Mostrando postagens com marcador PF. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PF. Mostrar todas as postagens

27/06/2026

MASTER: O MAR DE LAMA É IMENSURÁVEL

Namorada de chefe da PF recebeu milhões de empresa de Vorcaro

A jornalista Renata Varandas, apresentadora do Poder em Foco no SBT News, recebeu valores milionários da Ambipar. A multinacional possui contratos de quase R$ 500 milhões com o governo Lula e é ligada a investigações de corrupção envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.

Renata Varandas também é sócia de um escritório de lobby em Brasília e namorada do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ela já havia sido demitida anteriormente da TV Record por misturar jornalismo com interesses financeiros.

De acordo com fontes da PF, Andrei estaria adotando o mesmo procedimento que Alexandre de Moraes adotou com a esposa, Viviane Barci, por meio de um contrato no valor de R$ 129 milhões em serviços advocatícios para o Master. Valor considerado bem acima da média.

A jornalista exibia a Ambipar como vínculo em seu Instagram. O nome da empresa foi retirado da biografia pública da rede social após o início das apurações sobre o caso. A reportagem foi veiculada pela Gazeta do Paraná.

O SBT News não informou ao público nenhum dos vínculos profissionais ou pessoais mantidos pela apresentadora do programa político.

Em 2024, a Ambipar assinou cinco contratos com o governo que somam R$ 480,9 milhões para serviços em terras indígenas. Três desses contratos foram realizados sem licitação. A PF, chefiada pelo namorado de Renata, atua na segurança dessas mesmas regiões operadas pela empresa.

O maior contrato da Ambipar, de R$ 269,7 milhões com a Funai, ocorreu em dezembro de 2024. A empresa assumiu o serviço após a primeira colocada na licitação ser desclassificada. Na mesma época, em 21 de dezembro, Renata estreou o programa semanal no SBT News.

Oito meses antes do contrato com a Funai, o diretor da PF, Andrei Rodrigues, participou de um evento em Londres com Daniel Vorcaro. O encontro custou 640 mil dólares (cerca de R$ 3,2 milhões à época) e foi pago por Vorcaro. O Banco Master é investigado por manipular ações da Ambipar.

Em outubro de 2025, a Ambipar pediu recuperação judicial com dívidas de R$ 10,5 bilhões. A empresa estava tecnicamente insolvente enquanto recebia recursos públicos e mantinha contratos ativos com o governo federal, três deles obtidos por meio de dispensa de licitação.

A Ambipar é investigada pela CVM por suposta manipulação de ações em conjunto com o Banco Master. Segundo relatório técnico, o grupo atuou de forma coordenada para inflar as cotações da empresa, que registraram uma alta de 863% entre junho e agosto de 2024.

O ministro do STF André Mendonça, novo relator do caso Master, restringiu o acesso do diretor-geral da PF às investigações do inquérito. A decisão proíbe que delegados compartilhem dados sigilosos com Andrei Rodrigues, em meio à desconfiança entre o tribunal e a PF.

A restrição ocorreu após o diretor da PF entregar um relatório com menções ao ministro Dias Toffoli, encontradas no celular de Vorcaro. Toffoli era o antigo relator, mas se afastou após revelações de que sua empresa vendeu parte de um resort para um fundo do Banco Master.

pleno.news

25/06/2026

BIS: PF CUMPRE MANDADOS POR FRAUDE NAS AMERICANAS - JUSTIÇA BLOQUEIA R$ 54 BILHÕES

Fraude nas Americanas: PF cumpre novos mandados, e Justiça manda bloquear R$ 54 bilhões

A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quinta-feira (25), com apoio do Ministério Público Federal (MPF), a 2ª fase da Operação Disclosure, que investiga a fraude bilionária nas Americanas.

Agentes e procuradores saíram para cumprir 9 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o sequestro de bens e valores em nome dos envolvidos de R$ 54 bilhões — valor estimado das fraudes praticadas, de acordo com os laudos técnicos periciais.

Desta vez, a força-tarefa busca apurar se acionistas das Americanas e representantes dos principais bancos privados do país também participaram do esquema.

Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, ex-executivos da companhia montaram um esquema para inflar artificialmente os lucros e o caixa da empresa, ocultando dívidas e manipulando balanços para valorizar as ações negociadas na Bolsa.

De acordo com a investigação, os envolvidos recebiam bônus milionários atrelados ao desempenho financeiro e lucravam com a venda de papéis valorizados artificialmente.

