Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens

02/02/2026

A SAÚDE FINANCEIRA DO SEU BANCO ESTÁ BOA? VEJA COMO CHECAR DADOS OFICIAIS

Veja como checar dados oficiais sobre a saúde financeira do seu banco

Com a liquidação de instituições financeiras pelo Banco Central (BC) desde o fim de 2025, notícias e rumores sobre a saúde de bancos passaram a circular com mais frequência, nem sempre com informações corretas. Para o consumidor e o investidor, saber diferenciar alertas reais de fake news é essencial para proteger seu dinheiro e tomar decisões seguras.

Existem ferramentas oficiais, indicadores públicos e sinais objetivos que permitem avaliar a situação financeira de um banco em funcionamento no Brasil. Nem toda notícia alarmista sobre instituições financeiras é verdadeira.

Antes de agir por medo, o consumidor deve consultar fontes oficiais, analisar indicadores e desconfiar de promessas exageradas. A informação de qualidade continua sendo a melhor defesa contra boatos e prejuízos.

Confira o passo a passo para conferir se uma notícia negativa procede ou se é apenas desinformação.

1. Consulte se o banco é autorizado pelo Banco Central
  • O primeiro passo é verificar se a instituição é autorizada e supervisionada pelo Banco Central do Brasil.
  • Isso pode ser feito no site do BC, no caminho: Meu BC → Serviços → Encontre uma instituição.
  • Bancos não autorizados não podem operar no sistema financeiro nacional.

2. Use bases oficiais de dados

Três tipos de plataforma concentram informações confiáveis:
  • Central de Demonstrações Financeiras (CDSFN), do Banco Central: na mesma página do serviço Encontre uma Instituição, com o seguinte caminho: digitar o nome da instituição  → clicar no resultado → clicar em Central de Demonstrações Financeiras;
  • Site Banco Data:  organiza dados financeiros de forma acessível, com esquemas visuais e cores (verde, laranja e vermelho) para indicar o risco de cada indicador;
  • Site de Relações com Investidores (RI) de cada instituição: cada instituição autorizada pelo BC é obrigada a manter uma página de relação com investidores, com todas as informações financeiras e com resumos de fácil leitura. Caminho: digitar em qualquer site de busca o nome da instituição + RI.
Esses sistemas permitem analisar balanços, resultados e indicadores de risco.

3. Avalie os principais indicadores de solidez
  • Índice de Basileia: mede a relação entre capital próprio e riscos assumidos.

       >> Mínimo exigido no Brasil: 11% para instituições em geral, 13% para bancos cooperativos;

       >> Índice confortável: acima de 15%;

       >> Um índice de Basileia 11% significa que, para cada R$ 100 emprestados, a instituição tem 11% de recursos próprios (dos sócios e dos acionistas);

>> Quanto maior, mais capacidade o banco tem de absorver perdas.

  • Lucro líquido recorrente: lucros consistentes ao longo do tempo indicam boa gestão.
  • Inadimplência da carteira de crédito: percentual de empréstimos vencidos há mais de 90 dias. Índices elevados são sinal de risco.
  • Índice de imobilização: mostra quanto do capital está preso em ativos fixos (como imóveis que não podem ser vendidos em momentos de crise); valores altos reduzem a liquidez.
  • Rating de crédito: notas atribuídas por agências como Moody’s, S&P e Fitch. Rebaixamentos sucessivos acendem o alerta. No caso do Banco Master, no entanto, várias agências atribuíam nota alta e risco baixo à instituição.
4. Verifique a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos

Para quem investe, é fundamental confirmar se o banco é coberto pelo FGC, que garante até R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), com teto global de R$ 1 milhão pago a cada quatro anos.

O FGC cobre os seguintes recursos e investimentos:
  • Contas correntes e poupança;
  • CDB e RDB;
  • Letras financeiras dos seguintes tipos: LCI, LCA, LC, LH, LCD;
  • Depósitos a prazo;
  • Operações compromissadas com títulos elegíveis.
  • Em caso de liquidação, o FGC é o caminho para recuperar os valores dentro do limite.

Recursos e investimentos não cobertos pelo FGC:

  • CRI e CRA;
  • Debêntures;
  • Letras financeiras dos seguintes tipos: LF, LI, LIG; 
  • Títulos públicos, porque esses papéis são cobertos pelo Tesouro Nacional;
  • Títulos de capitalização;
  • Fundos de renda fixa: em caso de quebra, têm CNPJ separado da instituição e podem ir para outro gestor;
  • Depósitos no exterior;
  • Depósitos judiciais.
O correntista deve estar ciente de que perderá esses valores em caso de quebra da instituição.

