026, às 16h38, e continham dados pessoais sigilosos de familiares da candidata, além de conteúdo discriminatório relacionado à sua orientação sexual e à condição de mulher em cargo público.

“Decidi que sua abominável bissexualidade exige intervenção cirúrgica imediata”, diz um trecho do e-mail enviado à vereadora. Em outro trecho da mensagem, o remetente escreve que “homens são criaturas superiores”.

Ainda segundo a nota divulgada pela assessoria, a mensagem foi assinada por um codinome que faz referência a um grupo neonazista cujos integrantes foram presos recentemente por crimes violentos. O texto também trazia descrições das agressões planejadas, indicava uma data para a execução e apresentava simulações em tempo real do ato.

A equipe jurídica de Brisa informou que preservou os arquivos digitais e encaminhou todo o material à Polícia Civil para investigação.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) foi acionado por meio da Ouvidoria da Mulher. Segundo a assessoria, o Ministério Público Eleitoral (MPE) encaminhou os autos à Polícia Federal, responsável pela apuração de crimes federais e de violência política de gênero. O Ministério das Mulheres também foi comunicado.

Ainda conforme a nota, a governadora Fátima Bezerra determinou que as forças estaduais de segurança atuem nas diligências relacionadas ao caso.

A assessoria informou que, neste momento, a prioridade é garantir a integridade física e a saúde mental da parlamentar e de seus familiares durante o andamento das investigações. Por esse motivo, não serão concedidas entrevistas.

Em nota, o gabinete de Brisa Bracchi afirmou que o episódio será tratado na esfera penal e manifestou confiança na identificação e responsabilização do autor das ameaças.

O mandato informou ainda que, mantidas as medidas de segurança pessoal, Brisa continuará exercendo suas atividades na Câmara Municipal de Natal e seguirá cumprindo a agenda de campanha à Câmara dos Deputados.


“Brisa agradece a toda rede de apoio que se formou antes do caso vir a público e, agora, com sua divulgação. Agradece em especial a todas as políticas mulheres que se posicionaram contra o que está acontecendo e que somam nessa luta de combater localmente e nacionalmente a violência política de gênero”, diz a nota.

03/09/2026

VORCARO X PF: TIREM AS CRIANÇAS DA SALA

Chefe da PF reage após ser citado por Daniel Vorcaro em oitiva na Papudinha

Em depoimento prestado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, seria o responsável pelo travamento de sua delação premiada. Segundo o banqueiro, a resistência ocorreu porque o chefe da corporação temia ser exposto pelas revelações. A oitiva aconteceu na última quinta-feira (27) na Papudinha, foi conduzida pelo juiz auxiliar João Azambuja e contou com a presença de procuradores e dos advogados de defesa Daniel Bialski e Engels Muniz.

Durante o registro, que foi gravado em vídeo e ata, Vorcaro fez menções a viagens e despesas que teriam sido custeadas em favor de Andrei Rodrigues, embora não tenha apresentado provas materiais na ocasião. O banqueiro também relatou ter sofrido supostas intimidações, torturas psicológicas e tratamentos desumanos durante transferências entre unidades prisionais.

Em resposta às declarações, Andrei Rodrigues classificou as acusações como mentiras e chamou o banqueiro de canalha em conversas com pessoas próximas. O diretor-geral da PF contestou a narrativa ao lembrar que foi o próprio Vorcaro quem escolheu cumprir prisão nas dependências da corporação, além de questionar por que o delator não formalizou o acordo diretamente com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Metrópoles

28/08/2026

URGENTE: DIRETOR DA PF TEM ATAQUE DE 'FURIA'

Diretor da PF tem ataque de "fúria"

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, declarou nesta sexta-feira, 28, que a instituição trabalha “livre de qualquer viés político“ e “sem proteger ou perseguir“ pessoas. A manifestação ocorreu durante a cerimônia de formatura de novos agentes da Polícia Federal, realizada em Brasília.

A declaração pareceu um ataque de fúria do diretor da PF.

“Temos uma polícia que atua com autonomia, guiada pela Constituição Federal e pelas leis. Pela responsabilidade institucional e compromisso com a Justiça e a sociedade brasileira. Tenho total tranquilidade em afirmar sem rodeios que, nessa gestão, trabalhamos com transparência e foco na missão constitucional, sem proteger ou perseguir”, disse.

Em outro trecho de seu discurso, Rodrigues ressaltou a atuação da corporação no enfrentamento ao crime organizado e defendeu que o trabalho técnico seja preservado de influências políticas.

“Com uma atuação vigorosa e intransigente no combate ao crime organizado. Nunca se esqueçam, caros colegas, que a atuação técnica, imparcial, livre de qualquer viés politico, é o que nos permite defender nossa instituição de qualquer ataque, não importa de onde venha“.

As declarações ocorrem em meio a um cenário de tensão institucional entre a cúpula da Polícia Federal e o gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão de divergências relacionadas à condução de investigações.

