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26/06/2026

FALHA NO CENSO ESCOLAR CAUSA GRANDE PREJUÍZO A EDUCAÇÃO DO RN

RN perde R$ 230 milhões em recursos para a educação por falhas no Censo Escolar

O Rio Grande do Norte registra um prejuízo de R$ 230,52 milhões de 2024 a 2026 com perdas de recursos federais voltados a áreas essenciais da educação, incluindo alimentação, transporte e manutenção das escolas. O problema foi motivado por falhas operacionais e pela ausência de uma ferramenta para o cadastramento dos estudantes no EducaCenso. Apenas neste ano, o Estado deixou de ser contemplado com R$ 44,8 milhões por problemas na inclusão de 4,48 mil estudantes no Censo Escolar 2025.

As informações constam em processo administrativo em curso para a contratação de uma empresa que tentará resolver esses gargalos, cuja documentação foi obtida pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE. No documento, o Grupo de Processamento de Dados (GPD) da Secretaria de Educação do Rio Grande do Norte (Seec/RN) solicita à titular da pasta, a secretária Maria do Socorro da Silva Batista, que a plataforma ZAORI Astrea seja contratada para resolver as inconsistências na declaração de dados ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

De acordo com o documento, os R$ 44,84 milhões que deveriam ter sido destinados neste ano contemplam repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), salário-educação, Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE). Aliado a isso, o GPD esclarece que as falhas já tinham afetado a complementação do Valor Aluno Ano Resultado (VAAR) nos exercícios de 2024, 2025 e 2026, por descumprimento da condicionalidade de 80% de participação no Saeb.

“Parte substancial deste déficit originou-se de falhas na base do Censo Escolar, visto que diversos estudantes que realizaram a prova não foram contabilizados como presentes por não constarem na base oficial do Educacenso. Apenas a título de dimensão, a bonificação da complementação VAAR projetada para uma rede do porte da estadual atinge um teto histórico de R$ 36 milhões a R$ 44 milhões em 2026”, aponta o Grupo no documento.

As perdas de complementação do VAAR pelo Estado são estimadas em R$ 27 milhões em 2024, R$ 29 milhões em 2025 e R$ 40 milhões em 2026. Somadas às perdas por omissão de alunos no Censo, estimadas em R$ 134,52 milhões no mesmo período, o prejuízo alcança R$ 230,52 milhões.

A diretora de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado (Sinte/RN), Fátima Cardoso, esclarece que tem acompanhado o processo para recuperação das perdas do Estado desde o ano passado. “Estamos discutindo essa pauta em audiências e conversas com a Secretaria de Educação. Temos pedido que seja buscado um novo programa e formato para não termos mais perdas de recursos. Se a gente não procurar uma resolução, vamos continuar tendo prejuízos danosos para a educação”, destaca.

Segundo a diretora de comunicação, os problemas cadastrais acontecem por falhas tanto no sistema utilizado pela Secretaria de Educação do Estado quanto pela falta de ferramentas adequadas para levantamento de dados nas escolas públicas. “É preciso aperfeiçoar em nível local e na rede como um todo. Se isso não for feito, vamos continuar tendo problema. Então a nossa discussão passa por esses dois eixos”, destaca.

Fátima Cardoso aponta que os principais impactos são na assistência aos estudantes por meio de programas educacionais, além do compromisso no pagamento dos salários dos professores e manutenção das escolas. Estas duas últimas demandas, observa, ainda apresentam uma forte dependência do Fundeb.

Embora o Sinte/RN ainda não tenha informações sobre quando a contratação da Zaori Data LTDA deve ser efetivada, a diretora de comunicação aponta que a entidade considera a medida como uma alternativa para resolver as inconsistências nos dados dos estudantes.

“Nós defendemos a contratação da empresa para evitar esses problemas nos dados que prejudicam o próprio Estado. A gente tem que ter um sistema atualizado e potente que não gere problemas como tivemos em 2025, com mais de quatro mil alunos não cadastrados. Isso revela que o nosso sistema precisa ser mudado”, destaca.

A reportagem da TRIBUNA DO NORTE questionou o Ministério da Educação sobre a possibilidade de o Rio Grande do Norte reaver os recursos perdidos, as possibilidades de recomposição e se a pasta tem informações sobre o mesmo problema de inconsistência envolvendo outros estados. Até o fechamento desta edição, não obtivemos retorno. O espaço segue aberto.

Estado propõe inexigibilidade de licitação

No processo administrativo, a Seec/RN propõe a contratação da solução da Zaori Data LTDA, a plataforma Zaori Astrea, por um período inicial de 60 meses. A pasta sustenta, ainda, que a contratação seja feita por inexigibilidade de licitação, formato adotado quando a empresa é a única capaz de atender a uma determinada demanda, dispensando competição com outras empresas.