5. Desconfie de rentabilidade fora do padrão
  • Bancos pequenos oferecem taxas maiores que bancos grandes e de baixo risco;
  • Bancos em dificuldade podem oferecer taxas muito acima da média do mercado para captar recursos rapidamente;
  • Retornos extraordinários quase sempre vêm acompanhados de maior risco;
  • No caso de CDBs, a taxa máxima recomendada está em 115% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). O Banco Master oferecia taxas de 140% do CDI.
6. Fique atento aos sinais de alerta

Não é possível prever com exatidão se um banco será liquidado, mas alguns indícios ajudam:
  • Queda contínua do Índice de Basileia;
  • Prejuízos recorrentes nos balanços;
  • Rebaixamento de rating;
  • Notícias sobre investigações ou intervenção;
  • Ofertas agressivas de captação;
  • Entrada em regimes especiais do Banco Central, como o Regime de Administração Especial Temporária (RAET).
No caso do Will Bank, liquidado recentemente, o Índice de Basileia estava negativo em 5,3% em junho de 2024. O Índice de Imobilização estava negativo em 1,9% na mesma data, mesmo com lucro líquido de R$ 55,5 bilhões.

7. Compare com investimentos mais seguros

Para reduzir riscos, especialistas destacam:
  • Tesouro Direto: risco de crédito considerado o menor do país;
  • CDBs, LCIs e LCAs de grandes bancos, com alta solidez e proteção do FGC.

30/01/2026

HAJA ROMBO

Setor público tem déficit de R$ 55 bilhões em 2025, diz Banco Central

O setor público consolidado — formado por União, Estados, municípios e estatais — registrou déficit primário de R$ 55 bilhões em 2025. O resultado consta no relatório “Estatísticas Fiscais”, divulgado pelo BC (Banco Central) nesta sexta-feira (30).

O resultado representa o maior déficit desde 2023. 

Veja a série histórica do setor público consolidado no acumulado do ano:

2020: déficit de R$ 702,95 bilhões
2021: superávit de R$ 64,727 bilhões
2022: superávit de R$ 126 bilhões
2023: déficit de R$ 249,123 bilhões
2024: déficit de R$ 47,552 bilhões
2025: déficit de R$ 55 bilhões

CNN

29/01/2026

OLHA O IMPOSTO AÍ, GENTE.....

Tesouro calcula que governo Lula precisa de R$ 14 bilhões extras em 2026 para atingir meta fiscal

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá de buscar R$ 14 bilhões adicionais em 2026 para alcançar o centro da meta fiscal prevista para o ano, segundo projeções do Tesouro Nacional. A meta é de superávit de 0,25% do PIB, equivalente a R$ 34,3 bilhões.

Os cálculos constam da edição mais recente do Relatório de Projeções Fiscais, documento em que o Tesouro traça cenários para a trajetória das contas públicas na próxima década. As simulações apontam que a necessidade de reforço na arrecadação cresce ao longo do tempo, mesmo com regras que permitem retirar da contabilidade da meta uma parcela relevante das despesas com sentenças judiciais. As informações são do jornal Folha da S.P.

A pressão tende a se intensificar já no início do próximo mandato presidencial. Para 2027, ano em que o presidente eleito em 2026 assume o Planalto, o Tesouro calcula um “buraco” de R$ 46 bilhões para cumprir a promessa de superávit de 0,5% do PIB, estimado em R$ 73 bilhões. Esse alvo ainda precisará ser confirmado em abril, quando o Executivo enviar ao Congresso o PLDO (projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) do ano seguinte.

Precatórios fora da conta ampliam risco de pressão futura

Um dos fatores de peso é o tratamento dado aos precatórios. Em 2027, R$ 96,1 bilhões dessas despesas ficariam fora da conta da meta, permitindo que o governo gaste esse montante sem precisar apresentar receitas equivalentes para cumprir o resultado fiscal. A regra foi aprovada via emenda constitucional, com anuência do governo Lula, e estabelece uma transição gradual de incorporação desses valores ao cálculo da meta — processo que só se encerra em 2036.

Mesmo com esse “alívio” contábil, o Tesouro indica que as necessidades de receita continuam subindo, puxadas por metas mais ambiciosas e por novas obrigações estruturais que chegam ao fim da década.

Reforma Tributária e metas mais altas colocam mais pressão a partir de 2029

As projeções consideram que os alvos fiscais sobem até alcançar superávit de 1,25% do PIB em 2029, em tentativa de desacelerar o crescimento da dívida pública. Ao mesmo tempo, entram em cena os repasses a estados previstos na Reforma Tributária, que podem sobrecarregar as contas federais.

A emenda constitucional da reforma criou dois fundos:
  • FCBF (Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais ou Financeiro-Fiscais), temporário, voltado a ressarcir empresas que hoje usufruem incentivos do ICMS estadual;
  • FNDR (Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional), permanente, que funcionará como mecanismo substituto para incentivos locais.
O Tesouro estima que o desembolso conjunto para esses fundos começa em R$ 27 bilhões em 2029 e alcança o pico de R$ 145 bilhões em 2032. Pela regra aprovada, essas despesas ficam fora do limite de gastos do arcabouço fiscal, mas dentro da meta. Na prática, a equipe econômica não seria obrigada a cortar outras políticas para abrir espaço no teto, porém precisaria garantir receitas para manter o resultado fiscal.

Ainda assim, o próprio Tesouro indica que a conta não se explica apenas pelos fundos: a necessidade de arrecadação extra projetada é de R$ 165 bilhões em 2029 e chega a R$ 299 bilhões em 2032, acima dos desembolsos previstos para FCBF e FNDR. O diagnóstico implícito é que outros gastos também crescem mais do que as receitas ao longo do tempo.

