Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens

27/08/2026

MAIS UMA EMPRESA QUEBRADA NO GOVERNO PETISTA

Habib’s entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265 mi

O Grupo Gennius, que controla as redes de restaurantes Habib’s (comida árabe), Ragazzo (massas e salgadinhos), Tendall Grill (carnes) e outros, entrou em recuperação judicial, com dívidas de R$ 265,2 milhões. O pedido foi feito à 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais na segunda, 24, e aceito no dia seguinte.

Procurado, o grupo disse que a recuperação judicial é “parte de seu processo de reestruturação financeira, com o objetivo de preservar a sustentabilidade e a evolução do negócio no longo prazo”. Informou também que as operações seguem funcionando normalmente.

No fim de julho, o grupo havia conseguido com a Justiça um pedido de tutela cautelar antecedente contra credores.

Esse tipo de instrumento jurídico é uma espécie de pedido de proteção antecipada contra a execução de dívidas e costuma acontecer antes de um pedido de recuperação judicial.

Essa medida pretendia abrir espaço para renegociação com credores, mas o objetivo não foi alcançado, sendo necessário o pedido de recuperação judicial, de acordo com o grupo.

Entre os motivos para a crise, foram citados os impactos da pandemia entre 2020 e 2022 e as subsequentes mudanças nos hábitos de consumo com a disseminação de plataformas de marketplace.

Esse cenário foi agravado pelo endividamento bancário superior a R$ 300 milhões, que passou a absorver uma parcela crescente do fluxo de caixa e a comprometer a manutenção das atividades.

A Justiça nomeou a KPMG Corporate Finance como administradora judicial. O grupo tem agora 60 dias para apresentar seu plano de recuperação.

Apesar de o juiz ter suspendido cláusulas automáticas que antecipem vencimentos de dívidas e ter determinado o fornecimento de insumos com pagamentos à vista, ele negou o pedido de quebra de travas bancárias.

O grupo pretendia liberar créditos de recebíveis cedidos fiduciariamente aos bancos, de modo a liberar dinheiro para o caixa da empresa.

REDE CRESCEU COM VENDAS À CLASSE C E D

Fundada em 1988 por Alberto Saraiva, o Habib’s tornou-se uma rede nacional seguindo o modelo de franquias. Na década de 2010, a rede expandiu-se rapidamente e chegou a faturar R$ 3 bilhões ao ano, com 600 unidades em operação, na busca pelo consumidor da classe C.

Nos últimos anos, manter centenas de megalojas de rua (restaurantes com estacionamento, parquinho infantil e drive-thru) tornou-se financeiramente insustentável.

O grupo iniciou um processo de reestruturação: fechou dezenas de pontos físicos grandes e deficitários e passou a apostar em modelos enxutos, como lojas menores em praças de alimentação de shoppings e quiosques focados em delivery e dark kitchens.

AE

20/08/2026

SERASA APONTA QUE EMPRESAS DO RN SOMAM DÍVIDAS DE R$ 2,03 BILHÕES

Dívidas de empresas do RN somam R$ 2,03 bilhões em junho, aponta Serasa

O volume financeiro de dívidas negativadas no Rio Grande do Norte no mês de junho chegou a R$ 2,03 bilhões, o maior do semestre, de acordo com dados da Serasa Experian. O número de empresas endividadas atingiu o patamar de 92.167 no estado. Em média, cada empresa inadimplente acumulou 6,2 contas em atraso, com dívida média no valor de R$ 22,08 mil por CNPJ e tíquete médio (valor total das dívidas dividido pela quantidade de dívidas) de R$ 3,5 mil.

O número de empresas inadimplentes no RN cresceu 3,5% no primeiro semestre, saindo de 89.020 em janeiro para 92.167 em junho. Dentre todas os negócios endividados no sexto mês do ano, o levantamento mostra que 88.194 são micro e pequenas empresas, o equivalente a 95,6% do total.

Em uma comparação por estados do Nordeste, o RN ocupou, em junho, a sexta posição no ranking de empresas (de todos os portes) inadimplentes (a Bahia lidera, com 332.416). Quando se leva em conta apenas as micro e pequenas empresas, o estado passa para a quinta posição (neste recorte, novamente a Bahia lidera o ranking, com 318.291 empresas endividadas).

No país, a inadimplência das empresas superou 9,1 milhões de CNPJs, maior marco da série histórica, iniciada em 2016. Os micro e pequenos negócios também foram os mais afetados (8,6 milhões, ou 94,5%).

No mês, o volume financeiro de dívidas negativadas chegou a R$ 232,9 bilhões no Brasil. Em média, cada empresa inadimplente acumulou 7,3 contas em atraso, com dívida média de R$ 25.508,96 por CNPJ e tíquete médio de R$ 3.515,77.

Clique aqui e veja a matéria completa:

17/08/2026

EMPRÉSTIMO DE R$ 1 BILHÃO É NEGOCIADO PELAS CASAS BAHIA

Casas Bahia negocia empréstimo de R$ 1 bilhão

O Grupo Casas Bahia está em negociações para captar um DIP financing (debtor-in-possession, ou financiamento de devedor em posse) de cerca de R$ 1 bilhão, apurou o NeoFeed junto a fontes próximas à operação.

A estrutura, típica de processos de recuperação judicial, garante aos credores que injetam recursos preferência no pagamento em relação aos demais credores, o que reduz o risco da operação e viabiliza dinheiro novo para uma companhia em reestruturação.

