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18/03/2026

BOMBA: LULINHA PODE TER FUGIDO DO BRASIL - PF INFORMA AO STF

PF informou STF sobre eventual fuga de Lulinha do País

A Polícia Federal manifestou a suspeita de que a mudança para a Espanha de Fabio Luiz, o “Lulinha”, filho de de Lula (PT), poderia ter o objetivo de fugir do País e das investigações sobre o roubo aos aposentados e pensionistas do INSS ou desvios, como a corporação prefere chamar nesta fase da investigação.

A suspeita foi citada n relatório em que a PF pediu em dezembro a quebra de sigilo bancário de Lulinha, afinal determinada pelo ministro do STF André Mendonça. A referência ao filho do presidente foi mencionada em reportagem do jornalista Aguirre Talento no Estadão desta terça-feira (17). Ele teve acesso ao relatório que analisou detalhes da relação entre Lulinha e Antonio Camiolo Antunes, o “Careca do INSS”, personagem central do escândalo, que se encontra preso.

A defesa nega a intenção de Lulinha de fugir do País e alega que ele teria se mudado antes da deflagração da Operação Sem Desconto.

“Do ponto de vista investigativo, asseveramos que Lulinha viajou para o exterior, sem previsão de volta, o que denota possível evasão do País, considerando estar associado aos fatos associados ao principal operador das fraudes bilionárias a milhões de aposentados do Brasil”, diz o relatório.

Pela primeira vez, Lulinha admitiu relacionamento com o Careca do INSS nesta segunda-feira (16), em petição ao STF. Disse que mantinha relação “esporádica e de natureza social” com o investigado que pagou uma vigem dele a Porugal para conhecer um projeto de canabidiol medicinal. A apuração da PF identificou que o Careca pretendia abrir empresa desse ramo, a World Cannabis.


A PF aponta que o empreendimento de canabidiol do Careca do INSS seria financiado com recursos provenientes do esquema de desvio de aposentadorias, em uma etapa de lavagem desse dinheiro. Na viagem, eles chegaram a visitar um terreno onde seria construída a fábrica. A defesa de Lulinha afirmou, porém, que o negócio não foi adiante e ele não recebeu recursos do empresário.

Além da viagem em conjunto, a PF apreendeu anotações com o Careca do INSS que indicariam encontros dele com Lulinha em Brasília e apura se houve pagamentos, informa a reportagem. A testemunha Edson Claro, ex-funcionário do Careca, contou que eram pagos R$300 mil mensais a Lulinha, mas, se isso de fato ocorreu, não foi por depósito bancário: a quebra de sigilo não continha repasses do Careca do INSS.

Os advogados afirmaram, na peção, que, em março de 2025, entraram em contato com instituições de ensino na Espanha para matricular os filhos do casal e viabilizar a mudança. A primeira fase da Operação Sem Desconto, porém, foi deflagrada no mês seguinte e na época já haviam sido publicadas reportagens sobre as suspeitas de irregularidades envolvendo o Careca do INSS. A defesa de Lulinha disse que ele começou a planejar a mudança a Madri em 2024, apesar de só ter tomado medidas efetivas para isso no ano seguinte.

DP

16/03/2026

JORNALISTA INVESTIGADO 'POR MONITORAMENTO' DE FLÁVIO DINO FICA EM SILÊNCIO DIANTE A PF

Jornalista acusado de perseguir Dino fica em silêncio diante da PF

O jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, investigado pela Polícia Federal por “monitoramento ilegal” contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, optou por ficar em silêncio durante depoimento à Polícia Federal na última sexta-feira (13).

Autor do site Blog do Luís Pablo, ele entrou na mira do inquérito das fake news, do STF, depois de publicar reportagens sobre veículo oficial usado por Dino e familiares durante deslocamentos no Maranhão.

Pablo foi alvo de mandado de busca e apreensão autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, na última terça (10).

No depoimento, o delegado da PF frisou que Luís Pablo tinha direito constitucional ao silêncio e de preservar o sigilo das fontes. O jornalista, então, avisou que não responderia perguntas.

Dino afirma que sua equipe detectou um monitoramento e ameaças à segurança e levou o caso à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.

O caso inicialmente tramitou sob cuidados do ministro Cristiano Zanin. O magistrado entendeu haver paralelos com o inquérito das fake news e repassou a investigação ao relator, Moraes.

No despacho em que determinou a busca, Moraes afirmou que o autor “se valeu de algum mecanismo estatal para identificação e caracterização dos veículos”, o que teria permitido “exposição indevida relacionada à segurança de autoridades”. A PGR concordou com o pedido de busca e apreensão.

Em reportagens publicadas a partir de novembro, Luís Pablo afirma que Flávio Dino estaria utilizando, em São Luís, um veículo oficial pertencente ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) adquirido com recursos do Fundo Especial de Segurança dos Magistrados (Funseg-JE), destinado à proteção institucional de magistrados e às atividades do Judiciário estadual.

Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifestaram preocupação quanto a decisão de Moraes.