Na justificativa, a Seec aponta que o sistema da empresa executa o processamento e cruzamento do arquivo XLSX do Educacenso em cascata de três níveis (Código INEP, CPF normalizado e algoritmo de similaridade textual de nomes com limiar mínimo de 90%), assegurando pareamento adequado e eliminando subcontagens. Aliado a isso, a plataforma possibilita a correção de distorções cadastrais antes do fechamento das janelas do INEP e pode garantir que a participação do Estado no Saeb seja computada corretamente pelo MEC.

“A robustez da plataforma Zaori Astrea, associada ao seu caráter inovador e à inviabilidade técnica de fragmentação de sua infraestrutura unificada de segurança, possibilidade de controle de acesso federado (Gov.br) e conformidade nativa com a LGPD, qualificam o software como ferramenta estratégica indispensável para o reequilíbrio fiscal, governança orçamentária e eficiência pedagógica da educação pública do Estado do Rio Grande do Norte”, aponta o documento.

A reportagem da TRIBUNA DO NORTE contatou a empresa Zaori Data LTDA, sediada em Natal, para confirmar em qual ponto está a contratação da plataforma e obter maiores detalhes sobre a solução. Até o fechamento desta edição, não obtivemos retorno.

TN

19/06/2026

ENQUANTO ISSO NO ESTADO GOVERNADO POR UMA PROFESSORA DO PT

Taxa de analfabetismo no RN é quase o dobro da média nacional

A taxa de analfabetismo do Rio Grande do Norte ficou em 9,3% em 2025, percentual quase duas vezes maior que a média nacional, de 4,9%. Apesar disso, o estado alcançou o menor índice da série histórica e ficado abaixo de 10% pela primeira vez desde 2016. Os dados são do módulo de Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgado nesta quinta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Rio Grande do Norte, o IBGE estima que 265 mil pessoas eram analfabetas em 2025. Quase metade desse total estava concentrada entre pessoas com 60 anos ou mais. Nessa faixa etária, eram 139 mil analfabetos, com taxa de 23,2%. Conforme o levantamento, são consideradas analfabetas as pessoas que não conseguem ler e escrever um bilhete simples.

De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, o analfabetismo no Brasil está concentrado entre os grupos etários mais velhos. “Quando retiramos as pessoas com 60 anos de idade ou mais do cálculo, a taxa de analfabetismo cai para 5,6% no Rio Grande do Norte. No Brasil, o número reduz para 2,6%”, afirmou.

A pesquisa também aponta desigualdade racial no indicador. Entre a população preta e parda do RN, a taxa de analfabetismo ficou em 11,1%, acima da média estadual. Já entre a população branca, o índice foi de 6,1%.

O levantamento também trouxe dados sobre escolarização. Em 2025, 528 mil crianças de 0 a 14 anos frequentavam escola ou creche no Rio Grande do Norte. Entre crianças de 0 a 3 anos, a taxa de escolarização ficou em 36,6%, abaixo dos 50% previstos pela Meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE).

Na faixa de 4 a 5 anos, a escolarização chegou a 95,7%, também abaixo da universalização prevista pela mesma meta. Já entre crianças de 6 a 14 anos, o índice atingiu 99,3%, mantendo-se praticamente estável desde 2018, quando era de 99,2%, e indicando a universalização do acesso à escola nessa faixa etária.

TN

09/06/2026

APÓS 60 DIA ALUNOS DA USP DECIDEM ENCERRAR GREVE NÃO SEI DE QUE

Alunos da USP decidem encerrar greve após quase 60 dias

Os alunos da Universidade de São Paulo (USP) decidiram, na noite desta segunda-feira (8), durante uma assembleia geral, recomentar o fim da greve após 54 dias. A maioria presente votou pelo encerramento da paralisação.

Apesar disso, a greve não acaba automaticamente na Universidade de São Paulo. A partir de agora, cada diretório de curso será o responsável por decretar a suspensão.

Durante a assembleia, de acordo com relatos de próprios alunos, uma parcela pequena dos grevistas ficou insatisfeita e resolveu invadir mais uma instalação da USP.

A invasão, que durou cerca de uma hora, ocorreu no prédio da Administração Central, no campus Butantã, na Zona Oeste de São Paulo. A Polícia Militar foi acionada e retirou os grevistas do local, seis pessoas com idades entre 18 e 22 anos foram levadas à delegacia.

Ainda sobre greve, na semana passada, a Associação de Docentes da USP já havia anunciado o fim da paralisação de professores.

Nesta quarta-feira (10), uma manifestação está marcada entre alunos e professores da USP, Unesp e Unicamp na Praça da República, no centro. O local é onde acontece os encontros do Cruesp, que reúne as três reitorias das universidades paulistas.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Segurança Pública informou que, durante a invasão, três seguranças ficaram feridos e receberam atendimento no Hospital Universitário da Cidade Universitária.

“Diversos objetos foram apreendidos, como fogos de artifício, porretes, rádios comunicadores, um megafone, uma marreta, um estilingue e outros itens utilizados durante a ocupação. A perícia foi acionada e constatou danos em mobiliários e equipamentos da universidade. Os manifestantes foram ouvidos e liberados”, informou a SSP em nota.