Dívida segue em alta mesmo com esforço de arrecadação, diz Tesouro

O relatório afirma que, mesmo que o Executivo consiga superar resistências no Congresso e aprovar medidas para obter todas as receitas adicionais necessárias, os resultados ainda seriam insuficientes para estabilizar a dívida pública. A projeção é que o indicador encoste em 89% do PIB em 2032, cerca de dez pontos acima dos 79,3% do PIB registrados ao fim de 2025.

Por outro lado, metas menos ambiciosas — embora mais fáceis de cumprir — tenderiam a piorar a dinâmica das contas públicas, segundo o documento.

Em ano eleitoral, 2026 tem “folga”

No curto prazo, 2026 é visto como um desafio menor porque a regra da meta permite acomodar parte do risco dentro da margem de tolerância. O arcabouço autoriza a equipe do ministro Fernando Haddad (Fazenda) a entregar resultado zero no ano, sem contar despesas fora das regras, estimadas em R$ 57,8 bilhões.

Para chegar ao cenário de cumprimento, no entanto, o Tesouro contabilizou R$ 48 bilhões em receitas esperadas de medidas aprovadas ou previstas, mas com impacto considerado incerto. A lista inclui:
  • Leilões de petróleo, que podem render até R$ 31 bilhões;
  • ganhos com o balcão único para abertura de empresas (R$ 6,6 bilhões);
  • corte linear de benefícios tributários, cujo impacto foi considerado em R$ 19,8 bilhões — embora integrantes da equipe econômica esperem algo mais próximo de R$ 15 bilhões após o texto ter sido desidratado no Congresso.
O Tesouro também citou que mudanças aprovadas após as projeções, como aumento da tributação de bets e fintechs e maior taxação sobre JCP (Juro sobre Capital Próprio), podem reforçar a arrecadação. Além disso, o Orçamento inclui R$ 14 bilhões com elevação do Imposto de Importação, ainda sem definição do governo.

XP vê superávit menor e alerta para possível contingenciamento

Na avaliação do economista Tiago Sbardelotto, da XP Investimentos, o governo pode fechar 2026 com superávit de R$ 4 bilhões, próximo ao limite inferior da margem da meta, desde que garanta R$ 10 bilhões extras em dividendos de estatais além do previsto no Orçamento.

“Sem esse adicional, veríamos a necessidade de um contingenciamento de R$ 6 bilhões no início do ano. É bem menos do que nos anos anteriores, mas ainda assim é relevante”, afirmou.

TN

DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL PODE CRESCER 19% EM 2026 E PASSAR DE R$ 10 TRI

Dívida pública federal salta 18% em 2025, pode crescer 19% em 2026 e passar de R$ 10 tri

Todos pagam a conta pelos juros altos — incluindo o próprio governo. As altas taxas de juros, ao lado do déficit do orçamento, foram a principal razão para que a dívida pública federal aumentasse 18% em 2025, de acordo com os dados do Relatório Mensal da Dívida referentes a dezembro e divulgados nesta quarta-feira, 28, pelo Tesouro Nacional. E a projeção do Tesouro para 2026, divulgada com os dados do fechamento do ano, é que ela deve crescer quase 20% neste ano, passando da marca dos 10 trilhões de reais.

A Dívida Pública Federal (DPF) encerrou dezembro totalizando 8,635 trilhões de reais, um aumento de mais de 1 trilhão de reais na comparação com o fechamento de 2024, quando chegou em dezembro aos 7,316 trilhões. No planejamento do Tesouro para 2026, a estimativa é que ela continue crescendo e encerre o ano entre 9,7 trilhões e 10,3 trilhões de reais. Se confirmada a banda superior, o crescimento terá sido de 19,3%.

O salto no estoque da dívida em 2025 foi puxado principalmente pelo avanço da dívida interna, que representa quase a totalidade dos débitos do país. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) chegou a 8,309 trilhões de reais em dezembro, um aumento de 19% na comparação com um ano antes, quando estava em 6,966 trilhões de reais. Ela representa 96% do total do endividamento federal.

A dívida externa, por sua vez, encolheu 6%. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) saiu de 349 bilhões de reais ao fim de 2024 para 326,07 bilhões de reais no encerramento de 2025.

O custo da dívida, ou seja, a taxa de juros média que o governo paga por ela por meio dos títulos que emite no mercado, teve um aumento expressivo neste intervalo, passando de uma média de 12,9% em dezembro de 2024 para 14,4% na última leitura.

A dívida pública, como a dívida de qualquer pessoa, é o resultado de quanto o governo toma emprestado para pagar suas contas acrescido dos juros que paga, o que significa que, quanto maior a taxa de juros, mais rápido o valor devido crescerá, mesmo que nenhum crédito novo seja tomado.

Além disso, cada vez que o governo encerra o ano com um déficit primário, ou seja, tendo gastado mais do que arrecada, ele precisa ir ao mercado, emitindo mais dívida, para tomar emprestado o dinheiro que faltou, e a dívida também aumenta. E essas contas estão no vermelho há praticamente dez anos.

