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24/06/2026

APÓS A COLÔMBIA SE 'ENDIREITAR' AGORA FOI A VEZ DO PERU

Direita vence mais uma: Keiko é a nova presidente do Peru e Flávio Bolsonaro comemora

Com 99.859% das urnas apuradas, a conservadora de direita Keiko Fujimori está matematicamente eleita presidente do Peru, por ter atingido uma liderança irreversível no 2º turno das eleições presidenciais, registrando 50,118% dos votos, segundo dados oficiais da apuração atualizados às 10h da manhã desta quarta-feira (24). O país aguarda a proclamação oficial do resultado.

No universo de mais de 18 milhões de peruanos que foram às urnas há 17 dias, a vantagem de Keiko é de apenas 43.386 votos à frente do esquerdista Roberto Sánchez, do partido Juntos por el Peru. E, após uma tentativa frustrada de invalidar a apuração de votos vindos de 119 consulados peruanos no exterior, Sánchez antecipou que não reconhecerá o governo da presidente eleita.

Keiko aguarda a oficialização do resultado para ser a 9ª presidente do Peru, em uma década de crise política marcada por renúncias e destituições presidenciais, e até prisão dos presidentes Ollanta Humala e Pedro Castillo.

Na ocasião, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) parabenizou, nesta quarta-feira (24/6), a presidente eleita do Peru, Keiko Fujimori. “Que este novo ciclo, mais à direita, represente um tempo de paz, progresso e esperança para o Peru e para toda a América do Sul”, afirmou Flávio.

Diário do Poder

FICOU RUIM PARA PETRO PEDIR LIBERAÇÃO DA COCAÍNA

Petro afirma que eleição devia ser anulada por ingerência de Trump

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, propôs na noite desta terça-feira (23) uma tese de que as eleições nas quais seu sucessor foi escolhido, vencidas pelo candidato de direita Abelardo de la Espriella, segundo a contagem preliminar, deveriam ser anuladas pela suposta interferência de seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump.

– As eleições na Colômbia deveriam ser nulas por ingerência estrangeira segundo nossa Constituição e o direito internacional com confissão pública e expressa do presidente dos EUA – afirmou Petro em uma extensa mensagem de 4.125 palavras publicada em sequência na rede social X.

Segundo a pré-contagem, e na ausência dos resultados oficiais definitivos, De la Espriella venceu o segundo turno com 49,66% dos votos, contra 48,7% do candidato esquerdista Iván Cepeda, do Pacto Histórico, o partido de Petro.

Nesse sentido, o presidente norte-americano qualificou nesta segunda-feira (22) De la Espriella como “um bom homem” e afirmou que é “uma honra” para ele que tenha vencido após sua manifestação pública de apoio.

– Quando alguém como eu agrada a uma pessoa, eu gosto dessa pessoa. É muito simples, é uma fórmula simples. Ele ganhou uma eleição na Colômbia que, não sei, surpreendeu alguns porque estava um pouco mais atrás, mas ganhou com facilidade ontem à noite – disse Trump ao explicar seu apoio, acrescentando.

Petro, por sua vez, afirmou que a “intervenção direta do presidente Donald Trump anula as eleições na Colômbia, se atendermos aos tratados internacionais que amparam as nações, incluindo a ONU e a OEA (Organização dos Estados Americanos).

No entanto, o mandatário colombiano, em sua enigmática mensagem, destacou:

– Admiro Donald Trump, admiro sobretudo a força de manter em cada americano a ideia da liberdade e por isso Washington deu a Bolívar uma mecha de seu cabelo, mecha que ele levou em seu peito até a morte.

Petro ressaltou ainda que a Colômbia ficou dividida ao meio após as eleições e afirmou:

– Começará a transição e minha retirada e talvez a resistência pacífica – assinalou.

De la Espriella, por sua vez, pediu no último domingo (21) a Petro e Cepeda que respeitem o resultado das eleições e se abstenham de promover mobilizações ou atos de violência enquanto avança a apuração oficial.

O conservador, que obteve 12,9 milhões de votos contra os 12,7 milhões de Cepeda, sustentou que foi eleito “sob o mesmo sistema que há quatro anos elegeu quem hoje é o inquilino da Casa de Nariño”, sede do governo colombiano, e garantiu que desconhecer o resultado equivaleria a desafiar milhões de eleitores.