O caso foi registrado no 7º Distrito Policial (Lapa) como lesão corporal de natureza grave e dano ao patrimônio público.

Band

20/05/2026

COMPLICADA A SITUAÇÃO DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS

Universitário esfaqueia colegas de grupo após discussão no RJ

Três estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, foram atacados a facadas por um colega nesta terça-feira (19). Eles foram levados ao Hospital Estadual Azevedo Lima com quadro de saúde estável e já receberam alta médica.

Testemunhas relatam que os golpes ocorreram após uma discussão sobre um trabalho em grupo. Um estudante tentou fazer a apresentação sem o consentimento dos colegas e, ao ser contestado em sala de aula, passou a xingar os demais integrantes.

Ao fim da aula, o mesmo aluno atacou o grupo com uma faca e atingiu três pessoas. O suspeito não se feriu e fugiu do local. Horas depois, ele se apresentou à 76ª DP (Niterói), onde o caso foi registrado como lesão corporal. Os envolvidos no episódio cursam Cinema na instituição.

O crime aconteceu no campus que funciona na antiga sede do Instituto de Artes e Comunicação Social (IACS), conhecido como Casarão Rosa, na Rua Professor Lara Vilela. A direção da UFF emitiu uma nota repudiando o ocorrido e disse que tomará as providências cabíveis.

Leia a nota emitida pela UFF sobre o caso:

A Universidade Federal Fluminense (UFF) manifesta profundo pesar e repudia o episódio de violência ocorrido entre estudantes do curso de Cinema, nas proximidades da antiga sede do Instituto de Artes e Comunicação Social (Iacs), em Niterói. A integridade física, a segurança e o bem-estar da comunidade acadêmica são prioridades inegociáveis para a instituição. Nesse momento, a UFF expressa solidariedade aos estudantes atingidos e a seus familiares, desejando plena recuperação às vítimas neste momento delicado.

Imediatamente após o ocorrido, o socorro foi acionado e os estudantes receberam atendimento emergencial, sendo encaminhados ao Hospital Estadual Azevedo Lima por uma ambulância do Corpo de Bombeiros. A Universidade acompanha de perto todo o processo de assistência aos alunos e reforçou a presença da equipe de segurança no local.

Desde os primeiros momentos, a UFF também mobilizou suas equipes de apoio para prestar assistência aos estudantes e familiares, incluindo acompanhamento psicológico, social e jurídico, conforme as necessidades apresentadas.

Internamente serão adotados os procedimentos administrativos necessários à apuração dos fatos, no âmbito de competência da universidade, com o objetivo de avaliar eventuais responsabilidades e adotar as medidas cabíveis, respeitados o devido processo legal e o direito à ampla defesa. Paralelamente, a UFF está reforçando os seus protocolos de segurança em todos os campi, com intensificação das ações preventivas e de vigilância, visando assegurar um ambiente acadêmico mais seguro e acolhedor.

Cabe destacar que o incidente, por ter ocorrido fora das dependências da universidade, tem o processo de investigação criminal conduzido pelos órgãos competentes de segurança pública, com os quais a UFF atua em cooperação para contribuir no que for necessário para a resolução do caso. Informamos, ainda, que o suposto agressor se apresentou à Polícia Civil, acompanhado de um advogado.

A Universidade Federal Fluminense reafirma seu compromisso inegociável com a paz, o diálogo, a convivência democrática e o combate a toda forma de violência, intolerância e agressão.

pleno.news

09/05/2026

'BAGUNÇA' E 'MOTIM' - AFIRMA ESTADÃO SOBRE PARALISAÇÃO DE ESTUDANTES DA USP

Paralisação de estudantes da USP é 'bagunça' e 'motim', afirma Estadão

O jornal O Estado de S. Paulo classifica a paralisação de estudantes da Universidade de São Paulo (USP) como “motim” e “bagunça”. Um editorial publicado neste sábado, 9, sustenta que estudantes não possuem respaldo legal para decretar greve e condena a invasão da reitoria da instituição, ocorrida na semana passada.

A paralisação “é qualquer coisa, menos greve”, diz o texto. O jornal cita o artigo 2º da Lei 7.783, de 1989, que regulamenta o direito de greve e o restringe a trabalhadores em relação de emprego. “Significa que o atual motim de estudantes”, diz o texto, “que paralisa a mais importante instituição de ensino da América Latina, é qualquer coisa, menos greve.”

O Estadão também ressalta que o movimento deixou de ser pacífico depois da invasão da reitoria da USP, na Cidade Universitária, zona oeste da capital paulista. “Baderneiros travestidos de universitários” derrubaram grades e portas de vidro do edifício da administração central da universidade para pressionar pela retomada das negociações.

O texto destaca que o reitor da USP, Aluisio Segurado, já abriu canais de diálogo com os estudantes e se dispôs a ampliar políticas de permanência estudantil, incluindo bolsas, auxílios para moradia, melhorias nos restaurantes universitários e transporte nos campus. Ainda assim, segundo o jornal, a resposta do movimento foi a radicalização.