22/01/2026

SAIBA O QUE PODE FAZER SE VOCÊ ERA CLIENTE DO WILL BANK

Clientes do Will Bank não podem usar contas; saiba o que fazer

Nesta quarta-feira (21), o Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, instituição controlada pelo Banco Master, deixando cerca de 12 milhões de clientes sem poder movimentar suas contas, acessar investimentos ou utilizar cartões de crédito.

Com a medida, entra em ação o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que protege valores de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição. A cobertura vale para conta corrente, poupança e aplicações como CDB, LCI, LCA, LCD e RDB.

O pagamento é feito pelo próprio FGC, sem necessidade de processo na Justiça. Em geral, o cliente precisa confirmar seus dados e informar uma conta em outro banco para receber o dinheiro.

Os prazos para o ressarcimento variam, mas costumam ir de algumas semanas a poucos meses após o início do processo de liquidação.

Quem tem mais de R$ 250 mil aplicados não conta com a cobertura total do fundo. Nesse caso, é necessário se habilitar junto ao liquidante, apresentando documentos que comprovem o valor a receber.

O pagamento para esses credores depende da venda dos ativos do banco e segue uma ordem legal de prioridade.

21/01/2026

WILL BANK TEM LIQUIDAÇÃO DECRETADA PELO BANCO CENTRAL

Banco Central decreta liquidação do Will Bank, ligado ao Master

O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank, que estava em Regime de Administração Especial Temporária (Raet) desde novembro, quando foi decretada a liquidação do Banco Master.

A entidade havia sido preservada quando foi decretada a liquidação do Master para permitir a venda do Will a um novo investidor de origem árabe, que tinha interesse na compra. O negócio, porém, não foi fechado. O ato desta quarta-feira (21), assinado pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, cita que a liquidação ocorre “por extensão”, porque o controle da instituição era exercido pelo Banco Master.

O regulador nomeou como liquidante Eduardo Félix Bianchini, que exerce a mesma função no Master. Ex-servidor do BC, ele já trabalhou em outros oito casos do tipo antes de assumir o controle das instituições de Daniel Vorcaro.

O BC ainda determinou a indisponibilidade de bens de controladores e ex-controladores da Will Financeira: Will Holding Financeira, Master Holding Financeira, 133 Investimentos e Participações, Armando Miguel Gallo Neto, Daniel Vorcaro, Felipe Wallace Simonsen, Felipe Félix Soares e Ricardo Saad Neto.

AE

13/01/2026

ABSURDO: ANP APONTA QUE O RN LIDERA AUMENTO DE PREÇO DO ETANOL NO BRASIL

Etanol dispara no RN e estado lidera aumento de preços no Brasil, aponta ANP

O Rio Grande do Norte registrou a maior alta percentual do país no preço médio do etanol hidratado, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em apenas uma semana, o valor médio do litro saltou 11,76%, passando de R$ 4,59 para R$ 5,13, enquanto a média nacional teve aumento bem mais modesto, de 0,89%. No período, 20 estados apresentaram alta, cinco tiveram queda e apenas o Amazonas manteve estabilidade.

De acordo com o presidente do Sindipostos-RN, Maxwell Flor, o principal fator para o aumento é a proximidade do fim da safra da cana-de-açúcar no Nordeste. Com estoques mais baixos e produção concentrada em poucas usinas, o estado perde capacidade de abastecimento próprio e precisa buscar combustível fora, o que pressiona os preços. Segundo ele, esse movimento é cíclico e deve se manter durante o período de entressafra.

Nos postos, o impacto já pesa no bolso dos motoristas. Em Natal, o litro do etanol já ultrapassa os R$ 5,00, chegando a R$ 5,59 em alguns estabelecimentos. Motoristas de aplicativo relatam surpresa com a alta antecipada e reclamam da perda de competitividade do combustível. Além disso, o encarecimento do etanol também começa a influenciar o preço da gasolina, já que 30% da sua composição leva etanol anidro.

O reflexo é direto nas bombas: o RN também liderou o aumento da gasolina comum, que subiu 7,81% em duas semanas, chegando a R$ 6,35 por litro. Para o setor, enquanto a produção seguir limitada e os estoques reduzidos, a tendência é de preços elevados nos próximos meses, ampliando ainda mais a pressão sobre consumidores e trabalhadores que dependem do transporte diariamente.

TN

08/01/2026

APÓS VAZAMENTO NA MARGEM EQUATORIAL PETROBRAS CAI 2% NA BOLSA

Petrobras cai 2% na Bolsa após vazamento na Margem Equatorial

Nesta terça-feira (6), as ações preferenciais (PETR4) da Petrobras caíram 2% após a empresa reportar o vazamento de fluidos na perfuração a 175 quilômetros do Amapá, na Margem Equatorial brasileira.

Às 12h, as ações eram cotadas em R$ 30,26, de acordo com a plataforma Investing.com. Mas com a notícia do vazamento, que começou a circular às 13h, as ações começaram a cair e chegaram a R$ 29,63 no fechamento do mercado.

As ações PETR4 são preferenciais da Petrobras e costumam ser usadas como principal referência do mercado por terem maior liquidez e volume de negociação.

As informações são do Poder360.