EFE

VOLÁTIL: A ESQUERDA ESTÁ EVAPORANDO NA AMÉRICA DO SUL - PERU TAMBÉM SE ENDIREITOU

Keiko Fujimori alcança vantagem irreversível na eleição peruana

A candidata de direita Keiko Fujimori aparecia nesta quarta-feira (24) como a vencedora da eleição presidencial no Peru, após alcançar uma vantagem irreversível sobre seu rival de esquerda, Roberto Sánchez, após uma das votações mais disputadas da história recente da América Latina.

A vitória marcaria o retorno do fujimorismo ao poder, mais de duas décadas após a queda do ex-presidente autocrata Alberto Fujimori (1990-2000), pai da candidata de 51 anos.

Com 99,86% das urnas apuradas, Fujimori tinha 50,118% dos votos, contra 49,882% de Sánchez, segundo os dados publicados no site do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).

Keiko tem uma vantagem de pouco mais de 43 mil votos sobre Sánchez, com mais de 19 milhões de votos contabilizados. A diferença não pode mais ser revertida, pois restam 39.300 votos correspondentes a 131 atas eleitorais. O segundo turno aconteceu em 7 de junho.

Os resultados oficiais serão divulgados apenas dentro de alguns dias, informou na terça-feira à AFP um porta-voz do Júri Nacional de Eleições (JNE).

Sánchez afirmou em uma entrevista coletiva na manhã de terça-feira que não reconhecerá um eventual governo de Keiko Fujimori e denunciou que o procedimento eleitoral foi "gravemente afetado", especificamente durante a votação no exterior.

O candidato anunciou que recorrerá a instâncias internacionais e convocou uma nova mobilização para sábado em Lima.

O esquerdista pediu na segunda-feira a anulação dos votos emitidos no exterior.

Sánchez alega supostas irregularidades administrativas e de custódia do órgão eleitoral na votação no exterior, que representa quase 300 mil votos e favoreceu Keiko Fujimori em grande medida.

O candidato de esquerda afirma que, excluindo os votos emitidos fora do país, ele mantém uma vantagem de quase 25 mil sufrágios sobre a rival.

O JNE declarou, na terça-feira, improcedente o pedido de nulidade dos votos dos peruanos no exterior, por ser extemporâneo e por falta de pagamento das taxas eleitorais.

O candidato à vice-presidência do partido de Keiko, Força Popular, Luis Galarreta, questionou a decisão de Sánchez de não reconhecer um eventual governo de Fujimori e afirmou que apenas os órgãos eleitorais podem validar os resultados.

Ele advertiu ainda que não reconhecer o processo poderia resultar em ações à margem da lei e afetar a ordem democrática.

A Força Popular afirmou que aguardará 100% da apuração para se proclamar vencedora.

O período de apuração dos votos está dentro do padrão peruano. O resultado final do segundo turno de 2021 entre o esquerdista Pedro Castillo e Keiko Fujimori foi anunciado seis semanas depois da votação. Castillo obteve 50,12%, contra 49,87% de Fujimori.

Uma delegação da União Europeia afirmou que o segundo turno transcorreu de maneira "tranquila e ordenada", no contexto de uma campanha polarizada.
Divisões profundas

O segundo turno foi uma das eleições mais disputadas da história recente da América Latina. Os dois candidatos se alternaram na liderança da apuração até que Keiko Fujimori passou a assumir progressivamente a dianteira.

A campanha também evidenciou as divisões profundas do país. Keiko Fujimori obteve seus melhores resultados na costa e em vários centros urbanos, enquanto Roberto Sánchez venceu nas regiões rurais andinas.

O combate à insegurança e ao crime organizado, uma das principais preocupações dos peruanos, foi o eixo central da campanha de Fujimori.

Segundo uma pesquisa, quase 70% dos peruanos esperam que a luta contra o crime seja a prioridade do próximo presidente.

Sánchez, de 57 anos, destacou em seu discurso o fortalecimento das instituições e a redução das desigualdades.

A filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o país com mão de ferro na década de 1990, reivindica a controversa herança do pai, a quem seus partidários atribuem a estabilização da economia e a derrota das guerrilhas das décadas de 1980 e 1990, mas que foi condenado por corrupção e crimes contra a humanidade.

Ela disputou a presidência pela quarta vez consecutiva. A votação era especialmente aguardada em um país marcado por forte instabilidade política.

Desde 2016, o país teve oito presidentes, em um contexto de crises institucionais recorrentes.

O vencedor substituirá, em 28 de julho, o presidente interino José María Balcázar para um mandato de cinco anos.

correiobraziliense

22/06/2026

MAPA MOSTRA DISTRIBUIÇÃO DIREITA X ESQUERDA NA AMÉRICA DO SUL - DIREITA NA FRENTE

Direita x Esquerda: Mapa mostra distribuição de governos na América do Sul

A apuração preliminar do segundo turno da eleição presidencial da Colômbia aponta que Abelardo de la Espriella será o próximo líder do país. Com isso, a esquerda deixará o poder em mais um país na América do Sul.

Caso a contagem feita por juízes colombianos confirme o resultado -- uma etapa exigida pela lei do país --, De la Espriella tomará posse no dia 7 de agosto.

Enquanto isso, o Peru continua de forma lenta a apuração do segundo turno entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez. A candidata de direita está na frente por algumas dezenas de milhares de votos.

Com o atual cenário, a direita governará seis países na América do Sul; a esquerda, cinco.

Veja no mapa interativo abaixo como ficará a distribuição:

Direita x Esquerda - América do Sul

Direita
Esquerda
Indefinido
*Guiana Francesa é território ultramarino da França
**Ilhas Malvinas/Falklands são território ultramarino do Reino Unido reivindicado pela Argentina
Eleição na Colômbia e indefinição no Peru


Iván Cepeda, candidato governista, e Gustavo Petro, atual presidente, afirmaram que vão esperar o resultado dos juízes, que deve sair em até três dias.

Já no Peru, o país continua a apuração após mais de duas semanas da votação do segundo turno. O órgão eleitoral prevê que a contagem deve terminar até julho.

A AMÉRICA DO SUL ESTÁ SE 'ENDIREITANDO'

Vitória da direita na Colômbia amplia virada na América Latina

Neste domingo (21), o direitista Abelardo de la Espriella venceu o candidato da esquerda Iván Cepeda no segundo turno da eleição presidencial da Colômbia. Com o resultado, a direita amplia sua presença na América Latina e conquista espaço em um dos principais países da região.

A vitória de De la Espriella reforça um movimento político que já levou ao poder líderes de direita como Nayib Bukele, em El Salvador, Javier Milei, na Argentina, e José Antonio Kast, no Chile. O cenário também aumenta o isolamento de governos alinhados à esquerda no continente.

Aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, De la Espriella derrotou Cepeda, que contava com o apoio do atual presidente colombiano, Gustavo Petro. Segundo a apuração preliminar, o direitista recebeu 12.949.162 votos, contra 12.701.546 do adversário.

KEIRS TARMER, PRIMEIRO-MINISTRO DO REINO UNIDO, ANUNCIA QUE IRÁ RENUNCIAR

Primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer anuncia que irá renunciar

O primeiro-ministro Keir Starmer anunciou nesta segunda-feira (22) que renunciará ao cargo, e um novo líder deverá assumir o cargo até o retorno do parlamento em setembro.

Starmer disse que conversou com o rei Charles nesta manhã e que renunciará ao cargo em uma transição de poder tranquila.

O primeiro-ministro britânico anunciou que deixará a liderança do Partido Trabalhista após reconhecer que não é a pessoa mais indicada para conduzir o país nas próximas eleições gerais.

Um novo líder deverá assumir antes do retorno do Parlamento em setembro, o que abrirá caminho para que o país tenha seu sétimo chefe de governo em dez anos.

Ele afirmou ter aceitado a resposta de seu partido parlamentar “de bom grado” e destacou que todas as decisões tomadas tiveram como prioridade “colocar o país que amo em primeiro lugar”.