Depois da invasão, a reitoria acionou a Polícia Militar do Estado de São Paulo e divulgou nota na qual lamentou a escalada da violência. O editorial também menciona manifestações de apoio à administração da universidade por parte da direção da Faculdade de Direito da USP e de professores titulares da Faculdade de Medicina.

Tarcísio também critica invasão da USP

O jornal reproduziu ainda declarações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que criticou a paralisação estudantil. “Não entra na cabeça a greve dos estudantes”, afirmou o governador. O editorial acrescenta que parte dos alunos envolvidos no movimento participa de atividades promovidas pelo “comando de greve”, como oficinas e campeonatos.

“A USP, que recebe anualmente mais de R$ 9 bilhões dos cofres estaduais paulistas, é vítima de um pequeno grupo radical que monta barricadas nos seus acessos e impõe a todos a sua vontade”, diz o jornal. “Nada pode ser mais autoritário do que o fechamento de um espaço público, a interdição do livre debate e o bloqueio da circulação de ideias.”

O texto conclui defendendo o retorno imediato das aulas. “Como estudante que é estudante não faz greve, o movimento dos alunos da USP não passa de bagunça.”

revistaoeste

25/04/2026

ENQUANTO ISSO NO PAÍS DO GOVERNO DA EDUCAÇÃO...!!

Greve atinge 53 universidades federais, trava serviços e pressiona governo; Zambelli dispara: “Avisamos”


Imagens: Reprodução/Instagram/Bruno Zambelli


A greve de servidores técnico-administrativos atinge ao menos 53 das 69 universidades federais do país e já compromete serviços essenciais. Apesar de as aulas seguirem, setores internos foram afetados, aumentando a pressão sobre o governo em relação a acordos considerados pendentes pela categoria.

A situação ganhou repercussão política após o deputado estadual de São Paulo, Bruno Zambelli (PL), comentar a notícia divulgada pelo SBT News. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou: “Avisamos. Não foi por falta de aviso. As universidades federais entraram em greve após Lula não cumprir as promessas”, em referência às cobranças feitas anteriormente sobre o tema.

De acordo com informações, a paralisação envolve principalmente servidores técnico-administrativos, responsáveis por áreas essenciais como emissão de documentos, funcionamento de bibliotecas e suporte a laboratórios. Com a adesão ao movimento, esses serviços já apresentam impacto em diversas unidades.

Apesar da manutenção das aulas na maior parte das universidades, estudantes relatam dificuldades no acesso a atividades básicas do dia a dia acadêmico. A paralisação, segundo fontes ligadas ao movimento, tem afetado diretamente a rotina dentro dos campi.

Segundo representantes da categoria, a greve ocorre diante da avaliação de que acordos firmados anteriormente com o governo federal não foram integralmente cumpridos, especialmente no que diz respeito à regulamentação de medidas de progressão e valorização profissional.

Em nota, o Ministério da Educação afirma que os compromissos estão sendo cumpridos ou encontram-se em fase de implementação, e que mantém diálogo com os servidores.

07/04/2026

SAIBA COMO PARTICIPAR: UNI-RN ABRE INSCRIÇÕES PARA VESTIBULAR DE MEDICINA

UNI-RN abre inscrições para vestibular de Medicina; saiba como participar

O Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN) está com inscrições abertas para o vestibular do curso de Medicina para ingresso no segundo semestre de 2026. Os candidatos podem se inscrever com a nota do Enem até as 18h do dia 27 de abril, utilizando os resultados das edições entre 2020 e 2025. Para concorrer à vaga por meio do vestibular, as inscrições estão abertas até as 18h do dia 12 de maio.

As inscrições acontecem por meio do site http://econ.rio.br/unirn. Ao todo, são disponibilizadas 60 vagas, sendo 30 para os que optarem pelo aproveitamento das notas do Enem e 30 para os que realizarem a prova do vestibular, que acontecerá no dia 16 de maio.

Para esclarecimento de dúvidas, os candidatos devem ler o Edital, publicado no site do UNI-RN. Outras informações também podem ser obtidas pelos canais de atendimento via WhatsApp, no número (84) 3215-2917, ou presencialmente no campus, no bairro de Tirol.

Sobre o curso de Medicina do UNI-RN

O curso de Medicina do UNI-RN possui nota máxima (5) no Conceito de Curso, avaliado pelo MEC. A nota reflete a excelência do projeto pedagógico, que utiliza metodologias ativas, como PBL, para a aplicação prática da profissão desde o primeiro período.

O UNI-RN conta com um hospital simulado, laboratórios bem equipados, unidade morfofuncional, museu de anatomia e parcerias com os municípios da região metropolitana de Natal, que permitem a inserção dos alunos no campo de estágio.

O curso é autorizado pelo Ministério da Educação por meio da Portaria SERES/MEC nº 476, de 18/07/2025, publicada no D.O.U. de 21/07/2025.

