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24/03/2026

DISPARADA NO PREÇO DO DIESEL PODE AFETAR MESAS DOS BRASILEIROS

Diesel sobe forte e pode encarecer produtos em todo o Brasil

O preço do diesel disparou nas distribuidoras no início de março e já pressiona o custo do transporte no país. A alta foi registrada em todas as regiões, com aumentos mais intensos no Nordeste.

Com isso, há risco de encarecimento de produtos e serviços, já que o transporte rodoviário é a principal forma de distribuição no Brasil.

O problema vai além do combustível e atinge toda a cadeia produtiva. O aumento do petróleo elevou custos de frete, fertilizantes e seguros logísticos, além de gerar incertezas sobre exportações. A ureia, por exemplo, teve salto expressivo de preço, impactando o planejamento das próximas safras e pressionando ainda mais as margens dos produtores.

Apesar de medidas do governo, como subsídios e desoneração de tributos, o setor avalia que os efeitos são limitados diante da volatilidade internacional. O agronegócio já enfrenta juros altos e endividamento, e o conflito externo agrava um cenário considerado delicado por entidades representativas.

Em diversas regiões, há relatos de racionamento, aumento abusivo de preços e até decretação de emergência por municípios. Com máquinas no campo e prazos agrícolas rígidos, produtores temem perdas e veem o cenário como uma “tempestade perfeita”, que pode impactar desde a produção até o preço final dos alimentos.

19/03/2026

QUEIRA DEUS QUE NÃO SEJA 'EXITOSO' IGUAL O QUE SAIU

Lula confirma Dario Durigan como novo ministro da Fazenda na vaga de Haddad

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmou nesta quinta-feira (19) que o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, assumirá o comando da pasta no lugar de Fernando Haddad, que deixa o cargo para disputar o governo de São Paulo nas eleições deste ano. O anúncio ocorreu durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo.

Lula fez a declaração enquanto lia a chamada 'nominata', a lista de autoridades presentes ao evento. Ao mencionar Durigan, o presidente pediu que ele se levantasse para ser apresentado ao público e oficializou que ele será o sucessor de Haddad na equipe econômica.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmou nesta quinta-feira (19) que o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, assumirá o comando da pasta no lugar de Fernando Haddad, que deixa o cargo para disputar o governo de São Paulo nas eleições deste ano. O anúncio ocorreu durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo.

Lula fez a declaração enquanto lia a chamada 'nominata', a lista de autoridades presentes ao evento. Ao mencionar Durigan, o presidente pediu que ele se levantasse para ser apresentado ao público e oficializou que ele será o sucessor de Haddad na equipe econômica.

Quero cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Dario, levanta aí. Levanta para as pessoas conhecerem o Dario. Ele será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda, a partir do anúncio do Haddad (sobre a pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes). Então, pode olhar para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas

Ao citar o futuro ministro, Lula indicou que a mudança deve ocorrer quando Haddad formalizar a pré-candidatura ao governo de São Paulo. O atual titular da Fazenda é tratado pelo presidente como pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes nas eleições deste ano.

Durigan é apresentado como sucessor na Fazenda

Dario Durigan ocupa o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda, atual número dois do ministério comandado por Fernando Haddad. Ele integra a equipe econômica desde o início da gestão e acompanha as principais iniciativas da pasta.

Lula lê 'nominata' e fala em fim de mandatos

Durante a abertura da cerimônia, Lula decidiu citar nominalmente os ministros e autoridades presentes. O primeiro a ser mencionado foi o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, seguido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e por outros integrantes do primeiro escalão.

Ao todo, o presidente nominou 14 ministros, além de parlamentares e representantes de outros Poderes. Ele justificou o gesto como uma forma de agradecer o apoio recebido ao longo do mandato.

Eu vou ler a nominata toda hoje, que eu não costumo ler, pra agradecer, porque estamos chegando no final do mandato de muita gente. E é importante agradecer o trabalho que muitos deputados fizeram para que a gente pudesse chegar até onde nós chegamos aqui

Com informações do Estadão Conteúdo

15/03/2026

LASCOU: O MÉDIO E O PEQUENO, OU DEMITE, OU QUEBRA!

Ministro do Trabalho e Emprego diz que empresas não terão compensação financeira com fim da escala 6×1

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o governo federal não pretende conceder compensação financeira às empresas caso haja redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.

“Não vejo, no caso da jornada de trabalho, que caiba qualquer tipo de compensação financeira”, disse. A declaração foi feita nesta sexta-feira (13), durante reunião com representantes do setor de serviços na sede do Sescon (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis). Empresários pediram algum tipo de desoneração para amenizar os custos da mudança.

O Congresso discute uma PEC da redução da jornada de trabalho no Brasil que prevê diminuir a carga semanal de 44 para 36 horas. O governo, porém, defende uma redução inicial para 40 horas semanais, deixando a possibilidade de 36 horas para o futuro.

Segundo Marinho, não há viabilidade para a mudança direta para 36 horas em 2026. A proposta do governo prevê duas folgas semanais, com definição dos dias por negociação coletiva.