O premiê disse que já comunicou sua decisão ao rei e pedirá ao comitê executivo nacional do partido que estabeleça um cronograma para a escolha de um novo líder, com votações previstas para começar em 9 de julho e terminar até o verão, garantindo a posse antes do retorno do Parlamento em setembro. Ele permanecerá como primeiro-ministro até a conclusão da disputa e prometeu trabalhar por uma transição tranquila.

O líder trabalhista disse que dará apoio total ao partido, que agora “herdará uma Grã-Bretanha mais forte e justa do que aquela que herdei há dois anos”. Em tom de despedida, agradeceu colegas, amigos e servidores públicos, além de funcionários do número 10.

Ele afirmou que pretende dedicar mais tempo à família: “Quero ser o melhor marido possível para minha fantástica esposa e o melhor pai para meus lindos filhos, que são meu orgulho”.

“A questão que meu partido faz agora é se sou a melhor pessoa para nos conduzir à próxima eleição geral. Ouvi a resposta do meu partido parlamentar e a aceito com humildade.”

Menos de dois anos depois de ter conquistado uma vitória eleitoral esmagadora que prometia acabar com o caos na política britânica, Starmer afirmou que apoiaria quem quer que o substituísse.

Pressão crescente

A pressão contra Starmer vinha aumentando há meses e se intensificou na última sexta-feira, quando Burnham venceu de forma decisiva a eleição suplementar em Makerfield, derrotando um candidato do partido Reform UK, de Nigel Farage, que lidera as pesquisas nacionais há mais de um ano.

Essa vitória reacendeu a esperança entre parlamentares trabalhistas de que Burnham, conhecido por suas habilidades de comunicação, possa revitalizar o partido, que perdeu apoio sob a liderança de Starmer.

Reações e riscos

O anúncio de renúncia não abalou os mercados: libra e títulos do governo britânico permaneceram estáveis, já que investidores esperavam a decisão. Ainda assim, analistas alertam que a transição traz riscos, especialmente porque Burnham ainda não detalhou suas posições sobre política externa, economia e defesa.

O Reino Unido já enfrenta os maiores custos de empréstimo do G7, resultado de dívida elevada, crescimento econômico fraco e necessidade de investimentos em áreas como defesa. Economistas do Citibank afirmaram: “Um governo Burnham herdaria uma situação fiscal precária, com poucas ferramentas para promover mudanças significativas.”

Contexto político

Starmer havia prometido disputar qualquer desafio interno à liderança, mas mudou de posição no fim de semana. Quem assumir seu lugar será o sétimo primeiro-ministro britânico desde o referendo do Brexit, há dez anos, refletindo a dificuldade em manter o apoio de eleitores frustrados com falhas sucessivas em melhorar padrões de vida, serviços públicos e lidar com imigração ilegal.

g1

21/06/2026

CANDIDATO DA DIREITA APOIADO POR TRUMP VENCE ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NA COLÔMBIA

De La Espriella vence 2º turno das eleições presidenciais da Colômbia

O candidato da extrema-direita, Abelardo de La Espriella, venceu Iván Cepeda no 2º turno das eleições presidenciais da Colômbia. A votação aconteceu neste domingo (21). Apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, La Espriella teve 49,77% votos, enquanto o candidato da esquerda recebeu 48,64%.

A campanha eleitoral foi marcada por atentados a bomba no sul do país, ataques com drones explosivos e o assassinato de um importante candidato presidencial em Bogotá. O resultado vai passar por uma segunda conferência, mas, como referência, a diferença entre o resultado conferência imediata e da segunda análise foi de apenas 0,02% no primeiro turno.

De la Espriella, que liderou o primeiro turno, em maio, com 43,7% dos votos, contra 40,9% de Cepeda, prometeu uma política dura de segurança pública, espera repetir o feito de outros presidentes eleitos recentemente sob a mesma bandeira na Bolívia, no Chile e no Equador.

A eleição se tornou uma "queda de braço" entre o atual presidente do país, Gustavo Petro, e o presidente dos EUA, Donald Trump. Cepeda é candidato apoiado por Petro, enquanto o ultradireitista Espriella teve apoio declarado do líder norte-americano.

Quem é Abelardo de La Espriella?

Apresentado como o "outsider" da eleição, Abelardo de La Espriella é advogado e empresário de 47 anos e baseia sua campanha em uma política de segurança rígida.