A companhia protocolou o pedido de recuperação judicial em 16 de agosto na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, reunindo nove empresas do grupo, com um passivo de R$ 17,3 bilhões sujeito ao processo.

Diferentemente da recuperação extrajudicial homologada em 2024 — que reestruturou apenas a dívida financeira quirografária —, a via judicial abre a porta para esse tipo de financiamento com garantia de superprioridade, hoje inacessível à empresa.

Segundo fontes de mercado, os principais interessados em entrar como credores DIP são Banco do Brasil e Bradesco, os dois maiores credores financeiros do grupo e que já haviam apoiado as conversões de dívida em equity realizadas em 2025. Fundos de investimento também avaliam participar da operação.

Nenhum acordo está formalizado até o momento, mas o volume em discussão é próximo ao que a companhia buscava captar no mercado internacional antes de o processo travar, entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões, movimento interrompido em abril com a piora do cenário macroeconômico e o fechamento do mercado de crédito.

Cerca de metade dos recursos do DIP seria destinada à recomposição de estoque, hoje pressionada pela exigência de pagamento à vista a fornecedores — efeito colateral do processo, já que a empresa perdeu prazo de pagamento desde o pedido de RJ.

Além do financiamento novo, a companhia calcula liberar recursos por duas outras frentes abertas pela via judicial. A primeira envolve R$ 2 bilhões em depósitos judiciais — metade de natureza trabalhista —, que poderiam ser destravados por jurisprudência aplicável a processos de recuperação judicial, com ganho estimado acima de R$ 1 bilhão.

A segunda frente seria a possibilidade de parcelar as dívidas tributárias, com eventual desconto, referentes a parte dos cerca de R$ 2 bilhões que a empresa recolhe anualmente em impostos.

Os cortes anunciados também são maiores do que os divulgados até aqui. Além do fechamento de cerca de 300 lojas na semana passada, os desligamentos já superam os 3 mil informados no pedido de recuperação judicial, segundo apuração do NeoFeed.

Os fechamentos foram concentrados em lojas deficitárias, com menor penetração de crédito e maior custo de ocupação, principalmente em shoppings. A companhia projeta economia de cerca de R$ 2 bilhões por ano com o ajuste, somando redução de custos operacionais, de tecnologia e de contratos indiretos.

A companhia tem 60 dias, a partir do deferimento do processamento, para apresentar o plano de recuperação judicial aos credores.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, as negociações mais difíceis do processo não envolvem fornecedores de mercadoria, mas sim os credores financeiros, com quem o grupo busca reduzir o custo de capital. As linhas de crédito ao consumidor operadas com Banco do Brasil e Bradesco seguem funcionando normalmente.

neofeed.com.br

13/08/2026

GOVERNO LULA E A QUEBRADEIRA DAS GRANDES EMPRESAS

Montadora gigante fecha lojas e retira carros de linha

A JAC Motors reduziu drasticamente sua operação no Brasil 15 anos após iniciar as atividades no país. A montadora chinesa, que chegou ao mercado nacional com uma ampla rede de lojas e forte campanha publicitária, agora mantém apenas três pontos de venda físicos.

A retração também atingiu o catálogo de veículos. Segundo o portal Autoesporte, o SUV elétrico E-JS4 e o sedã elétrico E-J7 deixaram de ser oferecidos pela marca. A permanência do compacto E-JS1 também é considerada incerta.

A rede de concessionárias foi reduzida principalmente em grandes centros. Com o fechamento da unidade de Brasília e a concentração das operações em São Paulo, a JAC mantém atualmente a matriz no bairro do Limão, na capital paulista, além de lojas em Curitiba e Porto Alegre.

Apesar da redução da estrutura comercial, a montadora afirma que continuará atuando no mercado brasileiro e não sairá definitivamente do Brasil. Para o pós-venda, a empresa informa contar com 142 oficinas credenciadas em diferentes regiões do país.



Gigante dos móveis com mais de 5 décadas de existência tem falência decretada

Uma das empresas mais tradicionais do setor moveleiro do Planalto Norte de Santa Catarina chegou ao fim de uma longa trajetória. A Justiça de Santa Catarina decretou a falência da Indústria e Comércio de Móveis Três Irmãos, empresa com sede em Fragosos, em Campo Alegre.

Fundada em 1971, a companhia acumulou mais de cinco décadas de atuação e se tornou uma das tradicionais fabricantes e exportadoras de móveis da região. A empresa chegou a exportar praticamente toda a sua produção para o mercado internacional.

A falência ocorre após um período de grave crise financeira. A Três Irmãos estava em recuperação judicial e enfrentava dificuldades para cumprir as obrigações previstas no plano aprovado pelos credores. A produção chegou a ser paralisada e funcionários passaram a cobrar respostas sobre salários atrasados e outros direitos trabalhistas.

Em junho, diante do agravamento da situação, a própria empresa informou que havia ingressado com pedido de falência na Justiça. Segundo a direção, as tentativas de encontrar uma alternativa para a continuidade das atividades não tiveram sucesso.

29/07/2026

AINDA TEM UM 'MONTE' DE POBRES DIZENDO QUE A SITUAÇÃO ESTÁ UMA MARAVILHA - ATÉ QUANDO?

Quase metade dos brasileiros dizem que não têm R$ 500 para uma emergência

Quase metade dos brasileiros afirma não ter R$ 500 disponíveis caso precise enfrentar uma emergência financeira, segundo pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira (29).