Custos e impactos

Estudos apresentados por entidades empresariais apontam aumento de custos e possíveis impactos na economia. Levantamento do FGV Ibre indica que reduzir a jornada para 36 horas sem corte salarial poderia elevar o custo do trabalho e resultar na perda de cerca de 638 mil empregos formais, além de impacto negativo de 0,7% no PIB.

O ministro, porém, argumenta que a redução da jornada pode gerar ganhos de produtividade, melhorar o ambiente de trabalho e reduzir afastamentos por doença ou acidentes.

Marinho também disse não ver problema em votar a proposta em ano eleitoral. Segundo ele, a pauta está sendo conduzida pelo Congresso e atende a uma demanda de trabalhadores por jornadas menores.

11/03/2026

RANKING GLOBAL DE BILIONÁRIOS É DIVULGADA PELA FORBES E APONTA OS BRASILEIROS MAIS RICOS DE 2026

Forbes divulga ranking global de bilionários e aponta os brasileiros mais ricos de 2026

A revista Forbes divulgou nesta terça-feira (10) a atualização do ranking mundial de bilionários, que reúne as maiores fortunas do planeta. No levantamento mais recente, 70 brasileiros aparecem na lista global, com destaque para o empresário Eduardo Saverin, que mantém a liderança entre os mais ricos do país pelo terceiro ano consecutivo.

Aos 43 anos, o cofundador do Facebook ocupa a 59ª posição no ranking mundial, com patrimônio estimado em US$ 35,9 bilhões. Saverin criou a rede social em 2004 ao lado do colega de universidade Mark Zuckerberg. Atualmente, ele atua principalmente como investidor de capital de risco e concentra grande parte de sua riqueza em sua participação na Meta, empresa controladora do Facebook.

Além disso, ele é cofundador da B Capital, fundo de investimentos criado em 2015 em parceria com Raj Ganguly. A empresa administra mais de US$ 7 bilhões em ativos e tem direcionado recursos para startups de tecnologia em estágio inicial.

Logo atrás no ranking dos brasileiros aparece André Esteves, presidente do banco de investimentos BTG Pactual. O banqueiro ocupa a 131ª posição global, com uma fortuna estimada em US$ 20,2 bilhões.

Na sequência surge Jorge Paulo Lemann e família, na 137ª colocação, com patrimônio avaliado em US$ 19,8 bilhões. Lemann é um dos fundadores da 3G Capital, grupo conhecido por investimentos em empresas como a gigante de bebidas Anheuser-Busch InBev e a Restaurant Brands International, responsável por marcas como Burger King e Tim Hortons.

O ranking também inclui membros da tradicional família Moreira Salles. Fernando Roberto Moreira Salles aparece na 346ª posição, com fortuna estimada em US$ 9,9 bilhões. Seu irmão, Pedro Moreira Salles, surge logo depois, na 383ª colocação. Ambos são acionistas do Itaú Unibanco e participam do controle da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção de nióbio.

Completam a lista dos dez brasileiros mais ricos do mundo:
  • Jorge Moll Filho – US$ 7,5 bilhões (509º lugar), fundador da Rede D’Or
  • Max Van Hoegaerden Herrmann Telles – US$ 7,4 bilhões (520º), ligado ao grupo 3G Capital
  • Carlos Alberto Sicupira – US$ 6,9 bilhões (588º), sócio da 3G Capital
  • Miguel Krigsner – US$ 6,8 bilhões (595º), fundador do Grupo Boticário
  • Alex Behring – US$ 5,8 bilhões (720º), também associado à 3G Capital
O levantamento anual da Forbes considera participações empresariais, investimentos e outros ativos financeiros para estimar o patrimônio dos bilionários ao redor do mundo. A lista completa reúne milhares de nomes e serve como referência para acompanhar as mudanças no cenário global de riqueza e negócios.


06/03/2026

NA REGIÃO NORDESTE O RN TEM A MAIOR DÍVIDA MÉDIA DAS EMPRESAS

Dívida média das empresas do RN é a maior da região Nordeste

Em 2025, 96.133 empresas no Rio Grande do Norte encerraram dezembro inadimplentes, de acordo com dados divulgados pela Serasa Experian. O levantamento aponta que cada empresa potiguar inadimplente possuía, em média, 6,7 contas negativadas. A dívida média por CNPJ foi de R$ 22.575,93, valor mais alto entre todos os estados do Nordeste.

Na região, a unidade federativa campeã em quantidade de empresas inadimplentes é a Bahia (386.175), com dívida média por CNPJ de R$ 17.027,58. A Paraíba, que registrou 104.664 empresas em situação de inadimplência, possui o segundo maior valor médio de endividamento por CNPJ (R$ 21.097,93).

O economista Janduir Nóbrega explica que dentre as causas para o cenário estão fatores como ausência de planejamento adequado e incapacidade das empresas em quitar as dívidas. “As empresas melhor conduzidas tendem a sofrer menos com a inadimplência, porque a situação é semelhante ao consumidor que não se programou para honrar compromissos e tornou-se incapaz de cumpri-lo”, explica.

Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian, avalia que os números têm relação direta com um ambiente econômico ainda desafiador.

“O ano de 2025 foi marcado por condições de crédito mais restritivas e custos financeiros elevados, o que reduziu a capacidade de muitas empresas de alongar dívidas e recompor capital de giro. O resultado é um aumento consistente da inadimplência ao longo dos meses, culminando em novo recorde histórico no encerramento do ano em todo o País”, afirma.