02/04/2026

EDUCAÇÃO: CIDADE COM 100% DE CRIANÇAS ALFABETIZADAS NA IDADE CERTA O RN NÃO TEM NENHUMA

RN não tem nenhuma cidade com 100% de crianças alfabetizadas na idade certa

O Rio Grande do Norte não tem nenhuma cidade com 100% das crianças alfabetizadas na idade certa. É o que aponta o Indicador Criança Alfabetizada, que teve os dados por municípios divulgados nesta quarta-feira (1º) pelo Ministério da Educação.

Os dados são referentes aos alunos do 2º ano do ensino fundamental alfabetizados em 2025.

Em todo o Brasil, foram 122 cidades - das mais de 5,5 mil - que tiveram a taxa de 100% das crianças alfabetizadas na idade certa.

No RN, a cidade que mais se aproximou foi Taboleiro Grande, que teve taxa de 97% (veja lista mais abaixo).

No Nordeste, cinco estados tiveram pelo menos uma cidade na lista: Paraíba, Piauí, Alagoas, Ceará e Pernambuco. Além do Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia e Maranhão não tiveram cidades na lista.

No final de março, o levantamento do MEC já havia apontado o Rio Grande do Norte teve o pior percentual de alunos da rede pública alfabetizados do Brasil: 48%. Santa Catarina, com 50%, teve a segunda pior taxa. A média do Brasil foi de 66%.

Cidades com maiores e menores índices

As cidades com mais crianças alfabetizadas no tempo certo em 2025 no Rio Grande do Norte foram:
Já as cidades com as menores taxas foram:

A capital Natal aparece com 40% e Mossoró, na Região Oeste, com 57%.

Como a alfabetização é calculada

O Indicador Criança Alfabetizada é calculado a partir de um teste aplicado a estudantes do final do 2º ano do ensino fundamental de, em média, 7 anos.

A avaliação é composta por 16 itens de múltipla escolha e três de resposta construída, sendo uma produção textual.

O padrão nacional é definido por um corte de 743 pontos na escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

Para serem consideradas alfabetizadas, as crianças devem ser capazes de ler pequenos textos, fazer inferências básicas e escrever textos simples da vida cotidiana.

Brasil

Os dados disponibilizados nesta quarta complementam outros recortes que já haviam sido divulgados no final de março pelo MEC, que revelaram que:
g1

31/01/2026

PREVISÃO DO FUNDEB 2026 – MUNICÍPIOS DO RIO GRANDE DO NORTE



PREVISÃO DO FUNDEB 2026 – RIO GRANDE DO NORTE (RN)

Portaria Interministerial nº 14, de 29 de dezembro de 2025 (FNDE/MEC)
Confira os valores totais previstos do FUNDEB para 2026 em alguns municípios do Rio Grande do Norte, conforme dados oficiais:

- Barcelona
Total previsto 2026: R$ 7.132.202,37

- Bento Fernandes
Total previsto 2026: R$ 8.201.266,55

-Bodó
Total previsto 2026: R$ 5.222.021,40

-Bom Jesus
Total previsto 2026: R$ 18.960.299,90

-Brejinho
Total previsto 2026: R$ 16.038.510,24

-Caiçara do Norte
Total previsto 2026: R$ 7.729.397,97

-Caiçara do Rio do Vento
Total previsto 2026: R$ 4.787.866,50

-Caicó
Total previsto 2026: R$ 47.479.121,62

-Campo Redondo
Total previsto 2026: R$ 17.849.350,49

-Canguaretama
Total previsto 2026: R$ 79.732.703,98

-Caraúbas
Total previsto 2026: R$ 29.469.945,35

-Carnaúba dos Dantas
Total previsto 2026: R$ 12.887.250,67

-Carnaubais
Total previsto 2026: R$ 12.446.517,39

-Ceará Mirim
Total previsto 2026: R$ 122.977.093,64

-Cerro Corá
Total previsto 2026: R$ 16.919.344,73

-Coronel Ezequiel
Total previsto 2026: R$ 10.861.159,94

-Coronel João Pessoa
Total previsto 2026: R$ 6.740.581,06

Esses recursos são fundamentais para:

Manutenção da educação básica;
Valorização dos profissionais da educação;
Planejamento orçamentário dos municípios.

03/12/2025

ESSE É O 'RETRATO' DE UMA EDUCAÇÃO DECADENTE - ALUNO FAZ DE TUDO MENOS ESTUDAR

Aluno de 10 anos perde a visão de um olho após agressão em escola

Um aluno de 10 anos da Escola Municipal Leonel de Azevedo, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro, perdeu a visão de um olho após uma agressão, no dia 18 de novembro, durante o recreio. A criança do 5º ano do ensino fundamental estava sendo vítima de bullying na escola, e teria sido acertada com um soco por um outro estudante do 7º ano.

Ele participava de uma atividade de Educação Física, sob supervisão de um professor.

A criança foi levada ao Hospital Municipal Evandro Freire, onde exames apontaram uma lesão grave na retina do olho direito. Ele foi transferido para o Hospital Municipal Souza Aguiar, onde segue internado.