O levantamento mostra que 47% dos entrevistados dizem que não conseguiriam reunir o valor para uma despesa inesperada. O índice subiu 13 pontos percentuais desde dezembro de 2025. Por outro lado, 48% afirmam que teriam os R$ 500 disponíveis em uma situação de emergência.

A pesquisa perguntou aos entrevistados: “E se você tivesse uma emergência e precisasse de R$ 500? Você teria esse dinheiro disponível?”.

Gráfico: Reprodução/Poder360


O levantamento foi realizado pelo PoderData entre os dias 18 e 20 de julho, com 2.500 entrevistas em 147 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Como não é uma pesquisa de sondagem de intenção de votos, não há necessidade de registro na Justiça Eleitoral.

26/07/2026

A INDUSTRIA BRASILEIRA DESCENDO PELO 'RALO'

Indústria brasileira, em queda, sofrerá ainda mais com tarifas dos EUA

A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos a uma série de produtos brasileiros vai além da quantidade e do valor dos negócios afetados. A repercussão pode afetar toda a cadeia produtiva, inclusive a indústria, que passa por um período de perda de competitividade.

“A elevação de tarifas comerciais representa um obstáculo adicional para uma indústria que já enfrenta dificuldades para recuperar dinamismo”, avalia Carlos Eduardo Oliveira Jr., presidente do Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo, em entrevista a Oeste.

Ele lembra que o Brasil caiu da 33ª posição no ranking internacional de desempenho industrial, da Organização das Nações Unidas, no início de 2024, para a 69ª colocação em 2026, em um contexto de crescimento global da manufatura superior ao registrado pela indústria brasileira.

Impactos das tarifas dos EUA

A alta da tarifa pode chegar a 37,5% para alguns produtos. Dois dias depois dos 25% direcionados exclusivamente ao Brasil, uma outra taxa de 12,5% foi introduzida para sessenta países, nos quais o Brasil se inclui.

“O país vem enfrentando dificuldades para aumentar produtividade, investir em inovação e ampliar sua participação nos segmentos industriais de maior intensidade tecnológica, justamente aqueles que mais crescem no cenário internacional”, afirma Oliveira Jr.. “A recuperação de capacidades produtivas, o avanço tecnológico e a modernização das cadeias industriais exigem investimentos contínuos e um horizonte de médio e longo prazos.”

Oliveira Jr. considera que, embora o governo tenha criado o programa Nova Indústria Brasil, a perda de posições da indústria brasileira decorre de uma combinação de fatores conjunturais e estruturais. “Entre eles, destacam-se o elevado custo do crédito, a desaceleração da atividade industrial nos últimos anos, a baixa taxa de investimento produtivo e a dificuldade histórica de elevar a produtividade em ritmo semelhante ao observado em economias mais avançadas.”

15/07/2026

EVITE ARMADILHAS EM COMPRAS PARCELADAS COM INFLUENCIA DO CÉREBRO - VEJA

Por que o brasileiro parcela tudo? Entenda como o cérebro influencia as compras e evite armadilhas

Após décadas de inflação alta, renda apertada e dificuldade para poupar, o parcelamento ampliou o acesso ao consumo no Brasil e levou muitos consumidores a priorizar o valor da prestação em vez do preço total da compra.

Segundo a economia comportamental, dividir o pagamento reduz a percepção do gasto. Com isso, o cérebro tende a dar mais peso ao valor da parcela do que ao custo total da compra, influenciando a decisão do consumidor.

Apesar de ser uma ferramenta útil, o parcelamento exige atenção. O acúmulo de prestações pode comprometer o orçamento e, em alguns casos, os juros elevam ainda mais o valor final. Por isso, a recomendação é considerar o custo total da compra antes de fechar o negócio.

Clique no link abaixo e assista o vídeo explicando: 

21/06/2026

TRISTE: A ECONOMIA BRASILEIRA 'DESCENDO A LADEIRA' - MINISTRO QUE PASSOU DE ANO COLANDO NA PROVA...

Brasil fica atrás de vizinhos na América Latina e dono da Havan alerta para “perda de competitividade”


O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, afirmou que o Brasil está crescendo abaixo da média da América Latina ao comentar um ranking de projeções econômicas divulgado pelo Banco Mundial em abril.

Em publicação nas redes sociais, ele compartilhou um gráfico que coloca o Brasil na 14ª posição entre países da região, com crescimento estimado em 1,6%, atrás de Paraguai (4,4%), Panamá (3,9%), Guatemala (3,7%) e Argentina (3,6%).

“Olha só a posição do Brasil. Somos um dos maiores países do mundo em território, população, recursos naturais e potencial econômico. Mesmo assim, continuamos atrás de nações muito menores”, lamentou.

Em outro trecho, Hang criticou o ambiente econômico e a condução das políticas públicas:

“Eu viajo pelo mundo todo e percebo o quanto ainda temos para fazer. O Brasil tem tudo para liderar essa lista, mas precisamos controlar os gastos públicos, fortalecer a economia e incentivar quem produz. Infelizmente, no nosso país, muitas vezes quem trabalha, empreende e gera empregos acaba sendo punido por uma carga excessiva de impostos e burocracia”, disse.

O empresário também citou exemplos internacionais de reformas econômicas e segurança pública como El Salvador e Argentina, que, segundo ele ,enfrentavam enormes dificuldades e que decidiram mudar de rumo.