Mendonça determinou que a PF encaminhe todos os documentos brutos referentes às apurações sobre o escândalo no INSS. No mês passado, o ministro também havia estabelecido que qualquer mudança na equipe encarregada do caso dependeria de autorização prévia do magistrado.

Veja:

26/08/2026

FRAUDE CONTRA FILIPE MARTINS: OS DELEGADOS DA PF SUSPEITOS DE ENVOLVIMENTO

Os delegados da PF suspeitos de envolvimento na fraude contra Filipe Martins

A fraude no registro de entrada de Filipe Martins nos Estados Unidos envolve quatro funcionários do serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) e três representantes brasileiros. A informação consta da documentação tornada pública pelo juiz Gregory A. Presnell, responsável pelo caso.

Sobre o assunto, o jornalista Claudio Dantas apurou o seguinte:

“Ao menos dois dos três brasileiros, são delegados da Polícia Federal. Um deles esteve lotado no National Target Center (NTC), junto ao CBP, e mantinha contato direto com os agentes do ICE.

Embora esses nomes ainda não sejam formalmente conhecidos, fontes ligadas ao processo suspeitam dos delegados Adriano Camargo e Marcelo Ivo, este último banido dos EUA após monitoramento ilegal de Alexandre Ramagem em solo americano.

No Brasil, a rede de servidores conectados ao caso envolveria ainda, segundo esses relatos, o delegado Fábio Shor, então responsável pelo inquérito que levou à prisão de Martins, e os delegados Marco Bontempo e Luiz Eduardo Navajas Telles Pereira, ambos associados à tramitação das informações e ofícios internacionais que reproduziram a informação migratória.

Presnell já indicou que pretende tornar públicos os nomes nas próximas semanas. Com a confirmação oficial da fraude, a defesa de Filipe Martins pedirá a revisão criminal do caso e a extinção da pena.”

AEROPORTO DE CONGONHAS - PF APREENDE R$ 510 MIL EM ESPÉCIE COM PASSAGEIRA

PF apreende R$ 510 mil em espécie em mala no Aeroporto de Congonhas

A PF (Polícia Federal) apreendeu uma mala com R$ 510 mil em espécie no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no fim da tarde desta terça-feira (25). A quantia foi localizada quando uma passageira passava pelo raio-X do local.

Ao ser abordada e a mala fiscalizada, a mulher disse ter comprovação do dinheiro em espécie na sua declaração de imposto de renda e que vai apresentar a comprovação em 48 horas.

Como não houve a comprovação imediata, a PF apreendeu os valores e colheu depoimentos dos envolvidos.

Segundo investigadores ouvidos pela CNN Brasil, caso ela não apresente comprovação, o processo correrá na Justiça, onde as medidas punitivas, além do perdimento do dinheiro, serão tomadas.

Uma investigação sobre eventual evasão de divisas e lavagem de dinheiro também pode ser aberta, afirmou a PF.

CNN

21/08/2026

NA TERRA DE FLÁVIO DINO NÃO TEM ESPAÇO PARA POLÍTICO AMADOR

Etiqueta de dinheiro, bilhete e foto de carro: autor de homicídio no Maranhão entregou à PF supostas provas contra políticos

Gilbson Cutrim Júnior – condenado por um homicídio em São Luís que trouxe à tona suspeitas de um esquema de desvio de dinheiro público no Maranhão – entregou à Polícia Federal (PF) documentos que, segundo ele, podem ajudar a comprovar a participação do grupo do governador Carlos Brandão (MDB) em crimes:

De acordo a defesa de Gilbson Júnior, o governador e familiares combinaram com ele a "cobrança de processos referentes a recebíveis de gestões passadas e o transporte de valores para o escritório da família" Brandão.

O esquema, segundo Gilbson Júnior, consistia em procurar empresas que tinham valores a receber de governos anteriores e combinar o pagamento, na atual gestão, desde que os empresários devolvessem uma parte do dinheiro.

"Ficou acertado que Gilbson César Soares Cutrim Júnior deveria 'correr atrás' de empresas que teriam valores a receber de gestões passadas, mais especificamente os valores que fossem acima de R$ 5.000.000,00 (cinco milhões). Para tanto, foi-lhe repassada uma relação de processos conforme foto do documento abaixo", afirmou a defesa em petição enviada à PF.

Relação de processos Gilbson Cutrim Júnior entregou à Polícia Federal — Foto: Reprodução

Gilbson Júnior foi condenado por matar um homem a tiros em agosto de 2022, em um centro comercial de São Luís, o Tech Office. Inicialmente, a Polícia Civil do Maranhão concluiu que o homicídio, à luz do dia, resultou de uma briga pessoal.

Em 2024, ele foi condenado sozinho pelo crime a uma pena de 13 anos de prisão.

Depois, porém, a PF entrou no caso e apontou que o assassinato tinha relação com um suposto desentendimento devido à divisão de propinas oriundas de contratos públicos.



Daniel é suspeito de envolvimento nos crimes e estava presente na reunião no Tech Office que culminou no homicídio.

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