O empresário não esconde sua admiração por figuras da direita internacional, como Donald Trump, nos Estados Unidos, e o presidente argentino Javier Milei, prometendo "mão dura" contra a criminalidade. Ele também é cidadão naturalizado dos EUA e já residiu em Miami, na Flórida.



17/06/2026

ACABOU O QUÍMICA? O BRASIL E SUA VERGONHA ALHEIA

Lula cavou encontro com Trump, mas foi ignorado e passou vergonha na reunião do G7

Lula (PT) foi solenemente ignorado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apesar de suas tentativas, quem sabe, para conseguir um aperto de mão no G7, em Evian, na França. Ele chegou na véspera, tentando cavar o encontro, mas foi inútil. Trump não lhe deu espaço nem mesmo quando estavam a um metro de distância, enquanto os chefes de Estado e de Governo presentes procuravam se posicionar para a foto oficial. O vexame do brasileiro foi construído por ele mesmo.

A assessoria de Lula divulgou a versão de que Lula teria conseguido cumprimentar Trump durante a noite, após um concerto organizado pelo anfitrião, Emmanuel Macron, no hotel onde se realiza a c.úpula. O suposto cumprimento não foi confirmado por fonte isenta e nem por registro de foto ou vídeo.

Longe, ele ataca

Dias antes da humilhante tentativa de prosa em Evian, Lula chamou o presidente americano de “imbecil” e atacou seu secretário de Estado.

Perto, ele recua

Os insultos de Lula ocorreram dias depois de Trump receber o brasileiro em Washington com delicadeza, ouvindo sua conversa mole por 1h30.

Insulto não se esquece

Lula hostiliza Trump desde quando o chamou de “nazista”, na campanha presidencial americana. Agora, não consegue nem abrir negociação.

Mentiras de palanque

Bravatas eleitoreiras do tipo “não é um gringo que vai dar ordem a este presidente” eram lorotas. No caso, Trump não deu ordem alguma a Lula.

DP

16/06/2026

'FOTO DE FAMÍLIA' DO G7 TRUMP E LULA NÃO INTERAGEM

Trump e Lula não interagem durante “foto de família” do G7

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não interagiu com seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a “foto de família” dos chefes de Estado presentes na Cúpula do G7 e convidados, registrada na França, nesta terça-feira (16). Ambos os líderes estavam cumprimentando outros líderes quando passaram um pelo outro.

Inicialmente, Lula se dirigiu ao presidente do Conselho Europeu, António Costa; ao primeiro-ministro da Inglaterra, Keir Starmer; e ao presidente do Egito, Fatah Khalil Al-Sisi.

Donald Trump estava ao lado do líder egípcio, entretanto, conversava com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, no momento em que o brasileiro passou.

No momento da fotografia, Lula se posicionou ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do chanceler da Alemanha, Friedrich Merz.

Depois do registro, os presidentes brasileiro e estadunidense também não se cumprimentaram. No momento em que o republicano passou pelo petista, Lula conversava com von der Leyen.

Depois da foto, os líderes seguiram para uma reunião sobre solidariedade internacional, na qual Lula discursará. Mais tarde, o chefe do Executivo brasileiro participará de um jantar com os demais líderes, previsto para ocorrer às 20h30 (15h30 de Brasília), quando terá outra oportunidade para interagir com o chefe da Casa Branca.

05/06/2026

'EUA IGNORARAM ARGUMENTOS DO BRASIL' - DIZ MAURO VIEIRA, MINISTRO DE RELAÇÕS EXTERIORES

Mauro Vieira diz que EUA 'ignoraram' argumentos do Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o governo dos Estados Unidos “ignorou” os argumentos apresentados pelo Brasil nas investigações comerciais que resultaram na recomendação de novas tarifas contra produtos brasileiros.

Segundo o chanceler, a decisão foi tomada antes do fim do prazo de negociação acordado entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

A declaração foi dada ao Estadão depois de um encontro entre Vieira e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, durante reunião da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris.

Segundo Vieira, o anúncio das recomendações ocorreu dentro do período de 30 dias estabelecido pelos dois presidentes para buscar uma solução negociada para as disputas comerciais.