As entidades apontam que a atividade jornalística possui proteção constitucional do sigilo da fonte. Segundo a nota, qualquer medida que viole essa garantia representa ameaça ao livre exercício do jornalismo. Já Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou a determinação de Moraes por avaliar que ela coloca toda a categoria em risco.

AE

15/03/2026

SILÊNCIO SEPULCRAL: AFINAL, A QUEM PERTENCE UMA MALA DE DINHEIRO APREENDIDA NOS 'ARREDORES DE BRASÍLIA?'

E paira um vergonhoso silêncio em Brasília sobre mala apreendida com 1,7 milhão em dinheiro vivo

A Polícia Federal (PF) apreendeu no dia 29 de janeiro uma mala contendo aproximadamente R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo. Esses valores foram encontrados pelo Comando de Operações de Divisas (COD) da Polícia Militar de Goiás (PMGO), na BR-050, no município de Cristalina (GO). Dois homens estavam no automóvel. Durante a fiscalização, os ocupantes não conseguiram comprovar nem explicar a origem lícita do dinheiro. Levantamentos demonstram que os envolvidos não possuem capacidade econômica compatível com a quantia apreendida, havendo claros indícios de que estariam atuando como “laranjas”.

Assim, diante da suspeita de origem ilícita dos valores, a ocorrência foi apresentada à Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal (SR/PF/DF).

O dinheiro está apreendido e pelo visto não será reclamado por absolutamente ninguém.

Tudo indica que seria utilizado para o pagamento de vantagens ilícitas.

No mais, um silêncio assombroso até hoje ronda o referido acontecimento.

CHEGADA DE 118 HAITIANOS AO BRASIL COM VISTOS FALSOS É INVESTIGADA PELA PF

Polícia Federal investiga chegada de 118 haitianos com vistos falsos

Nesta sexta-feira (13), a Polícia Federal informou que investiga a chegada de 118 haitianos ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), após a identificação de vistos falsificados apresentados pelo grupo. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, 113 imigrantes portavam documentos eletrônicos falsos do tipo reunião familiar.

Os haitianos estavam em um voo fretado operado pela companhia Aviación Tecnológica S.A. (Aviatsa). A aeronave chegou ao terminal na quinta (12), mas a Polícia Federal impediu o desembarque da maioria dos passageiros após suspeitas sobre a autenticidade dos documentos.

Dos 120 passageiros a bordo, 118 foram barrados pela autoridade migratória. O grupo permaneceu cerca de dez horas dentro da aeronave e depois passou a noite em uma sala reservada do terminal, onde ficaram em cadeiras e colchões enquanto aguardavam definição sobre a situação migratória.

De acordo com o Itamaraty, os documentos apresentados não eram vistos humanitários, como foi inicialmente informado, mas vistos de reunião familiar. Esse tipo de autorização permite que estrangeiros se reúnam com parentes que vivem no Brasil.

O ministério destacou que os vistos apresentados pelos haitianos não foram emitidos por nenhuma repartição consular brasileira. O documento pode ser concedido fisicamente, com etiqueta no passaporte, ou de forma eletrônica, enviada por e-mail após análise dos documentos.

A Polícia Federal também informou que vai apurar a atuação da empresa responsável pelo voo fretado por suspeita de contrabando de migrantes. A corporação afirmou que abrirá procedimento para investigar possíveis irregularidades na organização da viagem e na falsificação de documentos.

Durante a tarde desta sexta-feira (13), duas meninas de 8 e 14 anos foram liberadas pela PF após a verificação de que os vistos apresentados eram regulares. A tia delas, de 25 anos, também deixou o aeroporto e teve o pedido de refúgio colocado em análise.

As crianças são enteadas e cunhada de Louis Yinder, haitiano que vive em Santa Catarina com a esposa. Segundo a Polícia Federal, até o momento nenhum outro passageiro solicitou refúgio ou proteção migratória no país.

Com isso, outras 116 pessoas continuam em uma área restrita do aeroporto à espera de regularização. A medida administrativa aplicada foi a inadmissão migratória, que prevê o reembarque dos estrangeiros e obriga a companhia aérea a levá-los de volta ao local de origem.

Agentes do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) estiveram no aeroporto para prestar apoio ao grupo.

A advogada da companhia aérea, Débora Pinter, afirmou que a empresa seguiu os procedimentos exigidos pela legislação brasileira e enviou previamente a lista de passageiros à Polícia Federal.

– A autoridade da polícia de inadmitir as pessoas é autoridade e competência dela, que a companhia não contesta. Ninguém se opõe a isso. O que se opõe é a maneira como as coisas foram feitas. E se a companhia tiver que ser penalizada, que seja penalizada. Vamos discutir, vamos ver a origem da penalização, se procede, se não procede, vamos fazer o devido procedimento legal.

O crime de contrabando de migrantes está previsto no Artigo 232-A do Código Penal e ocorre quando alguém promove a entrada ilegal de estrangeiro no país com objetivo de obter vantagem econômica. A pena prevista é de dois a cinco anos de prisão.

