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03/02/2026

É BOM SER BANDIDO: SENADOR FLAGRADO COM R$ 33 MIL NA CUECA TEM INVESTIGAÇÃO ARQUIVADA POR FLÁVIO DINO

Dino arquiva investigação sobre senador flagrado com R$ 33 mil na cueca

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino determinou nesta segunda-feira (2) o arquivamento da investigação sobre o senador Chico Rodrigues (PSB-RR), flagrado com dinheiro na cueca durante a Operação Desvid-19, da Polícia Federal, deflagrada em 2020 para apurar suspeitas de desvios de emendas parlamentares durante a pandemia.

A decisão de Dino acolhe pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), que solicitou o encerramento do caso no início de janeiro por avaliar que a investigação não reuniu indícios mínimos de que o senador tenha tentado ocultar valores durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão.

O ministro também determinou o envio dos autos à primeira instância. O caso passa a ficar sob a alçada da Justiça Federal e do Ministério Público Federal em Roraima.

A reportagem pediu manifestação do senador sobre a decisão de Flávio Dino. O espaço está aberto.

À época do flagrante, Chico Rodrigues era vice-líder do governo de Jair Bolsonaro (PL) no Senado, e a PF apurava desvios de recursos públicos destinados ao combate à pandemia de covid-19, oriundos de emendas parlamentares.

No dia da operação, em 15 de outubro de 2020, foram encontrados R$ 33,1 mil dentro da cueca do senador. Ao todo, os valores encontrados na residência do parlamentar, em Boa Vista, somaram cerca de R$ 100 mil. A investigação apura indícios de irregularidades em contratações feitas com dinheiro público, que teriam gerado sobrepreço de quase R$ 1 milhão.

A ordem de busca e apreensão em 2020 foi autorizada pelo então ministro do STF Luís Roberto Barroso, hoje aposentado da corte.

Segundo a PGR, a investigação “alcança densidade indiciária suficiente para cogitar a deflagração de processo crime, ainda que fora do âmbito do Supremo Tribunal Federal, diante da ausência de vinculação funcional-material com o exercício do mandato parlamentar”.

A decisão de Dino reitera que “sob a perspectiva da PGR, não há razão para prosseguimento da apuração.”

“Neste momento processual, não vislumbro fundamentos para deixar de atender aos requerimentos do titular da ação penal perante o STF, ressalvando eventual nova análise com a marcha das investigações indicadas pela Procuradoria Geral da República, a se desenvolverem perante a Justiça Federal de Roraima”, concluiu o ministro.

r7

30/01/2026

INFLUÊNCIA: MAIS UMA MANOBRA ENVOLVENDO PARENTE DE MINISTRO DO STF

Refit contrata filho de Kassio Nunes Marques para atuar em tribunal sob influência do pai

A Refit, refinaria do grupo Magro interditada na última quinta-feira (29) em uma fiscalização da Agência Nacional do Petróleo (ANP), contratou um dos filhos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques para representá-la no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Corte que o magistrado integrou entre 2011 e 2020 e na qual mantém influência.

Kevin de Carvalho Marques, de 25 anos, foi designado para atuar em nome da empresa em uma ação que questionava inicialmente outra interdição, de alcance parcial, realizada pela ANP em conjunto com a Receita Federal em setembro de 2025.

Após o juiz de primeira instância se posicionar a favor da agência, a Refit recorreu ao TRF-1, alegando irregularidades no rito de votação da diretoria da agência – e, em 18 de dezembro, conseguiu uma liminar que suspendeu deliberações administrativas do órgão regulador relativas à refinaria. Segundo fontes, Kevin passou a representar a Refit após o caso chegar à Corte.

Ainda na noite de quinta, horas após a fiscalização que restringiu toda a operação da Refit por risco de incêndio e acidentes, a empresa acionou o tribunal federal pedindo a anulação dessa nova interdição, argumentando que a ANP teria descumprido a liminar.

O filho de Nunes Marques assina a petição à que a equipe da coluna teve acesso junto de outros três advogados a petição - entre eles Jorge Berdasco, que é sócio do escritório de Ricardo Magro, dono da Refit.

Além da derrubada da interdição, a defesa pede a imposição de multas à ANP e que o Ministério Público Federal (MPF) apure se os servidores da reguladora que participaram do processo de interdição praticaram crime de desobediência.

É a primeira vez que o filho do ministro do Supremo, que abriu um escritório em agosto de 2024, entra no caso Refit. Embora Kassio tenha deixado o tribunal para se tornar ministro do Supremo em 2020 por indicação de Jair Bolsonaro, ele ainda mantém influência na Corte.

Kevin não foi localizado pela reportagem. Nós também procuramos o ministro Kassio Nunes Marques, que não se manifestará.

Em setembro do ano passado, ANP e Receita acusaram a Refit de importar gasolina irregularmente com o “provável” objetivo de obter vantagens tributárias fraudulentas. Segundo a reguladora apontou na ocasião, não há evidências de que Manguinhos de fato refinava combustíveis em seus tanques. Desde então, a refinaria de Ricardo Magro trava uma guerra judicial contra a agência.

Além de interditar a torre de refino da Refit, os dois órgãos federais apreenderam dois navios com 91 milhões de litros de diesel avaliados em R$ 290 milhões e 115 toneladas de insumos para aditivos de combustíveis com origem no exterior que seriam destinados à refinaria, localizada no bairro de Manguinhos, Zona Norte do Rio.