“El Salvador saiu de uma das maiores taxas de homicídio do mundo, e hoje os índices estão de 1 homicídio por 100 mil habitantes. Já a Argentina vem implementando reformas econômicas profundas para combater a inflação e recuperar a confiança dos investidores. Isso mostra que, quando existe coragem para enfrentar os problemas e fazer as mudanças necessárias, os resultados aparecem”, destacou Hang.

Segundo relatório do Banco Mundial sobre a América Latina e o Caribe, a Argentina aparece como destaque na região, enquanto Brasil e México enfrentam perda de dinamismo em meio a “condições financeiras internas restritivas, espaço fiscal limitado e incerteza em relação à política comercial”.

O organismo projeta crescimento de 3,6% para a Argentina em 2026, enquanto estima expansão de 2,2% para a economia brasileira.

O estudo também aponta que a região segue com crescimento “limitado”, com renda per capita praticamente estagnada em diversos países.

Sobre a Argentina, o relatório destaca o impacto de ajustes fiscais e reformas econômicas conduzidas pelo governo de Javier Milei.

Já em relação ao Brasil, o Banco Mundial cita entraves ligados a juros elevados, incertezas econômicas e restrição fiscal, que afetam crédito, investimentos e consumo.

07/06/2026

COM QUEDA NA ARRECADAÇÃO DO PETRÓLEO RN PERDE R$ 40 MILHÕES - MUNICÍPIOS SENTEM IMPACTO

RN perde R$ 40 milhões com queda na arrecadação do petróleo; municípios sentem impacto

O RN deixou de arrecadar cerca de R$ 40 milhões em royalties do petróleo nos cinco primeiros meses de 2026. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), compilados pela Tribuna do Norte, os repasses para o Estado e os municípios caíram de R$ 277,8 milhões no mesmo período de 2025 para R$ 237,4 milhões neste ano, uma redução de 14,5%.

O recuo coloca o RN com a segunda maior queda de arrecadação de royalties do Nordeste, conforme informações da Tribuna do Norte. Considerando apenas os valores destinados ao Governo do Estado, a redução foi ainda maior: 25%, passando de R$ 109,6 milhões para R$ 82,2 milhões.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), a queda acompanha a redução gradual da produção de petróleo observada nos últimos meses. Em nota técnica, a pasta informou que a atividade petrolífera no Estado registrou retração de 15,85% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado.

Entre os municípios, Alto do Rodrigues registrou a maior perda proporcional. Os repasses caíram de R$ 20,6 milhões para R$ 13 milhões, uma redução de 36,9%. Também tiveram quedas expressivas Areia Branca (-34%), Macaíba (-28,9%), Upanema (-23,9%), Mossoró (-22,6%), Governador Dix-Sept Rosado (-14,5%) e Carnaubais (-11,6%).

Prefeituras afirmam que a redução dos royalties afeta diretamente a capacidade de investimento. Em Areia Branca, o prefeito Souza disse que a perda compromete o planejamento de obras e serviços públicos. Já a Prefeitura de Macaíba informou que a arrecadação com royalties acumula queda superior a 60% nos últimos quatro anos.

O presidente do Sindipetro-RN, Marcos Brasil, afirmou que o RN encerrou 2025 com a menor produção das últimas quatro décadas.

Enquanto o RN perdeu arrecadação, o cenário nacional foi diferente. Segundo dados da ANP, os royalties do petróleo cresceram 3,5% no Brasil nos cinco primeiros meses de 2026, passando de R$ 16,1 bilhões para R$ 16,7 bilhões no período.

CHEGA A 9 MILHÕES EMPRESAS INADIMPLENTES NO BRASIL E ATINGE NOVO RECORDE

Total de empresas inadimplentes no Brasil chega a 9 milhões e atinge novo recorde, diz Serasa; dívidas somam R$ 220,9 bilhões

A inadimplência das empresas brasileiras voltou a crescer em abril e atingiu o maior nível da série histórica da Serasa Experian. Pela primeira vez, o país chegou a 9 milhões de CNPJs negativados, alta de 1,5 milhão em relação aos 7,5 milhões registrados um ano antes.

O total de dívidas em atraso também bateu recorde, chegando a 63,7 milhões de débitos, que somam R$ 220,9 bilhões. Em média, cada empresa inadimplente possui 7,1 contas negativadas e dívida de R$ 24,6 mil.

Juros altos mantêm pressão

Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o ambiente de crédito continua restritivo para as empresas.

“O dado de inadimplência vem sinalizando uma tendência de manutenção em um patamar bastante elevado e com potencial de quebrar novos recordes ao longo de 2026.”

Ela afirma que, apesar do início da redução dos juros, o custo do crédito ainda segue elevado e insuficiente para aliviar a situação financeira das empresas.