Clique no link abaixo e veja a matéria completa:

https://tribunadonorte.com.br/economia/empresas-inadimplentes-no-rn-tem-maior-valor-de-divida-media-por-cnpj-do-nordeste/

26/02/2026

O DRAMA DOS CLIENTES DO WILL BANK

‘O dinheiro está todo sequestrado’: o drama de clientes do Will Bank após a liquidação pelo BC

O efeito cascata da liquidação extrajudicial do Banco Master parece não ter fim. Entre corretoras, gestoras de recursos e outros bancos ligados ao grupo de Daniel Vorcaro, sete instituições já foram encerradas desde novembro.

O caso mais dramático, porém, é o do Will Bank. A liquidação do banco digital deixou clientes mais vulneráveis, de renda média e baixa, com todo o dinheiro bloqueado e sem prazo definido para reembolso.

O banco afirmava ter cerca de 12 milhões de clientes, dos quais 60% estavam no Nordeste, em sua maioria em cidades pequenas.

Clientes ouvidos pelo g1 afirmam que o saldo depositado no Will seria usado para despesas básicas, como alimentação, aluguel, medicamentos e contas de luz. Sem esse dinheiro, dizem que ficarão inadimplentes.

O que se sabe é que o reembolso será dividido em duas partes.

Investidores em CDBs e letras de crédito (LCIs e LCAs) do Will Bank estão cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo funciona como um tipo de seguro e cobre perdas de até R$ 250 mil por instituição.

Já os clientes comuns utilizavam contas de pagamento, que não têm cobertura do FGC. Ainda assim, pela lei, os valores são mantidos no Banco Central — ou seja, o dinheiro fica separado do patrimônio do Will Bank e deverá ser devolvido integralmente, sem limite por pessoa.

A questão é que a devolução só deve começar após o liquidante do banco, nomeado pelo Banco Central, concluir a lista oficial de credores — o que ainda não ocorreu nem tem prazo para acontecer. (entenda mais abaixo)

No dia 13 de fevereiro, o FGC antecipou pagamentos para clientes com até R$ 1 mil a receber, numa tentativa de reduzir a espera de cerca de 6 milhões de pessoas. Mas quem tinha valores mais altos ou investiu por meio de corretoras ficou de fora.

🔎 Este é o primeiro texto da série especial do g1 sobre o caso Banco Master e seus desdobramentos. Nesta reportagem, a apuração analisa as consequências da liquidação do Will Bank, outra instituição do grupo financeiro de Daniel Vorcaro, e o impacto direto sobre correntistas comuns.

‘O dinheiro está todo sequestrado’

Felipe Candido, 50 anos,
tem R$ 6 mil no Will Bank;
dinheiro seria usado para despesas básicas
— Foto: Arquivo Pessoa
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O servidor público Felipe Cândido, de 50 anos, precisou se afastar do trabalho para acompanhar a esposa durante o tratamento contra um câncer de mama. Ela faleceu no início deste ano.

Ele viu a renda diminuir e passou a ser responsável por quatro filhos — entre eles, gêmeas de 9 anos — e por uma neta de 2 anos. “Eu sofri um combo bem azarado. Foi uma coisa muito triste”, afirmou.

A morte da esposa levou a um novo afastamento do trabalho por questões de saúde mental. Em janeiro, ele depositou todas as economias no Will Bank. Os cerca de R$ 6 mil seriam usados para pagar a mudança de casa e a matrícula de uma das filhas na escola.

Quatro dias depois, o BC decretou a liquidação do Will Bank e bloqueou o saldo, sem aviso prévio.

Como o valor ultrapassa R$ 1 mil, Felipe não foi incluído na antecipação do FGC e continua sem acesso ao dinheiro. Ele já teve o fornecimento de energia elétrica cortado em casa e passou a depender da ajuda de vizinhos para manter aparelhos básicos funcionando.

“Estou com uma extensão ligada na casa da vizinha. Daqui sai energia para a geladeira, a televisão e o ventilador das crianças. Não tem como ficar sem luz”, contou.

Clique no link abaixo e veja a matéria completa:

24/02/2026

LULA AUMENTA TARIFA DE IMPORTAÇÃO DE MAIS MIL PRODUTOS E ESPERA ARRECADAR R$ 14 BILHÕES

Governo Lula espera arrecadar R$ 14 bilhões neste ano com alta na tarifa de importação de mais de mil produtos; celulares foram taxados

O Ministério da Fazenda estima arrecadar R$ 14 bilhões a mais em 2026 com o aumento do imposto de importação sobre mais de mil produtos. A medida, adotada em novembro, busca proteger a indústria nacional e atinge bens de capital, informática e telecomunicações.

Entre os itens afetados estão smartphones, freezers, televisores e painéis de LCD e LED. As alíquotas foram elevadas em até 7,2 pontos percentuais, impactando consumidores e empresas que dependem de equipamentos importados.