A Secretaria Municipal de Educação do Rio diz que acompanha de perto todos os cuidados necessários, incluindo medicamentos e nova consulta para o aluno esta semana.

– Não há registros de ocorrências anteriores sobre o tema. Foi instaurada uma sindicância, que já está em curso, para apurar os fatos com rigor sobre a condução da escola. O aluno apontado como autor da agressão foi transferido para outra escola – diz a secretaria.

Segundo a pasta, “em caso de bullying, as unidades seguem o Protocolo de Prevenção, Proteção e Segurança Escolar, que prevê convocação de responsáveis, comunicação ao Conselho Tutelar, ações educativas e acompanhamento da convivência dos estudantes. O regimento escolar também estabelece etapas obrigatórias antes de qualquer transferência de aluno”.

AE

23/11/2025

A EDUCAÇÃO POTIGUAR E SUAS TRISTES ESTATÍSTICAS

No RN, apenas 6% terminam o Ensino Médio com aprendizado adequado

Informações do Anuário da Educação Básica 2025 revelam números alarmantes em relação à aprendizagem adequada de Língua Portuguesa e Matemática nas escolas públicas do RN. O Estado tem taxa de 6,4% (a terceira maior do Nordeste, atrás do Ceará, com 7,2%, e de Pernambuco, com 6,6%). Em outras palavras, de cada 100 estudantes potiguares, apenas 6,4 concluem o Ensino Médio com nível adequado. A média nacional é de 4,5%, e no Nordeste, 4,3%. Os dados são de 2023.

O estudante Diego Guilherme, de 18 anos, confessa que matemática não está entre as matérias que ele considera ter o melhor desempenho. Aluno do Atheneu, em Natal, Guilherme revelou que as dificuldades com cálculo fazem com que ele tenha menos estímulo para encarar a disciplina. “Essa dificuldade acaba gerando um desinteresse. Imagino que isso pode me afetar no futuro de alguma forma, como na participação de um concurso público, por exemplo”, fala o estudante.

Maria Beatriz, de 18 anos, também está concluindo o Ensino Médio. Ela comenta não ser fácil lidar com fórmulas e operações matemáticas, questão que lhe acompanhou durante toda a trajetória escolar. “Acho que não aprendi o suficiente. Creio que as mudanças que tiveram, com o novo Ensino Médio, contribuíram para a falta de aprendizado adequado nesta etapa, porque tudo ficou muito confuso”, relata.

Gustavo Fernandes, mestre em Educação e especialista em Gestão Escolar, analisa que o baixo índice de aprendizagem na última fase da Educação Básica está diretamente relacionado às primeiras etapas. Segundo o anuário, nos anos iniciais do Ensino Fundamental (do 1º ao 5º ano), o índice de aprendizagem de alunos de escolas públicas no RN em Língua Portuguesa e Matemática ficou em 19,6%; nos anos finais do Ensino Fundamental (do 6º ao 9º ano), a taxa ficou em 6,6% nas escolas públicas do estado.

Clique no link abaixo e veja a matéria completa:

UFERSA ANUNCIA CONCURSO PÚBLICO COM 24 VAGAS PARA PROFESSOR - SALÁRIOS DE ATÉ R$ 14 MIL - VEJA VAGAS

Concurso público da Ufersa tem 24 vagas para professor com salários de até R$ 14 mil

A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) anunciou um concurso público com 24 vagas para a carreira de Professor do Magistério Superior. A remuneração pode chegar a R$ 14.288,85.

O edital tem oportunidades para formação acadêmica em diversas áreas do conhecimento e com lotações previstas para os campi de Angicos, Caraúbas, Mossoró e Pau dos Ferros.

As inscrições serão abertas na próxima quarta-feira (26) e seguem até o dia 8 de janeiro de 2026, exclusivamente pela internet.

O processo seletivo consta de quatro fases, entre eliminatórias e classificatórias:

Prova escrita, com as datas de aplicação distribuídas por grupos, no dia 15 de março de 2026 e 26 de abril de 2026

Prova de aptidão didática

Prova de memorial e plano de trabalho

Exames de títulos

Segundo a instituição esse é o maior concurso em número de vagas para Professor Efetivo na Ufersa desde 2016.


Clique no link abaixo e veja a matéria completa: 

06/10/2025

CLONAGEM DE GABARITOS: PF DESARTICULA QUADRILHA QUE FRAUDAVA CONCURSOS, INCLUSIVE O CNU

Fraude no Concurso Nacional Unificado do Governo Lula: A clonagem de gabaritos

A Polícia Federal desarticulou uma organização criminosa especializada em fraudes de concursos públicos que desenvolveu métodos cada vez mais sofisticados para burlar a fiscalização. A ação ocorreu durante a Operação Última Fase, quando os investigadores descobriram que o grupo evoluiu de técnicas básicas para sistemas avançados que permitiam a clonagem simultânea de gabaritos entre diversos candidatos em provas oficiais, incluindo o Concurso Nacional Unificado (CNU).