14/03/2026

INVESTIGAÇÃO: PF FLAGRA SUPLENTE DE ALCOLUMBRE SAINDO DE BANCO COM R$ 350 MIL EM DINHEIRO

Suplente de Alcolumbre é flagrado pela PF, entra na mira de investigação e o motivo é revoltante

A Polícia Federal registrou em relatório de investigação que o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do senador Davi Alcolumbre (União-AP), foi flagrado deixando uma agência bancária com R$ 350 mil em dinheiro em espécie. O episódio ocorreu durante monitoramento relacionado a um inquérito que apura suspeitas de fraude em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no estado do Amapá.

Segundo os investigadores, após sair do banco, o empresário entrou em um veículo registrado em nome de uma empresa pertencente a primos do presidente do Senado. O caso consta em documentos de vigilância elaborados pela Polícia Federal ao longo das apurações sobre um possível esquema envolvendo contratos públicos.

A investigação teve início após alerta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou movimentações consideradas atípicas nas contas ligadas ao empresário. De acordo com o órgão, havia saques frequentes em espécie realizados pouco tempo depois do recebimento de recursos provenientes de contratos públicos, o que levantou suspeitas de possível lavagem de dinheiro.

Os agentes passaram então a monitorar os deslocamentos e operações financeiras de Breno Chaves Pinto. Conforme os registros da investigação, uma das retiradas acompanhadas ocorreu em 7 de novembro de 2024, em uma agência bancária no município de Santana (AP), localizado a cerca de 20 quilômetros de Macapá.

Na ocasião, a PF foi informada de que o empresário havia solicitado previamente a retirada de R$ 350 mil em espécie. Agentes posicionaram-se nas proximidades da agência para acompanhar a movimentação. Segundo o relatório, Chaves Pinto chegou ao local às 13h14, no banco do passageiro de uma SUV branca, carregando uma mochila azul.

Ele permaneceu aproximadamente 30 minutos dentro da agência. Ao sair, retornou ao mesmo veículo que o aguardava do lado de fora e seguiu em direção à sede de uma de suas empresas.

Durante a apuração, a Polícia Federal identificou que o automóvel utilizado na ocasião estava registrado em nome da empresa Lojas 2A Ltda., que atua no comércio de produtos importados em Macapá. A companhia tem como sócios Alberto Brasil Alcolumbre e André Luiz Brasil Alcolumbre, primos de primeiro grau do senador Davi Alcolumbre.

Documentos obtidos durante a investigação indicam que o veículo foi oficialmente transferido para Breno Chaves Pinto apenas em julho de 2025, cerca de nove meses após o episódio monitorado pela PF. A comunicação da transferência foi registrada no dia 24 daquele mês, dois dias depois de o empresário ter sido alvo de buscas e apreensões durante a Operação Route-156.

Procurado, André Alcolumbre afirmou que o carro teria sido vendido ao empresário ainda em 2022, com o valor da transação devidamente depositado em conta bancária. Segundo ele, a formalização da transferência junto aos órgãos de trânsito não ocorreu na época por um “erro material”.

O Código de Trânsito Brasileiro estabelece que o comprador de um veículo tem prazo de até 30 dias para realizar a transferência de propriedade junto ao órgão responsável, sob pena de multa.

As investigações da Polícia Federal apontam que Breno Chaves Pinto seria um dos líderes de um suposto esquema de fraude em licitações realizadas pela superintendência do DNIT no Amapá. Segundo o inquérito, ele teria exercido influência institucional dentro do órgão, utilizando sua condição de suplente de senador para, em tese, praticar tráfico de influência.

De acordo com relatório da PF, as análises financeiras identificaram saques sucessivos em dinheiro que, somados, ultrapassariam R$ 3 milhões nas contas de empresas ligadas ao empresário. Essas retiradas teriam ocorrido em datas próximas a pagamentos de contratos públicos.

Em nota, Breno Chaves Pinto afirmou que os valores retirados em espécie foram utilizados para pagamento de funcionários e prestadores de serviço de suas empresas. Ele também ressaltou que o processo tramita sob segredo de Justiça, motivo pelo qual as manifestações da defesa ocorrem exclusivamente nos autos.

O senador Davi Alcolumbre, por sua vez, declarou que não possui qualquer relação com as atividades empresariais de seu segundo suplente.

A investigação também apura suspeitas de fraude em licitações voltadas à manutenção e recuperação de trechos da BR-156, principal rodovia do Amapá, que possui cerca de 823 quilômetros de extensão entre os municípios de Laranjal do Jari e Oiapoque. Os contratos sob análise somam aproximadamente R$ 60,2 milhões.

Segundo a decisão da Justiça Federal que autorizou as medidas da operação, há indícios de que empresas investigadas teriam simulado concorrência em licitações para direcionar contratos públicos.

Auditorias da Controladoria-Geral da União apontaram ainda atrasos na execução das obras e possíveis irregularidades na aplicação dos recursos. A apuração também identificou troca de mensagens e compartilhamento de documentos sigilosos entre representantes de empresas e gestores do DNIT antes mesmo da publicação de editais de licitação.