Segundo a Fazenda, as importações desses bens cresceram 33,4% desde 2022 e já representam mais de 45% do consumo nacional, nível que, segundo o governo, ameaça a cadeia produtiva brasileira. A pasta afirma que a medida é “moderada e focalizada” e segue tendência internacional de proteção setorial contra concorrência considerada desigual.

Importadores criticam a alta de impostos

Importadores criticam a decisão e alertam para impactos na inflação e na competitividade. Para Mauro Lourenço Dias, presidente do Fiorde Group, o aumento das tarifas pode elevar custos de investimentos, afetar a modernização industrial e gerar efeitos em cadeia, como alta no preço de eletrodomésticos, equipamentos hospitalares e obras de infraestrutura.

O governo, por sua vez, afirma que o impacto no IPCA deve ser baixo e indireto, já que os produtos atingidos são majoritariamente bens de produção. Também avalia que a medida pode estimular a substituição por produtos nacionais e reduzir o déficit externo.

Apesar do aumento, empresas poderão pedir redução temporária da alíquota para zero até 31 de março, com concessão provisória por até 120 dias.

O debate ocorre em meio ao cenário internacional, após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar parte do tarifaço imposto pelo ex-presidente Donald Trump sobre importações.

21/02/2026

ECONOMIA POTIGUAR É PRESSIONADA PELA QUEDA NA PRODUÇÃO DE PETRÓLEO - A MENOR DOS ÚLTIMOS 40 ANOS

Produção de petróleo no RN cai ao menor nível em 40 anos e pressiona economia local

A produção de petróleo e gás natural no Rio Grande do Norte atingiu, em dezembro de 2025, o menor patamar das últimas quatro décadas, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A produção média diária no Estado foi de 33 mil barris, recuo frente aos 36 mil barris por dia registrados em outubro e volume inferior ao observado desde a década de 1980.

Há dez anos, a produção potiguar era praticamente o dobro da atual, de acordo com a agência reguladora. O movimento reforça uma trajetória de declínio estrutural associada ao esgotamento natural dos campos maduros e à mudança no perfil dos operadores locais.

Historicamente protagonista na exploração terrestre no país, o Rio Grande do Norte perdeu esse papel após a reconfiguração do portfólio da Petrobras, que, nos últimos anos, concentrou investimentos no pré-sal e se desfez de ativos em terra e em águas rasas. Com a saída da estatal, empresas independentes de menor porte assumiram parte relevante das operações.

Para o Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte (Sindipetro-RN), a redução da produção está diretamente ligada ao ritmo de investimentos das novas operadoras.

“Essa produção foi tão baixa porque as três grandes produtoras de petróleo no Rio Grande do Norte não estão fazendo os investimentos necessários para aumentar a produção no nosso Estado”, afirma Marcos Brasil, presidente do sindicato.

Segundo ele, a exploração dos 33 blocos atualmente ofertados pela ANP poderia elevar a produção para algo entre 70 mil e 80 mil barris por dia, com potencial de geração de 15 mil a 20 mil empregos diretos e indiretos.

Uma das principais produtoras em atividade no Estado informou que, em janeiro, produziu cerca de 19 mil barris por dia e que tem direcionado recursos para tecnologias de recuperação avançada, com o objetivo de conter o declínio natural dos campos e ampliar a eficiência operacional.

O Rio Grande do Norte abriga majoritariamente campos maduros — áreas em produção há décadas e que apresentam elevada razão água/óleo. Em alguns casos, segundo especialistas do setor, determinados poços chegam a produzir 98% de água e apenas 2% de óleo, o que exige técnicas de recuperação secundária e terciária, como injeção de fluidos e métodos químicos, encarecendo a operação.

Relatórios públicos da Petrobras indicam que a estratégia da companhia nos últimos anos priorizou ativos de maior rentabilidade e escala, especialmente no pré-sal, onde a produtividade por poço é significativamente superior à média dos campos terrestres do Nordeste.

Impacto sobre PIB industrial e receitas públicas

O setor de petróleo e gás responde por mais de 40% do PIB industrial do Rio Grande do Norte, segundo a Federação das Indústrias do Estado (Fiern), sendo a principal base da atividade manufatureira local.

Para Jean-Paul Prates, chairman do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), o impacto da queda na produção foi ampliado pela desvalorização do petróleo no mercado internacional no fim de 2025.

“Caiu a produção e também caiu o preço internacional do petróleo no final de 2025. Isso impacta diretamente o caixa do governo estadual e das prefeituras produtoras e adjacentes, como Mossoró, Macau e Guamaré”, afirma.

Segundo ele, o setor representa aproximadamente metade do PIB industrial potiguar, e as perdas acumuladas da indústria, da ordem de 11,5% em 2025, estão diretamente relacionadas ao desempenho da cadeia de óleo e gás.

Municípios como Mossoró e Guamaré, fortemente dependentes da atividade petrolífera para geração de empregos e dinamização do comércio local, estão entre os mais afetados pela retração.

Agora RN

07/02/2026

NO BRASIL INADIMPLÊNCIA RECUA MAS ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS BATE RECORDE

Endividamento das famílias bate recorde no Brasil; inadimplência recua

O percentual de famílias brasileiras com dívidas alcançou 79,5% em janeiro, o nível mais alto já registrado pela série histórica, igualando o recorde observado em outubro do ano passado. Apesar disso, a inadimplência caiu pelo terceiro mês consecutivo, segundo dados divulgados nesta semana.