30/12/2025

MULTINACIONAL COM 9 MIL FUNCIONÁRIOPS FECHA FÁBRICA NO BRASIL APÓS 70 ANOS

Depois de 70 anos, multinacional com 9 mil funcionários fecha fábrica no Brasil

Uma fábrica de materiais voltados ao isolamento térmico e acústico, pertencente à Isover — empresa integrante do Grupo Saint-Gobain — terá suas atividades industriais encerradas em Santo Amaro, na zona sul da cidade de São Paulo. O fechamento está previsto para ocorrer até 31 de julho de 2026 e foi oficializado por meio de um acordo firmado com o Ministério Público e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, o Grupo Isover confirmou a assinatura do termo que estabelece o fim da produção no local dentro do cronograma definido pelas autoridades ambientais.

Presente em 39 países, a Isover emprega mais de 9 mil pessoas e opera cerca de 60 fábricas distribuídas em 28 nações. No Brasil, entretanto, a desativação da unidade paulista deverá impactar diretamente mais de 100 famílias de trabalhadores, além de gerar reflexos sobre um número expressivo de empregos indiretos ligados à operação.

A decisão de encerrar as atividades industriais ocorre após anos de queixas por parte de moradores da região, que relataram problemas recorrentes associados à poluição atmosférica. Entre as principais reclamações estão episódios frequentes de forte odor, emissão de fumaça densa e ruídos constantes vindos da planta industrial. Segundo relatos da comunidade, os efeitos à saúde incluíam dificuldade respiratória, irritações na pele, ardência nos olhos e incômodo sonoro, especialmente durante a noite.

Conforme estabelecido no TAC (Termo de Ajuste de Conduta), assinado em 22 de dezembro, a produção de lã de vidro deverá ser interrompida até 4 de julho de 2026. Já o forno de fusão de vidro, apontado como a principal fonte das emissões, terá seu funcionamento encerrado até 31 de julho do mesmo ano. Após esse período, o espaço deixará de ter caráter industrial e passará a operar exclusivamente como centro de distribuição dos produtos fabricados pela empresa em outras unidades.

Os materiais produzidos pela Isover são amplamente utilizados em segmentos estratégicos da economia, como construção civil, indústria automotiva, agronegócio e infraestrutura de data centers, o que evidencia a relevância da marca no mercado nacional e internacional.

Grupo Isover declarou que atua no local há mais de 70 anos “em conformidade com a legislação e atendendo aos critérios de sustentabilidade e segurança da saúde humana estabelecidos por entidades nacionais e internacionais”. A empresa também informou ter colocado em prática um Plano de Melhoria Ambiental, com investimentos em isolamento acústico, tecnologias para reduzir a emissão de vapor de água e programas de comunicação com a comunidade local.

Segundo a companhia, o período de seis meses previsto no acordo será utilizado para reduzir os impactos sociais decorrentes da desativação. Até o encerramento definitivo das atividades, o TAC determina ainda que a empresa realize a gestão adequada das áreas contaminadas, incluindo o tratamento e a destinação correta dos resíduos existentes. O destino futuro da área, por sua vez, seguirá em debate entre autoridades públicas e moradores da região.

jornaldacidadeonline

26/12/2025

BC APONTA QUE FAMÍLIAS BRASILEIRAS JÁ CONSOMEM QUASE METADE DA RENDA ANUAL COM DÍVIDAS

Endividamento já consome quase metade da renda anual das famílias brasileiras, aponta Banco Central

As famílias brasileiras estão mais endividadas e enfrentando crédito mais caro, o que tem reduzido a contratação de novos empréstimos. Dados do Banco Central mostram que o endividamento chegou a 49,3% da renda anual, enquanto o comprometimento mensal com dívidas subiu para 29,4%.

Ao mesmo tempo, os juros do crédito livre para pessoas físicas alcançaram 59,4% ao ano, um dos principais fatores por trás da perda de ritmo do crédito. O nível de endividamento está entre os mais altos desde novembro de 2022, quando chegou a 49,4%.

Apesar do aperto no orçamento, o crédito às famílias ainda cresce. Em novembro, o crédito ampliado somou R$ 4,7 trilhões, o equivalente a 37,2% do PIB. No entanto, o avanço vem desacelerando: o estoque total de crédito cresceu 9,5% em 12 meses, abaixo dos 10,2% registrados anteriormente.

A cautela também aparece nas concessões. Em novembro, os novos empréstimos caíram 6,6%, somando R$ 637,5 bilhões, com recuo tanto para famílias quanto para empresas.

Com informações de O Globo

22/12/2025

AÇÕES DE DONA DA HAVAIANAS SOFREM FORTE QUEDA APÓS POLÊMICA

Após polêmica, ações de dona da Havaianas sofrem forte queda

As ações da Alpargatas, empresa dona da marca Havaianas, operam em forte queda nesta segunda-feira (22) na B3, a bolsa de valores brasileira, em um movimento relacionado à polêmica campanha publicitária protagonizada pela atriz Fernanda Torres, cuja mensagem foi encarada com viés político contra a direita. Por volta das 16h, os papéis da companhia recuavam cerca de 3,4%, custando R$ 11,32.

Com o resultado desta segunda, a queda nas ações da Alpargatas nos últimos seis dias já passa dos 7%, já que os papéis da empresa valiam R$ 12,23 na última terça-feira (16). A principal acionista da empresa, a Itaúsa, holding que é dona do banco Itaú, também apresentava perdas nesta segunda, com 0,35% de decréscimo em suas ações, cotadas a R$ 11,43.