“Os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, afirmou a PF.

“As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa”, emendou.

Entenda os mecanismos da fraude

▶️ Risco sacado é uma operação muito comum entre companhias, principalmente do setor de varejo. O analista de investimentos Vitor Miziara explicou ao g1 que essa prática consiste em repassar dívidas com fornecedores para bancos, fundos ou outras instituições financeiras.

“Quando você tem uma dívida com um fornecedor, no risco sacado você repassa essa dívida para uma instituição financeira, que vai pagar direto para o fornecedor, e então você fica devendo para a instituição para liberar créditos novos com o fornecedor. Aí a instituição alonga o prazo dessa dívida e você paga o valor em mais tempo”, detalhou o analista.

No entanto, no caso da Americanas, as dívidas que eram repassadas por meio do risco sacado eram retiradas do balanço corporativo da empresa. Ou seja, as acusações são de que os executivos retiravam o valor das dívidas com fornecedores, como se elas já tivessem sido pagas, mas não sinalizavam que a dívida agora era com uma instituição financeira.

“Em vez de somar uma dívida aos valores devidos aos bancos na contabilidade, a empresa apenas subtraía do que era devido aos fornecedores, como se a dívida já tivesse sido completamente resolvida”, comentou Miziara.

▶️As verbas de propaganda cooperada (VPCs) são incentivos comerciais comuns no varejo. Nele, a empresa varejista faz propagandas oferecendo os produtos de seus fornecedores, que resultam em um desconto do valor que é devido pela companhia quando são vendidos.

Porém, a investigação da PF aponta que eram contabilizadas nos balanços da empresa VPCs que nunca existiram ou que tiveram seus valores inflados.

Com informações do g1

24/06/2026

DANOU-SE: JAQUES WAGNER DEDICOU MANDATO A INTERESSES DO BANCO MASTER - ATESTA PF

Para PF, Wagner dedicou seu mandato no Senado a interesses do banco Master

A Polícia Federal atestou que líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), “exerceu o mandato parlamentar de forma alinhada aos interesses econômicos do Banco Master”, a partir de indícios obtidos a partir dos celulares apreendidos, segundo relatório ao ministro do STF André Mendonça. Pior é que a essa atuação não se caracteriza por ato único e isolado, “mas em padrão contínuo, sistemático e documentado de engajamento pessoal” nos negócios liderados por Daniel Vorcaro.

Juntos na ascensão

Para a PF, Jaques Wagner atuou em favor do conglomerado financeiro sobretudo de 2022 a 2025, na “ascensão da organização criminosa".

Projeto de Ciro na mesa

A PF aponta reuniões de Wagner para tratar de temas de interesse do Vorcaro, como aumentar cobertura do FGC para beneficiar o Master.

Batom na cueca

Wagner negou relação com Daniel Vorcaro, mas enviou mensagem ao ex-sócio Augusto Lima, indagando “como estão as coisas do banco".

Pernas curtíssimas

É acusado também de mentir sobre dólares e euros. As diárias pagas pelo Senado totalizam bem menos que os R$600 mil apreendidos.

23/06/2026

INVESTIGADO PELA OPERAÇÃO MIRAGEM DA PF SAIBA QUEM É EDIR MACEDO

Quem é Edir Macedo, líder da Igreja Universal investigado na Operação Miragem da PF

O líder da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, está sendo investigado no âmbito da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira, 23, que apura suspeitas de fraude contábil e financeira envolvendo o Banco Digimais. Embora não tenha sido alvo de mandados de busca e apreensão por residir fora do Brasil, Macedo é citado pelos investigadores como controlador da instituição.

A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e valores de investigados. As defesas não foram localizadas, o espaço segue aberto.

Nascido em 1945, no Rio de Janeiro, Macedo fundou a Igreja Universal em 1977. A denominação se tornou uma das maiores igrejas neopentecostais do País e expandiu sua atuação para dezenas de países, reunindo milhões de fiéis.

Paralelamente à atividade religiosa, construiu um conglomerado empresarial que inclui o Grupo Record, responsável pela Record TV e outras empresas de comunicação, além de investimentos no setor financeiro, entre eles o Banco Digimais.

Ao longo de sua trajetória, esteve envolvido em disputas judiciais e investigações. Em 1992, foi preso sob acusações de estelionato, charlatanismo e curandeirismo, mas acabou libertado dias depois por decisão judicial. O caso foi posteriormente arquivado.