As informações fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que acompanha mensalmente a situação financeira das famílias no país.

Em dezembro, o nível de endividamento estava em 78,9%. Em janeiro de 2025, o indicador atingia 76,1% das famílias.

Famílias de baixa renda concentram maior endividamento

A pesquisa mostra que o endividamento é mais frequente entre famílias com renda de até três salários mínimos, grupo em que 82,5% relataram ter algum tipo de dívida em janeiro de 2026.

Entre os domicílios com renda superior a dez salários mínimos, o percentual recua para 68,3%. Desde janeiro, o salário mínimo está fixado em R$ 1.621.

Cartão de crédito lidera formas de dívida

O levantamento indica que o cartão de crédito segue como a principal modalidade de endividamento das famílias brasileiras, presente em 85,4% dos casos. Em seguida aparecem:
  • Carnês: 15,9%
  • Crédito pessoal: 12,2%
  • Financiamento de imóvel: 9,6%
  • Financiamento de veículo: 8,7%
  • Crédito consignado: 6%
  • Cheque especial: 3,4%
  • Outras dívidas: 2,5%
  • Cheque pré-datado: 0,3%
Segundo a Peic, o comprometimento médio das dívidas é de 7,2 meses, o que representa o tempo restante para quitação dos débitos.

Já a parcela da renda comprometida com dívidas corresponde, em média, a 29,7% do orçamento familiar. Uma em cada cinco famílias (19,5%) informou ter mais da metade da renda comprometida com pagamentos.

O levantamento é realizado com 18 mil famílias em todas as regiões do país e considera dívidas com cartão de crédito, cheque especial, carnês, crédito consignado, empréstimos pessoais, cheque pré-datado e financiamentos de veículos e imóveis.

A CNC ressalta que o endividamento, por si só, não é necessariamente negativo, pois pode estimular o consumo e aquecer a economia. O alerta surge quando há perda da capacidade de pagamento, caracterizando a inadimplência.

Inadimplência segue em queda

Em janeiro, a inadimplência ficou em 29,3%, recuando pelo terceiro mês seguido. Em outubro, o indicador era de 30,5%.

O percentual de famílias com contas em atraso cresce conforme diminui a renda. Entre aquelas que ganham até três salários mínimos, a taxa chega a 38,9%. Já nos domicílios com renda superior a dez salários mínimos, o índice é de 14,9%.

O tempo médio de atraso nos pagamentos foi de 64,8 dias em janeiro. Além disso, 12,7% das famílias afirmaram que não terão condições de quitar dívidas em atraso.

Juros altos pressionam orçamento

De acordo com a CNC, os juros elevados dificultam a amortização das dívidas e tornam o orçamento familiar mais apertado.

A taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006, quando chegou a 15,25%. O índice é definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, e influencia as demais taxas cobradas no mercado.

A Selic permanece elevada como instrumento de combate à inflação. O IPCA ficou 13 meses acima do teto da meta do governo, de 4,5% ao ano, retornando ao intervalo de tolerância apenas em novembro de 2025.

Juros altos encarecem o crédito, desestimulam consumo e investimentos e tendem a desacelerar a economia, com impacto negativo sobre a geração de empregos.

Projeções para o primeiro semestre

A CNC projeta que o endividamento das famílias deve continuar avançando no primeiro semestre, alcançando 80,4% em junho.

Para a inadimplência, a estimativa é de queda gradual, chegando a 28,9% no mesmo período. Segundo o economista-chefe da entidade, a redução está ligada à expectativa de queda da Selic, já sinalizada pelo Banco Central a partir de março.

“A gente vem em um patamar [de juros] muito elevado, então vai levar um certo tempo para que esse desaperto monetário seja sentido também no mercado de crédito”, avalia. “Começando em março, provavelmente no início do terceiro trimestre, final do segundo trimestre, as famílias já devem se deparar com uma taxa de juros significativamente menor”, completa.

Com informações da Agência Brasil.

05/02/2026

CIDADES DO RN COM MELHOR E PIOR DESEMPENHO EM EMPREGOS EM 2025

Empregos no RN: veja as cidades com melhor e pior desempenho em 2025

Os municípios de Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Extremoz foram os que registraram o melhor desempenho na geração de empregos formais no Rio Grande do Norte em 2025, puxados por setores como serviços, comércio e indústria. Por outro lado, as cidades potiguares que mais perderam vagas de emprego, ou seja, onde o número de demissões superou o de contratações, foram Mossoró, Assú, Currais Novos, São José do Seridó e Espírito Santo. Nesses municípios, os setores que apresentaram maior retração no número de vagas foram construção, indústria e serviços. Os dados estão disponíveis no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

A capital potiguar encerrou 2025 na liderança estadual da geração de empregos, com saldo positivo de 7.108 novas vagas, resultado de 106.671 admissões e 99.563 demissões. O grande destaque foi a indústria, que registrou saldo de 3.724 novas vagas na cidade.

Em segundo lugar no RN, Parnamirim ficou com saldo geral de 2.167 postos criados. O setor que se sobressaiu foi o de serviços, com 1.339 novas vagas. Em São Gonçalo do Amarante, a construção foi o grande destaque, com a abertura de 1.132 novos postos – o saldo total do município foi de 1.800 empregos.