SOBRE A PROPAGANDA POLÊMICA

A Havaianas virou alvo de críticas nas redes sociais por causa de sua campanha com a atriz Fernanda Torres. Na peça publicitária, a atriz diz: “Desculpa, mas eu não quero que você comece o ano com o pé direito”. A frase foi entendida como um posicionamento político e a marca precisou bloquear os comentários no Instagram.

– Desculpa, mas eu não quero que você comece o ano com o pé direito. Não é nada contra a sorte, até porque, sorte? Não depende de você, depende de sorte. O que eu desejo é que você comece o ano novo com os dois pés – diz a atriz.

Nos comentários da publicação diversas pessoas criticaram a “indireta”, como o vereador Gilson Machado Filho (PL-PE), que disse que começaria 2026 com o pé direito “em outra marca”. O deputado federal Luiz Lima (NOVO-RJ) também se manifestou, dizendo que “publicidade é escolha e consumo também”.

O especialista em marketing Marcelo Rennó também criticou a campanha, relembrando que 2026 é ano de eleição e que campanhas publicitárias devem ser feitas pra todo mundo, não pra um lado só.

Nas redes sociais, internautas de direita prometeram boicotar a marca e incentivaram outras pessoas a fazerem o mesmo.

Confira:

21/12/2025

A PARTIR DE FEVEREIRO O PIX TERÁ MUDANÇAS - VEJA QUAIS SÃO

Pix terá novas regras a partir de fevereiro de 2026

O Banco Central anunciou novas regras para o Pix, que entram em vigor em fevereiro de 2026, junto com medidas de segurança obrigatórias para os bancos. As mudanças buscam reduzir fraudes e aumentar as chances de devolução de valores desviados.

Mecanismo Especial de Devolução (MED)

A principal novidade é o aprimoramento do Mecanismo Especial de Devolução (MED). Atualmente, o sistema rastreia apenas a conta do primeiro recebedor e só permite a devolução se ainda houver saldo. Como criminosos costumam transferir o dinheiro rapidamente para outras contas, mais de 90% das tentativas de recuperação fracassam.

Com as novas regras, os bancos terão de adotar o rastreamento em cascata, acompanhando o caminho do dinheiro mesmo após transferências para outras contas, o que amplia a possibilidade de reaver os valores.

Padronização das informações exibidas ao cliente

Outra mudança é a padronização das informações exibidas ao cliente. A partir de 2 de fevereiro, as instituições deverão identificar claramente o pagamento original, a data, o valor e o motivo da devolução em casos de fraude.

O Banco Central reforçou que o Pix segue gratuito para pessoas físicas. A cobrança de tarifas continua permitida apenas para pessoas jurídicas.

PIB: CONFORME O IBGE CEARÁ MIRIM/RN NÃO SE ENCONTRA NO TOP 10 - VEJA

Quatro cidades concentram metade do PIB do RN, aponta IBGE

Quatro cidades do Rio Grande do Norte concentraram mais de metade de toda a riqueza produzida no estado em 2023, segundo dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Juntas, Natal, Mossoró, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante responderam por 50,8% do PIB potiguar no período. Ao todo, o PIB do Rio Grande do Norte bateu recorde e fechou 2023 em R$ 101,7 bilhões.

Natal foi o município potiguar que mais ampliou participação no Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Norte entre 2022 e 2023. A capital passou a responder por 30,63% da riqueza produzida no estado, com um PIB calculado em R$ 31,162 bilhões.

O avanço representa um ganho de 1,32 ponto percentual em relação a 2022, quando a participação era de 29,31%, o maior crescimento proporcional registrado no período entre os municípios potiguares. Na sequência aparecem Lajes, Caiçara do Rio do Vento, Pedro Avelino e Macaíba, todos com ganhos menores.

Na outra ponta, Parnamirim teve a maior perda de participação no PIB estadual, com queda de 0,50 ponto percentual. Também registraram retração Guamaré, Serra do Mel, Macau, Areia Branca e Mossoró.

Com os novos dados, houve mudanças no ranking das maiores economias do estado. São Gonçalo do Amarante assumiu a quarta posição, ultrapassando Guamaré, enquanto Macaíba passou à sexta colocação, trocando de lugar com Açu. Macau deixou a lista dos dez maiores PIBs do RN. Juntos, os cinco municípios com maior participação concentraram 53,3% da economia estadual em 2023.

Top 10 – PIB dos municípios do RN


Em 2022, a população era de 79.115 habitantes e a densidade demográfica era de 109,15 habitantes por quilômetro quadrado. Na comparação com outros municípios do estado, ficava nas posições 6 e 23 de 167. Já na comparação com municípios de todo o país, ficava nas posições 410 e 715 de 5570.

Clique no link abaixo e veja a situação de Ceará Mirim/RN:

19/12/2025

POR R$ 1,6 BILHÃO O MIDWAY É VENDIDO AO GRUPO ANCAR IVANHOE

Midway vendido por R$ 1,6 bilhão: R$ 805 milhões à vista e a outra parte será paga ainda em 2025

O Midway Mall, maior shopping de Natal e um dos maiores da região Nordeste, foi vendido à Capitânia Capital e demais coinvestidores por R$ 1,610 bilhão. O contrato definitivo foi assinado nessa quinta-feira (18) junto com a Riachuelo, que era detentora do shopping.