A operação foi batizada de Cadeia de Carbono, e tanto a ANP como a Receita anunciaram à época que as diligências eram um desdobramento da Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal no mês anterior e que mirou a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis de São Paulo e o uso de fundos e fintechs da Faria Lima para a lavagem de dinheiro do crime organizado.

Além dos indícios de um “refino fantasma” em Manguinhos, a Refit é o maior devedor contumaz do Brasil, somando mais de R$ 26 bilhões em dívidas, segundo a Receita Federal. Seu dono, o empresário Ricardo Magro, vive há anos na Flórida, nos Estados Unidos.

Em dezembro, o presidente Lula afirmou durante um evento público ter discutido a prisão de Magro com Donald Trump durante uma ligação com o chefe de Estado americano, mas sem citar o nome do dono da Refit, a quem classificou como “chefe do crime organizado brasileiro”.

“Eu liguei para o Trump dizendo pra ele que se ele quiser enfrentar o crime organizado, nós estamos à disposição. E mandei para ele no mesmo dia a proposta do que nós queremos fazer. Disse para ele, inclusive, que um dos grandes chefes do crime organizado brasileiro, que é o maior devedor deste país, que é importador de combustível fóssil, mora em Miami. Então, se quiser ajudar, vamos ajudar prendendo logo esse aí”, disse o presidente durante um evento sem relação com a Receita Federal.

O Globo

27/01/2026

ARROCHADO: NÃO VOU CRUZAR OS BRAÇOS - DIZ FACHIN SOBRE TOFFOLI E MASTER

Fachin sobre Toffoli e Master: “Não vou cruzar os braços”

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sinalizou que a Corte poderá reagir às controvérsias envolvendo decisões do ministro Dias Toffoli no inquérito do Banco Master.

Em entrevista ao jornal O Globo, Fachin afirmou que não ficará inerte caso o assunto chegue ao plenário e reforçou que eventuais questionamentos serão analisados pelo colegiado, dentro das regras do tribunal.

– Como presidente do tribunal, não posso antecipar juízo sobre circunstâncias que eventualmente serão apreciadas pelo colegiado. Parte do que foi mencionado envolve atos não jurisdicionais. Mas uma coisa é certa: quando for necessário atuar, eu não vou cruzar os braços. Doa a quem doer – declarou.

A fala marca uma mudança de tom em relação à posição divulgada dias antes, quando Fachin havia defendido publicamente que a atuação de Toffoli seguia o devido processo legal. Agora, o presidente do Supremo evita antecipar julgamentos, mas deixa claro que recursos ou contestações poderão ser discutidos pelos demais ministros.

Paralelamente à crise, Fachin voltou a defender a criação de um código de conduta para a Corte. Segundo o ministro, a maior exposição pública dos ministros exige regras mais claras de comportamento, como forma de fortalecer a credibilidade do tribunal e aumentar a confiança da população no Judiciário.

– O código de conduta fortalece a instituição porque reforça a legitimidade da caminhada e aumenta a confiança da população. Ele fixa parâmetros objetivos de comportamento. Dou um exemplo simples: a transparência sobre palestras ministradas por ministros, onde foram realizadas, quem convidou, quem patrocinou e se houve pagamento. Essa resposta precisa ser institucional e estrutural. Não pode ser casuística nem direcionada a situações específicas. O código deve ser duradouro – adicionou.

A proposta, no entanto, enfrenta resistência interna. Nos bastidores, ministros avaliam que o debate neste momento pode aprofundar divisões dentro do STF. Fachin afirma já estar conversando com os colegas e diz considerar possível adotar normas mais rígidas do que as previstas atualmente na Lei Orgânica da Magistratura.

pleno.news

A JUSTIÇA DOS MEUS SONHOS

Familiares de ministros do STF atuam em quase 2 mil processos nos tribunais superiores

A lista inclui filhos, cônjuges, ex-cônjuges e irmãos, mas pode ser ainda maior, já que casos sigilosos e investigações em andamento não entram na conta.

Nos tribunais superiores do Brasil, 14 familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foram identificados em atuação em 1.921 processos, segundo levantamento do portal UOL. Desses, 381 seguem ativos e aguardam decisão da Suprema Corte ou do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A lista inclui filhos, cônjuges, ex-cônjuges e irmãos, mas pode ser ainda maior, já que casos sigilosos e investigações em andamento não entram na conta. Um exemplo é o caso da mulher de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, no processo envolvendo o empresário Nelson Tanure.

Grande parte desses parentes já exercia a advocacia antes de os ministros assumirem cargos no STF. Apenas a filha de Alexandre de Moraes e o filho de Gilmar Mendes, formados depois da posse dos pais, figuram com um processo cada na corte, ambos já finalizados.

Não há ilegalidade na atuação dos parentes, pois os ministros declararam-se impedidos em casos em que familiares atuam como advogados. Tanto os ministros quanto os próprios parentes negaram qualquer benefício obtido pelo vínculo familiar, segundo informaram ao UOL.

A contratação do escritório de Viviane de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, pelo Banco Master por R$ 129 milhões reacendeu o debate sobre o tema. O banco foi liquidado pelo Banco Central depois da prisão do proprietário Daniel Vorcaro, investigado por fraude financeira.

Rodrigo Fux, filho de Luiz Fux, lidera em número de processos, com 49 no STF e 500 no STJ. Do total no Supremo, apenas um ainda tramita e só um foi proposto antes do pai assumir o cargo. No STJ, 129 seguem sem decisão final.