Em 2009, o Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia por suspeitas de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha envolvendo integrantes da Igreja Universal e empresas ligadas ao grupo em um processo que teve desdobramentos ao longo dos anos.

Mais recentemente, em 2024, Macedo foi condenado em primeira instância pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em razão de declarações consideradas homofóbicas feitas durante um programa de televisão exibido em 2022. Na decisão, a Justiça entendeu que houve associação entre homossexualidade e comportamento criminoso, caracterizando discurso de ódio.

Entre os principais marcos de sua trajetória está a inauguração do Templo de Salomão, em São Paulo, em 2014, considerado uma das maiores construções religiosas do país.

Macedo é casado com Ester Bezerra e tem dois filhos, Cristiane Cardoso e Moisés Macedo, que também atuam em atividades ligadas ao grupo empresarial e à Igreja Universal.

Na Operação Miragem, a Polícia Federal apura suspeitas de que o Banco Digimais tenha recorrido a fundos de investimento para mascarar perdas bilionárias. Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estão dirigentes da instituição financeira, incluindo o bispo João Urbaneja e outros executivos ligados à administração do banco.

Estadão Conteúdo

EDIR MACEDO É ALVO DE OPERAÇÃO DA PF CONTRA FRAUDES NO SISTEMA FINANCEIRO

PF faz operação contra fraudes no sistema financeiro; Edir Macedo é alvo

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a operação Miragem com o objetivo de desarticular um esquema voltado à prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Entre os alvos estão o Banco Digimais e o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal.

Mais de 50 agentes federais cumprem nove mandados de busca e apreensão, que foram expedidos pela Justiça Federal de São Paulo.

A decisão judicial também autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões.

As investigações, subsidiadas por relatórios do Banco Central do Brasil, apontam que os investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição, aparentar solvência perante os órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares.

Conforme a PF, os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas, previstos na Lei nº 7.492/1986, que define os crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Banco Digimais foi alvo da PF em maio

Em maio, a PF investigou duas denúncias de fraude contábil e maquiagem de dados financeiros no Banco Digimais. A instituição financeira passa por suspeitas de manipular os balanços contábeis corporativos para camuflar perdas de quase R$ 500 milhões.

Na ocasião, os investigadores apuraram se a diretoria do Banco Digimais utilizou manobras fiscais ilegais para inflar artificialmente o balanço corporativo.

A estratégia serviria para reverter os prejuízos reais e tirar a marca financeira do vermelho. A empresa é ligada a Edir Macedo, bispo e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

A prática sob investigação da Polícia Federal envolve o lançamento de fundos de investimento e outras transações financeiras cruzadas. Conforme os dados apurados, os balanços listavam ativos sem liquidez imediata para simular a entrada de receitas operacionais.

Band

22/06/2026

TIREM AS CRIANÇAS DA SALA...

Polícia Federal consegue extrair conteúdo de segundo celular de Vorcaro

A Polícia Federal começou a extrair o conteúdo de um segundo celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro nesta segunda-feira (22).

Desde sua primeira prisão, em novembro de 2025, até agora, Vorcaro teve oito celulares apreendidos pela PF em diferentes fases da operação Compliance Zero, mas apenas um deles tinha sido aberto.

Da semana passada para cá, um segundo aparelho teve a criptografia quebrada.

Enquanto isso, sem fornecer senhas para acesso dos investigadores, familiares do banqueiro procuram um novo advogado para auxiliar em uma terceira tentativa de proposta de delação premiada, mas a polícia mostra que avança nas investigações e uma proposta teria que avançar muito para alcançá-las.

A perícia da PF segue tentando abrir também os outros seis aparelhos, quatro deles de modelo iPhone 17, com tecnologia diferente e de mais difícil acesso.

R7

20/06/2026

SUJOU: JAQUES WAGNER RECEBEU MESMO MODELO DE PROPINA DO EX-PRESIDENTE DO BRB - DIZ PF

PF diz que apartamento para Jaques Wagner seguiu mesmo modelo de propina para ex-presidente do BRB

A investigação da Polícia Federal sobre supostas vantagens indevidas pagas pelo Banco Master ao senador Jaques Wagner (PT-BA) aponta que a aquisição de um apartamento avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões teria seguido o mesmo modelo identificado em um caso envolvendo o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.