Em uma das conversas interceptadas em 25 de outubro de 2023, o superintendente do DNIT no Amapá agradece a Breno Chaves Pinto pelo aumento de recursos destinados ao órgão, atribuindo o envio de verbas às “tratativas do nosso senador”, referência que, segundo os investigadores, seria ao presidente do Senado.

Em outro trecho da investigação, o gestor solicita ao empresário que peça ao senador Davi Alcolumbre para pressionar o governo pela liberação de pagamentos relacionados às obras.

Procurado, o DNIT não comentou especificamente os fatos investigados. Em manifestações anteriores, o órgão afirmou que colabora com as autoridades e que suas instâncias internas de integridade estão analisando o caso para eventual adoção de medidas administrativas.

A autarquia destacou ainda que mantém políticas internas de prevenção à fraude e corrupção, reiterando que repudia práticas ilícitas envolvendo contratos públicos.

Breno Chaves Pinto já havia sido alvo de outra operação da Polícia Federal em dezembro de 2022. Na ocasião, agentes apreenderam cerca de R$ 800 mil em dinheiro vivo na sede de uma de suas empresas, durante investigação sobre suspeitas de superfaturamento em obras rodoviárias no Amapá.

Segundo a PF, naquele inquérito também foram analisadas possíveis irregularidades envolvendo créditos florestais no sistema do Ibama e suspeitas de sobrepreço estimado em R$ 6,1 milhões em contratos relacionados às obras.

À época, o empresário declarou que a Justiça havia autorizado a devolução dos bens apreendidos e afirmou que a suspeita envolvendo madeira ilegal teria ocorrido devido a um erro administrativo na entrega do material. Ele também negou irregularidades nas contratações e qualquer conflito de interesses em relação às empresas que administra.

09/03/2026

QUANTO MAIS O CERCO SE FECHA, MAIS ELES MENTEM COM NOTINHAS RIDÍCULAS!

PF avança investigações contra Tayayá por suspeitas de crime financeiro e analisa sigilo de envolvidos

A Polícia Federal investiga suspeitas de crimes financeiros em fundos de investimento conectados ao resort Tayayá. A Maridt, empresa da família do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, foi sócia do empreendimento turístico no Paraná. As apurações devem avançar com análises de quebras de sigilo bancário e fiscal.

Integrantes da PF consideram que transações envolvendo Toffoli e familiares podem surgir durante o exame dos dados coletados. As quebras de sigilo alcançam fundos conectados ao Banco Master que mantiveram relações com o resort paranaense.

A corporação planeja solicitar Relatórios de Inteligência Financeira ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras. O foco recai sobre o Arleen Fundo de Investimentos, identificado como parte da estrutura utilizada pelo Banco Master em fraudes apuradas pelas autoridades.

A Maridt vendeu sua participação no Tayayá ao fundo Arleen em 2021. O próprio ministro confirmou ser um dos sócios da Maridt. Ele recebeu valores pela comercialização das cotas ao Arleen.

Essa revelação desencadeou uma crise. Toffoli se afastou da relatoria do inquérito relacionado ao Banco Master. A Polícia Federal apura crimes financeiros nas investigações vinculadas à instituição bancária. Membros da corporação consideram inevitável que as quebras de sigilo alcancem transações ligadas ao ministro.

AUMENTA TENSÃO EM BRASÍLIA: PRISÃO DE LULINHA ENTRA EM DEBATE NA PF

Prisão de filho de Lula entra em debate na PF, gera divisão e aumenta tensão nos bastidores de Brasília

A possibilidade de a Polícia Federal do Brasil solicitar a prisão de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem provocado divergências dentro da corporação e ampliado a tensão política em Brasília.

A informação é da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. A investigação tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal, o que impede a confirmação oficial sobre eventuais medidas solicitadas pelos investigadores. No mesmo processo, o ministro André Mendonça já autorizou a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha.

Mesmo sem confirmação pública, a hipótese de prisão passou a ser discutida internamente entre delegados da PF. Parte dos investigadores avalia que a medida poderia ser considerada no curso das apurações.

Outros integrantes da corporação, porém, defendem cautela. Eles argumentam que uma prisão preventiva só pode ocorrer diante de indícios concretos de obstrução de Justiça, risco de fuga ou tentativa de interferir nas investigações.

Fábio Luís é investigado por suposta ligação com Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como figura central em fraudes envolvendo descontos indevidos de aposentados. A defesa do empresário nega qualquer relação com o esquema e afirma que ele já se colocou à disposição para colaborar com as investigações.

07/03/2026

SE DEIXAREM PERICIAR PODE ESPERAR QUE VEM MAIS 'PODRES'

Investigadores apreenderam mais 3 celulares com banqueiro Daniel Vorcaro

Investigadores da Polícia Federal apreenderam mais três celulares com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no momento da prisão dele em São Paulo, na última quarta-feira (4). Os aparelhos ainda estão lacrados e aguardam perícia.