O primeiro indício das atividades fraudulentas surgiu em julho de 2024, quando autoridades paraibanas realizaram a Operação Before. Durante um concurso da Polícia Militar da Paraíba, fiscais flagraram Bianca Paskelina Pereira Freire usando um ponto eletrônico quase imperceptível no ouvido, através do qual recebia respostas durante o exame.

Na mesma operação, foi preso Wanderson Gabriel de Brito Limeira, filho de Wanderlan Limeira de Sousa, apontado pelas investigações como o principal líder do esquema. A estrutura familiar mostrou-se um elemento importante na hierarquia da organização que comprometeu diversos certames federais.

A Polícia Federal apurou que a quadrilha contava com a participação de um médico, que instalava e removia os dispositivos eletrônicos após as provas, evitando possíveis lesões causadas pela inserção profunda dos aparelhos no canal auditivo dos participantes.

Após a Operação Before, o grupo precisou adaptar seus métodos. Nas provas do CNU realizadas em 2024, os investigadores não encontraram pontos eletrônicos entre os suspeitos, mas identificaram um padrão revelador: gabaritos completamente idênticos entre diversos candidatos, indicando uma fraude em escala maior e com tecnologia mais avançada.

Nas comunicações interceptadas pela PF, aparece frequentemente a menção a um indivíduo identificado como "Negrão", apontado como o responsável pelo desenvolvimento das novas tecnologias de fraude utilizadas pelo grupo.

Uma das técnicas possivelmente empregadas pela organização envolvia sinais de rádio de curta distância. Esta hipótese explicaria por que vários candidatos de diferentes estados se deslocaram especificamente para fazer suas provas em Patos, na Paraíba, e em determinadas cidades pernambucanas.

A Polícia Federal também investiga o uso de dispositivos miniaturizados quase indetectáveis, potencialmente implantados sob a pele dos candidatos ou acoplados a objetos pessoais, capazes de transmitir sinais táteis correspondentes às alternativas corretas durante as provas.

O que se observa é uma verdadeira "corrida armamentista" entre os fraudadores e as bancas organizadoras dos concursos. À medida que as instituições implementavam detectores de metal, bloqueadores de sinal e revistas mais rigorosas, a quadrilha investia em tecnologia clandestina cada vez mais sofisticada.

Durante a Operação Última Fase, os agentes federais apreenderam diversos equipamentos eletrônicos, incluindo telefones celulares e computadores portáteis. Todo esse material está sendo submetido a perícias técnicas especializadas para revelar detalhes sobre o sistema utilizado para a transmissão dos gabaritos.

jornaldacidadeonline

30/09/2025

ABSURDO: ESTÃO TRANSFORMANDO AS ESCOLAS EM 'BORDÉIS'

Alunos fazem dança erótica e simulam motel em escola

Em São João Batista, no Maranhão, alunos simularam atos sexuais durante uma gincana escolar. Eles encenaram um motel e também fizeram danças sensuais no Centro de Ensino Acrísio Figueiredo. Parlamentares e usuários das redes sociais se manifestaram contra o ocorrido.

A direção da escola acabou pedindo desculpas, no último sábado (27). Segundo a instituição de ensino, a chamada Gincana Interclasses é realizada há quatro anos e tem caráter cultural e educativo.

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) emitiu uma nota sobre o episódio. No texto, a Seduc destacou que os estudantes tocaram, sem autorização, uma música.

– A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informa que a Gincana Interclasses do Centro de Ensino Acrísio Figueiredo, em São João Batista, é uma atividade prevista no Plano Anual da escola há quatro anos. O evento, que tem foco no desenvolvimento artístico, cultural, esportivo e solidário, tem seu planejamento, incluindo as músicas, previamente aprovado com professores e gestão. A Seduc esclarece que uma turma substituiu sem autorização uma música do repertório combinado, sem aviso prévio. A direção reconheceu o fato, pediu desculpas à comunidade e destacou o caráter isolado da ocorrência, prestando solidariedade aos alunos expostos indevidamente em redes, com impactos em seu bem-estar – diz trecho do comunicado.

O vereador Rubinho Nunes (União Brasil-SP) disse, nesta segunda-feira (29), que trata-se de um “retrato da educação sequestrada pela esquerda: degeneração no lugar de ensino, caos no lugar de disciplina”.

– Ontem Lula caminhava no MEC falando em “educação”. Hoje, no Maranhão, alunos montam um MOTEL em gincana escolar e simulam atos sexuais dentro de UMA ESCOLA PÚBLICA. Isso não é acaso. É o retrato da educação sequestrada pela esquerda: degeneração no lugar de ensino, caos no lugar de disciplina. É por aberrações como essa que apresentei meu PL que obriga CÂMERAS em salas de aula e nos professores, transparência total para proteger nossos alunos. E adivinha quem é contra? PT e PSOL. Os mesmos que posam de defensores da escola, mas na prática protegem o ambiente perfeito para a doutrinação ideológica – escreveu Nunes, no X.

Para o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o que aconteceu na escola é um “caso isolado nº 727191739”.

