25/06/2026

RESUMO DE NOTÍCIAS

Resumo

*Morreu nesta quinta-feira (25) a jornalista Helga Oliveira, pioneira na cobertura esportiva no Rio Grande do Norte, aos 51 anos. Ela passava por tratamento contra leucemia e permaneceu internada nas últimas semanas. Helga Oliveira lutava contra a doença há pelo menos cinco anos. No início de junho, uma gripe evoluiu para uma pneumonia agressiva, o que resultou em sua internação. Até a publicação desta matéria, não há uma definição sobre a data e horário do sepultamento da jornalista. Em sua carreira, ela se destacou como um das primeiras mulheres a atuar na cobertura esportiva na televisão, à época, na TV Cabugi. Mãe de dois filhos, sendo um deles diagnosticado com autismo, Helga transformou sua experiência familiar em instrumento de informação, acolhimento e inclusão. Em 2018, os dois protagonizaram uma campanha institucional da Assembleia Legislativa sobre o Transtorno do Espectro Autista, voltada à importância do diagnóstico e da intervenção precoces. Com a iniciativa, Helga permitiu que uma experiência verdadeira e profundamente humana chegasse a milhares de pessoas.


*A fábrica da Midea em Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, enfrenta uma intensa crise trabalhista e política após a denúncia de que um funcionário do setor de qualidade foi agredido fisicamente por um gerente chinês na linha de produção. Segundo relatos do Sindicato dos Metalúrgicos, a vítima teria sido atingida com socos nas costelas e golpeada com uma borracha de vedação de geladeira, conhecida como gaxeta. O episódio, classificado pelas lideranças sindicais como uma grave lesão corporal, gerou indignação entre os funcionários, que compararam a agressão ao período da escravidão, afirmando que o trabalhador foi covardemente chicoteado enquanto exercia suas funções. Como resposta, cerca de 1.200 trabalhadores paralisaram as atividades na última terça-feira (23) e organizaram uma grande manifestação na porta da unidade, com o apoio do Sindicato dos Metalúrgicos e da CUT-MG. Além de protestarem contra a violência física, os funcionários aproveitaram o movimento para denunciar um histórico de assédio moral, assédio sexual e pressão abusiva por produtividade dentro da fábrica. A tesoureira do sindicato, Cristiane Aparecida dos Santos, afirmou à EPTV: – O que ocorreu aqui para a gente, ele supera a questão do assédio moral. Para nós do sindicato, o que aconteceu é uma lesão corporal, porque um trabalhador que saiu de casa de manhã para vir aqui para a empresa trabalhar, ganhar o seu pão de cada dia, foi covardemente chicoteado nas costas. Infelizmente, num período que é muito vergonhoso para a história do nosso Brasil, a gente sabe que os trabalhadores escravizados eram chicoteados para que eles produzissem, para que eles trabalhassem. Diante do escândalo, a Midea se manifestou em nota afirmando que não compactua com nenhum tipo de violência ou discriminação. Também informou que afastou preventivamente o gestor envolvido para que os fatos sejam apurados.


*O jurista André Marsiglia afirmou, em entrevista ao Pleno Time, que a principal “falta grave” no episódio envolvendo a arma encontrada fora da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seria do próprio ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Marsiglia, a interpretação adotada pelo magistrado para enquadrar o caso como possível infração à prisão domiciliar não encontra respaldo jurídico. A expressão “falta grave” foi usada pelo ministro em despacho para a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo parecer sobre o episódio da arma de fogo. Marsiglia contestou a aplicação do artigo 50 da Lei de Execução Penal como fundamento para caracterizar uma falta grave. – A falta grave aqui é a falta de talvez conhecimento da lei do próprio ministro Moraes. Isso é uma falta grave, falta leitura. Essa é a falta – declarou Marsiglia, nesta quinta-feira (25). O jurista argumentou que a arma em questão estaria inutilizada, sem condições de disparo, e, portanto, não poderia ser considerada um instrumento apto a causar danos a terceiros. – Se ela estava inútil, não tem como ferir, não é? Um canhão sem bala ou sem capacidade de funcionar, que está num museu, não pode ser considerado uma arma. A arma é a mesma coisa – afirmou.


*O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) aprovou a destinação de até R$ 300 mil para a contratação da atriz Luana Piovani em uma campanha contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia a autonomia financeira e administrativa do Banco Central. De acordo com ata de reunião realizada em 9 de junho, a contratação foi aprovada pelo conselho da entidade com cinco votos favoráveis e uma abstenção. No mesmo dia, a atriz publicou em suas redes sociais um vídeo criticando a proposta, identificando o conteúdo como publicidade por meio da hashtag “#publi”. Segundo o documento, a presidente do Sinal-DF e diretora de Relações Externas da entidade, Edna Velho, defendeu uma atuação mais intensa do sindicato nas redes sociais diante da possibilidade de avanço da PEC no Senado. “Nesse contexto, foi sugerida a contratação da atriz e influenciadora Luana Piovani para participar de campanha de comunicação voltada à crítica da PEC, considerando sua atuação pública em manifestações relacionadas a temas de interesse social e a propostas consideradas prejudiciais à população”, registra a ata. O documento também informa que a dirigente já havia mantido contato prévio com a atriz para discutir a possibilidade de contratação e os valores envolvidos. “A presidente informou sobre a conversa com a profissional e seu alinhamento à posição defendida pelo sindicato, além do valor cobrado pela gravação de um vídeo e postagem no perfil oficial da atriz”, diz o texto. Ainda segundo a ata, “a proposta da contratação foi colocada em votação com valor de até R$ 300 mil”. Na semana anterior, o sindicato havia negado o pagamento à atriz. Além da contratação de Piovani, o Sinal aprovou, em 29 de maio, a destinação de mais R$ 250 mil para ampliar a campanha contra a PEC. A justificativa apresentada foi a boa receptividade e o alcance das ações realizadas em diferentes meios de comunicação.


*Investigadores da Polícia Federal se desdobram na análise de dados da Compliance Zero que flagraram diálogo do presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), atuando para liberar empréstimo de R$22 milhões para uma empresa da cunhada, em março de 2024. A pergunta na corporação é “o que Daniel Vorcaro viu em Motta?”. O pedido de Motta ao enrolado dono do Banco Master, segundo registrado pelo Estadão, foi em março de 2024. Motta nem mesmo era cotado para a presidência da Câmara. O empréstimo acabou liberado. Motta, que nem era citado para suceder a Arthur Lira na presidência da Cãmara, foi indicado em outubro de 2024. Três meses após o lobby, Motta desfrutava de luxuosa hospedagem no Four Seasons Hotel Ritz Lisbon, generosa cortesia de Vorcaro. A coluna apurou que Motta não está na lista de 25 deputados que viajaram em ‘missão oficial’ para o convescote em Lisboa, mas esteve lá. Sobre o bem-bom às custas de Vorcaro, Motta disse que “não via problemas porque é um evento corporativo” e que estava tranquilo.

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