Principais nomes e números

Valeska Teixeira Martins Zanin, mulher de Cristiano Zanin, aparece em 47 processos no STF, sendo 40 anteriores à posse do marido em 2023 e oito ainda em tramitação. O casal atuou na defesa de Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato.

Outros parentes com mais de 30 processos incluem Roberta Maria Rangel, ex-mulher de Dias Toffoli; Sálvio Dino, irmão de Flávio Dino; e Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes. Melina Fachin, filha de Edson Fachin, tem sete processos, dos quais um segue ativo.

Os demais familiares, como Francisco Schertel Mendes, filho de Gilmar Mendes; Karine Nunes Marques, irmã de Kassio Nunes Marques; e Giuliana Barci de Moraes, filha de Alexandre de Moraes, aparecem em apenas um processo cada, todos já arquivados.

odrigo Fux e Viviane de Moraes aumentaram sua atuação no STF depois da posse dos respectivos familiares ministros. Viviane ingressou em 22 dos 31 processos depois de 2017, com apenas um ainda pendente. Sálvio Dino atua em dois processos abertos seguintes à posse de Flávio Dino, ambos em andamento.

Não há registros de familiares de Cármen Lúcia ou André Mendonça com atuação como advogados no STF. A ministra não tem filhos nem é casada, e o filho do juiz ainda cursa direito e faz estágio.

O levantamento não contabilizou processos da mulher de Fachin, desembargadora aposentada. Ela já atuou em oito casos na corte, todos encerrados antes da chegada dos atuais ministros ao STF.

Revista Oeste

26/01/2026

PIOR QUE 'FRAKIN' ESTÁ CERTO. O PROBLEMA É XANDÃO!

“Ou STF se autolimita, ou limite pode vir de poder externo”

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, afirmou que a Corte já tem maturidade institucional para discutir a criação de um código de conduta para seus ministros seguirem, e defendeu que o tema seja tratado com “urgência”, mas sem precipitação. Segundo ele, o tribunal precisa decidir se vai se autolimitar, ou corre o risco de ter regras impostas por outros Poderes.

O debate ganhou força após reportagens envolvendo o ministro Dias Toffoli e críticas à sua atuação fora dos julgamentos. Em entrevista, Fachin evitou comentar casos individuais, mas disse que a regra no Supremo deve ser a transparência. As declarações ocorreram em entrevista a repórteres do jornal O Estado de S. Paulo.

– O código conduta é necessário? Se a maioria do colegiado entender que não, acabou aí. Eu entendo que é necessário. Um código de conduta é uma medida de defesa do próprio tribunal e é uma evolução desse aprendizado institucional. A história do Supremo marcha nessa direção, como, aliás, marcharam os tribunais constitucionais de outros países – declarou Fachin.

O magistrado afirma que começou a pensar em ética para o Supremo já em 2015, quando tomou posse.

– Ou nós encontramos um modo de nos autolimitarmos, ou poderá haver eventualmente uma limitação que venha de algum poder externo, e não creio que o resultado seja bom, haja vista o que aconteceu na Polônia, na Hungria, no México – declarou, citando países em que governos com maioria no parlamento aprovaram mudanças que reduziram a autonomia dos tribunais.

DESCRÉDITO: SENADOR DIZ QUE 'STF ESCOLHEU ACOBERTAR AS CONDUTAS ESCANDALOSAS DE TOFFOLI E MORAES'

STF escolheu acobertar as condutas escandalosas de Toffoli e Moraes, diz senador

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) declarou nesta sexta-feira (23) que o Supremo Tribunal Federal (STF) tomou o caminho da proteção aos seus integrantes ao invés de ser transparente. O parlamentar definiu como uma “missão” do Senado controlar a Corte através de um processo de impeachment.

“Entre a transparência e o espírito de corpo o STF escolheu acobertar as condutas escandalosas de Toffoli e Moraes. O único caminho disponível é levar o Senado a uma inédita ação de controle, via processo de impeachment. Essa será a missão fundamental nos próximos meses”, escreveu o parlamentar em sua conta no X.

25/01/2026

GASTA PORQUE QUER. É SÓ FALAR COM VORCARO!

STF deve gastar até R$ 720 mil em sofás, cadeiras, mesas e poltronas



O Supremo Tribuna Federal vai gastar até R$ 720 mil na aquisição de mobiliários.

O STF abriu processo licitatório para comprar 126 sofás (valor estimado de R$ 438 mil), 124 cadeiras, 79 mesas e 6 poltronas.

O prazo para a apresentação de propostas acaba na próxima quarta-feira (28). Ganha a licitação quem oferecer o menor preço.

A informação é do jornalista e colunista do ‘O Globo‘, Lauro Jardim.

STF, INSTITUIÇÃO SEM CREDIBILIDADE COM O DESMORALIZADO PRESIDENTE 'FRAKIN'

O presidente desmoralizado, a instituição sem credibilidade

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, emitiu sua primeira manifestação pública sobre a crise institucional relacionada ao caso Banco Master. Em nota divulgada, Fachin adotou posicionamento interpretado como defesa dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, ambos questionados por suas relações com o banco de Daniel Vorcaro, investigado na maior fraude financeira da história brasileira.

A manifestação ocorre enquanto reportagens revelam conexões entre ministros do Supremo e figuras envolvidas nas investigações. Fachin, que iniciou sua gestão defendendo autocontenção e a implementação de um código de conduta, expressou confiança na Polícia Federal e no Banco Central, órgãos que têm recebido críticas de Toffoli durante a condução do inquérito.