Com isso, a investigação passa a contar com oito celulares do empresário para análise. Até agora, as informações divulgadas vieram de apenas um deles, do qual cerca de 30% do conteúdo foi examinado.

O andamento das apurações foi informado à equipe do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso. Policiais federais e auxiliares do magistrado devem se reunir na próxima semana para avaliar o estágio da investigação e definir os próximos passos.

A expectativa é solicitar reforço de peritos e analistas para acelerar a extração e análise dos dados dos aparelhos.

Vorcaro foi preso por ordem de Mendonça após a identificação, em mensagens de celular, de indícios de ameaças, corrupção e tentativa de interferência em decisões regulatórias. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 22 bilhões em bens.

O banqueiro está detido na Penitenciária Federal de Brasília, presídio de segurança máxima inaugurado em 2018, onde cumpre pena em cela de cerca de 6 m².

04/03/2026

NOVA OPERAÇÃO DA PF PRENDE VORCARO, DONO DO BANCO MASTER

Vorcaro, dono do Banco Master, é preso em nova operação da PF

O banqueiro Daniel Vorcaro, que é dono do Banco Master, foi preso nesta quarta-feira (4), em São Paulo, durante uma operação da Polícia Federal (PF). A detenção ocorreu por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso.

A prisão ocorreu no âmbito de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a comercialização de títulos de crédito considerados falsos ligados ao Banco Master.

Segundo a PF, o nome da operação faz referência à alegada ausência de mecanismos eficazes de controle interno nas instituições investigadas, o que teria permitido a prática de crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.

Havia contra Vorcaro um mandado de prisão preventiva, já cumprido. Ele foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal na capital paulista.

PF CONTINUA A CAÇA DE GESTORES QUE FRAUDAM LICITAÇÃO - RN INCLUSO

Operação da PF contra fraude em licitação cumpre mandados no RN e mais dois estados

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta desta quarta-feira (4), a segunda fase da Operação Paroxismo, com o objetivo de aprofundar as investigações que apuram um possível esquema de fraude à licitação no âmbito de contrato firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá.

Estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Natal, Macapá (Amapá) e Belém (Pará), todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O Tribunal também determinou o afastamento de servidores públicos dos seus cargos pelo período inicial de 60 dias.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, há indícios da existência de um esquema criminoso, envolvendo agentes públicos e empresários, voltado ao direcionamento da licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no projeto de engenharia e execução das obras do Hospital Geral Municipal da capital amapaense.

21/02/2026

DANOU-SE: POLÍCIA FEDERAL DIZ QUE TOFFOLI É SUSPEITO DE CORRUPÇÃO PASSIVA

Toffoli é suspeito de corrupção passiva, diz Polícia Federal

Agentes da Polícia Federal (PF) envolvidos na investigação sobre fraudes bilionárias no Banco Master suspeitam que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), possa ter praticado o crime de corrupção passiva. A informação é da CNN Brasil.

De acordo com a emissora, embora haja suspeitas, o magistrado não é, ao menos por ora, alvo formal de investigação. Ainda assim, investigadores devem solicitar ao STF a quebra de sigilo do fundo Marítimo, supostamente ligado a familiares do ministro.
Polícia que fazer novas diligências

Segundo a CNN Brasil, a PF também pretende pedir novas diligências para principalmente rastrear o caminho do dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A apuração busca esclarecer supostos pagamentos a Toffoli mencionados em conversas apreendidas nos celulares do empresário.

As suspeitas constam ainda em um relatório de cerca de 200 páginas entregue ao presidente do STF, Edson Fachin. O documento reúne elementos colhidos ao longo da investigação sobre o esquema envolvendo o Master.

14/02/2026

PF PODE ESTÁ ESQUENTANDO A 'BATATA' DE MORAES

Com Mendonça na relatoria, PF prepara material que pode atingir Moraes em cheio

A Polícia Federal encaminhou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, um relatório que descreve a relação entre o ministro Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro no contexto das apurações envolvendo o Banco Master. O documento também menciona registros que fazem referência ao ministro Alexandre de Moraes, ampliando o alcance da análise preliminar.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Globo, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, informou a Fachin que mensagens extraídas do telefone celular de Vorcaro — controlador do Banco Master — contêm diversas menções a Moraes. Entre os diálogos, haveria referências a pagamentos que, segundo os investigadores, sugerem proximidade entre o magistrado e o empresário.

Em dezembro, tornou-se público que Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, celebrou contrato com a instituição financeira prevendo repasses de R$ 130 milhões ao longo de três anos. O acordo teria como objetivo a atuação junto a órgãos dos três Poderes. Até o momento, contudo, não foram apresentadas evidências públicas de serviços compatíveis com o montante estabelecido, e nem ela nem o ministro detalharam os termos do contrato.

Embora o relatório mencione o nome de Moraes, o material específico relacionado a ele ainda não foi oficialmente enviado ao presidente do STF. Avaliava-se internamente que, caso o caso permanecesse sob a relatoria de Dias Toffoli — que anteriormente conduzia o processo e tomou decisões consideradas divergentes da linha defendida pela Polícia Federal — poderia haver risco de arquivamento.