O chanceler disse ter lembrado esse compromisso ao representante americano e afirmou que a medida exige a intensificação das negociações para evitar novos atritos comerciais. Apesar das recomendações, Greer teria sinalizado que ainda existe espaço para diálogo.

EUA citam Pix, desmatamento e etanol

As recomendações foram feitas com base em duas investigações conduzidas sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

Os americanos acusam o Brasil de práticas desleais em áreas como comércio digital, Pix, combate à corrupção, propriedade intelectual, desmatamento ilegal e acesso ao mercado de etanol.

Outra investigação aponta falhas no combate ao trabalho análogo à escravidão na cadeia pecuária brasileira, que, segundo Washington, gerariam vantagens competitivas ao país.

Com base nas conclusões, o USTR recomendou tarifas de 25% por práticas comerciais consideradas desleais e de 12,5% relacionadas às questões trabalhistas.

Itamaraty rebate críticas

Vieira argumentou que as recomendações desconsideram avanços recentes do Brasil, especialmente na redução do desmatamento.

Segundo o ministro, a área desmatada na Amazônia Legal caiu pela metade em comparação com 2022 e o país segue rumo à meta de zerar o desmatamento ilegal até 2030.

O chanceler também criticou as referências ao Pix, que classificou como um patrimônio dos brasileiros. Os Estados Unidos indagam a tarifa de 18% aplicada pelo Brasil ao etanol americano, enquanto cobram 2,5% sobre o produto brasileiro.

O governo Lula, porém, vincula a discussão às barreiras impostas pelos EUA ao açúcar brasileiro. Segundo Vieira, Washington aplica uma tarifa quatro vezes maior para importar o produto nacional.

revistaoeste

29/05/2026

LASCOU: AÇÃO DE TRUMP CONTRA FACÇÕES BRASILEIRAS INCOMODA A CHINA

China se manifesta sobre ação de Trump contra facções brasileiras

A China voltou a defender o princípio da “não interferência em assuntos internos” depois da decisão dos Estados Unidos de enquadrar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A declaração foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, durante entrevista coletiva concedida nesta semana.

Segundo a representante do governo chinês, Pequim mantém uma postura histórica de respeito à soberania nacional dos países.

“A China defende o princípio de não interferência em assuntos internos”, afirmou Mao Ning ao comentar a medida anunciada pelos norte-americanos.

Na quinta-feira, 28, o Departamento de Estado dos EUA informou que pretende incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras. A decisão amplia o alcance jurídico e financeiro das ações americanas contra grupos ligados ao crime organizado internacional.

A medida foi anunciada poucos dias depois da visita do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Pelas redes sociais, o parlamentar brasileiro comemorou a iniciativa e agradeceu às autoridades norte-americanas.

“Muito obrigado, Sr. secretário de Estado!”, escreveu Flávio Bolsonaro.

“O combate aos narco-terroristas precisa ser feito com a união entre os países afetados pela atuação criminosa deles! O povo brasileiro agradece!”

De acordo com a porta-voz chinesa, o relacionamento entre Brasil e China possui relevância estratégica entre as parcerias mantidas por Pequim com países em desenvolvimento. Ela afirmou ainda que a visita deve fortalecer o diálogo político e ampliar a cooperação bilateral em diferentes áreas.

“Esperamos que, por meio desta visita, ambas as partes consolidem ainda mais a confiança mútua política e estratégica, continuem a progredir na construção de uma comunidade com um futuro compartilhado, demonstrem um senso de responsabilidade na promoção da solidariedade e da cooperação entre os países do Sul Global e contribuam para a paz e a estabilidade mundial”, declarou Mao Ning.

JCO

24/05/2026

RISCO: STF E BLOQUEIO NO BRASIL SÃO CITADOS EM DOCUMENTO PELA SPACEX

SpaceX cita STF e bloqueio no Brasil como risco em documento

A SpaceX citou o Supremo Tribunal Federal como um possível risco aos seus negócios em documentos apresentados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) para abertura de capital na Bolsa norte-americana.

No documento de requisição de oferta pública inicial, a empresa de Elon Musk afirmou que operações globais podem ficar sujeitas a decisões de governos e autoridades jurídicas consideradas “instáveis, maliciosas ou arbitrárias”. O Brasil aparece como exemplo no documento.