O presidente do STF classificou como "ameaças e intimidações" as reportagens que documentaram o voo de Toffoli em jato com advogado de investigado, o contrato de R$ 130 milhões entre a esposa de Moraes e o banco, e a sociedade do grupo Vorcaro com familiares de Toffoli em um resort.

"Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade a fim de provocar o caos e a diluição institucional está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de Direito", escreveu Fachin na nota.

O magistrado acrescentou:

"A crítica é legítima e mesmo necessária. Não obstante, a História é implacável com aqueles que tentam destruir instituições para proteger interesses escusos ou projetos de poder, e o STF não permitirá que isso aconteça."

Investigações da PF e do Banco Central apontam que Vorcaro utilizava recursos obtidos por fraudes para obter influência em setores do poder em Brasília. As apurações não confirmam a versão propagada por milícias digitais financiadas pelo Master, que alegam ter "houve algo muito estranho" no processo de liquidação do banco.

Fachin concluiu sua manifestação afirmando:

"Quem almeja substituir a ousada pedagogia da prudência pelo irresponsável primitivismo da pancada errou de endereço."

Informações de bastidores indicam que a defesa de Toffoli poderia fazer parte de uma estratégia para que o ministro abandonasse a relatoria do processo Master. Em conversas privadas, Toffoli tem negado essa possibilidade.

A permanência de Toffoli como relator representa apenas um aspecto da crise. Os princípios de código de conduta e autocontenção defendidos por Fachin enfrentam seu primeiro grande teste diante dos fatos revelados pela imprensa. Seu posicionamento é desmoralizante e covarde.

jco

24/01/2026

O CÓDIGO DE ÉTICA DO STF E SUA FALÁCIA - POR DR. BADY ELIAS CURI (ADVOGADO E PROF. MESTRE DE DIREITO)

A falácia do Código de Ética do STF

Como é de conhecimento geral, as falácias são raciocínios lógicos e persuasivos que aparentam validade, mas cuja conclusão não é verdadeira.

Com a crise de credibilidade de alguns membros da nossa Suprema Corte brasileira, a honrosa instituição tem caído em descrédito junto a diversos juristas e a grande parte da população brasileira.

Com o objetivo de retomar a credibilidade e a confiança dos jurisdicionados junto ao STF, seu atual Presidente, Ministro Edson Fachin, tem defendido a criação de um Código de Ética para os membros da mais alta Corte de Justiça.

Pergunta-se: qual seria a sua eficácia, a obrigatoriedade de seu cumprimento e quais as consequências para o não acatamento de suas normas, caso venha a ser aprovado?

Respondo: na minha modesta opinião, não há necessidade de um Código de Ética. A defesa de sua criação e implantação configura apenas uma atitude para “inglês ver”, pois seria mais um código formal, que não surtiria qualquer efeito prático.

Digo isso porque o Supremo Tribunal Federal já decidiu que seus membros não estão sujeitos à correição do Conselho Nacional de Justiça, órgão que, em princípio, seria responsável pela fiscalização disciplinar de todos os membros da magistratura brasileira.

Apesar disso, encontra-se em vigor a LOMAN – Lei Orgânica da Magistratura Nacional –, que impõe deveres a todos os magistrados brasileiros, independentemente de serem Ministros das mais altas Cortes ou juízes de primeiro grau, ao menos em tese.

Na referida legislação, especialmente nos artigos 35 e 36, estão previstos deveres e vedações aos magistrados, dentre os quais se destacam os seguintes exemplos:

Art. 35, VIII – Dever do magistrado: manter conduta irrepreensível na vida pública e particular.

Assistimos, há pouco tempo, por meio da imprensa e das redes sociais, a um Ministro que, em um estádio de futebol, levantou o dedo do meio para a população.

Em evento recentíssimo (15/01/26), durante a cerimônia de colação de grau da 194ª turma de Direito da USP, após a transferência do ex-Presidente da República para a Papuda, o Ministro Moraes, em tom jocoso, afirmou da tribuna, em seu discurso:

“Oito discursos para vocês é um absurdo do absurdo. Vocês percebem que ninguém cumpriu os três minutos? Quase que eu tive que tomar algumas medidas. Mas eu me contive hoje, né? Acho que hoje eu já fiz o que eu tinha que fazer.”

Na minha modesta opinião, tais atitudes não coadunam com a conduta irrepreensível na vida pública e particular exigida pela legislação vigente.

Art. 36, III – É vedado ao magistrado: manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou emitir juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos, em obras técnicas ou no exercício do magistério.

Em afronta a esse dispositivo, há inúmeros exemplos; citar-se-á apenas um, quando um decano do STF criticou o colega Ministro Luiz Fux por ter pedido vista no julgamento de recurso do senador Sérgio Moro (União-PR), em caso de calúnia contra Gilmar Mendes, proferindo as seguintes palavras: “Vê se consegue fazer um tratamento de terapia para se livrar da Lava Jato.”

De outra monta, além do flagrante desrespeito à LOMAN, os membros do STF têm instaurado inquéritos de ofício, sem provocação dos órgãos competentes (Ministério Público e Polícia Federal); julgado processos envolvendo pessoas sem foro por prerrogativa de função; mantido inquéritos intermináveis, alcunhados de “Inquérito do Fim do Mundo”; julgado processos nos quais, tecnicamente, deveriam declarar-se suspeitos ou impedidos; estabelecido censura prévia, em total desrespeito à legislação vigente; além de decidirem em verdadeiro ativismo judicial, imiscuindo-se nas funções dos demais Poderes da República.