Com a saída de Toffoli da relatoria, o processo foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça. A mudança alterou a dinâmica no tribunal e intensificou a expectativa em torno dos próximos desdobramentos, ampliando a pressão sobre os investigados no caso.

JCO

CÚPULA DA PF COMEMORA ESCOLHA DE MENDONÇA COMO NOVO RELATOR DO CASO MASTER

Cúpula da Polícia Federal se manifesta e comemora a escolha de André Mendonça como novo relator do caso Master

A definição do ministro André Mendonça como novo relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal foi recebida de forma favorável por integrantes da cúpula da Polícia Federal. Nos bastidores, a avaliação é de que a mudança pode contribuir para um ambiente institucional mais estável na condução do processo.

Mendonça foi sorteado para assumir a relatoria na noite de quinta-feira (12/2), depois que o ministro Dias Toffoli acabou sendo indiretamente levado a deixar o caso. A troca ocorreu em meio a desdobramentos que envolveram a atuação da própria PF e repercutiram dentro do Supremo.

Segundo relatos de interlocutores, o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, afirmou manter relação “ótima” com Mendonça. A declaração chama atenção pelo fato de o ministro ter sido indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, o que, em tese, poderia sugerir distanciamento político — algo que, na prática, não se confirmou no âmbito institucional.

Diferentemente do cenário atual, a relação entre a Polícia Federal e Toffoli foi marcada por tensão ao longo do Caso Master. A condução do episódio gerou atritos e acabou colocando o diretor-geral no centro das movimentações que culminaram na mudança de relatoria.

A saída de Toffoli ocorreu após Andrei entregar pessoalmente ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório no qual constavam menções ao ministro extraídas do celular do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master. Esse gesto foi interpretado como decisivo para o redesenho do caso dentro da Corte.

Com Mendonça à frente da relatoria, integrantes da PF acreditam que a tramitação poderá seguir de maneira mais previsível, sob parâmetros estritamente técnicos e jurídicos, reduzindo desgastes institucionais e reforçando a condução formal do processo no Supremo.

JCO

13/02/2026

SERÁ?: LIGAÇÃO ENTRE MORAES E BANCO MASTER TERÁ RELATÓRIO PREPARADO PELA PF

PF prepara relatório sobre ligação entre Moraes e Banco Master

A Polícia Federal encaminhou ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), um relatório que detalha a relação entre o ministro Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, no âmbito da investigação sobre o Banco Master. O documento também abre espaço para a análise de registros que mencionam o ministro Alexandre de Moraes.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, comunicou a Fachin que conversas extraídas do celular de Vorcaro, controlador do Master, trazem referências frequentes a Moraes, incluindo diálogos sobre pagamentos que indicariam proximidade entre o ministro e o empresário. As informações são do jornal O Globo.

Em dezembro, veio a público que Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado, firmou contrato com o banco prevendo repasses de R$ 130 milhões ao longo de três anos para atuação junto a órgãos dos três Poderes. Até o momento, não foram identificadas evidências de serviços compatíveis com o valor estipulado, e nem ela nem Moraes detalharam o acordo.

O relatório envolvendo Moraes ainda não foi oficialmente encaminhado a Fachin. Havia a avaliação de que, se o material permanecesse sob a relatoria de Toffoli – que anteriormente conduzia o caso e proferiu decisões divergentes da linha defendida pela PF – poderia haver arquivamento.

Com a saída de Toffoli do caso, o processo foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça, alterando o cenário no tribunal e ampliando a pressão sobre os investigados.

12/02/2026

APÓS ENCONTRAR CITAÇÕES DE TOFFOLI NO CELULAR DE VORCARO, PF PEDE SUSPEIÇÃO DO MINISTRO A FACHIN

PF pede a Fachin suspeição de Toffoli após encontrar citações ao ministro no celular de Vorcaro em investigação do Banco Master

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, informações do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que incluem menções ao ministro Dias Toffoli, relator na Corte do processo envolvendo a instituição financeira. Não há detalhes sobre o conteúdo, que está sob sigilo. A informação foi revelada pelo UOL e confirmada pelo GLOBO.

Após receber o material da PF, Fachin encaminhou o documento para o ministro responder se há conflitos de interesse em sua atuação como relator da investigação do Master no STF. Em nota enviada pelo seu gabinete, Toffoli disse que vai esclarecer as citações encontradas pela PF.

"O gabinete do Ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte", diz.

Pessoas próximas ao magistrado relatam que Toffoli está “absolutamente tranquilo” e que irá apresentar a sua defesa, esclarecendo os fatos.

O caso Master chegou ao STF após a defesa de Vorcaro argumentar que trechos da investigação citavam um deputado federal — que possui foro por prerrogativa de função e, portanto, só poderia ser julgado pela Corte. Toffoli foi definido como relator do pedido por sorteio e, ao atender a solicitação da defesa do banqueiro, determinou que a competência sobre as investigações e futuras diligências passaria a ser da Suprema Corte, e não mais da instância inferior, fazendo com que o inquérito tramitasse diretamente no tribunal.

