01/09/2026

RESUMO DE NOTÍCIAS

Resumo

*O corpo do empresário Marcelo Silva, de 27 anos, que estava desaparecido desde sábado (29), foi encontrado nesta terça-feira (1) pela Polícia Civil. De acordo com informações, ele estava enterrado numa cova de aproximadamente 4 metros no município de Macaíba. Ele teria sido sequestrado por homens armados, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. O crime ocorreu quando a vítima chegava em casa acompanhada da esposa e do filho, no conjunto Cidade das Rosas, bairro Jardins. Imagens de câmeras de segurança registraram a ação por volta das 22h. Marcelo dava ré para colocar o veículo na garagem quando um Toyota Etios prata parou em frente à residência. Dois homens encapuzados e armados desceram do carro, retiraram o empresário à força e o colocaram dentro do automóvel. Um terceiro suspeito ainda tentou fugir levando a mulher e a criança em outro veículo da família, estacionado na rua. O carro, contudo, não funcionou devido ao sistema de chave presencial. O homem desistiu e fugiu, deixando os dois no local. Policiais do 16º Batalhão da Polícia Militar realizam diligências desde a noite do crime. No domingo (30), o rastreamento do celular levado junto com a vítima apontou localizações nos bairros Centro e Barreiros, ambos em São Gonçalo do Amarante, mas as equipes que foram aos pontos indicados não localizaram o empresário. Segundo os familiares, Marcelo atua no setor de aluguel de veículos, não tem histórico de desavenças e não possui envolvimento com atividades ilícitas. A família suspeitava que o sequestro poderia ter sido motivado por transferências bancárias forçadas, hipótese ainda não confirmada pelas autoridades. Até o momento, nenhum contato com exigência de resgate foi realizado pelos criminosos.


*O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou que vai acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a abertura imediata de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, além de seu afastamento cautelar e de sua prisão preventiva, sob a alegação de risco de fuga do país. “Moraes tem que ser investigado e preso”, escreveu Nikolas no X. Em outra publicação, afirmou: “André Mendonça, está em suas mãos fazer história nesse país. Vai em frente que estamos com você”. Os pedidos têm como base supostas irregularidades atribuídas a Moraes pela Polícia Federal em documentos cujo sigilo foi derrubado nesta terça-feira (1º) pelo ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo os documentos, Moraes teria editado um contrato firmado entre Vorcaro e sua esposa, Viviane Barsi de Moraes. Nikolas também defendeu a prisão preventiva do ministro. “Moraes deve ser preso preventivamente ainda hoje. Não há apenas um indício claro de prevaricação, mas há risco de fuga. Inclusive, Vorcaro pede que Moraes o ajude a fugir [nos documentos da PF]”, afirmou. O deputado ainda publicou, em inglês, a frase “Moraes will fall” (“Moraes vai cair”). Mais cedo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que Moraes deveria renunciar ao STF caso sejam confirmadas as suspeitas de envolvimento com Vorcaro. Apesar das críticas, os documentos da PF apontam que Fabio Faria, ex-ministro do governo Jair Bolsonaro, intermediou o primeiro encontro entre Moraes e Vorcaro. Flávio Bolsonaro também mantém relação com o banqueiro e já pediu milhões de reais a ele para financiar um filme sobre seu pai.


*O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes enviou quatro mensagens de visualização única – que se destroem logo depois de serem vistas – ao banqueiro Daniel Vorcaro em 17 de novembro de 2025, dia de sua prisão. Elas foram enviadas às 8h16, 17h31, 20h21 e 20h23. As últimas foram remetidas ao banqueiro poucas horas antes de o dono do banco Master ser preso. Vorcaro seria detido pela Polícias Federal no aeroporto de Guarulhos na noite daquele dia tentando ir para Malta, na Europa. A íntegra da troca de mensagens está em relatório da Polícia Federal na operação Compliance Zero concluído na quinta-feira da semana passada (27/8). As mensagens do ministro são em resposta a perguntas do banqueiro enviadas a ele a partir das 7h19 da manhã daquele dia. Nesse horário, Vorcaro enviou uma foto de visualização única ao ministro. Moraes respondeu com outra foto às 8h16. O banqueiro mandou mais quatro fotos, às 17h22, 17h26, 20h04 e 20h48min, na proximidade de sua prisão. A PF não conseguiu identificar o conteúdo de todas as imagens, mas descobriu que as imagens apagadas de Vorcaro eram fotos de textos que ele mandava ao ministro. Às 7h19 da manhã, o banqueiro afirma ao ministro do STF que tentava antecipar aos investidores seus planos para salvar o banco Master e vendê-lo. Às 17h22, Vorcaro continuou a escrever a Moraes sobre a negociação para vender o Master e se livrar das dívidas: “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Fiz o que deu, vou anunciar parte da transação”. Na sequência, às 17h26, o banqueiro pergunta a Moraes: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?” Moraes responde às 17h31. Não se sabe o conteúdo da foto. Às 20h48, Vorcaro, que se dirigia a Malta, avisa a Moraes: “Tô indo assinar com os investidores de fora e estou online”. O banqueiro seria preso pela primeira vez depois.