A função do magistrado, na árdua missão de decidir, embora pautada pela liberdade de convencimento, é necessariamente vinculada à legislação posta.

Retomando o tema da eficácia do Código de Ética que alguns Ministros do STF, a exemplo de seu Presidente, pretendem estudar e implementar, é preciso observar que todo descumprimento de lei ou de código ético deve acarretar uma penalidade, sob pena de se tratar de norma natimorta.

Ora, se Ministros do STF se colocam acima da lei, conforme interpretações que lhes convêm, em verdadeira prensa hidráulica dialética, contrária à legislação vigente, não será um Código de Ética que moldará a conduta dos membros da Suprema Corte.

Por isso, entendo, em minha modesta opinião — repita-se —, que a discussão acerca da criação de um Código de Ética é sofística e falaciosa, não produzindo qualquer efeito concreto, senão um engodo aos jurisdicionados.

Tenho dito!!!

Bady Elias Curi . Advogado fundador do Esc. Bady Curi Advocacia Empresarial, Prof. Mestre de Direito, ex-juiz do TRE/MG, escritor.

jco

MASTER: TOFFOLI DIZ QUE NÃO VAI LARGAR O OSSO E PEITA O PRESIDENTE 'FRAKIN'

Toffoli explode, peita Fachin e diz que não vai largar o osso

O ministro Dias Toffoli decidiu não aceitar a pressão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. “Eloquente”, ele peitou todo mundo e deixou bem claro que não vai largar a relatoria do caso do Banco Master.

Sem condições morais de permanecer no caso, com notórias evidências de interesse direto na ação, mesmo assim o magistrado não admite recuar.

“Não saio, não deixo, não largo a relatoria do caso. O caso vai continuar tramitando no STF. Entendo que o nível de sigilo está adequado a complexidade do caso”.

E disse ainda:

“Apanho o que tiver que apanhar, mas não vou abrir mão da relatoria”.

REVISE NÃO, DEIXA ESSA BAGAÇA 'CORRER FROUXO'. PODERÁ SER PIOR!

Fachin admite possível revisão de decisões de Toffoli no Caso Banco Master

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, deixou aberta a possibilidade de revisão de decisões do ministro Dias Toffoli no Caso Master após o fim do recesso do Judiciário.

Em nota divulgada na quinta-feira (22), Fachin afirmou que não se omitirá caso precise pautar, conduzir ou validar decisões que sejam questionadas. Ressaltou, porém, que eventuais revisões não ocorrerão por pressão política, popular ou da imprensa, mas apenas pelos meios processuais adequados.

Segundo o ministro, possíveis vícios ou irregularidades serão analisados conforme o regimento do STF e apreciados pelo colegiado. Apesar disso, o tom geral da nota foi de defesa institucional de Toffoli. Fachin afirmou não haver irregularidade na atuação do colega e disse que o Supremo “não se curva a ameaças ou intimidações”.

A manifestação, no entanto, dividiu o STF. Conforme apurou a CNN, parte dos ministros considerou a nota equilibrada e institucional. Outra ala avaliou que o texto não esclarece os fatos e adota uma postura considerada “em cima do muro”. Alguns ministros relataram que só souberam da nota após sua divulgação oficial.

Desde dezembro, decisões de Toffoli no caso têm causado incômodo na Polícia Federal e no próprio STF. Um dos pontos de tensão envolve a perícia de materiais apreendidos na Operação Compliance Zero, que ficará a cargo da PGR, com acompanhamento de quatro peritos da PF escolhidos diretamente por Toffoli, sem indicação da corporação.

Além disso, o ministro mudou orientações sobre o acesso às provas três vezes em 24 horas, o que gerou preocupação sobre a segurança e a integridade do material. Também há questionamentos sobre a ligação de Toffoli com um resort em Ribeirão Claro, que teria recebido investimentos de fundo relacionado ao Caso Master.

Diante da crise, Fachin interrompeu as férias, antecipou o retorno a Brasília e iniciou conversas com colegas da Corte. A aliados, disse que o momento “exige sua presença” na capital.

CNN com informações de Teo Cury e Gustavo Uribe

23/01/2026

SÉRIO FACHIN?: SE TOFFOLI FOSSE BOLSONARISTA JÁ TINHA SIDO CONDENADO A 'MORTE'

Fachin defende atuação de Toffoli no caso do banco Master

Nesta quinta-feira (22), o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), se manifestou em defesa do ministro Dias Toffoli, que faz parte da Corte. A atuação do magistrado no caso envolvendo o banco Master tem sido alvo de críticas de setores da sociedade.

Ao mencionar Toffoli, o presidente do Supremo não citou o caso do Master, mas afirmou que “situações com impactos diretos sobre o sistema financeiro nacional exigem mesmo resposta firme, coordenada e estritamente constitucional”.

– A Corte constitucional brasileira se pauta pela guarda da Constituição, pelo devido processo legal, pelo contraditório, e pela ampla defesa, cumprindo respeitar os campos de atribuições do Ministério Público e da Polícia Federal, porem, atuando na regular supervisão judicial, como vem sendo feito no âmbito dessa Suprema Corte pelo ministro relator, Dias Toffoli – afirmou.