Já Macaíba, que ficou em 4º lugar, totalizou saldo positivo de 1.070 vagas, sendo os serviços o setor de maior destaque, com 459 postos novos. Fechando o top cinco dos maiores geradores de empregos do RN no ano passado, a cidade de Extremoz registrou um saldo total de 535 postos, puxados pela construção, com 259 empregos formais.

A reportagem procurou os municípios de Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante para entender o cenário de cada região. Apenas São Gonçalo do Amarante respondeu, afirmando que a construção ganhou destaque impulsionada por obras públicas, investimentos em infraestrutura urbana e empreendimentos imobiliários privados.

“A geração de empregos formais é um indicador importante da retomada do crescimento econômico. Os números mostram que estamos novamente nos consolidando como um polo de oportunidades, fruto do trabalho de planejamento, dos investimentos públicos e da confiança do setor privado”, avalia o prefeito Jaime Calado.

Por outro lado, Mossoró, que registrou o pior saldo entre os municípios potiguares, teve o desempenho puxado pelos serviços, setor que fechou 2.592 vagas. No entanto, o desempenho final do município (-1.393) foi compensado por outras atividades, especialmente a agropecuária, que teve saldo positivo de 361 postos. Em nota, a Prefeitura de Mossoró disse acompanhar de perto os dados e afirmou que “continua trabalhando para incentivar o crescimento econômico, apoiando os empreendedores, visando ampliar as oportunidades de emprego na cidade”.

Além dos números do Caged, o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do RN, Hugo Fonseca, explicou que o resultado de Mossoró pode estar ligado à perda relativa de competitividade da circunscrição municipal frente a outros polos da região, especialmente em setores estratégicos.

“Atividades ligadas à cadeia de petróleo e gás, historicamente relevantes para a economia mossoroense, passaram a se instalar em municípios vizinhos, reduzindo a capacidade local de geração de emprego e renda”, disse.

Outros municípios com saldo negativo

Em Assú, que registrou o segundo maior saldo negativo de empregos do RN em 2025, a construção, com -1.435 vagas, puxou o resultado para baixo. Do mesmo modo que em Mossoró, setores como serviços e agropecuária ajudaram a compensar as perdas totais, resultando em um saldo final de -1.284 postos. Em nota, a Prefeitura esclareceu que o impacto liderado pela construção deveu-se ao encerramento da fase de obras da usina de energia solar do Consórcio Assú.

“Durante o período de implantação, o empreendimento chegou a empregar cerca de 2 mil trabalhadores. Com a conclusão das obras, a usina passou para a etapa de operação e manutenção, que demanda um número bem menor de profissionais, o que naturalmente gerou um volume significativo de desligamentos e refletiu nos dados do Caged. Para 2026, há a expectativa da chegada de um novo empreendimento do setor energético que poderá voltar a impulsionar a geração de empregos na fase de construção. No entanto, o cronograma de início das obras ainda depende de confirmações por parte da empresa”, disse a prefeitura.

Em Currais Novos, novamente a construção, com -996 postos de trabalho em 2025, refletiu o saldo total, que ficou negativo, em -705 vagas. Setores como serviços, com saldo positivo de 179 novos postos, e comércio, com 123, compensaram os efeitos no resultado final. O município não respondeu aos contatos da reportagem para comentar os dados.

Em São José do Seridó, com saldo total de -209 empregos, o resultado foi puxado pela indústria (-214), mas com impactos positivos da agropecuária, serviços e comércio, que ajudaram a amenizar os impactos no saldo final.

Hugo Fonseca, da Sedec, afirmou que São José do Seridó teve como um dos maiores fatores para os números apresentados a finalização de contratos temporários, principalmente ligados ao setor industrial e também à mão de obra na agricultura.

Por fim, em Espírito Santo, com -168 vagas, os serviços puxaram a queda, com -168 postos. A reportagem não conseguiu contato com o município.

Comportamento da Região Metropolitana

Para Marcelo Queiroz, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio-RN), a Região Metropolitana de Natal (RMN) “se comportou bem em 2025 em termos de geração de empregos”, puxado, na avaliação dele, pelo desempenho da capital. “Natal liderou a geração de empregos e, quando a capital vai bem, os municípios da RMN costumam também ir bem, principalmente no setor de comércio e serviços”, pontuou Queiroz.

“Ressaltamos ainda que nos municípios da Grande Natal há uma parcela significativa da população que reside e faz suas compras e consumo de serviços nas cidades. Além do que, são nesses municípios que estão localizados grande parte dos fornecedores de produtos e serviços, por ter menor custo de locação ou aquisição de terreno”, acrescentou Marcelo Queiroz ao comentar, ainda, sobre o fato de os serviços terem liderado os resultados negativo em Mossoró e em Espírito Santo.

“Em Mossoró, o resultado foi determinado pelo saldo de demissões em facilities (-2.216) e call center (-991). Já em Espírito Santo, o resultado negativo decorreu pelo fechamento de vagas na atividade de fornecimento e gestão de Recursos Humanos para terceiros (-167)”, detalhou.