Setor de serviços lidera inadimplência

Entre as empresas negativadas, a maior concentração está no setor de serviços, que responde por 55,6% do total. Na sequência aparecem:
  • Comércio: 32,4%;
  • Indústria: 8,1%;
  • Setor primário: 0,9%.Na origem das dívidas, os principais credores são:Serviços: 31,7%;
  • Bancos e cartões: 19,4%;
  • Cooperativas: 8,6%;
  • Utilities (água, energia e gás): 7%;
  • Telefonia: 5,7%.
Sudeste concentra mais empresas negativadas

A região Sudeste reúne o maior número de empresas inadimplentes do país.
  • Estados com mais CNPJs negativados:São Paulo: 3,07 milhões;
  • Minas Gerais: 881,6 mil;
  • Rio de Janeiro: 864,7 mil;
  • Paraná: 588,9 mil;
  • Rio Grande do Sul: 518,1 mil.
Micro e pequenas empresas são as mais afetadas

As micro e pequenas empresas representam a maior parte dos negócios inadimplentes, com 8,5 milhões de CNPJs negativados, também um recorde da série histórica.
  • O grupo acumula:57,6 milhões de dívidas;
  • R$ 191,8 bilhões em débitos;
  • Dívida média de R$ 22,5 mil por empresa.
“As micro e pequenas empresas continuam sendo as mais vulneráveis a um ambiente de crédito restritivo”, afirma Camila Abdelmalack.

Segundo a economista, a dependência de crédito de curto prazo e a dificuldade para recompor o capital de giro ajudam a manter a inadimplência em níveis elevados.

O Globo

06/06/2026

NINGUÉM QUER MAIS A CARNE BRASILEIRA?



Após UE, carnes brasileiras podem ser vetadas no Reino Unido

Após o veto da União Europeia às carnes brasileiras, confirmada em um documento divulgado pela Comissão Europeia na última quinta-feira (4), o Reino Unido avalia também aplicar restrições contra as carnes brasileiras. E o motivo é o mesmo: a falta de comprovação em relação ao uso de antimicrobianos, por parte do governo brasileiro, pela pecuária brasileira.

O Reino Unido não faz mais parte da União Europeia desde 2020, mas o governo britânico mantém suas diretrizes alinhadas ao bloco e as regras sanitárias são praticamente as mesmas, e já solicitou aos frigoríficos habilitados e ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), explicações técnicas sobre a cadeia produtiva.

Caso o Ministério da Agricultura não apresente sistemas rígidos de rastreabilidade (mecanismo que monitora o histórico do animal desde o nascimento), as certificações para venda serão suspensas pelos britânicos. Na semana passada, o Mapa aprovou um protocolo de adesão voluntária para a exportação de bovinos e búfalos criados sem o uso de antimicrobianos.
Produtos afetados e exigências internacionais

A restrição do mercado europeu removeu o Brasil da lista de países autorizados a fornecer uma ampla gama de alimentos de origem animal. O veto inclui os embarques de carne bovina, aves, equinos, envoltórios (tripas e membranas para embutidos), além de pescados, ovos e mel.

A medida decorre da falta de comprovação de conformidade (atendimento aos padrões exigidos pelas leis internacionais) contra a resistência antimicrobiana. A União Europeia exige auditorias rigorosas para garantir que bactérias perigosas não desenvolvam imunidade aos remédios usados no rebanho.

Relatórios do setor apontam que o Brasil foi o único grande exportador do Mercosul (bloco econômico formado por nações sul-americanas) a sofrer a sanção. Vizinhos e concorrentes diretos no mercado de proteínas, como Argentina, Uruguai e Paraguai, mantiveram as autorizações de venda sem restrições.

A exclusão brasileira ocorreu por causa de falhas documentais e na fiscalização do ciclo de vida dos animais de corte. Inspetores internacionais identificaram deficiências no monitoramento de substâncias proibidas administradas da porteira para dentro.

Silêncio diplomático

Até o momento, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores não se manifestaram oficialmente em relação às restrições da União Europeia. Os órgãos do governo federal não apresentaram uma contraproposta técnica direcionada especificamente para conter a ameaça que agora vem de Londres.

As atenções do governo e das entidades representativas, como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, seguem de forma exclusiva centralizadas no mercado continental. A prioridade máxima do setor privado é tentar reverter o painel técnico da União Europeia antes do prazo final de setembro.

Band

27/05/2026

O MERCADO DE GRÃOS NO BRASIL É TRANSFORMADO PELA INDÚSTRIA DO ETANOL DE MILHO

Indústria do etanol de milho ganha força e transforma o mercado de grãos no Brasil

A produção de etanol a partir do milho deixou de ser uma alternativa secundária para se consolidar como um dos motores econômicos do Centro-Oeste brasileiro. O setor vem registrando crescimentos consecutivos e já responde por quase 20% de todo o biocombustível gerado no país.

Esse avanço acelerado redesenhou a dinâmica do mercado de grãos. Antes refém das oscilações de preços da exportação e dos altos custos de frete até os portos, o produtor de milho agora encontra uma forte demanda interna na porta de casa. Além do combustível, as usinas geram o DDG (grãos de destilaria secos), um subproduto de alto valor proteico que revolucionou a alimentação do gado confinado na região.

PRESIDENTE DA CNI DIZ QUE FIM DA ESCALA 6X1 É 'RUIM E PREJUDICIAL À ECONOMIA' - VÍDEO

Fim da escala 6×1 é “ruim e prejudicial à economia”, diz presidente da CNI


Imagens: Reprodução/Jovem Pan News


Em entrevista à Jovem Pan, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, comentou o avanço das discussões sobre o fim da escala 6×1 no país.

Segundo ele, a proposta surpreendeu representantes do setor industrial e foi avaliada como potencialmente negativa para a economia brasileira.

O dirigente afirmou que mudanças na jornada de trabalho precisam ser analisadas com cautela, considerando possíveis impactos na produtividade, nos custos das empresas e na competitividade do setor produtivo.