Fachin também disse que a Corte “não se curva a ameaças ou intimidações”.

– Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de direito. O Supremo age por mandato constitucional, e nenhuma pressão política, corporativa ou midiática pode revogar esse papel. Defender o STF é defender as regras do jogo democrático e evitar que a força bruta substitua o direito – apontou.

Por fim, o magistrado explicou que “todas as instituições podem e devem ser aperfeiçoadas, isso sempre, mas jamais destruídas”.

Leia a íntegra da nota:

Adversidades não suspendem o Direito. É precisamente nos momentos de tribulações que o império da legalidade, discernimento e serenidade demonstra sua razão de ser. É com os olhos voltados para esse dever que miro fatos presentes.

As situações com impactos diretos sobre o sistema financeiro nacional exigem mesmo resposta firme, coordenada e estritamente constitucional das instituições competentes.

A Constituição da República atribui ao Banco Central do Brasil o dever jurídico de assegurar a estabilidade do sistema financeiro, a continuidade das operações bancárias essenciais, a proteção dos depositantes e a prevenção de riscos sistêmicos. Tais competências, de natureza técnica e indelegável, devem ser exercidas com plena autonomia e sem ingerências indevidas.

A atuação da Polícia Federal é igualmente indispensável, sobretudo na apuração de eventuais práticas criminosas de gestão temerária, fraude financeira, manipulação de informações, lavagem de dinheiro e outros ilícitos previstos na legislação penal e financeira.

Cabe à Procuradoria-Geral da República, no âmbito de suas atribuições constitucionais, promover a persecução penal e controlar a legalidade das investigações. O Ministério Público, como instituição permanente, exerce papel fundamental na tutela da ordem econômica e do regime jurídico de defesa dos consumidores

A seu turno, a Corte constitucional brasileira se pauta pela guarda da Constituição, pelo devido processo legal, pelo contraditório, e pela ampla defesa, cumprindo respeitar os campos de atribuições do Ministério Público e da Polícia Federal, porem, atuando na regular supervisão judicial, como vem sendo feito no âmbito dessa Suprema Corte pelo Ministro relator, DIAS TOFFOLI.

No tocante ao Supremo Tribunal Federal, registro que o Tribunal Pleno se encontra atualmente em recesso. Nesse período, matérias urgentes são apreciadas pela Presidência ou pelo Relator, nos termos regimentais. Encontra-se regularmente no exercício da Presidência o Ministro Alexandre de Moraes, Vice-Presidente desta Corte. As matérias de competência do Tribunal Pleno ou das Turmas, quando decididas no recesso, serão, oportunamente, submetidas à deliberação colegiada, com observância do devido processo constitucional, da segurança jurídica e da uniformidade decisória. A colegialidade é método.

É legítimo o exercício regular da jurisdição por parte dos membros do Tribunal no período do recesso, sem exceção. Eventuais vícios ou irregularidades alegados serão examinados nos termos regimentais e processuais. Questões tais têm rito próprio e serão apreciadas pelo colegiado com a seriedade que merecem. A Presidência não antecipa juízos, mas tampouco se furta a conduzi-los.

É induvidoso que todos se submetem à lei, inclusive a própria Corte Constitucional; nada obstante, é preciso afirmar com clareza: o Supremo Tribunal Federal não se curva a ameaças ou intimidações. Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de direito. O Supremo age por mandato constitucional, e nenhuma pressão política, corporativa ou midiática pode revogar esse papel. Defender o STF é defender as regras do jogo democrático e evitar que a força bruta substitua o direito. A crítica é legítima e mesmo necessária. Não obstante, a história é implacável com aqueles que tentam destruir instituições para proteger interesses escusos ou projetos de poder; e o STF não permitirá que isso aconteça.

O Supremo fez muito no Brasil em defesa do Estado de direito democrático; fará ainda mais. Sim, todas as instituições podem e devem ser aperfeiçoadas, isso sempre, mas jamais destruídas. Quem almeja substituir a ousada pedagogia da prudência pelo irresponsável primitivismo da pancada errou de endereço.

Transparência, ética, credibilidade e respeitabilidade faz bem ao Estado de direito. Este deve ser compromisso de todos nós democratas.

Brasília, 22 de janeiro de 2026.

Luiz Edson Fachin, Presidente do Supremo Tribunal Federal

21/01/2026

CONTE-ME MAIS SOBRE O EX-ADVOGADO DO PT E HOJE MINISTRO DO STF, DIAS TOFFOLI

Na cidade o Tayayá é conhecido como “Resort do Toffoli” e ministro vai com frequência ao local

O ministro Dias Toffoli é proprietário de uma residência na área exclusiva Ecoview do Resort Tayayá, onde frequenta regularmente. O magistrado mantém também uma embarcação particular ancorada no píer do complexo hoteleiro.

José Carlos Dias Toffoli, irmão do ministro, possui outra residência no mesmo empreendimento. Antes de se dedicar ao setor hoteleiro, José Carlos era padre, contrastando com sua atual atuação no mercado imobiliário de alto padrão.

A incorporadora que construiu os apartamentos do complexo teve como sócios José Carlos e José Eugênio, ambos irmãos do ministro.

O estabelecimento, situado na divisa entre Paraná e São Paulo, às margens da represa de Xavantes, já recebeu outros integrantes do Supremo Tribunal Federal. Funcionários do local mencionam a ministra Cármen Lúcia entre os visitantes ilustres que já se hospedaram no resort.