Segundo a PF, o esquema teria utilizado fundos de investimento e empresas interpostas para ocultar a origem dos recursos e o verdadeiro beneficiário do imóvel. O advogado Daniel Monteiro, apontado como operador financeiro nas duas situações, também é citado na apuração.

De acordo com os investigadores, o apartamento ligado a Jaques Wagner foi adquirido por meio de uma estrutura envolvendo um fundo administrado pela gestora Reag, alvo da Operação Compliance Zero por suspeitas de participação em operações financeiras relacionadas ao Banco Master.

A PF afirma que o modelo é semelhante ao identificado em fases anteriores da investigação, nas quais imóveis teriam sido utilizados como forma de pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

O que diz a assessoria de Jaques Wagner

O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas. Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira.

Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá.

O que diz a defesa de Augusto Lima

As diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração.

De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos.

Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública.

O que diz a defesa de Daniel Monteiro

A defesa de Daniel Monteiro informa que não teve acesso aos elementos da investigação mencionados na operação desta quinta-feira, limitação que tem sido recorrente ao longo da apuração. Daniel segue preso há mais de dois meses e suas advogadas ainda não tiveram acesso integral aos autos do inquérito policial. A defesa ressalta apenas a importância de cautela ao reproduzir qualificações atribuídas pela investigação, especialmente quando se referem à atuação de advogados.

Estadão

18/06/2026

CASO MASTER: NEM O LÍDER DE LULA ESCAPA DA POLÍCIA FEDERAL

Jaques Wagner, líder do governo Lula, é alvo de operação no Caso Master

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A nova etapa teve como alvo pessoas e empresas suspeitas de atuar na ocultação e movimentação de recursos ligados ao grupo investigado. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT), é um dos alvos da operação. Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Também estão sendo cumpridas medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte.

Segundo os investigadores, a ofensiva amplia o foco sobre estruturas que teriam sido utilizadas para dissimular patrimônio e dificultar o rastreamento de ativos supostamente relacionados ao esquema atribuído ao banqueiro Daniel Vorcaro. A operação apura crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção.

A Compliance Zero foi lançada em novembro de 2025 e, ao longo de suas fases anteriores, resultou em prisões, bloqueios bilionários de bens e no avanço de investigações sobre relações entre executivos do banco, agentes públicos, políticos e operadores financeiros. As apurações também alcançaram ex-dirigentes do Banco Master, integrantes do Banco de Brasília e pessoas ligadas ao núcleo empresarial de Vorcaro.

07/06/2026

FINTECHS QUE PERTENCIAM AO PCC SÃO DERRUBADAS PELA PF E RECEITA FEDERAL

PF E Receita Federal derrubam fintechs que pertenciam ao PCC

Cinco dias atrás a Receita Federal e o MP de SP derrubaram seis fintechs que eram banco particular do PCC. Movimentaram R$26 bilhões entre 2022 e 2025. Uma única fintech recebeu mais de R$1 bilhão em dinheiro vivo.

O mais grave: quando a primeira operação bloqueou as fintechs em 2025, o PCC reorganizou tudo em semanas. Abriu empresas novas com laranjas e voltou a operar como se nada tivesse acontecido.

O Ministério Público estima faturamento total acima de R$100 bilhões. O Wall Street Journal chamou o PCC de multinacional do crime. 28 países. Parceria com a ‘Ndrangheta e a Yakuza. Hackers. Mergulhadores profissionais. E por dentro: postos de gasolina, fintechs, fundos de investimento, contratos públicos de saúde, coleta de lixo. Até na Faria Lima o dinheiro circula.

Isso não é tráfico. É conglomerado.

A pergunta que fica: por que o governo Lula se opôs publicamente à classificação terrorista oferecida pelos Estados Unidos? O que exatamente se perde quando o FBI pode rastrear contas do PCC no exterior?

Episódio 2 de uma série. Se perdeu o episódio 1, tá no perfil. Salva e acompanha. O próximo mostra quantos políticos devem o cargo ao crime.

06/06/2026

NAVEGAMOS NUMA NAU A DERIVA - 'MISSÃO DADA É MISSÃO CUMPRIDA'

Diretor da PF rebate EUA sobre PCC e CV e diz que medida não muda nada no país

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Segundo ele, a medida é um “equívoco grosseiro” e não tem efeito prático sobre a legislação brasileira nem sobre as investigações conduzidas no país, segundo informações da coluna Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.