O vereador Pablo Almeida (PL), de Belo Horizonte, Minas Gerais, também reagiu ao ocorrido.

– Quando a escola vira motel, a educação vira piada. E o futuro do Brasil também – apontou.

  

29/09/2025

RETRATO DA SOFRÍVEL EDUCAÇÃO POTIGUAR

Apenas 8,5% dos estudantes da 3ª série do ensino médio têm aprendizagem adequada nas disciplinas de português e matemática no Rio Grande do Norte, segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica, divulgado nesta quinta-feira (25) pela ONG Todos Pela Educação.

O percentual é de 6,4% entre estudantes da rede pública e 21,2% no caso das escolas privadas. Apesar de publicado em 2025, o estudo considerou dados de 2023.

A situação do estado não é isolada do restante do país, onde a aprendizagem adequada se limita a 7,7% dos concluintes do ensino médio. No Nordeste, o estado tem o segundo melhor resultado, empatado com Pernambuco e muito próximo do Ceará (8,6%).

Por outro lado, o estado teve registrado o maior percentual de alunos do ensino médio com dois anos ou mais de atraso na trajetória escolar: 34%. Para se ter uma ideia, a média nacional é de 17,8% e no Nordeste, 22,2%.

No ensino fundamental, apenas 12,5% dos estudantes potiguares no 9º ano estavam com a aprendizagem adequada em português e matemática.

Nos anos iniciais do ensino fundamental, apenas 38% das crianças da 2ª série do ensino fundamental estavam alfabetizadas em língua portuguesa - o percentual é o segundo mais baixo do país, atrás apenas da Bahia (36%).

Panorama

Ao todo, o estado tinha 783.190 alunos matriculados em 3.414 escolas públicas e privadas em 2024. Os dados também apontam a presença de 35.687 professores nas instituições.

Sem contar com crianças de 0 a 3 anos, o estado tinha 661 mil alunos na faixa de 4 a 17 anos:

O estado tem:

2.093 escolas municipais
714 escolas privadas
580 escolas estaduais
27 escolas federais

Segundo o levantamento, a maioria das escolas possuía infraestrutura básica como banheiros (99,8%), água potável (98,6%) e energia (98,5%). Por outro lado, apenas 39,8% das escolas tinham acesso à rede pública de esgoto. 56% tinham salas climatizadas.

Quando o assunto é infraestrutura educacional, nas escolas escolas dos anos finais do ensino fundamental, apenas 39,9% tinham laboratório de informática, 22,6% tinham laboratório de ciências e 46,5% possuíam quadras de esportes.

Fonte: g1 rn

25/09/2025

O BRASIL E SUA EDUCAÇÃO COLAPSADA

Uma em cada cinco crianças não têm acesso à educação infantil no país

O Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025, divulgado nesta quinta-feira (25/9), mostra que uma a cada cinco crianças do país (19,7%) não têm acesso à educação básica. Esta fase do ensino compreende os pequenos com idade até 3 anos. O anuário foi elaborado pelo Todos Pela Educação, Fundação Santillana e Editora Moderna e traz um retrato completo com vários temas a respeito do ensino no território nacional.

A avaliação do Todos Pela Educação é que estes 19,7% das crianças até 3 anos não acessam a escola porque há ausência de creches, as unidades estão longe da moradia, existe falta de vaga ou há recusa por causa da idade.

O atendimento às crianças da faixa etária de 0 até 3 anos faz parte das metas do Plano Nacional da Educação (PNE). O Brasil deveria ter alcançado ao menos 50% de todos os pequenos deste grupo matriculados.

No entanto, o resultado apurado chegou a 41,2% em 2024. Dez anos antes, em 2014, o atendimento era de 29,7%, o que demonstra avanço, mas não a contento da meta estipulada para o período de uma década.

“Já temos mapeado no país que pelo menos 20% das crianças gostariam de estar matriculadas nas creches, mas não têm acesso a esse serviço. É uma demanda não atendida aqui. Podemos dizer, com sobra, com esses 20%, o Brasil bateria a meta do PNE e garantiria o acesso a essas crianças”, sinaliza o coordenador de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação, Bernardo Baião.

Outro ponto para o qual o anuário chama atenção é a desigualdade no atendimento na educação infantil. Em 2024, 30,6% das crianças de 0 a 3 anos tinham acesso ao ensino para a faixa etária delas entre os 20% mais pobres. No entanto, quando eram observados os 20% mais ricos, o atendimento subia para 60%, ou seja, praticamente o dobro.

Desigualdade pelo território

A desigualdade entre os estados quanto ao atendimento na educação infantil também salta aos olhos. Em 2024, na Região Norte, o atendimento equivalia a 23,7%, pior índice entre as regiões. Já na Região Sudeste, a melhor delas, o porcentual do acesso chega a 48,5%, ainda abaixo da meta de 50%.

Entre as unidades da federação, somente duas alcançam a meta de 50%. Em primeiro lugar aparece São Paulo com 56,8% e, na sequência, Santa Catarina com 53,3%.

Metrópoles