Os apartamentos mais simples do Tayayá têm diárias que podem chegar a R$ 2 mil. De acordo com relatos da equipe, o ministro, que é chamado carinhosamente de "Zé" pelos funcionários, aprecia particularmente o estilo arquitetônico rústico do empreendimento.

O complexo oferece infraestrutura completa de lazer, incluindo seis piscinas, sendo três aquecidas, quadras de tênis e beach tennis, além de programação recreativa para crianças.

Para chegar ao resort, os visitantes que optam pelo transporte aéreo precisam utilizar voos fretados até Ourinhos, em São Paulo, e depois seguir de helicóptero até o empreendimento. Em Ribeirão Claro, o local é conhecido como o “resort do Toffoli”.

jco

20/01/2026

DESGASTE DO STF - FACHIN CORRE PARA GERENCIAR CASO DO BANCO MASTER

Fachin antecipa volta a Brasília para gerenciar desgaste do STF no caso do Banco Master

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, antecipou seu retorno a Brasília para discutir com colegas a crise de imagem do tribunal provocada por decisões no inquérito do Banco Master.

O caso é relatado pelo ministro Dias Toffoli e vem gerando críticas internas e externas, principalmente da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.

Toffoli afirmou a pessoas próximas que não pretende deixar a relatoria e que não vê motivos para se declarar impedido ou suspeito no processo.

Mesmo em férias, Fachin voltou antes do previsto alegando que “o momento exige” sua presença. Ele busca articular uma saída institucional para conter o desgaste do Supremo.

Durante o recesso, o ministro manteve conversas com Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Nunes Marques, Cristiano Zanin e o próprio Toffoli. Moraes responde pela presidência do tribunal no período. Nesta terça-feira (20), Fachin viaja a São Luís (MA) para se reunir com o ministro Flávio Dino.

Com informações de CNN e g1

TOFFOLI 'TACA FOGO' E SAI DE PERTO

Toffoli bate em retirada e se isola longe do Brasil

O ministro Dias Toffoli não está no Brasil. Em meio a pressão que está sofrendo para que renuncie a relatoria do caso do Banco Master, o magistrado resolveu dar um tempo em um resort na Argentina.

Lauro Jardim adverte que ele preferiu não ir no resort Tayayá, que pertencia a seus irmãos e que já lhe deu enorme dor de cabeça. Toffoli preferiu descansar no resort cinco estrelas Arakur Ushuaia, na Terra do Fogo, na Argentina.

Lá, além de um spa bem equipado, Toffoli poderá curtir as "trilhas que atravessam a reserva natural Cerro Alarkén", apreciar a "cachoeira do Rio Chico e alojamentos de castores", e observar "a vida selvagem dentro da Reserva Natural Cerro Alarkén", além de se maravilhar com "300 m² de corpos d'água resultantes da chuva e do derretimento de geleiras; tudo tratado e aquecido para cada uso específico", de acordo com as descrições do site do resort.

19/01/2026

PRESO PELO ESCÂNADALO DO INSS ESTÁ DOENTE E VAI PARA DOMICILIAR AUTORIZADO POR MENDONÇA

Mendonça manda preso doente para domiciliar

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, decidiu na última sexta-feira (16) conceder prisão domiciliar ao suspeito de ser operador financeiro do esquema bilionário de descontos ilegais de pensões e aposentadorias do INSS, Silvio Roberto Machado Feitoza. O investigado foi preso pela Polícia Federal em dezembro, por ordem do próprio Mendonça, cumpria prisão preventiva e estava internado desde a semana passada.

Com parecer favorável da Procursdoria-Geral da República (PGR), o ministro Mendonça acolheu o pedido da defesa de Silvio Feitoza, com base em seu grave quadro de saúde que o levou a ficar internado desde a semana passada, sob risco de morte.

Médicos diagnosticaram isquemia miocárdica causada por obstrução de cerca de 90% das artérias coronárias do acusado de desempenhar funções de “diretor financeiro” do esquema sob liderança de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. E, na última semana, passou por cateterismo e angioplastia com implante de stent.

Ao determinar sua prisão, em dezembro, Mendonça relatou que Silvio Feitosa e outros investigados “não desistiram de continuar na empreitada criminosa”, mesmo após medidas judiciais determinadas em abril, no âmbito da Operação Sem Desconto, quando houve a repercussão nacional do caso.

Na ocasião, a PGR afirmou que Silvio Feitoza demonstrou disposição em dar continuidade às práticas delitivas, sob ordens de “Careca do INSS”. E expôs que o investigado teria “acesso a fluxos financeiros e a registros patrimoniais sensíveis”.

DP

18/01/2026

DANOU-SE: O PCC APARECE NO 'RESORT DA FAMÍLIA DE TOFFOLI'

Tentáculos do PCC adentram o resort da família de Toffoli

Silvano Gersztel, executivo sob investigação por suposta lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), atuou como intermediário na compra de participação no Resort Tayayá, empreendimento que pertencia a familiares do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. A transação ocorreu em setembro de 2021, em Ribeirão Claro, no Paraná, quando dois fundos administrados pela gestora REAG adquiriram parte do empreendimento turístico.

Os fundos Arleen e Leal, representados por Gersztel, pagaram R$ 20 milhões pela participação no resort paranaense. A informação foi confirmada por meio de documentos da Junta Comercial do Paraná e registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Gersztel, que era braço direito do fundador e ex-CEO da REAG, João Carlos Mansur, está sendo investigado desde agosto de 2026. As autoridades apuram se ele participou da criação de fundos de investimento estruturados para dar aparência legal a recursos provenientes de atividades criminosas da facção paulista.