Andrei afirmou que a decisão dos EUA não altera a política de combate ao crime organizado no Brasil. “Não existe nenhuma força executória de uma decisão de outro país capaz de mudar algo dentro do Brasil”, disse.

Ele disse ainda que há diferença técnica entre terrorismo e facções criminosas. “Organizações terroristas têm motivações ideológicas ou religiosas, enquanto facções como PCC e CV atuam principalmente com foco no lucro do narcotráfico”.

Apesar das críticas, Andrei afirmou que a decisão dos EUA pode abrir espaço para ampliar a cooperação internacional.

Ele citou a possibilidade de ações conjuntas para prisão de foragidos brasileiros no exterior, bloqueio de bens usados para lavagem de dinheiro e recuperação de ativos ligados ao crime organizado.

“Se os Estados Unidos querem enfrentar essas facções, podemos colaborar”, afirmou.

O diretor também ressaltou a parceria já existente com agências norte-americanas como o FBI e a DEA. Segundo ele, muitas operações da Polícia Federal dependem dessa troca de informações.

Andrei alertou, porém, que a nova classificação pode gerar entraves burocráticos na cooperação internacional, dependendo de como os EUA vão implementar a medida.

02/06/2026

DANOU-SE: PF INVESTIGA VIRGÍNIA FONSECA POR LAVAGEM DE DINHEIRO

Virginia Fonseca é investigada pela PF por lavagem de dinheiro

A influenciadora e empresária Virginia Fonseca passou a ser investigada pela Polícia Federal sob a suspeita de crimes financeiros, incluindo lavagem de dinheiro. A informação, baseada em reportagem da revista Piauí e documentos oficiais, aponta que as movimentações financeiras da apresentadora e de suas marcas estão sob análise rigorosa.

O caso ganhou novos contornos com a revelação de que a estrutura societária original de uma de suas principais empresas contava com uma pessoa ligada a uma organização criminosa.

De acordo com as informações da revista Piauí, divulgadas no programa Melhor da Tarde, o foco da Polícia Federal recai sobre a legalidade das operações financeiras e a origem dos recursos movimentados.

Virginia Fonseca foi citada anteriormente em relatórios da CPI das Bets, no Congresso Nacional. Embora o Senado tenha rejeitado o indiciamento proposto no relatório final da CPI, os dados de inteligência financeira produzidos pelo COAF foram encaminhados à Polícia Federal, que decidiu instaurar o inquérito para apurar eventuais crimes fiscais.

Conexão com a 'Japa do PCC'

Um dos pontos centrais da investigação citados na reportagem envolve a WePink, empresa de cosméticos de Virginia Fonseca que faturou cerca de R$ 1,3 bilhão em 2025. A marca nasceu a partir de uma empresa anterior chamada Pink Lash, especializada em cílios e sobrancelhas, que pertencia ao casal Samara Carranovich Martins e Thiago Stabile. Na época da Pink Lash, o casal tinha como sócia Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida publicamente como "Japa do PCC".

Janaina Nunes detalhou que Karen Mori é viúva de um integrante da organização criminosa conhecido como "Cabelo Duro", executado anteriormente. Em depoimentos, a própria Karen teria afirmado que a Pink Lash foi iniciada com recursos provenientes de seu marido.

Posteriormente, Samara Martins e Thiago Stabile romperam a sociedade com Karen Mori e fundaram a WePink em conjunto com Virginia Fonseca e o empresário chinês Chaopeng Tan. Uma fotografia exibida no programa mostra Karen Mori, Virginia Fonseca e Samara Martins juntas, evidenciando a proximidade no período de transição dos negócios.

Detalhes do inquérito e apreensões

O programa teve acesso a trechos do inquérito policial e do termo de depoimento referente à prisão de Karen Mori, ocorrida em fevereiro de 2024. Na ocasião, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na residência da investigada, onde foram encontradas duas malas contendo cerca de R$ 1 milhão em dinheiro vivo. Karen Mori foi presa pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Atualmente, ela cumpre prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica, tendo pedidos de retirada do equipamento negados pela Justiça este ano.

Chris Flores ressaltou que a investigação sobre Virginia Fonseca se destina a verificar se houve prática de lavagem de dinheiro dentro de suas empresas atuais. A desconfiança das autoridades recai sobre transações vultosas, como as recebidas pela Talismã Digital — empresa de Virginia Fonseca com o ex-marido Zé Felipe.