O envio do caso ao STF foi criticado por parlamentares da oposição. Um pedido para que Toffoli seja afastado da relatoria do processo, no entanto, foi rejeitado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A representação citava uma viagem de Toffoli no jatinho de um empresário para ir a Lima, capital do Peru, acompanhar a partida final da Copa Libertadores da América entre Palmeiras e Flamengo, conforme revelou o colunista Lauro Jardim. O voo ocorreu na companhia de um advogado de um dos executivos do Master investigado na apuração, o que, segundo o parlamentar, comprometeria a isenção do ministro para conduzir o processo.

Além disso, Toffoli também foi alvo de pedidos de afastamento após a revelação de que dois de seus irmãos venderam participação em um resort no Paraná a um cunhado de Vorcaro.

Reportagens da Folha de S.Paulo e do Estado de S.Paulo mostraram que o cunhado de Vorcaro, o pastor e empresário Fabiano Zettel, está por trás de uma teia de fundos de investimentos geridos pela Reag, gestora investigada por fraudes envolvendo o Master e também liquidada pelo BC.

O GLOBO mostrou também que seguranças que atendem o STF viajaram durante feriados, fins de semana estendidos e recesso do Judiciário para a região onde fica o resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), frequentado por Toffoli. Foram 128 dias ao todo, a um custo de R$ 460 mil em diárias.

'Encaminhamento a achados'

Em entrevista na segunda-feira, o diretor-geral da PF afirmou que as investigações sobre o caso Master devem ser concluídas em breve. Segundo Andrei, a previsão repassada por equipes da polícia é que será possível concluir o inquérito principal dentro do prazo determinado por Toffoli, até 16 de março.

— Estamos caminhando para um relatório final e dando encaminhamento a todos os achados, sem descartar nenhuma hipótese — afirmou.

O diretor afirmou que atualmente há um foco “muito claro” nos inquéritos em andamento envolvendo o caso Master, tanto no STF quanto em primeira instância. Segundo ele, as investigações não têm como objetivo “voltar no tempo para entender o que houve”, mas avançar a partir de um objeto delimitado.

Ele acrescentou que a estratégia da Polícia Federal tem sido evitar a dispersão do foco principal da investigação, ainda que outros elementos tenham surgido ao longo do trabalho. De acordo com o diretor-geral, eventuais achados paralelos não serão ignorados.

— Procuramos não poluir o objeto principal com outros elementos, mas não vamos descartar nenhuma descoberta — disse.

O Globo

11/02/2026

OPERAÇÃO BANCO DE PAPEL: DURANTE AÇÃO DA PF SUSPEITO JOGA MALA COM DINHEIRO PELA JANELA

Suspeito joga mala com dinheiro pela janela durante ação da PF

Um dos ocupantes de um apartamento alvo da terceira fase da operação Barco de Papel, da Polícia Federal, jogou uma mala com dinheiro em espécie pela janela do imóvel. O caso aconteceu em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, nesta quarta-feira (11).

Nas imagens divulgadas pela Polícia Federal, é possível ver inúmeras cédulas de R$ 100 e R$ 200 espalhadas no chão de um corredor, próximo a uma porta.

Além do montante recuperado, os policiais federais apreenderam dois veículos de luxo e dois smartphones.

Terceira fase da operação Barco de Papel

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (11), a terceira fase da operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos do Rioprevidência, fundo de previdência do Rio de Janeiro, investidos no Banco Master.

Na ação, agentes federais cumprem dois mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos investigados nas cidades de Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina, com o apoio de equipes da PF em Itajaí.

Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigações e de ocultação de provas.

05/02/2026

OPERAÇÃO CONTRA FRAUDE DE INVESTIMENTOS E LAVAGEM DE DINHEIRO EM NATAL É DEFLAGRADA PELA PF

PF deflagra operação contra fraude de investimentos e lavagem de dinheiro em Natal

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Pleonexia II, com ações em um condomínio no bairro de Petrópolis, na zona Leste de Natal, além de endereços em São Paulo e no Rio Grande do Sul. A operação tem como objetivo desarticular um núcleo responsável pela ocultação e dissimulação de bens e valores ligados a uma organização criminosa investigada por fraudes em investimentos. Durante a ação, foi realizado um bloqueio de bens e de valores da ordem de R$ 244 milhões.

Segundo a PF, foram cumpridos 4 mandados de prisão preventiva, além de 17 mandados de busca e apreensão. As investigações apontam que o grupo captava recursos de investidores com promessas de rendimentos incompatíveis com o mercado, supostamente vinculadas à produção e comercialização de energia, utilizando empresas e contratos simulados para lavar dinheiro.

As apurações indicam que o esquema utilizava estruturas empresariais, negociações e contratos simulados para ocultar o patrimônio ilícito e reinserir os valores no mercado formal, inclusive por meio da aquisição e revenda de bens de alto valor.