Conforme fato relevante divulgado pela Guararapes, controladora da Riachuelo, uma parcela de R$ 805 milhões foi paga à vista. A outra metade do preço de aquisição, que seria pago em quatro parcelas anuais no aniversário da data de fechamento, será liquidada no dia 29 de dezembro deste ano, como resultado de uma operação de antecipação das parcelas futuras que a Riachuelo contratou junto ao BTG Pactual, banco que atuou como assessor financeiro no negócio.

De acordo com a Guararapes, a venda do Midway Mall está alinhada com a estratégia da Companhia de gerar valor aos seus acionistas e otimizar sua alocação de capital.

Nova administração

Com a venda, o Midway Mall será administrado pela Ancar Ivanhoe, que já administra o Natal Shopping.

A empresa informou, em nota publicada nessa quinta-feira (18), que concluiu as negociações para integrar o shopping ao seu portfólio, passando a atuar como investidora minoritária, por meio de um pool de investidores, além de assumir a administração do shopping.

O Midway Mall, inaugurado em 2005, possui mais de 300 lojas distribuídas em aproximadamente 65 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL), consolidando-se como um dos principais centros de varejo da região. O empreendimento se destaca como um hub completo de compras, gastronomia e serviços, com forte relevância para a capital potiguar e municípios vizinhos.

Com a incorporação do Midway Mall, a Ancar Ivanhoe passa a administrar 23 shopping centers em todo o país, com presença nas cinco regiões brasileiras, reforçando sua plataforma nacional de gestão e investimentos, conforme destacou a empresa.

17/12/2025

COLOCA NA FAZENDA UM ECONOMISTA QUE NÃO PASSOU COLANDO QUE DÁ CERTO

Futurista crava: Pix coloca o Brasil 10 anos à frente dos EUA — enquanto governo só assiste

O futurista australiano Brett King afirmou, em Brasília, que o Pix colocou o Brasil cerca de 10 anos à frente dos Estados Unidos em tecnologia de pagamentos. A declaração foi dada em entrevista antes de uma palestra no Encontro Anual de Gestores da Caixa, banco público federal, conforme o Metrópoles. Segundo ele, o sistema brasileiro é hoje referência mundial em pagamentos digitais rápidos e baratos.

Autor do livro Bank 2.0., lançado em 2010, King foi um dos primeiros a prever o fim das filas bancárias, das senhas de papel e a ascensão dos aplicativos e das fintechs. Nos últimos anos, passou a se dedicar ao impacto da inteligência artificial (IA) na economia e na sociedade, tema do livro The Rise of Technosocialism, lançado em 2021.

De acordo com o futurista, empresas globais como Visa e Mastercard já trabalham com a ideia de um “futuro sem plástico”, inspirado em modelos semelhantes ao Pix. Em termos simples, isso significa menos cartões físicos e mais pagamentos digitais instantâneos, direto pelo celular, como já ocorre no Brasil.

King também alertou para a chamada “bolha da IA”, afirmando que os investimentos podem estar inflando artificialmente ações de empresas de tecnologia. Ainda assim, fez um alerta claro: mesmo sendo uma bolha, a inteligência artificial deve ser a tecnologia de maior impacto dos últimos mil anos, com potencial de ampliar desigualdades se não houver preparo — algo que, segundo ele, muitos governos ainda ignoram.

13/12/2025

É FÁCIL ADMINISTRAR UM PAÍS SUGANDO A POPULAÇÃO - BRASIL BATE RECORDE COM AUMENTO DE IMPOSTOS

Carga tributária bate recorde com aumento de impostos

A carga tributária brasileira cresceu em 2024 e registrou um recorde, com o maior nível desde o início da série histórica em 2002. A Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda apontou que o crescimento se deve ao aumento de impostos federais e estaduais. Em 2024, o índice teve alta de dois pontos percentuais em relação ao ano de 2023.

Neste ano de 2025, a Receita Federal mudou o método de calcular a carga tributária, passando a excluir as contribuições destinadas ao FGTS e ao Sistema S (tributos pagos pelas empresas) do cálculo. A mudança no cálculo visa alinhar o indicador a diretrizes metodológicas internacionais.

A carga tributária é o patamar de impostos pagos em relação à riqueza do país, englobando União, estados e municípios.

Pelo formato anterior de cálculo, a carga tributária de 2024 somou 34,1% do PIB, um novo recorde que representa um aumento de dois pontos percentuais em relação ao ano anterior (32,1% do PIB). Já considerando a nova metodologia oficial de cálculo do índice, a carga tributária brasileira avançou para 32,2% do PIB em 2024, número também considerado o maior patamar da série — com um aumento de dois pontos percentuais frente a 2023 (30,2% do PIB). As informações são do G1.