Para 2026, de acordo com o presidente da Fecomércio-RN, o Rio Grande do Norte, que em geral registrou saldo positivo de 15.870 empregos formais em 2025, deve seguir crescendo, puxado pelos setores de comércio, serviços e turismo. “A expectativa é que, com a queda da inflação e da taxa de juros, haverá um desenvolvimento desses setores e manutenção da geração de empregos”, finalizou Queiroz.

Desempenho da Indústria

De acordo com análise do Observatório da Indústria Mais RN, núcleo ligado à Fiern, no acumulado de 2025 a indústria representou 31,7% de todas as novas vagas geradas no RN. De um total de 15.870 postos formais no Estado, o setor respondeu por 5.036. Os destaques ficaram por conta de Natal (3.724 vagas), Macaíba (384), Mossoró (317), Parnamirim (219) e São Gonçalo do Amarante (48).

“Os dados confirmam a centralidade dos polos industriais do estado, quais sejam, Região Metropolitana de Natal e Mossoró, que sozinhos respondem por quase 93% das vagas geradas. Esta é uma tendência que se confirma quando analisamos os dados desde 2023, ainda que cada município apresente dinâmicas industriais e especificidades próprias”, destacou o observatório.

Ainda segundo o núcleo, “considerando fatores macroeconômicos e ponderando com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), há elevação de confiança para os próximos seis meses que, se se confirmar a queda prevista para taxa básica de juros, poderá surtir efeitos positivos para a indústria”.

Top 5 Saldo de empregos no RN em 2025

Cidades que mais criaram vagas

1º – Natal – 7.108
2º – Parnamirim – 2.167
3º – São Gonçalo do Amarante – 1.800
4º – Macaíba – 1.070
5º – Extremoz – 535

Cidades que mais perderam vagas

1º – Mossoró (-1.393)
2º – Assú (-1.284)
3º – Currais Novos (-705)
4º – São José do Seridó (-209)
5º – Espírito Santo (-169)

TN

04/02/2026

CONSUMO NO BRASIL E HÁBITOS DE POTIGUARES MUDAM COM CAFÉ MAIS CARO

Café mais caro pesa no bolso, derruba consumo no Brasil e muda hábitos de potiguares

O aumento no preço do café já impacta diretamente o consumo no país e também no Rio Grande do Norte. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) apontam queda de 2,31% no consumo nacional entre novembro de 2024 e outubro de 2025, reflexo da alta acumulada nos preços. No Nordeste, a retração foi de 1,72%, enquanto supermercados potiguares relatam mudanças claras no comportamento dos clientes.

A reportagem é da Tribuna do Norte. Segundo o presidente da Assurn, Mikelyson Góis, o consumidor tem buscado alternativas mais baratas, como o café solúvel, após sucessivos reajustes nos últimos anos. Em Natal, comerciantes estimam redução de até 8% nas vendas do produto, enquanto consumidores admitem trocar marcas, reduzir a quantidade ou até substituir o tipo de café para manter o orçamento.

A tendência, porém, é de continuidade da pressão nos preços. Economistas avaliam que fatores como inflação elevada, problemas climáticos e oferta restrita devem manter o café valorizado nos próximos meses, o que pode prolongar a queda no consumo interno, mesmo com a demanda internacional em crescimento.

Apesar da redução no volume consumido, a indústria registrou faturamento recorde de R$ 46,24 bilhões em 2025, impulsionado justamente pelos preços mais altos nas prateleiras. Especialistas defendem diversificação de produtos e políticas de incentivo à produção para reduzir impactos ao consumidor.

TN

02/02/2026

A SAÚDE FINANCEIRA DO SEU BANCO ESTÁ BOA? VEJA COMO CHECAR DADOS OFICIAIS

Veja como checar dados oficiais sobre a saúde financeira do seu banco

Com a liquidação de instituições financeiras pelo Banco Central (BC) desde o fim de 2025, notícias e rumores sobre a saúde de bancos passaram a circular com mais frequência, nem sempre com informações corretas. Para o consumidor e o investidor, saber diferenciar alertas reais de fake news é essencial para proteger seu dinheiro e tomar decisões seguras.

Existem ferramentas oficiais, indicadores públicos e sinais objetivos que permitem avaliar a situação financeira de um banco em funcionamento no Brasil. Nem toda notícia alarmista sobre instituições financeiras é verdadeira.

Antes de agir por medo, o consumidor deve consultar fontes oficiais, analisar indicadores e desconfiar de promessas exageradas. A informação de qualidade continua sendo a melhor defesa contra boatos e prejuízos.

Confira o passo a passo para conferir se uma notícia negativa procede ou se é apenas desinformação.

1. Consulte se o banco é autorizado pelo Banco Central
  • O primeiro passo é verificar se a instituição é autorizada e supervisionada pelo Banco Central do Brasil.
  • Isso pode ser feito no site do BC, no caminho: Meu BC → Serviços → Encontre uma instituição.
  • Bancos não autorizados não podem operar no sistema financeiro nacional.