Durante a ação, foram apreendidos veículos, dispositivos eletrônicos e documentos, que passarão por análise para aprofundar as investigações e identificar outros envolvidos. Os investigados poderão responder pelos crimes apurados no curso das investigações.




28/01/2026

DINHEIRO DESVIADO DA SAÚDE EM MOSSORÓ SERIA DESTINADO À CAMPANHA DE ALLYSON - APONTA PF

PF aponta que dinheiro desviado da saúde seria destinado à campanha de Allyson

A Polícia Federal apontou que valores desviados por meio de um suposto esquema de fraudes em contratos da saúde pública no Rio Grande do Norte teriam como finalidade o financiamento de futuras campanhas eleitorais. A informação consta em decisão judicial da Operação Mederi, obtida pelo jornalista Dinarte Assunção, do Blog do Dina.

De acordo com o documento, os investigados estariam a arquitetar a acumulação gradual de recursos ilícitos, oriundos de pagamentos indevidos, com o objetivo de utilizá-los em campanhas políticas futuras. Entre as possibilidades mencionadas nas investigações estão campanhas do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, citado como potencial candidato ao Governo do Estado, e do vice-prefeito Marcos Medeiros.

As informações constam de diálogos interceptados e transcritos na decisão judicial, nos quais os investigados discutem a estratégia de reservar parte dos valores desviados, em vez de realizar repasses imediatos, visando à formação de um montante para uso eleitoral.

“Matemática de Mossoró”: esquema previa divisão fixa de propinas

Na mesma decisão, a Justiça detalha um dos pontos mais sensíveis da investigação, descrito pelos próprios envolvidos como “Matemática de Mossoró” — expressão utilizada para definir a forma como os valores desviados eram calculados e repartidos dentro do suposto esquema criminoso.


Segundo o documento, diálogos interceptados entre empresários da empresa DISMED revelam, de maneira objetiva, a divisão das propinas. Em uma das conversas transcritas, o sócio Oseas Monthalggan afirma que 15% dos valores desviados seriam destinados a “ALLISSON”, referência que a investigação associa ao prefeito Allyson Bezerra.

A decisão judicial aponta ainda que, em determinado áudio, os investigados detalham que, de um lucro estimado em R$ 130 mil, cerca de R$ 100 mil seriam separados para pagamentos ilícitos. Desse montante, 10% ficariam com uma pessoa identificada como “Fátima”, enquanto os 15% restantes seriam destinados ao prefeito, restando apenas R$ 30 mil para a empresa — valor que motivava reclamações entre os sócios quanto à baixa margem de lucro.

O documento descreve também o modus operandi do esquema: a Prefeitura emitia ordens de compra no valor de R$ 400 mil, mas a empresa fornecia efetivamente apenas R$ 200 mil em medicamentos. O valor pago por produtos não entregues seria utilizado para sustentar o lucro empresarial e o pagamento das comissões ilícitas aos agentes políticos.

Para a autoridade policial citada na decisão, esse mecanismo coincide com irregularidades semelhantes já identificadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) em outros municípios, envolvendo pagamentos por insumos de saúde não fornecidos.

Conversas citam reserva de propina para projetos políticos

Segundo a decisão, as conversas indicam que parte da propina, mencionada em valores que chegariam a R$ 100 mil, deveria ser separada para fins eleitorais. Em um dos trechos citados, um dos investigados sugere a retirada gradual do dinheiro ilícito, com a finalidade de entregá-lo posteriormente como apoio financeiro a campanhas.


Para a Justiça, o conteúdo dos diálogos demonstra que os envolvidos tinham ciência do cenário político local e estruturavam as supostas ações ilícitas considerando a sucessão eleitoral.


A decisão aponta que a destinação dos recursos desviados da área da saúde teria como finalidade a manutenção e o fortalecimento do grupo político no poder por meio de financiamento irregular de campanhas.

Na mesma decisão, a autoridade policial coloca Allyson Bezerra e o vice-prefeito Marcos Medeiros no topo da estrutura criminosa investigada, apontando que a anuência da cúpula administrativa seria fundamental para o funcionamento do esquema.

O documento ressalta que essa conclusão se baseia na posição hierárquica dos gestores e no controle final sobre contratos e pagamentos.

A investigação também destaca a dimensão financeira do suposto esquema. Dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), citados no inquérito, indicam que a Prefeitura de Mossoró transferiu mais de R$ 13,5 milhões à empresa DISMED entre os anos de 2021 e 2025, considerada a principal beneficiária dos contratos sob apuração.

De acordo com a decisão judicial, no nível intermediário da organização estariam secretários e gestores administrativos, responsáveis por garantir as condições institucionais para a execução dos contratos.

Já no nível operacional, fiscais e gestores de contrato teriam viabilizado pagamentos por materiais não entregues ou fornecidos de forma irregular, mediante atestados falsos.

A Justiça avalia que o volume de recursos públicos envolvidos, aliado à estrutura organizada descrita na investigação, justifica as medidas cautelares adotadas, como mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens. O prefeito Allyson Bezerra nega qualquer envolvimento com as irregularidades investigadas.

BNEWS Natal