25/05/2026

DESENROLA 2.0: A PARTIR DESTA SEGUNDA (25) SALDO DO FGTS DISPONÍVEL PODE SER CONSULTADO

Desenrola 2.0: saldo do FGTS disponível pode ser consultado pelo app a partir desta segunda

A partir desta segunda-feira (25), trabalhadores já podem consultar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para utilizá-lo no Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo federal.

Esse é o primeiro passo para a utilização dos recursos para o abatimento de dívidas bancárias.

Quem aderir à iniciativa poderá usar até 20% do saldo disponível no FGTS ou R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para quitar ou amortizar dívidas em atraso.

O valor será transferido diretamente às instituições financeiras responsáveis pelos contratos renegociados.

Como vai funcionar?
  • O trabalhador consultará seu saldo e poderá autorizar o banco ao qual está devendo a buscar o valor do saldo disponível para negociação.
  • Depois, negocia com o banco devedor o valor com desconto da dívida na própria instituição financeira.
  • Após a consulta do saldo, os bancos e demais instituições financeiras terão prazo estimado de até 30 dias para formalizar os contratos e registrar as informações nos sistemas da Caixa Econômica Federal.
  • Concluída a validação, a Caixa fará o repasse dos recursos do FGTS diretamente à instituição credora.
Cálculos do governo federal estimam que até R$ 8,2 bilhões do FGTS poderão ser movimentados no âmbito do programa.

Novo Desenrola

O programa, anunciado no início de maio, foi dividido em quatro categorias voltadas para:
  • famílias
  • Fies
  • empresas
  • agricultores rurais
Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou, na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

➡️ Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto.

O governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito.

Para formar esse fundo, o governo buscará de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos. O governo também fará um novo aporte de até R$ 5 bilhões.

Quem pode participar?

Para usar o FGTS no Desenrola, é preciso:
  • Ter saldo disponível na conta do Fundo de Garantia;
  • Ter renda mensal de até cinco salários mínimos;
  • Possuir dívidas vencidas elegíveis no cartão de crédito, cheque especial e/ou empréstimos.
➡️Trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário que foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025, tenham dívidas bancárias, e queiram usar o FGTS para pagar dívidas, poderão fazer duas retiradas.

Limitações para apostadores

Quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas online.

"Agora, o que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet", declarou o presidente.

Programa também prevê que os bancos perdoem dívidas de até R$ 100.

No fim de 2024, segundo o Banco Central (BC), 117 milhões de pessoas tinham alguma dívida com instituições financeiras.

g1

19/05/2026

COM NOVO REAJUSTE GÁS DE COZINHA PODE CHEGAR A R$ 125 NO RN

Gás de cozinha deve subir até R$ 9 no RN, podendo chegar a R$ 125

O novo reajuste no gás de cozinha já começou a chegar às distribuidoras, com aumento médio de R$ 7,11. Impulsionado também pela alta no diesel, o repasse ao consumidor final deve deixar o botijão entre R$ 8 e R$ 9 mais caro para o consumidor final, segundo o Sindicato dos Revendedores Autorizados de Gás Liquefeito de Petróleo (Singás/RN). A estimativa é que o impacto para a população passe a ser sentido a partir desta quinta-feira (9). Quanto ao preço final do produto, o sindicato não quis estimar um valor aproximado, afirmando que o preço do gás pode variar muito conforme a distribuidora. No entanto, a TRIBUNA DO NORTE apurou que os valores devem ser praticados entre R$ 120 e R$ 125 após o aumento.

O presidente do Singás/RN, Ivo Lopes explica que o ajuste preocupa o setor, uma vez que o consumo do gás de cozinha pelas famílias deve diminuir após esse reajuste. “Na hora que você tem aumento, reduz o consumo. O poder de compra reduz”, aponta.

Segundo Ivo Lopes, ainda pode haver variação pontual até a sexta-feira (10), já que alguns estabelecimentos seguem vendendo estoques antigos. A tendência, no entanto, é de repasse generalizado. “Quem tem algum estoque ainda vai vender com o preço antigo, mas 90% da revenda, no dia 9, o cliente já está comprando entre R$ 8 e R$ 9 mais caro”, afirmou.

Os reajustes do gás liquefeito de petróleo (GLP) são influenciados por uma combinação de fatores globais e internos. No cenário internacional, conflitos geopolíticos — como tensões no Oriente Médio — impactam diretamente a oferta de energia e pressionam os preços. Já no âmbito nacional, pesam a política de preços da Petrobras, os custos logísticos e de distribuição, além da carga tributária estadual, como o ICMS. No Rio Grande do Norte, o valor do botijão tende a ser mais elevado devido aos custos de transporte e à menor escala de distribuição.

Algumas distribuidoras já enfrentam redução no ritmo de vendas, com estoques parados em função da queda no consumo. Segundo o gerente comercial da Mega Gás, Bruno Souto, a alta no diesel tem pressionado os custos de transporte, já que toda a cadeia depende de veículos movidos a esse combustível, o que já indicava um encarecimento do produto.

Clique no link abaixo e veja a matéria completa:

18/05/2026

EM NOME DE JESUS?

Banco de Edir Macedo passa carteira podre a fundos e esconde prejuízo multimilionário

O banco Digimais, do bispo Edir Macedo, que está em crise e à venda há mais de um ano, lançou mão de uma manobra com uso de fundos de investimentos para limpar seu balanço de perdas multimilionárias. Documentos obtidos pelo Estadão e analisados por especialistas mostram que o banco fez com que carteiras de financiamentos com inadimplência de centenas de milhões de reais saíssem de suas demonstrações financeiras. Também vendeu precatórios que estão longe de serem pagos à própria holding de Macedo, em uma transação que pôs auditores em estado de alerta.