A companhia mencionou diretamente o episódio de agosto de 2024, quando a Starlink teve ativos bloqueados por decisão do ministro Alexandre de Moraes em meio ao processo envolvendo a rede social X, também controlada por Musk.

Segundo a SpaceX, o caso demonstraria que ativos podem sofrer medidas judiciais mesmo em situações não ligadas diretamente às operações da empresa.

“Conforme evidenciado pela apreensão de bens no Brasil, podemos estar sujeitos a ações adversas por parte de agentes governamentais”, afirma o documento apresentado à SEC.

SpaceX quer estrear na Nasdaq

A SpaceX informou que pretende listar suas ações no índice de mercado Nasdaq sob o código SPCX. O pedido de oferta pública inicial foi divulgado pela SEC na quarta-feira, mas ainda sem estimativa oficial de preço para os papéis.

A companhia projeta aumento de US$ 581 milhões em receitas ligadas ao segmento de inteligência artificial em 2025. O crescimento seria impulsionado por publicidade, assinaturas do chatbot Grok, operações da rede social X e contratos de licenciamento de dados.

Segundo a imprensa norte-americana, a empresa espera levantar cerca de US$ 75 bilhões com a oferta pública.

revistaoeste

DEU RUIM: APÓS IRREGULARIDADES CHINA SUSPENDE TRÊS FRIGORÍFICOS BRASILEIROS

China suspende três frigoríficos brasileiros após irregularidades

A China suspendeu temporariamente as exportações de três frigoríficos brasileiros após identificar irregularidades sanitárias em cargas de carne bovina enviadas ao país.

A medida atinge unidades da JBS, da PrimaFoods e da Frialto e foi confirmada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Foram suspensas a unidade da JBS em Pontes e Lacerda (MT), a planta da PrimaFoods em Araguari (MG) e o frigorífico da Frialto em Matupá (MT). Segundo a Abiec, o embargo tem caráter preventivo e temporário, enquanto as empresas adotam medidas para rastrear a origem das cargas e corrigir os problemas apontados pelas autoridades chinesas.

Irregularidades sanitárias

A Frialto informou que a fiscalização chinesa identificou a presença do hormônio sintético acetato de medroxiprogesterona em uma das cargas exportadas pela empresa.

Após a suspensão, a companhia reduziu em 40% a produção da unidade de Matupá e passou a direcionar parte da carne para outros mercados, como Estados Unidos, México, União Europeia e países árabes e asiáticos.

A empresa também afirmou ter iniciado uma investigação técnica dos lotes envolvidos e disse esperar a retomada das operações antes do início do ciclo de exportações da cota chinesa de 2027. Segundo a Frialto, a suspensão ocorre em um momento em que o Brasil já se aproxima do limite da cota de exportação para 2026, o que naturalmente reduziria os embarques no segundo semestre.

A Abiec afirmou que o Brasil possui um dos sistemas de controle sanitário mais rigorosos do mundo, com monitoramento permanente da cadeia produtiva e fiscalização do Serviço de Inspeção Federal (SIF). As cargas questionadas pela China, segundo a entidade, estão sendo tratadas conforme os protocolos sanitários firmados entre os dois países.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Embaixada da China no Brasil não se manifestaram.

Liberação

A suspensão acontece na mesma semana em que a China autorizou a retomada das exportações de outras três plantas brasileiras que estavam embargadas desde março de 2025. Na quarta-feira (20), a China reabilitou as unidades da JBS em Mozarlândia (GO), da Frisa em Nanuque (MG) e da Bon-Mart Frigorífico em Presidente Prudente (SP).

Na ocasião, a Abiec comemorou a decisão e afirmou que a retomada reforça a confiança das autoridades chinesas no sistema sanitário brasileiro e na qualidade da carne bovina produzida no país. A entidade também destacou a atuação do Ministério da Agricultura e Pecuária nas negociações conduzidas diretamente em Pequim para restabelecer as habilitações.

O Brasil possui mais de 100 frigoríficos habilitados para exportar carne bovina para a China, principal destino internacional do produto brasileiro.