10/12/2025

NOVO SALÁRIO MÍNIMO PARA 2026 É CONFIRMADO PELO GOVERNO

Governo confirma novo valor do salário mínimo para 2026

O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou à VEJA nesta quarta-feira, 10, que o salário mínimo de 2026 será R$ 1.621,00. O número representa uma alta de 6,78% na comparação com o valor de 2025, que está em R$ 1.518,00.

A regra de reajuste do salário mínimo indica que o montante deve sofrer dois aumento de preços, o primeiro é a recomposição da inflação, para que não haja perda no poder de compra. A segunda é um aumento conforme o crescimento econômico medido pelo Produto Interno Bruto (PIB), proposta implementada pelo governo atual para entregar um aumento real do salário mínimo.

O aumento inflacionário é calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O dado aponta para uma alta de preços de 4,18% em 12 meses até novembro. Já o crescimento do PIB de 2024 ficou em 3,4%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No entanto, a regra do arcabouço fiscal limita o ganho real do salário mínimo, crescimento acima do ganho inflacionário, para 2,5%. A medida foi implementada como uma tentativa do governo de controlar os gastos públicos e fechar as contas no azul, sem déficit primário.

O novo número é levemente menor que a proposta de salário mínimo do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviado pelo governo ao Congresso, que previa um salário mínimo de R$ 1.627, avanço de 7,18% em relação ao salário mínimo de 2025. Essa redução aconteceu devido à inflação do período menor que a estimada inicialmente.

05/12/2025

O BRASIL NÃO FAZ MAIS PARTE DAS 10 MAIORES ECONOMIAS DO MUNDO

PIB: Brasil deixa a lista das 10 maiores economias do mundo

O Brasil deixou a lista das dez maiores economias do mundo referente ao Produto Interno Bruto (PIB) em dólares. De acordo com o ranking global da Austin Rating, o país caiu da 10ª para a 11ª posição.

A Rússia ultrapassou o Brasil e o Canadá e passou a ocupar a 9ª posição no ranking estimado para 2025, conforme mostrou o levantamento. No ranking do ano anterior, a economia russa ocupava o 11º lugar.

O estudo teve como base o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) de outubro sobre o panorama da economia global e perspectivas.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira (4), apontaram que a economia brasileira cresceu 0,1% no terceiro trimestre. O resultado veio levemente abaixo da expectativa do mercado, que era de variação de 0,2%. As informações são da CNN Brasil.

25/11/2025

INSTITUTO FISCAL ALERTA QUE ROMBO NAS ESTATAIS PODE ACABAR COM META FISCAL

Rombo nas estatais pode acabar com meta fiscal, alerta órgão

O resultado primário negativo das empresas estatais federais pode levar ao descumprimento formal da meta fiscal estabelecida para 2025. O alerta foi feito pela Instituição Fiscal Independente (IFI) na última quarta-feira, 19, conforme publicado pela coluna do jornalista Carlo Cauti na Edição 297 da Revista Oeste.

Segundo o documento, o governo estimou um déficit de R$ 9,2 bilhões nas estatais, equivalente a 0,07% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, valor considerado dentro do limite previsto em lei. Contudo, quando são incorporadas as deduções permitidas pelo Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que somam R$ 3,7 bilhões, a margem para cumprimento da meta fica, nas palavras da IFI, “muito estreita”.

Estatais podem transferir custos ao Tesouro

O relatório destaca que a piora do resultado primário das estatais pode pressionar o Orçamento Federal. Segundo o documento, “a incapacidade de geração de recursos próprios pode levar a um reenquadramento dessas empresas como estatais dependentes do Tesouro Nacional, o que levaria esse custeio para o Orçamento do governo central”. Esse movimento ampliaria as despesas primárias do governo e reduziria o espaço para cumprimento das regras fiscais.

O relatório lembra que o governo tem buscado, na prática, o limite inferior da banda de tolerância da meta de resultado primário. Segundo a IFI, para 2025 o governo projeta um déficit efetivo de R$ 73,5 bilhões (0,4% do PIB). As deduções autorizadas somam R$ 43,3 bilhões (0,3% do PIB), o que permite o cumprimento da meta com uma margem de apenas R$ 0,8 bilhão.



Empresas públicas passam de superávit a déficits sucessivos

A análise da IFI mostra que, desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023, as estatais deixaram de registrar superávits e voltaram ao terreno negativo. Embora as metas previstas em lei tenham sido formalmente cumpridas por meio de deduções e ajustes, a instituição identifica fragilidade estrutural no desempenho das empresas.

O documento destaca que “a piora do resultado primário das empresas estatais pode implicar no descumprimento formal da meta de resultado primário do governo federal” pelo pouco espaço para compensação entre governo central e estatais.

Déficit das estatais ameaça orçamento federal

A IFI argumenta que eventuais aportes ou mudanças na classificação das estatais têm potencial para pressionar o arcabouço fiscal, que já opera com bloqueios de despesas para ajuste ao limite de gastos. O relatório afirma que “a permanência de resultados primários negativos das estatais pode trazer alguns riscos adicionais”, entre eles o impacto direto no Orçamento e a deterioração da credibilidade das regras fiscais vigentes.

O órgão do Senado conclui que a combinação de déficits sucessivos das empresas públicas com o uso recorrente de deduções na meta fiscal reforça o risco de perda de previsibilidade da política fiscal.

revistaoeste