O Digimais não é um banco conhecido do grande público. Não tem agências, sequer tem, hoje, a possibilidade de transações em Pix. Até 2020, chamava-se Banco Renner, em referência à família gaúcha que fundou as Lojas Renner. Macedo era acionista desde 2009 e, naquele ano, comprou o banco, que foi rebatizado. Sua maior carteira é a de financiamento de veículos. Também tem crescido no ramo dos créditos consignados.

Nas últimas três semanas, a reportagem obteve auditorias sobre balanços do banco nos últimos anos, processos judiciais, contratos e outros documentos que reconstituem a criação e o uso desses fundos de investimentos que têm o próprio Digimais como seu cotista. Também conversou com fontes ligadas à própria Igreja Universal, que relatam, sob condição de reserva, que o banco tem usado esses fundos para maquiar graves problemas financeiros.

Peritos e agentes do mercado financeiro ouvidos pelo Estadão descreveram alguns negócios como de “alto risco regulatório” e de “sinal vermelho forte”. O Estadão apurou que a PF investiga o banco por supostas fraudes. Procurado pela reportagem, o Digimais não quis se manifestar. A Igreja Universal também não se manifestou.

Com as operações envolvendo esses fundos, o banco declarou ter lucros de R$ 31 milhões no fim de 2025. A manobra fez com que o banco deixasse de declarar pelo menos R$ 480 milhões em créditos vencidos, que deveriam diminuir o resultado declarado do banco.

A conta pode ser maior. Há, no total, um saldo de investimentos de R$ 3 bilhões em fundos que sequer puderam ser auditados pela falta de acesso de auditores oficiais a documentos que comprovam suas demonstrações financeiras. O valor é equivalente a cerca de 75% do valor investido pelo banco em fundos.

Os fundos absorveram carteiras de crédito com altos números de calote do Digimais. Esses valores, se estivessem lançados integralmente no balanço do banco, impactariam diretamente nos resultados da instituição financeira e diminuiriam os lucros.

O que chama mais a atenção é que os fundos têm o próprio Digimais como cotista. Parte desses negócios têm, portanto, o banco dos dois lados do balcão – operação conhecida como “Zé com Zé” no mercado financeiro. Pela legislação, não é preciso tornar público quem é o dono do fundo. Assim, o Digimais consegue abrir um fundo e comprar seus próprios créditos a receber. Mas, aos olhos do mercado, fica parecendo que o banco apenas vendeu a carteira a terceiros interessados em investir nela.

Do ponto de vista das contas do banco, essa operação tem uma grande vantagem. Ela não muda a situação financeira real do Digimais. Mas seu balanço financeiro, em que mostra para o mercado sua saúde financeira, melhora bastante. Ou seja, é uma operação que ajuda a melhorar a imagem, mas deixa oculta a verdadeira situação do banco. Também dificulta o trabalho de auditores independentes que escrutinam semestralmente o caixa do banco.

Estadão

10/05/2026

PREJUÍZO DE R$ 34 MILHÕES FOI QUANTO AMARGOU A MAGAZINE LUIZA NO TRIMESTRE

Magazine Luiza fecha trimestre com prejuízo de R$ 34 milhões

O Magazine Luiza informou nesta quinta-feira (7) que encerrou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido ajustado de R$ 34 milhões. No mesmo período do ano passado, a companhia havia registrado lucro de R$ 11,2 milhões.
A varejista também divulgou queda no Ebitda ajustado, que ficou em R$ 718 milhões. O valor representa recuo de 5,4% em comparação com o primeiro trimestre de 2025.

Segundo a empresa, o desempenho das lojas físicas, a melhora na margem bruta de mercadorias e os resultados da Luizacred ajudaram a sustentar parte do balanço financeiro.

A receita líquida da companhia somou R$ 9,2 bilhões nos três primeiros meses do ano. O resultado foi 2% menor do que o registrado no mesmo período de 2025.

Já as vendas totais, que incluem lojas físicas, e-commerce com estoque próprio e marketplace, chegaram a R$ 15,2 bilhões. O número representa queda de 5,6% na comparação anual.

Em relação ao desempenho por segmento, as lojas físicas cresceram 7%. Por outro lado, as vendas no comércio eletrônico caíram 11%, enquanto o marketplace teve retração de 14,3%.

MUNICÍPIOS DO RN PODEM TER IMPACTO NEGATIVO DE R$ 811 MILHÕES COM FIM DA ESCALA 6X1

Fim da escala 6x1 pode custar até R$ 811 milhões aos municípios do RN

Estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) sobre o impacto da redução da jornada de trabalho no país aponta que, no Rio Grande do Norte, o mais alto custo financeiro para os municípios pode chegar R$ 811 milhões, caso ocorra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 8/2025 no Congresso Nacional.

Na hipótese dessa proposta ser aprovada, também exigirá uma reposição de 15.222 vagas no mercado de trabalho do Rio Grande do Norte.

Dentre as quatro principais propostas que reduzem a carga de trabalho em tramitação legislativa, a PEC 8/2025 de autoria da deputada federal Erika Hilton (PSOL/SP) é a terceira apresentada na Câmara dos Deputados.