2. Use bases oficiais de dados

Três tipos de plataforma concentram informações confiáveis:
  • Central de Demonstrações Financeiras (CDSFN), do Banco Central: na mesma página do serviço Encontre uma Instituição, com o seguinte caminho: digitar o nome da instituição  → clicar no resultado → clicar em Central de Demonstrações Financeiras;
  • Site Banco Data:  organiza dados financeiros de forma acessível, com esquemas visuais e cores (verde, laranja e vermelho) para indicar o risco de cada indicador;
  • Site de Relações com Investidores (RI) de cada instituição: cada instituição autorizada pelo BC é obrigada a manter uma página de relação com investidores, com todas as informações financeiras e com resumos de fácil leitura. Caminho: digitar em qualquer site de busca o nome da instituição + RI.
Esses sistemas permitem analisar balanços, resultados e indicadores de risco.

3. Avalie os principais indicadores de solidez
  • Índice de Basileia: mede a relação entre capital próprio e riscos assumidos.

       >> Mínimo exigido no Brasil: 11% para instituições em geral, 13% para bancos cooperativos;

       >> Índice confortável: acima de 15%;

       >> Um índice de Basileia 11% significa que, para cada R$ 100 emprestados, a instituição tem 11% de recursos próprios (dos sócios e dos acionistas);

>> Quanto maior, mais capacidade o banco tem de absorver perdas.

  • Lucro líquido recorrente: lucros consistentes ao longo do tempo indicam boa gestão.
  • Inadimplência da carteira de crédito: percentual de empréstimos vencidos há mais de 90 dias. Índices elevados são sinal de risco.
  • Índice de imobilização: mostra quanto do capital está preso em ativos fixos (como imóveis que não podem ser vendidos em momentos de crise); valores altos reduzem a liquidez.
  • Rating de crédito: notas atribuídas por agências como Moody’s, S&P e Fitch. Rebaixamentos sucessivos acendem o alerta. No caso do Banco Master, no entanto, várias agências atribuíam nota alta e risco baixo à instituição.
4. Verifique a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos

Para quem investe, é fundamental confirmar se o banco é coberto pelo FGC, que garante até R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), com teto global de R$ 1 milhão pago a cada quatro anos.

O FGC cobre os seguintes recursos e investimentos:
  • Contas correntes e poupança;
  • CDB e RDB;
  • Letras financeiras dos seguintes tipos: LCI, LCA, LC, LH, LCD;
  • Depósitos a prazo;
  • Operações compromissadas com títulos elegíveis.
  • Em caso de liquidação, o FGC é o caminho para recuperar os valores dentro do limite.

Recursos e investimentos não cobertos pelo FGC:

  • CRI e CRA;
  • Debêntures;
  • Letras financeiras dos seguintes tipos: LF, LI, LIG; 
  • Títulos públicos, porque esses papéis são cobertos pelo Tesouro Nacional;
  • Títulos de capitalização;
  • Fundos de renda fixa: em caso de quebra, têm CNPJ separado da instituição e podem ir para outro gestor;
  • Depósitos no exterior;
  • Depósitos judiciais.
O correntista deve estar ciente de que perderá esses valores em caso de quebra da instituição.

5. Desconfie de rentabilidade fora do padrão
  • Bancos pequenos oferecem taxas maiores que bancos grandes e de baixo risco;
  • Bancos em dificuldade podem oferecer taxas muito acima da média do mercado para captar recursos rapidamente;
  • Retornos extraordinários quase sempre vêm acompanhados de maior risco;
  • No caso de CDBs, a taxa máxima recomendada está em 115% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). O Banco Master oferecia taxas de 140% do CDI.
6. Fique atento aos sinais de alerta

Não é possível prever com exatidão se um banco será liquidado, mas alguns indícios ajudam:
  • Queda contínua do Índice de Basileia;
  • Prejuízos recorrentes nos balanços;
  • Rebaixamento de rating;
  • Notícias sobre investigações ou intervenção;
  • Ofertas agressivas de captação;
  • Entrada em regimes especiais do Banco Central, como o Regime de Administração Especial Temporária (RAET).
No caso do Will Bank, liquidado recentemente, o Índice de Basileia estava negativo em 5,3% em junho de 2024. O Índice de Imobilização estava negativo em 1,9% na mesma data, mesmo com lucro líquido de R$ 55,5 bilhões.

7. Compare com investimentos mais seguros

Para reduzir riscos, especialistas destacam:
  • Tesouro Direto: risco de crédito considerado o menor do país;
  • CDBs, LCIs e LCAs de grandes bancos, com alta solidez e proteção do FGC.

30/01/2026

HAJA ROMBO

Setor público tem déficit de R$ 55 bilhões em 2025, diz Banco Central

O setor público consolidado — formado por União, Estados, municípios e estatais — registrou déficit primário de R$ 55 bilhões em 2025. O resultado consta no relatório “Estatísticas Fiscais”, divulgado pelo BC (Banco Central) nesta sexta-feira (30).

O resultado representa o maior déficit desde 2023. 

Veja a série histórica do setor público consolidado no acumulado do ano:

2020: déficit de R$ 702,95 bilhões
2021: superávit de R$ 64,727 bilhões
2022: superávit de R$ 126 bilhões
2023: déficit de R$ 249,123 bilhões
2024: déficit de R$ 47,552 bilhões
2025: déficit de R$ 55 bilhões

CNN