*A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) gravou um vídeo nesta terça-feira (1º) em que orienta a oposição a realizar uma obstrução total das votações no Senado. A proposta da parlamentar é paralisar a Casa Legislativa até que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), seja afastado do cargo ou renuncie. A reação ocorre no mesmo dia em que Damares anunciou que protocolará, na tarde de hoje, um novo pedido de impeachment contra o magistrado, com apoio da bancada de oposição. A crise escalou após a divulgação de suspeitas de que Moraes teria atuado diretamente na edição de um contrato de R$ 131 milhões envolvendo sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o banqueiro Daniel Vorcaro. O cenário se agravou com o vazamento de mensagens, atribuídas a Vorcaro, sugerindo suposta interlocução e proteção em instâncias como a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR). – Estou conversando com todos os colegas para que a gente não vote mais nada esta semana – afirmou a senadora no vídeo divulgado em suas redes sociais. E continuou: – Não se vota nenhuma PEC, nenhum projeto de lei, se Alexandre de Moraes não renunciar ou se a gente não impichá-lo. Enquanto esse homem estiver no Supremo, nós não vamos votar nada aqui no Senado. A parlamentar classificou as denúncias como inadmissíveis e disse que vai visitar os gabinetes dos senadores um a um para pedir apoio à paralisação. Para Damares, as revelações comprometem a estabilidade das instituições.


*A Justiça Eleitoral determinou na segunda-feira 31 a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar possíveis crimes relacionados a transferências de domicílio eleitoral e pedidos de alistamento em São Gonçalo do Amarante. A sentença aponta indícios de falsificação em série de comprovantes de residência e menciona o vereador Ulisses Costa (PSDB) como suposto intermediador de uma das transferências examinadas. A decisão foi proferida pela juíza Tathiana Freitas de Paiva Macedo, da 51ª Zona Eleitoral. Além de enviar cópia integral do processo à Polícia Federal, a magistrada determinou o cancelamento de 14 inscrições eleitorais por ausência de vínculo com o município e fraude documental. A responsabilidade dos envolvidos e a participação atribuída ao vereador ainda serão apuradas, sem conclusão sobre culpa nesta fase. O procedimento foi aberto de ofício pela Justiça Eleitoral após a identificação de indícios de irregularidade em requerimentos apresentados pelo sistema Título Net. Uma análise técnica encontrou um padrão atípico nas faturas da Neoenergia Cosern usadas para comprovar os endereços dos eleitores. Segundo a sentença, os documentos apresentavam os mesmos dados gerais: conta no valor de R$ 81,97, leitura do medidor em 14.239 e consumo de zero quilowatt-hora. A análise também detectou dados ocultos e sinais de adulteração digital. A conclusão foi de que todas as faturas derivavam de um único documento, originalmente emitido em nome de Daniel Noberto de Sousa. A Justiça enviou um oficial aos endereços informados para verificar se os eleitores efetivamente residiam nos locais declarados. A diligência concluiu que a maioria das numerações fornecidas não existe nas ruas Tocantins e Santa Catarina. No único endereço localizado entre os considerados irregulares, o oficial verificou que Daniel Noberto de Sousa e Valdilene Pereira da Silva Sousa já não moravam no imóvel. Apenas Maria do Socorro Araújo da Silva foi encontrada no endereço declarado, na Rua Santa Catarina. Por ter sido comprovado que ela reside no local, sua inscrição eleitoral foi mantida, apesar dos questionamentos sobre o documento utilizado para formalizar a transferência. Durante a diligência, Maria do Socorro declarou que o procedimento para transferir seu título teria sido intermediado pelo vereador Ulisses Costa. A juíza considerou que esse relato, associado à falsificação em série das faturas, indica a possível ocorrência de crime eleitoral. O caso foi publicado na edição desta terça-feira 1º do jornal O Correio de Hoje.

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