Entre março e setembro de 2024, a empresa teria recebido R$ 22,4 milhões, sendo que R$ 17,7 milhões vieram de uma empresa registrada no Simples Nacional e sediada em um box comercial em Santa Catarina, o que levanta suspeitas sobre a capacidade financeira do depositante.

Virginia Fonseca, por meio de sua assessoria e em desabafos nas redes sociais, afirma que todos os seus ganhos são legais, declarados e auditados por empresas internacionais. A influenciadora reitera que os números de seus negócios são fruto de trabalho e que está à disposição para esclarecimentos. A influenciadora ainda não se manifestou diretamente sobre esse caso.

A Polícia Federal segue analisando os dados do COAF para concluir se as movimentações configuram crimes financeiros. Vale reforçar que a influenciadora não é culpada de nada, é apenas investigada.

Band

28/05/2026

O SIGILO NÃO É DE BOLSONARO: QUANDO VOCÊ PENSA QUE JÁ VIU TUDO A PF APARECE COM UMA DESSAS

PF aplica sigilo de 100 anos sobre lista de visitantes de Vorcaro

A Polícia Federal (PF) colocou sob sigilo de 100 anos a lista de visitantes do banqueiro Daniel Vorcaro em unidades prisionais federais. Segundo a corporação, os registros possuem dados pessoais sensíveis, como nome, CPF e horários.

A instituição justificou que o tratamento dessas informações deve proteger estritamente a intimidade e a privacidade das pessoas envolvidas.

— O tratamento de informações pessoais deve observar, de forma estrita, a proteção à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem das pessoas, bem como às liberdades e garantias individuais — declarou a PF.

O pedido original previa que os dados sensíveis fossem ocultados caso houvesse sigilo parcial. Apesar disso, a Polícia Federal optou por manter a restrição de forma integral sobre todo o documento com os nomes dos visitantes.

Atualmente, Daniel Vorcaro negocia um acordo de delação premiada com as autoridades. Segundo apurações, o banqueiro apresenta resistência à exigência de devolução de ativos, que costuma ser uma contrapartida padrão nesse tipo de negociação. A PF rejeitou a primeira proposta na última quarta-feira (20).

26/05/2026

EX-GOVERNADOR DO RJ ACORDA COM PF NA SUA PORTA

Operação da PF contra Cláudio Castro mira transferências de R$ 3 bilhões em investimentos do Rioprevidência

A Polícia Federal investiga uma movimentação de cerca de R$ 3 bilhões realizada pelo Rioprevidência durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro. Os valores teriam sido destinados a produtos financeiros ligados ao conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

A apuração faz parte de uma nova fase da Operação Barco de Papel, deflagrada nesta terça-feira com o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Brasília. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, sob autorização do ministro André Mendonça.

Segundo a PF, a primeira etapa das investigações identificou aportes considerados suspeitos de aproximadamente R$ 970 milhões em Letras Financeiras emitidas por um banco privado, entre outubro de 2023 e julho de 2024.

Cláudio Castro é alvo de operação da PF que mira em fraudes no setor de combustíveis





25/05/2026

DANOU-SE: INVESTIGAÇÃO DA PF REVELA INFILTRAÇÃO DO CV EM ÓRGÃOS PÚBLICOS

Os donos do crime: investigação da PF revela infiltração do CV em órgãos públicos e interesse em cooptar políticos com trânsito no governo

Era tarde de uma terça-feira quando o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, recebeu um alerta por mensagem: “Aí, o parceiro lá falou para trocar de número e telefone”. O objetivo do áudio, encaminhado por um comparsa, era avisar o “01” do Comando Vermelho no Complexo da Penha — uma das fortalezas da facção no Rio — de que seu celular era monitorado em investigações da Polícia Civil. O alerta foi precedido de uma foto da entrada da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) e de um recado: “Delegado voltou de férias hoje”. A conversa, que explicita que o CV obtém informações privilegiadas sobre ações das forças de segurança, é de janeiro do ano passado. E foi revelada em um inquérito da Polícia Federal que evidencia um passo ainda mais ambicioso da maior facção do Rio: o interesse em cooptar políticos com trânsito no governo.