Nos sistemas da Receita Federal, o executivo aparece como representante legal de diversos CNPJs vinculados à REAG. Esses veículos jurídicos eram utilizados pela empresa para administrar fundos de investimento agora sob investigação.

Vários desses fundos receberam nomes de personagens do filme Frozen, lançado em 2013 pela Disney. Entre eles estão Hans 95, Olaf 95 e Anna FIDC, estruturas que, segundo as investigações, movimentavam "dinheiro frio".

Na época do investimento no Resort Tayayá, os fundos Arleen e Leal tinham como único cotista o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O Resort Tayayá posteriormente foi adquirido por Paulo Humberto Barbosa, advogado goiano que atua como sócio e representante da J&F, conglomerado controlado pelos irmãos Batista. Em 2023, a J&F foi beneficiada por decisão do ministro Dias Toffoli, que suspendeu o pagamento da multa bilionária imposta à empresa.

A investigação sobre os fundos administrados pela REAG segue em andamento, com as autoridades apurando a extensão das operações financeiras e possíveis vínculos com atividades ilícitas da organização criminosa.

jco

13/01/2026

EMENDAS DE EDUARDO E RAMAGEM DEVEM SER VETADAS PELO STF

STF deve manter veto a emendas de Eduardo e Ramagem

O Supremo Tribunal Federal (STF) já soma três votos para manter a decisão do ministro Flávio Dino que impede o governo federal de executar ou receber indicações de emendas parlamentares apresentadas pelos deputados cassados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ).

O processo tramita no plenário virtual da Corte, com término previsto para 6 de fevereiro. O voto mais recente foi depositado pela ministra Cármen Lúcia, na última quinta-feira, 8. Antes dela, o ministro Alexandre de Moraes já havia acompanhado o relator.

O caso está em julgamento no plenário virtual para confirmar ou derrubar a decisão individual tomada por Flávio Dino em 4 de dezembro. Ao justificar a medida, o ministro sustentou que os parlamentares não tinham legitimidade para indicar emendas enquanto permaneciam fora do País, nos Estados Unidos, mesmo quando ainda exerciam o mandato – condição que, posteriormente, resultou na cassação.

– A ausência eventual pode ter um tratamento específico, mas jamais pode se cogitar que um mandato parlamentar seja perenemente exercido “à distância”. Essa modalidade simplesmente não existe em termos constitucionais – diz trecho do voto de Dino.

Ainda faltam votar os ministros Luiz Fux, Nunes Marques, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, André Mendonça, Edson Fachin e Dias Toffoli.

Eduardo e Ramagem foram cassados pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em 18 de dezembro.

Eduardo está autoexilado nos Estados Unidos. Alexandre Ramagem, condenado pelo Supremo Tribunal Federal, está foragido, também nos EUA.

AE

10/01/2026

NO STF A 'ROLETA' SÓ GIRA PARA UM LADO

Moraes é relator de ao menos 42% dos inquéritos criminais no STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é relator de ao menos 42,3% dos inquéritos criminais em aberto na Corte. No total, o tribunal tem mais de 579 processos, dentre os quais ele concentra mais de 245.

O levantamento foi feito pelo portal Poder360 com base em dados que constam no portal Corte Aberta. Nele, foram levadas em conta todas as ações que estavam em vigor no último dia 5 de janeiro, desconsiderando as que tramitam em alto grau de sigilo.

O segundo ministro com maior quantidade de ações criminais sob sua relatoria é André Mendonça, com 64 inquéritos em aberto (11%). O terceiro é o ministro Luiz Fux, com 40 inquéritos (7%).

Em geral, a distribuição dos processos é realizada de forma eletrônica, de maneira aleatória. Entretanto, quando um ministro já é relator de um processo semelhante, ações relacionadas às já existentes são automaticamente distribuídas para ele.

Esse é o principal motivo para a concentração de casos sob a relatoria de Moraes, que tem sob sua tutela inquéritos amplos, como o das chamadas fake news, milícias digitais e atos antidemocráticos.

02/01/2026

SERÁ QUE AS CÂMERAS DE DINO E G DIAS TAMBÉM VÃO PARTICIPAR?

STF terá evento para lembrar 3 anos dos atos de 8 de janeiro

O Supremo Tribunal Federal (STF) realizará na próxima quinta-feira (8), em Brasília, um evento para lembrar os três anos dos atos do 8 de janeiro. A iniciativa ocorre na sede da Corte e reúne atividades culturais e debates ao longo do dia.

Com o nome de Democracia Inabalada: 8 de janeiro — Um dia para não esquecer estão previstas a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate.

No início da tarde, o STF abre a exposição 8 de janeiro: Mãos da Reconstrução, no Espaço do Servidor. Em seguida, será exibido o documentário Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução, no Museu do tribunal.

Depois, ocorre uma conversa com profissionais da imprensa sobre o tema, também no Museu do STF. O encerramento será com a mesa-redonda Um dia para não esquecer, no salão nobre da Corte.

Em cerimônia anterior que lembrou a data, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que os atos do 8 de janeiro foram a parte visível de uma articulação mais ampla contra as instituições.

– Relembrar esta data, com a gravidade que o episódio merece, constitui também um esforço para virar a página, sem apagá-la da história – disse Fachin.