Segundo o estudo da CNM, a referida proposta altera a jornada de trabalho de 44 para 36 horas, postulando que a jornada diária não será superior a 8 horas por dia (ou uma jornada de 4 dias por semana), com efeito imediato 360 dias após a promulgação. Essa PEC explicita a alteração da jornada atual, limitada a 6x1 (seis dias de trabalho e um dia de descanso remunerado) para 4x3.

Outras duas propostas que aguardam deliberação no Congresso Nacional, geram impactos semelhantes no mercado de trabalho e no custo financeiro para os municípios, indica o relatório da CNM.

No caso da PEC 148/2015, o impacto financeiro é de R$ 779,28 milhões, com possibilidade de uma reposição de 14.624 contratações. Já a PEC 221/2019 gera um impacto financeiro de R$ 779,22 milhões e reposição de 14.623 contratos trabalhistas.

A PEC nº 148, de 2015, de autoria do Senador Paulo Paim (PT/RS), reduz a jornada de trabalho de 44 para 36 horas de forma gradual. Na primeira fase, há uma redução para 40 horas, seguida por reduções de uma hora por ano até que se chegue às 36 horas.

Já a a PEC nº 221 de 2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT/MG), estipula jornada máxima em 8 horas diárias ou 36 horas por semana. Essa proposta se difere da anterior ao determinar que a mudança passará a valer 10 anos após a publicação da lei, e não estabelece como será a transição neste período de tempo, deixando o ajustamento no referido período de tempo para a iniciativa privada e o setor público.

Baixo impacto

Com impacto pouco significante para os municípios potiguares, o Projeto de Lei 1.838 enviado em abril pelo governo Lula à votação no Congresso Nacional, pode gerar um impacto financeiro de apenas R$ 75.171 e uma reposição de somente dois contratos, conforme o estudo elaborado pela CNM.

O PL 1.838/2026 estipula a duração do trabalho em, no máximo, 8 horas diárias e 40 horas semanais. Essa proposta se difere das demais por reduzir a jornada para um limite de 40 horas, e não 36 horas, definindo a mudança da formatação da jornada de 6x1 para 5x2.

O relatório da CNM destaca como importante a diferença entre o Projeto de Lei e as Propostas de Emenda a Constituição (PECs). O referido PL acarretará mudanças sobre a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ao passo que a PEC, seja qual for, altera a Constituição Federal, em seu art. 7º, XIII, que estabelece o limite máximo da jornada de trabalho. Uma vez que o art. 7º, XIII se aplica aos servidores públicos, é certo que a PEC abarcará também a redução de carga horária no poder público.

Já para o PL, a redução é menos acentuada, por considerar dentro da administração municipal só os vínculos diretamente ligados com a CLT.

Dentro da administração pública, segundo a CNM, a alteração da jornada de trabalho terá os maiores reflexos nos Entes locais, uma vez que atualmente 60% do funcionalismo público do país se encontra nos Municípios. Diferentemente do setor privado, a gestão pública local lida com uma estrutura rígida: 63% dos servidores municipais são estatutários, ou seja, regidos por Regime Jurídico Único. Essa predominância estatutária limita a flexibilidade da gestão em ajustes contratuais e impõe maiores desafios.

Tramitação

O projeto do governo, que acaba com a escala de trabalho 6x1 (seis dias de trabalho para um de descanso) foi enviado em abril com urgência constitucional -o que obriga Câmara e Senado a apreciarem o texto em até 45 dias cada.

A proposta prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com escala 5x2 e sem redução salarial. O texto traz regras específicas para categorias como domésticos, comerciários e atletas profissionais.

Outros três textos propõem redução da jornada até 36 horas por semana. Segundo os cálculos da confederação, as PECs têm um impacto muito mais expressivo para os cofres municipais, por afetarem todas as ocupações, independentemente do vínculo.

Atualmente, tramita na Câmara a PEC de Reginaldo Lopes, à qual o texto de Erika Hilton foi apensado. A proposta está sendo discutida em comissão especial, e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer votar o texto até 27 de maio.

Já a PEC de Paim foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em dezembro, mas ainda não foi pautada em plenário.

Cálculos

Dentre as três, a de maior impacto, de R$ 48,4 bilhões, com necessidade de contratação de 770.279 servidores, é da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).

A PEC do senador Paulo Paim tem um impacto estimado em R$ 46,4 bilhões, com reposição de 738.346 servidores, enquanto a do deputado Reginaldo Lopes teria impacto de R$ 46,38 bilhões, com necessidade de contratação de 737.413 servidores.

O presidente a CNM, Paulo Ziulkoski, estima que os impactos das PECs podem ser maior que a calculada pela entidade por causa dos terceirizados: ““Porque hoje tem, por exemplo, se pegar só o recolhimento de lixo, quantos garis tem nessas empresas cooperativas que estão prestando serviço pras prefeituras pra recolher o lixo? Isso tudo é empregado que vai ser beneficiado caso mude a lei”, diz. “E aí, a empresa tem de se reformular toda pra atender o mesmo serviço que está atendendo.”

RIO GRANDE DO NORTE

Impacto da redução da jornada de trabalho para os municípios

PEC 148/2015
Financeiro – R$ 779.279.374
Reposição contratual – 14.624

PEC 221/2019
Financeiro – R$ 779.221.738
Reposição contratual – 14.623

PEC 8/2025
Financeiro – R$ 811.141.813
Reposição contratual – 15.222

PL 1838/2026
Financeiro – R$ 75.171
Reposição contratual – 2

Fonte – CNM