Integrante da cúpula da organização criminosa, Doca é um dos artífices dessa estratégia, que vem sendo consolidada como peça central no movimento de expansão do Comando Vermelho. Acima dele, apontam investigações, permanece no poder um chefe histórico da facção, Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, ainda que preso há 19 anos em um presídio de segurança máxima. Ambos são os primeiros personagens da série de reportagens “Os donos do crime”, que estreia hoje para mostrar quem são os criminosos que ditam a violência do tráfico, das milícias, dos bandos de matadores de aluguel e do jogo do bicho, que aterrorizam o Rio.

Clique no link abaixo e veja a matéria completa:

23/05/2026

LULINHA NA 'FARRA DO INSS' - PF ENCONTRA MENSAGENS COMPROMETEDORAS

PF encontra mensagens comprometedoras contra Lulinha na “Farra do INSS”

A Polícia Federal encontrou mensagens comprometedoras de Lulinha, o filho de Lula, com investigados pelas fraudes bilionárias no INSS.

A apuração avança em sigilo, mas há suspeitas de uma possível interferência indevida no trabalho dos investigadores, o que deve levar o ministro André Mendonça, do STF, a tomar medidas para apurar indícios de obstrução de Justiça contra Lulinha e aliados do filho do presidente no governo. A informação é do Radar da veja.

Entretanto, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que defende Lulinha, se faz de desentendido, afirma que desconhece novas provas surgidas no processo, diz que o filho de Lula é inocente e que deseja colaborar com as apurações.

O caldo vai entornar...

22/05/2026

SAIBA QUEM É 'FÁTIMA' NA OPERAÇÃO MEDERI QUE FAZ PARTE DA 'MATEMÁTICA DE MOSSORÓ'

PF identifica quem era “Fátima” em planilha de esquema investigado na Operação Mederi

As investigações da Polícia Federal na Operação Mederi avançaram e identificaram a mulher citada como “Fátima” na contabilidade clandestina apelidada pelos investigadores de “matemática de Mossoró”.

De acordo com o relatório, trata-se de Maria de Fátima Dantas dos Santos, beneficiada direta por repasses de propina na ordem de 10%.

A apuração apontou que a investigada é uma assessora de comunicação que foi nomeada formalmente para atuar na administração pública por meio da Portaria nº 157/2024.

Inicialmente alocada na pasta de Comunicação, ela foi posteriormente transferida para o setor de Cerimonial do Palácio da Resistência.

O avanço célere das descobertas documentais da Polícia Federal foi o fator determinante para que o desembargador federal Rogério Fialho Moreira decidisse manter o processo sob o foro do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5).

O magistrado rejeitou a recomendação do Ministério Público Federal para enviar o caso à primeira instância.

21/05/2026

POR SUSPEITA DE LAVAR DINHEIRO PARA MARCOLA DEOLANE BEZERRA É PRESA EM SP

Deolane Bezerra é presa suspeita de lavar dinheiro para Marcola

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/5), em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão. Entre os alvos estão Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo da facção, o irmão dele, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos: Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.

Também foi preso Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado pela polícia como operador financeiro do grupo criminoso. De acordo com a apuração, ele aparecia em mensagens interceptadas orientando a distribuição de valores e indicando contas utilizadas nas movimentações investigadas.

Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021. A análise financeira identificou dezenas de transferências fracionadas destinadas às contas da influenciadora, incluindo repasses que, somados, chegaram perto de R$ 700 mil. Parte do dinheiro teria sido enviada por um homem da Bahia que recebe salário mínimo e é suspeito de atuar como “laranja” no esquema.

Segundo o Ministério Público, os valores recebidos não teriam sido declarados formalmente. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões em contas vinculadas à influenciadora.

Além dos bloqueios financeiros, a operação também determinou a apreensão de 39 veículos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões. Ao todo, os bloqueios patrimoniais determinados pela Justiça ultrapassam R$ 357 milhões.

Deolane havia passado as últimas semanas em Roma, na Itália, e retornou ao Brasil nessa quarta-feira (20/5). O nome dela chegou a ser inserido na lista de Difusão Vermelha da Interpol durante as investigações.

Mandados de busca foram cumpridos em imóveis ligados à influenciadora em Barueri, além de outros endereços relacionados aos investigados. Um influenciador digital considerado filho de criação de Deolane e um contador também foram alvo das buscas.

As investigações começaram em 2019, após a apreensão de manuscritos e bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material, segundo os investigadores, revelou ordens internas da facção, movimentações financeiras e conexões entre integrantes do alto escalão do PCC.

Metrópoles

19/05/2026

PENSE NUM BANCO ECLÉTICO, JOGAVA NAS ONZE!

PF encontra elo do Banco Master com fraudes nos combustíveis

Investigações da Polícia Federal (PF) identificaram uma ligação do Banco Master com o esquema de sonegação fiscal relacionado ao setor de combustíveis que é apurado pela Operação Sem Refino, deflagrada na semana passada. Entre os alvos das diligências está o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

A Sem Refino investiga fraudes fiscais, evasão de recursos públicos e favorecimento ilegal ao Grupo Refit, da antiga Refinaria de Manguinhos. A ação da PF teve como foco o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão, inclusive contra o empresário Ricardo Magro.

Autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a ação também resultou no bloqueio de R$ 52 bilhões. O Correio teve acesso a parte do relatório preliminar da Operação Compliance Zero, que investiga o esquema fraudulento do Banco Master.

Os investigadores apontam que foram identificadas conexões financeiras entre a sonegação fiscal dos combustíveis e as operações do Banco Master. As diligências continuam em curso para avaliar o funcionamento do esquema.

VAZAMENTOS DO CASO MASTER TEM OPERAÇÃO DA PF

PF realiza operação contra os vazamentos do caso Master

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para investigar o vazamento de informações sigilosas envolvendo às apurações do caso Master.

A ação ocorre após um perito criminal federal ser afastado do cargo por suspeita de compartilhar dados reservados e mensagens privadas de Daniel Vorcaro, fundador da instituição financeira, com veículos de imprensa.

Segundo a investigação, os vazamentos ocorreram entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 e incluíram documentos protegidos por sigilo. Entre os materiais divulgados está o contrato firmado entre o banco e o escritório da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Além do contrato, a Polícia Federal também apura acessos indevidos a sistemas restritos que resultaram na divulgação de conversas privadas extraídas do celular de Daniel Vorcaro.

Em nota divulgada nesta terça-feira (19), o STF afirmou que jornalistas e empresas de comunicação não são alvo da operação. A Corte destacou que as medidas se concentram exclusivamente em servidores públicos suspeitos de infração funcional e reforçou que estão preservadas a liberdade de imprensa e a garantia constitucional do sigilo da fonte.

16/05/2026

PF: GRAVAÇÃO CITA SUPOSTA DIVISÃO DE R$ 2,2 MILHÕES ENVOLVENDO ALLYSON BEZERRA

PF detalha saques de R$ 2,2 milhões e gravação cita suposta divisão envolvendo Allyson Bezerra

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) decidiu manter sob sua supervisão o inquérito da Operação Mederi, que apura suspeitas de irregularidades na compra de medicamentos por prefeituras do RN.

A decisão do desembargador federal Rogério Fialho Moreira ocorreu após relatório do Coaf apontar movimentações atípicas de R$ 65 milhões. Elas atingem diretamente a gestão do ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do RN, Allyson Bezerra (União Brasil), e prefeituras como Tibau e Serra do Mel.

Segundo o relator, há elementos nos autos que justificam a permanência da investigação no TRF-5, como o possível envolvimento de agentes públicos com prerrogativa de foro. E que o próprio MPF já havia concordado, antes, com medidas cautelares no mesmo processo.

O inquérito investiga possíveis irregularidades em contratos de fornecimento de medicamentos firmados por prefeituras potiguares com empresas do setor farmacêutico.

Há análise de movimentações financeiras consideradas atípicas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que deram origem à investigação. Relatórios apontam que uma das empresas citadas teria movimentado mais de R$ 65 milhões entre 2018 e 2023.

Operação Mederi

No âmbito da Operação Mederi, a Polícia Federal apura suposto esquema envolvendo repasses e movimentações financeiras relacionadas a contratos públicos no RN.

Segundo a PF, entre maio e outubro de 2024, uma das empresas investigadas teria recebido cerca de R$ 8,15 milhões de recursos públicos, com parte do dinheiro em espécie.

A investigação cita registros de escutas, quebras de sigilo e mensagens de aplicativo que estão sob análise.

Em uma gravação, há referência a uma suposta divisão de valores atribuída a interlocutores ligados ao contexto da investigação, incluindo menção ao ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra.

A PF identificou padrões de saques fracionados e movimentações em espécie abaixo do limite de comunicação obrigatória, além do uso de terceiros em parte das transações investigadas.

BG